Esquadrão Imortal – Internacional 2006-2008

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Grandes feitos: Campeão Mundial de Clubes da FIFA (2006), Campeão da Copa Libertadores da América (2006), Campeão Invicto da Copa Sul-Americana (2008), Campeão da Recopa Sul-Americana (2007) e Campeão Gaúcho (2008). Tornou o Colorado, enfim, internacional. E campeão de tudo.

Time base: Clemer (Lauro); Índio, Bolívar e Fabiano Eller (Álvaro / Wellington Monteiro); Ceará, Edinho, Tinga (Guiñazu / Magrão), Alex (D´Alessandro) e Jorge Wágner (Rubens Cardoso / Marcão); Fernandão (Iarley) e Rafael Sóbis (Alexandre Pato / Nilmar). Talismã: Adriano Gabirú. Técnicos: Abel Braga (2006-2007 / 2008), Gallo (2007) e Tite (2008).

 

“INTERNACIONAL. E campeão de tudo.”

Até o ano de 2006, o Rio Grande do Sul tinha apenas um rei quando o assunto era títulos e suas respectivas importâncias: o Grêmio. O tricolor gaúcho era soberano no estado por ter no currículo duas Libertadores e um Mundial Interclubes, algo que o maior rival, o Internacional, não tinha. Mas os ventos mudaram em 2006. O Grêmio viveu o limbo, e o Inter, enfim, fez jus ao nome e se tornou internacional. E com estilo. O Colorado venceu uma histórica Copa Libertadores em cima do então melhor time do mundo, o São Paulo, com direito a uma categórica vitória por 2 a 1 em pleno Morumbi. No Mundial de Clubes da FIFA, o Inter derrotou o poderoso e badalado Barcelona, de Ronaldinho, no tempo normal, sem precisar de prorrogação como um tal Grêmio precisou em 1983… O apetite não acabou, e o Colorado expandiu sua internacionalização em 2007, com a Recopa, e em 2008, com a inédita conquista (invicta) da Copa Sul-Americana, com vitórias magníficas contra Boca Juniors e Estudiantes. O Inter 2006-2008 entrou para a história por mesclar um grupo fortíssimo com o talento de craques do naipe de Fabiano Eller, Edinho, Tinga, Alex, Fernandão, Rafael Sóbis, o “moleque” Alexandre Pato, Iarley, Nilmar, D´Alessandro, Guiñazu e até mesmo o desconhecido Adriano Gabirú, herói do Mundial com seu gol improvável e salvador. A torcida do Inter, carente de heróis desde a era Falcão, nos anos 70, ficou rouca de tanto gritar “é campeão”. O Imortais relembra agora essa dourada e gloriosa página do centenário Internacional.

 

Base formada no conturbado ano de 2005

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A espinha dorsal do Internacional que iria causar estragos em 2006 começou a ser formada com o técnico Muricy Ramalho, em 2005. O time venceu um tetracampeonato gaúcho de 2002 a 2005, bateu na trave em 2004 e 2005 na Copa Sul-Americana e só não foi campeão brasileiro em 2005 por conta do escândalo “Edílson Pereira de Carvalho”, que causou a anulação de várias partidas e beneficiou demais o Corinthians, que foi campeão. Outro ponto crucial foi o não pênalti marcado em Tinga, no jogo contra o Corinthians na reta final daquele campeonato, por Márcio Rezende de Freitas, que impediu uma vitória do Colorado. Enfim, deu tudo errado para os gaúchos. Mas nada que impedisse a continuidade do trabalho para a promissora temporada de 2006, em que o time participaria da Libertadores.

