Esquadrão Imortal – Palmeiras 1993-1994

Grandes feitos: Bicampeão brasileiro em 1993 e 1994, bicampeão paulista em 1993 e 1994 e campeão do Torneio Rio-SP em 1993.

Time base: Sérgio (Velloso); Mazinho, Antonio Carlos, Cléber (Tonhão) e Roberto Carlos; César Sampaio, Daniel Frasson (Flávio Conceição), Edílson (Rivaldo) e Zinho; Edmundo e Evair. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

“Jejum? Não conheço…”

Foram 16 anos de angústia. Nesse tempo, muitas derrotas amargas, poucos jogadores para admirar e muita gozação dos rivais. Para piorar, o Corinthians ganhava seu primeiro brasileiro e o São Paulo colecionava títulos internacionais. É, o início da década de 90 estava sendo terrível para o torcedor do Palmeiras. Como e quando o time poderia voltar a ser protagonista e ganhar um título? Oras, com dinheiro! Muito dinheiro. Foi graças a uma dourada parceria com a Parmalat que o Verdão começou a virar o jogo. Jogadores talentosos eram anunciados a baciada, toda semana. Logo, o time estava formado. Time? Ou seria seleção? O Palmeiras em 1993 e 1994 não ganhou um, mas cinco títulos, três em cima do maior rival. De quebra, com futebol bonito, pra frente, envolvente. Não havia ninguém páreo para o Palmeiras de Edmundo, Evair, Zinho, Cléber e Edílson. Eles eram endiabrados demais. Dentro e fora de campo. Mas o torcedor não ligava para as brigas entre eles. Canecos eram mais importantes, goleadas ainda mais. E ver o rival ser massacrado constantemente era indescritível. Muitos consideram aquele Palmeiras como o melhor que o time já teve. Será que foi mesmo? Só relembrando para ter certeza.

 

Construindo um esquadrão

Para colocar um ponto final no angustiante jejum que vivia o clube, a diretoria do Palmeiras conseguiu firmar uma promissora parceria com a Parmalat em 1992. O acordo traria uma fortuna ao clube, disponível para a contratação de grandes jogadores. E foi o que aconteceu. No começo do ano, o clube anunciava Antônio Carlos, Roberto Carlos, Edmundo e Edílson. Pouco tempo depois, outros chegariam, e se somavam a Evair, Mazinho, César Sampaio e Zinho. Pronto. O time estava no jeito. Era hora de correr atrás do primeiro título.

 

Paulista vira obsessão

O primeiro torneio do ano seria o estadual, um prato cheio para treinar a grande equipe do Verdão. Na primeira fase, o Palmeiras ficou em primeiro lugar, com 19 vitórias, 6 empates e 5 derrotas em 30 jogos. Na segunda fase, dois grupos com quatro equipes definiriam os primeiros colocados como finalistas.  O Palmeiras venceu os seis jogos de seu grupo e foi para a final. O adversário não poderia ser mais estimulador: o Corinthians, do goleiro Ronaldo e do matador Viola.

A decisão

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Mais uma vez o paulista tinha um regulamento esdrúxulo. Se houvesse uma vitória para cada equipe nos dois jogos da final, a decisão iria para a prorrogação, e o time com melhor campanha no campeonato poderia jogar pelo empate na… Prorrogação! Bizarro? Muito! Mas, era o regulamento. No primeiro jogo, Viola fez o único gol do Corinthians na vitória por 1 a 0. Na comemoração, ele imitou um porco, para provocar os rivais. O atacante se arrependeria muito pelo feito no jogo seguinte…

Goleada no jejum!

A partida de volta foi toda do Palmeiras. O time entrou em campo com a faca entre os dentes e pronto para estraçalhar o rival. E foi o que ele fez. Zinho abriu o placar para o Verdão. No segundo tempo, Evair e Edílson ampliaram. Em uma decisão normal, o Palmeiras já seria o campeão pelo saldo de gols. Maaaaas, o jogo foi para a prorrogação. O time poderia não fazer gols que mesmo assim seria campeão. Mas Evair marcou mais um, e enterrou o jejum do Palmeiras: 4×0. O torcedor podia, depois de 16 anos, soltar o grito de campeão. Mas não tão alto, senão não conseguiria gritar nos próximos títulos que viriam ainda em 1993.

 

Outro título. De novo sobre o Corinthians.

Pouco tempo depois da conquista do estadual, o Palmeiras venceu o Torneio Rio-SP, batendo novamente o Corinthians na final. O Verdão venceu o primeiro jogo por 2 a 0, e segurou um empate sem gols na partida de volta para ficar com a taça. Faltava mais alguma coisa? Sim, o Campeonato Brasileiro.

