Seleções Imortais – Holanda 1974

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Grande feito: Vice-campeã da Copa do Mundo de 1974. Mesmo sem um título, se tornou uma das mais notáveis e incríveis seleções de futebol de todos os tempos.

Time-base: Jan Jongbloed; Wim Suurbier, Arie Haan, Wim Rijsbergen e Ruud Krol;  Wim Jansen, Johan Neeskens e Van Hanegem; Rob Rensenbrink, Johan Cruyff e Johnny Rep. Técnico: Rinus Michels.

“O Carrossel Holandês”

A Copa do Mundo de 1974 entrou para a história por ser, talvez, uma das únicas em que o vice-campeão teve mais fama, histórias e façanhas que o próprio campeão. A culpada desse fato inusitado foi a seleção da Holanda, um time fantástico, irresistível e formidável que simplesmente massacrou os rivais durante sua campanha no Mundial. Por ironia do destino, os holandeses sucumbiram diante dos frios donos da casa, os alemães, peritos em acabar com seleções mágicas (como já haviam feito na Copa de 1954, ao vencer a Hungria de Púskas). Mesmo com o amargo vice, a equipe que ficou conhecida como a Laranja Mecânica (referência a um filme de bastante sucesso da época) e Carrossel Holandês (pelo fato de nenhum jogador guardar posição fixa) marcou para sempre seu nome na história do futebol com atuações brilhantes e por consagrar de vez o Futebol Total. É hora de relembrar os feitos da seleção que merecia, sim, uma Copa do Mundo.

 

O Futebol Total

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Antes da Holanda de Rinus Michels ficar notável pelo Futebol Total, esse estilo de jogo já havia dado mostras com o treinador holandês Jack Reynolds, que criou o esquema no Ajax, no começo do século XX. Décadas depois, o River Plate dos anos 40, conhecido como “La Máquina”, deu show na América do Sul com exibições de gala que entraram para a história do futebol latino. Nos anos 50, a Hungria deixou todos “em pânico” com seu futebol exuberante e plástico, mas que infelizmente não levou uma Copa do Mundo. Na década de 60, foi a vez do Racing Club, também da Argentina, conquistar a América e o Mundo com partidas “Totais”. Porém, mesmo com esses primórdios, o Futebol Total só seria conhecido por todo planeta na década de 70. Rinus Michels, que foi jogador do Ajax e foi treinado por Reynolds, aprendeu com seu mestre a arte da rotatividade em campo. Com ampla bagagem e já treinador, Michels decidiu logo em seu primeiro ano de Ajax, em 1965, fazer seu time jogar naquele método. E deu certo. Beneficiado pela brilhante safra de bons jogadores que despontava no clube, principalmente por Cruyff, o Ajax venceu três Campeonatos Holandês consecutivos de 1966 a 1968, além de uma Copa da Holanda em 1967. Com um futebol envolvente e inovador, aquele time começou um domínio absoluto na Holanda e, principalmente, na Europa, com a conquista de três Ligas dos Campeões da UEFA consecutivas (1971, 1972 e 1973) e ainda um Mundial Interclubes em 1972. Ali, no Ajax, nascia a base da seleção da Holanda, que começava a despontar como uma das favoritas ao título da Copa do Mundo de 1974.

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Pronta para o show

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Antes da Copa (e ainda sem Michels), a Holanda, comandada pelo checo František Fadrhonc, disputou a Eurocopa de 1972, mas não conseguiu chegar até as fases finais. A equipe terminou na segunda posição do Grupo 7, atrás da Iugoslávia, com três vitórias, um empate e duas derrotas. A vitória mais lembrada foi de 3 a 2 sobre os futuros campeões, os alemães, por 3 a 2. Mesmo com o revés, o Futebol Total holandês vivia o ápice graças ao Ajax, que venceu a Internazionale na final da Liga dos Campeões da UEFA daquele ano e foi exaltado de maneira entusiástica pela mídia europeia, que declarou a “morte” do Catenaccio e o fim do futebol defensivo.