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O time do Abelão

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Tarimbado e experiente em torneio internacionais, por conta da participação na Copa Sul-Americana, o Internacional entrou forte e sabendo muito bem o que fazer para ir bem na Copa Libertadores de 2006. Muitos torcedores temeram pelo pior quando Muricy deixou o Beira Rio para comandar o São Paulo, mas rapidamente chegou o técnico Abel Braga, que havia feito um ótimo trabalho no Fluminense em 2004 e 2005 e tinha no Inter a chance de conquistar, enfim, títulos de peso. O grupo que Abelão tinha em mãos era bom, para não dizer ótimo. A zaga era um paredão formado por Índio, Bolívar e Fabiano Eller, que davam segurança para o experiente goleiro Clemer. O meio de campo era marcador e talentoso com Edinho, Tinga e Alex, os laterais apoiavam e marcavam bem com Ceará e Jorge Wágner, e o ataque era letal e muito bem entrosado, com o capitão Fernandão e o habilidoso Rafael Sóbis. Na primeira competição do ano, o Campeonato Gaúcho, o Inter perdeu a chance do penta ao empatar os dois jogos da final contra o Grêmio, perdendo o título por causa do confuso regulamento da competição. A derrota para o principal rival não abalou o Colorado, que colocou a Libertadores como meta principal do primeiro semestre.

Caminhada da América

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O Internacional debutou na Libertadores de 2006 no Grupo 6, ao lado do Nacional (URU), Maracaibo (VEN) e Pumas (MEX). A equipe estreou fora de casa, contra o Maraicabo, e empatou em 1 a 1. Na sequência, vitória em casa por 3 a 0 sobre o Nacional, vitória por 2 a 1 contra o Pumas, no México, nova vitória contra os mexicanos, em casa, por 3 a 2, empate sem gols com o Nacional, no Uruguai, e goleada por 4 a 0 contra o Maracaibo, no jogo final da fase de grupos. Com quatro vitórias e dois empates em seis jogos, 13 gols marcados e apenas 4 sofridos, o Inter conseguiu a segunda melhor campanha da primeira fase (atrás apenas do Vélez). Entrosado, com padrão de jogo bem definido e forte, o Inter estava pronto para os temidos mata-matas.

 

No Beira Rio o bicho pega

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Nas oitavas de final, o Inter reencontrou o Nacional, rival que sempre trouxe más recordações ao Inter, afinal, os uruguaios foram campeões da América em 1980 diante do Inter, que ainda tinha Falcão. No primeiro jogo, no Uruguai, o Inter mostrou sua força fora de casa e conseguiu uma importante vitória por 2 a 1. Na volta, o empate sem gols levou o Inter as quartas de final. Na sequência, o time teve dois duelos difíceis contra os equatorianos da LDU. No primeiro jogo, na desumana altitude de Quito, o Inter conheceu a primeira e única derrota na competição: 2 a 1. O gol marcado fora, por Jorge Wágner, foi crucial para o jogo de volta, no caldeirão do Beira Rio, quando o Inter se impôs, sufocou os equatorianos, e venceu por 2 a 0, gols de Rafael Sóbis e Rentería.

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Nas semifinais, duelo contra os competitivos paraguaios do Libertad. No primeiro jogo, no Paraguai, empate sem gols. Na volta, no Beira Rio, Alex e Fernandão fizeram os gols da vitória que colocou o Colorado, depois de 26 anos, na final da Copa Libertadores. Mas os gaúchos teriam o grande e mais difícil teste em toda a campanha: encarar o então campeão continental e mundial São Paulo.

 

Simplesmente Rafael Sóbis

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O Internacional protagonizou em 2006 a segunda final brasileira da história da Libertadores, contra o poderoso São Paulo. O tricolor paulista tinha a mesma base que, em 2005, faturou a Libertadores e o Mundial, com Rogério Ceni, Lugano, Fabão, Júnior, Mineiro, Josué e Danilo. Era uma equipe muito forte, com uma zaga paredão, um meio de campo brilhante e um ataque solidário e muito perigoso. O Inter sabia que o primeiro jogo, no Morumbi com mais de 71 mil pessoas, seria a chave para o futuro da equipe. Um empate seria ótimo. Uma derrota por pouco não seria tão mal. Mas uma vitória… Seria sensacional. Poucos apostavam que o copeiro São Paulo perdesse em casa, ainda mais embalado do jeito que estava e com a torcida a seu favor. Mas naquela noite, quem brilhou e quem deu show foi o Inter, ou melhor, Rafael Sóbis. Enfraquecido com a expulsão de Josué logo no início de jogo, o São Paulo viu todo seu esquema de jogo ir por água abaixo. O Inter se aproveitou e sufocou o tricolor. Tempo depois, o Colorado também perdeu um volante, Fabinho, e o jogo ficou 10 contra 10.