 

Campeão do Brasil, 20 anos depois

No campeonato brasileiro, o Palmeiras fez uma campanha quase perfeita. Em 22 jogos ao longo do torneio, venceu 16, empatou 4, e perdeu apenas duas partidas. Além disso, teve o melhor ataque, com 40 gols marcados. O time enfrentou na final o surpreendente Vitória, com jovens promessas como Dida e Alex Alves, além de Paulo Isidoro, Gil Sergipano e João Marcelo. Mas o Verdão não teve dificuldades. No primeiro jogo, na Fonte Nova lotada, a equipe se impôs e venceu por 1 a 0, gol de Edílson. Na volta, no Morumbi igualmente cheio, mais de 88 mil pessoas vibraram com a vitória por 2 a 0 do Palmeiras, gols de Evair e Edmundo, ambos no primeiro tempo, o que garantiu o brasileirão ao Verdão depois de 20 anos. Era o terceiro título no ano. Para quem tinha ficado longos 16 na fila, não era nada mal… Mas o time queria mais.

 

Ano novo. Ano de bis

Se na Libertadores o Palmeiras não teve sorte (foi eliminado nas oitavas de final pelo rival São Paulo), no Paulista e no Brasileiro o time brilhou. No estadual, disputado em turno e returno por pontos corridos, o time de Luxemburgo sobrou. Em 30 jogos, foram 20 vitórias, 7 empates e apenas 3 derrotas. Evair, ainda mais matador, foi o artilheiro da competição com 23 gols. Novo caneco na galeria, hora de brigar pelo bi nacional.

 

Soberania

Sem Edílson, mas com Rivaldo tinindo, o Palmeiras avançou fácil até as quartas de final do Campeonato Brasileiro de 1994. O time venceu duas vezes o Bahia por 2 a 1, e encarou nas semifinais o Guarani. O Verdão venceu novamente os dois jogos, por 3 a 1 e 2 a 1, indo para a final. O adversário? Novamente o Corinthians.

Um é bom, dois é ótimo, três é espetacular!

O Palmeiras completou a trinca de vitórias pra cima do Corinthians em decisões na final do Brasileiro de 1994. Depois de vencer o paulista e o Torneio Rio-SP de 1993, o torneio nacional foi a cereja no bolo alviverde. No primeiro jogo, vitória por 3 a 1, com gols de Rivaldo (2) e Evair. No jogo seguinte, empate em 1 a 1, com mais um gol palmeirense marcado por Rivaldo, e a consagração de um time devastador. O Palmeiras repetia o feito da academia da década de 70 e conquistava o bicampeonato brasileiro 1993/1994. O palmeirense nunca fora tão feliz. Afinal, vencer cinco títulos em dois anos, ver um jejum de 16 anos ir por terra e derrotar em três finais o maior rival, não teve preço. Teve alegria, eficiência e muito futebol. Ser palmeirense naqueles dois anos era a coisa mais fácil e divertida do mundo.

 

Debandada encerra o show

Após a final do brasileiro, o Palmeiras começou o desmanche. Mazinho foi para a Espanha. Edmundo foi seduzido pelo Rio e foi jogar no Flamengo. Evair foi outro que partiu, para o Japão. Roberto Carlos foi brilhar na Europa, na Internazionale, e, posteriormente, no Real Madrid. O time viveria vacas magras até brilhar novamente em 1996, 1998 e 1999. Mas o efeito devastador que a geração de 93/94 teve não seria igualado. O Verdão que acabou com o jejum foi mesmo imortal.

 

Os personagens:

Sérgio: foi o paredão da equipe nas decisões de 1993. Seguro, soube lidar com a pressão e garantir a retaguarda palmeirense.

Velloso: um dos grandes goleiros da história do clube, Velloso brilhou de 1994 até 1999 no alviverde. Foi peça fundamental em muitas conquistas no período.

Mazinho: dono de uma habilidade extrema, Mazinho podia jogar tanto na lateral direita quanto no meio de campo daquele time. Suas atuações o levaram à Copa de 1994, onde virou titular e ajudou o Brasil a conquistar o tetracampeonato mundial.

Antonio Carlos: depois de brilhar no São Paulo, “Zago” foi o pilar da zaga alviverde nos bicampeonatos paulista e brasileiro.

Cléber: chegou ao clube depois da conquista do paulista de 1993, mas teve tempo de levantar o brasileirão. Impunha respeito por sua presença física e muita raça. Virou o xerifão da zaga e colocou Tonhão no banco.

Tonhão: ficou conhecido como “caneleiro”, por quase sempre ir ao corpo dos atacantes ao Ives de ir à bola, mas conquistou rapidamente a torcida com sua raça e força de vontade. Era titular absoluto até a chegada de Cléber. Muito querido até hoje no Palmeiras.