Nas eliminatórias para a Copa, os holandeses avançaram com quatro vitórias e dois empates em seis jogos, com 24 gols marcados e apenas dois sofridos. O time já dava shows, mas o grande objetivo da KNVB, a federação de futebol do país, era Rinus Michels. Depois de muita conversa, o treinador, enfim, assumiu o comando da seleção justamente em 1974, na Copa do Mundo.

 

Para o mundo ver

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Já com um padrão de jogo estabelecido e com o reforço de Rinus Michels, a Holanda estava pronta para arrasar na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha. Se Michels liderava o time do banco, em campo o grande craque do planeta na época, Johan Cruyff, era o responsável por comandar o time. Rápido, inteligentíssimo e com noções táticas que beiravam a perfeição, Cruyff era a referência máxima dos laranjas. A bola sempre passava por ele, as jogadas sempre tinham sua assinatura e o time se baseava, demais, em seu talento. Claro, não era apenas Cruyff quem dava show. O esquadrão laranja ainda tinha Haan, Suurbier e Krol na zaga, Neeskens e Jansen no meio de campo e os infernais Rensenbrink e Rep no ataque. As funções da equipe em campo eram múltiplas, sempre que um rival tinha a bola, dois, três laranjinhas chegavam e lhe tiravam a bola. Era um absurdo! Os jogadores pareciam dançar em campo, cada hora em uma posição. Apenas o goleiro Jongbloed escapava da “dança”, que começou logo na estreia da equipe no Mundial, contra o Uruguai de Mazurkiewicz, Forlán, Espárrago e Pedro Rocha. Quem esperava um jogo equilibrado viu um dos maiores bailes da história dos Mundiais (leia mais aqui). A Holanda só não goleou a Celeste pela falta de pontaria e pela atuação magistral do goleiro uruguaio, que evitou um vexame. A Laranja venceu por 2 a 0, com dois gols de Rep. O volume de jogo dos holandeses, a posse de bola e a quantidade de chutes a gol impressionaram a todos. E pensar que antes do jogo o volante uruguaio Castillo garantiu que Cruyff não iria fazer nada em campo… Ao final do primeiro tempo, Pedro Rocha perguntou a Castillo por que ele não estava brecando Cruyff. Castillo respondeu: “Como? Não consigo nem dar porrada!”. Certa vez, Pedro Rocha contou uma história bem interessante e histórica que envolve o vareio que o Uruguai levou da Holanda nessa partida:

“Por duas vezes, em campo, quis chamar a minha mãe: a primeira, com 17 anos, na minha estreia no clássico Peñarol e Nacional, em pleno Centenário. Na segunda, com 32 anos, quando enfrentei a Holanda na Copa de 1974. Quando peguei a bola pela primeira vez, quatro jogadores vieram para cima de mim e me tiraram a bola. Não entendi nada, mas na segunda vez, a cena se repetiu, e foi assim o jogo todo. Ali, eu quis a minha mãe”.

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Rocha não exagerou nem um pouco em suas palavras. A Holanda mostrou ali que era uma das melhores seleções do planeta e uma das mais encantadoras desde o Brasil de 1970. Na partida seguinte, um empate sem gols com a Suécia foi apenas um susto. Contra a Bulgária, goleada por 4 a 1, gols de Neeskens (2), Rep e De Jong. A equipe estava classificada para a segunda fase.

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Embalados

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Na fase seguinte, oito seleções se dividiram em dois grupos de quatro equipes. Os líderes iriam para a final. A Holanda começou a fase decisiva contra a Argentina e deu mais um baile: 4 a 0, gols de Cruyff (2), Krol e Rep. No jogo seguinte, vitória por 2 a 0 contra a Alemanha Oriental, gols de Neeskens e Resenbrink. A equipe estava a um passo da final. Faltava encarar o então tricampeão mundial: o Brasil.

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Nem botinadas param os Laranjas

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O técnico do Brasil, Zagallo, estava confiante antes do jogo contra a Holanda. Para ele, não passava pela cabeça ser eliminado pelos europeus, afinal, o Brasil era tricampeão mundial e tinha o ótimo goleiro Leão, o zagueiraço Luís Pereira, o craque Rivellino no meio de campo e Jairzinho na frente. Porém, camisa não ganha jogo. Muito menos se o adversário tiver Cruyff e Neeskens, os autores dos gols da vitória Laranja por 2 a 0, que mandaram o Brasil para a disputa do 3º lugar (perdida para a Polônia por 1 a 0). O Brasil ficou perdido em campo, não conseguiu neutralizar a Holanda e apelou para a pancadaria, com Luís Pereira expulso já perto do final do jogo. Não fosse Leão, o Brasil teria levado uma goleada. E Zagallo teve que digerir uma laranja bem azeda…

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A mais desejada final

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Os deuses do futebol colocaram frente a frente os donos da casa, a Alemanha Ocidental, e os “donos da bola”, a Holanda, na grande final da Copa do Mundo de 1974. A Alemanha tinha uma seleção formidável, então campeã da Europa e com craques natos como Sepp Maier, Vogts, Paul Breitner, Gerd Müller e, claro, o mito e capitão Beckenbauer. Já a Holanda era a grande sensação da Copa, invicta, colecionando apenas vitórias, golaços, shows e adversários atordoados que nem viram a cor da bola, inclusive o Brasil, que nem na pancada conseguiu brecar Cruyff e Cia. O Olympiastadion, em Munique, seria palco de uma final histórica, que colocaria frente a frente os melhores jogadores do mundo na época: Franz Beckenbauer, da Alemanha, e Johan Cruyff, da Holanda.

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O jogo começou e com apenas um minuto de jogo, sem a Alemanha ter tocado na bola, o juiz marcou pênalti para os holandeses. Neeskens cobrou e abriu o placar. O estádio ficou mudo. Mas os alemães, mais frios que qualquer ser siberiano, trataram de ficar calmos, afinal, o jogo estava apenas começando. Aquilo fora um acidente, pensaram eles. Aos 25 minutos, pênalti, dessa vez para os donos da casa. Paul Breitner bateu e fez o gol de empate. Aos 43´, foi a vez do goleador Gerd Müller deixar o dele, virando o jogo ainda no primeiro tempo: 2 a 1. No segundo tempo, ambas as equipes tiveram chances, mas nada do gol sair. Os holandeses não conseguiam encaixar o jogo fácil e mortal que haviam feito durante toda a Copa, e esbarravam na eficiência e precisão cirúrgica dos alemães, principalmente do mito Beckenbauer.

A Holanda de 1974: laterais ousados, meio de campo criativo, Cruyff no auge, sem posição fixa... Impossível acreditar que aquele esquadrão não levou a Copa...
A Holanda de 1974: laterais ousados, meio de campo criativo, Cruyff no auge, sem posição fixa… Impossível acreditar que aquele esquadrão não levou a Copa…

 

Vítimas do antídoto alemão

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O tempo passava, passava, e a Holanda não conseguia marcar o gol de empate. Cruyff, o grande talento do time, era marcado de maneira impiedosa por Vogts, e o goleiro alemão Sepp Maier fazia defesas fabulosas. Depois de muitos gols desperdiçados, o juiz inglês Jack Taylor apitou o final de jogo. A Alemanha, depois de 20 anos, era campeã mundial de futebol. Bicampeã. O time conseguia, mais uma vez, acabar com um adversário amplamente favorito. O carrossel estava destroçado. Cruyff levou o prêmio de Melhor Jogador do Mundial, mas era pouco. Aquele time merecia, de fato, a Copa. Os holandeses não conseguiam acreditar, mas o mundo não era deles.