Roberto Carlos: revelado pelo União São João, Roberto Carlos encantou o Brasil nas temporadas de 93/94 na lateral esquerda do Palmeiras.  No Verdão, já mostrava os indícios que o levariam a ser o melhor do planeta na posição anos mais tarde. Jogou tanto que logo partiu para a Europa, onde viraria estrela mundial.

César Sampaio: foi um dos líderes do time e logo seria capitão. Tinha espírito de liderança e comandava o meio campo. Tinha muita técnica e marcava gols em suas subidas ao ataque. Ele que levantou a única Libertadores do Verdão, em 1999.

Daniel Frasson: era o carregador de piano do time. Discreto, cumpriu seu papel em 1993. Não comprometeu.

Flávio Conceição: comandou o meio palmeirense e foi peça fundamental nos títulos de 1994. Jogou 103 partidas pelo clube, e logo despertou interesse do La Coruña, para onde foi em 1996.

Edílson: o capetinha arrebentou no Verdão em 1993. Foi decisivo e marcou gols sempre quando o time mais precisava dele. Saiu antes de o time ser bicampeão brasileiro em 1994, para jogar no Benfica, de Portugal.

Rivaldo: no Palmeiras foi onde Rivaldo começou a dar mostras do magnífico meia-atacante que seria anos mais tarde, até chegar a melhor do mundo em 1999. Eficiente, técnico, driblador e dono de passes precisos, ele dominou o time em 1994, e foi o maestro na decisão do brasileiro contra o Corinthians. Marcou 21 gols em 44 jogos pelo clube. Um dos maiores craques que já vestiu a camisa alviverde na história.

Zinho: craque consagrado, desfilou no Palmeiras, onde colecionou ainda mais títulos para a sua vasta coleção. Outro que fez parte do Brasil tetracampeão mundial na Copa de 1994.

Edmundo: no Palmeiras foi onde ganhou o apelido de “Animal”, tamanha sua eficiência e gana em direção ao gol. Marcou 74 gols em 180 partidas pelo Palmeiras, muitos deles decisivos. É ídolo até hoje da torcida.

Evair: outro xodó do clube e matador, Evair marcou gols em profusão no alviverde. Em sua primeira passagem, de 1991 a 1994, fez 117 tentos em 221 jogos. Voltou ao clube em 1999, justamente para ser campeão da Libertadores.

Vanderlei Luxemburgo (Técnico): soube domar os egos do time e controlar as ríspidas brigas que sempre acometiam um elenco cheio de estrelas. Mostrou a sua estrela ao vencer quase tudo o que disputou.

Extras:

Jejum enterrado

O Verdão entrou mordido e disposto a acabar tanto com o Corinthians, que havia provocado o alviverde na partida de ida, quanto com o jejum de 16 anos sem título. Dito e feito. O Verdão deu show, meteu 4 gols, e levantou o paulistão.

Brasil alviverde

Com um Morumbi pintado de verde, o Palmeiras fez 2 a 0 no azarão Vitória e conquistou o Brasileirão depois de 20 anos. Outro jejum enterrado.

 

Empate com sabor de vitória. Verdão Bicampeão

Foi um jogaço. Ambas as equipes pressionaram, o Corinthians precisava reverter a desvantagem, mas o Palmeiras se segurou, e o empate em 1 a 1 garantiu o terceiro caneco pra cima do rival em dois anos. Brasil alviverde pelo segundo ano seguido.

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20 thoughts on “Esquadrão Imortal – Palmeiras 1993-1994

  1. Tenho 30 anos, sou torcedor do cruzeiro. Já vi muitos times arrebentarem como o meu Cruzeiro de 2003. Mas assumo, que o melhor time que vi jogar foi esse do Palmeiras. Uma injustiça não ter ganho a libertadores e jogar o mundial em 93 ou 94.

  2. Eu sei que serei trucidado aqui pelos palestrinos mas, não fosse a Parmalat ter vindo lavar dinheiro no Brasil (sim, anos depois foi comprovado que a multinacional usava o futebol pra lavar dinheiro), a SEP fatalmente permaneceria na fila.

    Foi preciso uma manobra vergonhosa nos bastidores pra dar fim ao jejum. Precisaram tirar o timaço do SPFC de Telê da jogada pra poder ganhar do fraquíssimo SCCP na final, com o auxílio luxuoso do José Aparecido de Oliveira tanto no jogo do SCCP contra o SPFC (com aquele gol grotesco impedido do Neto), quanto no 2º jogo da final contra o próprio SCCP, que foi aquele escândalo que todo mundo viu. Não dava pra perder o título outra vez como em 1992.