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Eternamente na história

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A Alemanha Ocidental conseguiu mostrar para o mundo que havia, sim, um método de enfrentar e derrotar a mágica Holanda de 1974: cadenciar o jogo, não deixar o adversário impor sua velocidade característica e marcar como se não houvesse amanhã a principal estrela holandesa, Cruyff. Vice-campeã mundial, a Holanda viu que não era imbatível e que podia, sim, perder. O time perdeu o brilho depois do mundial, Cruyff e Michels deixaram a seleção e a Laranja não foi mais mecânica na Copa de 1978, mesmo tendo chegado à final. Ainda sim, os feitos e shows aplicados em titãs como Uruguai, Argentina e Brasil, aliados ao estilo de jogo de Rinus Michels e Cruyff (sem um Vogts no encalço!) foram inesquecíveis para os amantes do futebol arte. A Laranja Mecânica ensinou o belo de não se guardar posição. Ensinou a liberdade, a velocidade, o toque de bola. Ensinou como envolver o adversário e não deixá-lo jogar. Ensinou como ser chato em campo. Ensinou como roubar uma bola com categoria. E ensinou como se tornar imortal, ser lembrado sempre e aguçar a nostalgia de todos mesmo sem um título. Ah, como jogou bola aquele Carrossel…

 

Os personagens:

Jan Jongbloed: muitos brincavam que o goleirão da Holanda era o “líbero” do time, pelo fato do Carrossel não parar um minuto. Mas Jongbloed cumpriu bem o seu papel como goleiro na Copa, com experiência (tinha 33 anos) e seriedade. Ficou marcado por usar camisas amarelas e jogar sem luvas.

Wim Suurbier: letal, rápido, absurdamente ofensivo, habilidoso, técnico, driblador… Qualidades não faltavam para o lateral direito Suurbier. Tantas qualidades explicavam o motivo de a Holanda jogar tanto pelo seu lado. Desfilou e jogou muito naquela Copa. Craque notável do futebol holandês e mundial. Adivinhe? Cria do Ajax…

Arie Haan: outra cria genial do Ajax, Haan foi uma das estrelas do timaço holandês. Brilhou muito na zaga da equipe, mesmo jogando no meio de campo do Ajax. Jogava com muita categoria, liderança e ampla visão de jogo. Um craque.

Wim Rijsbergen: da zaga, era o que tinha menos habilidade e categoria, e dava um leve toque de raça naquele time. Jogou grande parte da carreira no Feyenoord.

Ruud Krol: revelado pelo Ajax, Ruud Krol foi um dos maiores jogadores da história do futebol holandês, perfeito em quase todas as posições do campo, principalmente como zagueiro, lateral e volante. Foi peça chave na era de ouro do Ajax, e permaneceu no clube até 1980, mesmo após a saída de Cruyff, em 1973. Na seleção, é um dos recordistas em partidas disputadas. Foi soberano no time durante toda década de 70. Leia mais sobre ele clicando aqui.

Van Hanegem: era um meio campista elegante, com uma perna esquerda poderosa. Jogava sempre junto a Neeskens, e dava o auxílio e proteção para os meias do time causarem estragos nas zagas adversárias.

Johan Neeskens: um dos maiores nomes da Holanda, Neeskens era sinônimo de passes e desarmes precisos aliados a muita velocidade. Foi estrela no Ajax campeão de tudo e virou um dos grandes ídolos da torcida alvirrubra. Em 1974, partiu para o Barcelona para jogar ao lado do compatriota Cruyff. Foi peça chave para a Holanda na Copa de 1974, marcando, inclusive, um dos gols que eliminaram o Brasil. invertia constantemente (que novidade…) de posição com Cruyff. Leia mais sobre ele clicando aqui.

Wim Jansen: notável marcador, perfeito no posicionamento e em deixar os adversários impedidos. Jansen foi o senhor do meio de campo da Holanda na Copa de 1974. Um dos grandes de seu tempo.

Rob Rensenbrink: tinha uma habilidade monstruosa pela esquerda, faro de gol apurado e muito talento. Por jogar junto com Cruyff, era ofuscado por razões óbvias. Brilhou mais na Copa de 1978, quando Cruyff não estava mais na seleção.

Johan Cruyff: o maior jogador holandês de todos os tempos começou a mostrar ao mundo seu poderio ofensivo, tático e técnico no Ajax. Cruyff assombrou o mundo nas décadas de 60 e 70 com extrema habilidade, visão de jogo e muitos gols. Seu talento arrebatou os corações de torcedores do Ajax e também dos rivais. Sua presença no clube foi tão marcante que após sua saída, em 1973, apenas em 1995 o Ajax voltaria a brilhar na Europa. Foi capitão da Holanda na Copa de 1974. É um ícone no país e no mundo como um dos maiores gênios da história do futebol. Foi a personificação do Futebol Total, sendo atacante, centroavante e meia no primeiro tempo, passando como lateral, volante e se precisasse até zagueiro no segundo. Fenomenal. E inesquecível. Leia mais sobre ele aqui.

Johnny Rep: meia-atacante/centroavante muito oportunista, Johnny Rep causava estragos nas defesas rivais e brilhou no auge do Ajax. Tanto no clube quanto na seleção, marcou gols decisivos e foi um dos grandes de ambas as equipes.

Rinus Michels (Técnico): encantou o mundo para sempre na Copa de 74, fez história no Ajax, embrião da Laranja Mecânica, e foi um dos maiores técnicos de futebol de todos os tempos. Inteligente, impecável em armar esquemas táticos, e privilegiado por ter tido como mestre ninguém mais ninguém menos que  Jack Reynolds, Michels e o futebol holandês se confundem, se juntam e parecem ser um só. O treinador pagou sua dívida com a torcida em 1988, de volta à seleção, quando conquistou a Eurocopa de 1988, único título do futebol holandês. Um mito do esporte. Leia mais sobre ele aqui.

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Extras:

Certas imagens valem mais que mil palavras. Veja abaixo alguns dos shows da Holanda naquela Copa de 1974. Divirta-se!

Holanda 2×0 Uruguai

 

Holanda 4×0 Argentina

 

Holanda 2×0 Brasil

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28 thoughts on “Seleções Imortais – Holanda 1974

  1. Esse time não foi tudo isso não. Era muito mais raça do que tecnica, quando enfrentou o brasil nao teve o mesmo domínio que em outras partidas, e os chutes errados a gol eram incontáveis. Holanda 74 raça jamais vista encobre a técnica não tão brilhante que ficou na historia. Nem por isso essa holanda pode deixar de figurar entre as maiores da historia, a holanda 74 não era tudo isso mas mesmo não sendo tudo isso dominava o futebol em uma época que todos queria ser pelo menos um pouco disso da holanda a grande holanda 74

  2. Fantastico ! A marcação surreal , no minimo 3 jogadores na marcação e os outros saindo para sufocar o time adversário , deixando diversas vezes os jogadores do ataque adversário impedidos . Realmente , se fossem tão brilhantes na finalização , iriam golear todas as equipes com requinte de crueldade . Talvez , poderiam vencer a Alemanha (Também fortissima )

  3. É importante salientar que o trabalho desenvolvido pelo Ajax, no final da década de 1960, foi o grande responsável pelo plantio das primeiras sementes dessa fantástica seleção holandesa de 1974. Além disso, ressalta-se tal seleção como uma das maiores de todos os tempos, pois foi a responsável pela implantação do “Futebol Total” na cultura futebolística universal.

    Aliado à tudo isso, temos a figura do inteligentíssimo Rinus Michels e do gênio Cruyff. Este último, sem dúvidas, foi um dos dois ou três maiores jogadores de todos os tempos, cujo legado permanece no futebol moderno dos dias atuais.