    A mesma situação de descrédito e apequenamento que o clube vive atualmente, viveu logo após a década de 70. O auge foi a derrota em 86 em pleno Morumbi para a Inter de Limeira. O período pós-Parmalat (que começou em 2001) só reforça a certeza de que a multinacional foi o grande diferencial pra não extinção do clube, mas como tudo tem um preço, de lá pra cá foram 2 rebaixamentos, derrotas vexatórias, crises, perda de respeito perante os rivais e apenas 2 títulos.

    Mas é inegável que o time da Parmalat dos anos 90 era um grande time.

    1. O título de 93 foi roubado? Tonhão nem toca no Ronaldo e foi expulso, OK! Nem o timeco do Corinthians e nem as maricas do Raí aguentavam aquele time, lembra da semi final do Brasileiro? Vai entender de futebol pra depois vir aqui comentar! Vergonha é time falir, dar o calote na praça e depois abrir com outro nome, outro escudo e outra camisa! Vergonha é tentar roubar estádio! Vergonha é estar levando um chocolate na bola e abandonar o campo! Sai fora invejoso!!!!

    2. Sr. Willians você não falou nada de errado dentro de sua visão sobre os acontecidos, porém falta a você reconhecer a outra visão, aquela que não é a sua. Ex: Você parece que não ouviu o que falou o Sr. José Aparecido de Oliveira a respeito do que ele marcou nas partidas, sendo tudo uma questão de interpretação, que pelo que falou no seu comentário tu interpretaste que o árbitro deveria expulsar o Edmundo, porém ele decidiu por não, escolha dele que você não aceita.
      Aposto que você nunca apitou uma partida de rachão kkkkkkkkkkk, ia notar que os atletas iam reclamar de sua pessoa, kkkkkkkkk, o que mostra que tudo depende da visão de cada um.
      Concluindo o todo para não comentar detalhes de tudo que falou, resumo que todo time glorioso tem suas derrotas ou vexames, mas jamais tira as glórias conquistadas de forma inesquecível. Sei também que o seu time que não é o meu verdão, sofreu vexames tbm e sabe que sofrerá futuramente, inclusive o meu fará história sobre o seu, então só lhe resta reconhecer não somente o meu time de 90, mas reconhecer que tanto o meu time quanto o seu são times gloriosos de momentos imortais.
      ” Esporte também é saber que o adversário também sabe jogar, que a vitória só é inesquecível porque este mesmo rival também proporcionou a emoção mesmo sem ganhar”.

  3. Vai seu invejoso. O palmeiras sairia da fila mesmo sem a parnalat. Se esqueceu q quem decidiu na final foi evair, jogador q nao era da parmalat. Ele chegou no palmeiras antes da parmalat. Tinha o cesar sampaio. Goleiro sergio, e outros . E o palmeiras apesar dos problemas q vc citou, e o maior ganhador de titulos nacionais nesse pais. Saudacoes palestrinas….

  4. grandes times tiveram ajuda do governo para ser algo. esse cara vem fala da maquina verde,ele nao sabe que o sao paulo foi rebaixa do em 1991
    Nao foi rebaixado por corrupicao na cbf

  5. pra mim o unico titulo que faltou foi a libertadores 1994 e posteriormente o mundial!Mas o time nao se concetrou foi caçar niqueis na russia chegou na sexta e jogou no domingo!
    Era um time espetacular!!!!!

  6. melhor time da história do futebol brasileiro!!!!!! com 9 convocações para seleção brasileira!!!!!!! Antonio Carlos, Cleber, Mazinho Roberto Carlos, Cesar Sampaio, zinho, Edmundo, Edilson e Evair!!!!!!!!!fora alguns reservas, que logo depois seriam convocados também!!!!!!!!! como Amaral, Fravio Conceição, o mito Marcos……!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  7. Tenho 50 anos , e só vi um time melhor que este jogar a ultima Academia em que a escalação era um Poema Leão Eurico L Pereira Alfredo e Zeca Dudu Ademir o Divino Leivinha Edu Cesar e Nei , mas tenho orgulho de todos os Palmeiras por que ser Palmeirense independe de ser Campeão.

  8. Pena que hoje em dia, o Palmeiras não comemora mais nada. Depois do 1° rebaixamento, só conquistou 2 títulos e foi rebaixado de novo. Ano passado, lutou para não cair novamente, se livrou na ultima rodada.

  9. Não existe um clube no Brasil que teve mais esquadrões imortais do que o Palmeiras. Não é à toa que é chamado de “Campeão do Século”.

    Parabéns pelas belas publicações!

    OBS: ainda faltou incluir aquele timaço do Palmeiras de 96.

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