    Essa seleção merecia, sim, uma Copa do Mundo. Porém, não devemos tirar os méritos da fortíssima Alemanha Ocidental, que se personificava nos lendários Beckenbauer e Müller.

    Fantástica explanação do site!

  4. Espetacular esse site. Procurando sobre a formação da Seleção Argentina 86′ ,há duas semanas, me deparei com esse maravilhoso trabalho narrativo e documental. Todo final de semana,tiro um tempo para “viajar” nesse acervo elaborado com muito gabarito. Parabéns, mais uma vez. Esse Sábado fiquei com a cobertura da Holanda de 74. Sou de 81, contudo um fã, que daria tudo para ter visto o futebol mundial da década de 70.

  5. De nada,Guillherme. Elogiei com enorme adimiraçao. Sempre que puder estarei acompanhando seu trabalho. Mas falando dessa formação da Holanda 74, 3-5-2, é a que mais me agrada de ver. Espero que na Word Cup 2014,vejamos seleções européias jogando nesse esquema. Há quem diga que é retanqueira,porém com meias habilidosos não fica. Quais as formações táticas preferidas do pessoal que visita o site e asua Guilherme?

  6. Eu tive o prazer de ver o Fantástico Carrossel Holandês e até hoje gosto de ver aqueles lances incríveis quando saiam todos os dez jogadores atrás da bola. O adversário não sabia o que fazer. Parece que tem trinta de camisa laranja correndo atrás da gente, nunca vi nada igual (comentário de um jogador uruguaio após o jogo)

  7. tenho 56 anos e nunca uma seleçao me deixou tão encantado e apaixonado como esta seleçao holandesa, pois além de craques em todas posiçoes, eles eram jogadores de qi acima da média. que saudades.

  8. Sempre fui um grande fã de futebol e um entusiasta do futebol holandês especialmente o das copas de 74 e 98. Excelente matéria Parabéns. Time holandês uniu raça, técnica e tática para revolucionar o futebol mundial. Inteligência e perspicácia na percepção de como funcionava o futebol e no que precisaria ser melhorado.

  9. Achei uma matéria completa da seleção que brilhou em 1974… cujos personagens relatados foram exatamente os nomes do meu time de botão celuloide! Parabéns pelo artigo!

  10. Matéria muito boa sobre a Holanda de 74. Impressionante a marcação por pressão que exerciam, até para os padrões atuais. O zagueiro Luís Pereira, após ser expulso, ficou batendo boca com a torcida, mostrando três dedos indicando o três títulos mundiais conquistados até então… empáfia pura. O Brasil ainda hoje peca por desprezar a tática dentro de um jogo de futebol. Quando revolucionou a mesma, com o 4-2-4, que variava para um 4-3-3, conquistou o bi mundial em 58 e 62.

  11. 1974 – Eu era moleque na época, mas já compreendia algumas “táticas” de futebol, tanto é que estou ironizando agora a truculenta e (já naquela época) ultrapassada Seleção Brasileira de 74, porque eu acreditava na famosa “Camisa Canarinho” (ilusão plantada) e que um “driblador” ia “resolver o problema” em campo. Que nada! A SELEÇÃO HOLANDESA mudou o futebol, marcação sob pressão, visão de jogo, trabalho em bloco com algumas individualidades se sobressaindo no momento certo, qualidade do passe e posicionamento adequado. Talvez tenha faltado um pouco de pragmatismo à “Laranja Mecânica”. Este jogo deve ter sido difícil pros holandeses porque o Brasil já vinha no embalo de ser Tri Campeão Mundial e se demonstrava empáfia e violência. Os holandeses tinham que ter uma vitória tática e psicológica sobre o Brasil/1974. Tanto que o jogo foi meio viril e enfadonho. Mesmo assim, a Holanda conseguiu numa jogada ensaiada, o primeiro gol e na paciência e sutileza o segundo. Infelizmente não venceram os alemães. Dessa época em diante, os holandeses estão sempre “chegando”. Um dia ganham. Torço por eles também. SALVE! oS

  12. Sem sombra de dúvidas foi a maior seleção européia que vi jogar. Interessante recordar é que Cruyff ao ser perguntado por cronistas brasileiros, surpresos com a modo de como a holanda jogava, ele é que ficou surpreso com a pergunta e respondeu dizendo como os brasileiros podiam estar surpresos, se eles estavam apenas jogando o que o santos de 1962 jogava, citando vários jogadores do time brasileiro, dizendo-se admirador desses jogadores. Reparem tb que a seleção brasileira de 1970, a maior de todos os tempos, jogava um futebol envolvente, onde os jogadores não se fixavam num lugar só do campo. eram todos número 10 em seus times. A holanda apenas botou mais velocidade ao jogo.

  13. Timaço, repleto de craques, esse da Holanda de 1974. Mas tinha que ter um defeito. E tinha: Não possuía um goleador nato, aquele que enfiava a bola dentro do gol (e a Alemanha tinha… Gerd Muller, cuja média de gols pela Alemanha é maior do que a de Puskas pela Hungria). Por isso a seleção holandesa ganhava os jogos com placares apertados, pois perdiam muitas chances para marcar. No 2o. tempo da final contra a Alemanha, os holandeses atacaram até não poder mais e não marcaram nenhum gol (o gol holandês foi de pênalti, que ocorreu na 1a. jogada da partida). Se tivesse um goleador do nível de um Gerd Muller na Holanda, esta enfiaria uma goleada na forte Alemanha de Beckenbauer.

  14. A Alemanha também era fortíssima mas só convenceu mesmo na final onde jogou bem e fez tremer , por vezes, a Holanda, no entanto , se se tratasse de um combate de boxe, a Holanda ganharia aos pontos , não só pela maior beleza futebolística, mas também pelo jogo jogado. Ambas as equipas poderiam ter marcado mais golos: a Alemanha falhou dois incríveis e a Holanda poderia ter marcado mais dois ou três golos .Enfim, muita coisa poderia ter acontecido, não é fácil comentar o jogo neste aspeto; foi um belo jogo de futebol em que , infelizmente para mim, perdeu a minha Holanda. Até o trabalho “sujo”( recuperação da bola) era feito com elegância, a lembrar os melhores anos do Barça de Guardiola,

  15. Eu assisti a alguns jogos dessa seleção pelo you tube e realmente era um time muito bom, mas o que me levou a pesquisar sobre essa seleção foi saber que o Barcelona de 2008 a 2012 era inspirado nesse time, pois eu tenho 24 anos e até hoje o melhor time que eu ja vi jogar foi esse Barcelona que era comandado por Pepe Guardila (vale lembrar que eu não estou dizendo que o Barcelona era melhor que a Holanda de 74, ele é apenas o melhor time que eu com meus 24 anos ja vi jogar).

  16. Ainda hoje assisto no you tube jogos memoráveis da seleção holandesa, sou fã deles. Tive o privilégio de ter assistido toda a copa do mundo da Alemanha, em 1974, aquele ano era a estréia da TV colorida no Brasil. Isso me lembro bem. infelizmente a seleção brasileira não foi bem e foi 4ª colocada. Mas virei um admirador da Laranja Mecânica desde a ocasião. Johan Cruyff pode se dizer que era o cérebro da seleção holandesa, e Willen Van Hannegan era o coração. Cruyff era o estrategista, técnico em campo, ao passo que Van Hannegan era pura força física, ele empurrava o time para frente.

  17. Pobre Holanda ! Muita inovação , grandes atacantes e sempre fracassando na hora h . E olha que falta de torcida não é porque qualquer competição da FIFA que disputa ela é quase sempre a primeira candidata ao título mesmo os torcedores sabendo que a canoa vai virar .

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