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No segundo tempo, a estrela de Sóbis “cegou” a todos no Morumbi. Com dois gols, um aos 53´ e outro aos 61´, o atacante fez história e abriu 2 a 0 para o Inter. O caldeirão do São Paulo emudeceu. Ninguém acreditava. O zagueiro Edcarlos ainda descontou, aos 75´, mas não foi o bastante: São Paulo 1×2 Internacional. O Colorado tinha a vantagem do empate para o jogo decisivo, em outro caldeirão: o Gigante da Beira Rio.

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América vermelha

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Na final, quase 60 mil pessoas lotaram o Beira Rio para apoiar o Inter numa noite histórica. O jogo, como não poderia deixar de ser, foi épico. O São Paulo quase abriu o placar no comecinho do jogo, com o zagueirão Lugano, mas foi o Inter que fez explodir o Beira Rio. Aos 29 minutos, bola na área, Rogério Ceni bateu roupa, e Fernandão, o ídolo, fez 1 a 0 Inter.

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No segundo tempo, Fabão empatou para o São Paulo. Aos 20´, Tinga deixou o Inter na frente de novo. Aos 39´, Lenílson colocou o São Paulo novamente no jogo. Nos minutos finais, só deu tricolor, mas Clemer e toda a zaga Colorada deram a alma, a vida, e impediram qualquer susto.

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No apito final de Horacio Elizondo, o empate em 2 a 2 definiu a nova coloração da América: vermelha! O Internacional era pela primeira vez campeão da Libertadores. Era a consagração de Fernandão, de Rafael Sóbis, de Tinga, de Clemer e, claro, do técnico Abel Braga, que soube como ninguém extrair ao máximo todas as qualidades do time e frear o grande São Paulo na final.

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Era hora de se preparar para o Mundial, em dezembro, no Japão.

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O Inter campeão da Libertadores: três zagueiros, flexibilidade no meio de campo e forte apoio dos laterais.
O Inter campeão da Libertadores: três zagueiros, flexibilidade no meio de campo e forte apoio dos laterais.

 

Quando surge uma joia

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Depois do título da Libertadores, o Inter usou o Brasileiro como uma plataforma de testes para fazer bonito no Mundial de Clubes da FIFA. Mas quem achava que a equipe ia desprezar a competição, se enganou completamente. O Colorado fez bonito e conseguiu ficar com o vice-campeonato, feito inédito no país para um campeão continental. O grande destaque da equipe na reta final foi a revelação de um talento então guardado a sete chaves: Alexandre Pato, de apenas 17 anos, que se apresentou ao país na goleada do Inter por 4 a 1 em cima do Palmeiras, no jogo em que Pato não só marcou um gol como deu duas assistências e fez jogadas fantásticas. Nascia ali um grande craque que seria essencial no Mundial.

Para fazer história

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No Mundial, o Inter estreou contra o Al Ahly, do Egito. A equipe brasileira abriu o placar aos 23´do primeiro tempo com Alexandre Pato, que se tornou o jogador mais jovem a marcar um gol em uma competição da FIFA. Os egípcios empataram no segundo tempo, mas Luiz Adriano fez o gol da vitória por 2 a 1 e colocou os brasileiros na final. O adversário? O Barcelona…

No Mundial, o Inter perdeu força ofensiva mais ganhou ainda mais segurança na zaga.
No Mundial, o Inter perdeu força ofensiva, mas ganhou ainda mais segurança na zaga.

 

Mundo vermelho

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Na final do Mundial, o Barcelona, claro, era o grande favorito ao título. O esquadrão catalão comandado por Frank Rijkaard tinha a base que começaria a encantar o planeta em 2009, com Valdés, Puyol, Xavi e Iniesta. O time ainda não tinha Messi como titular, mas contava com Deco, Giuly e Ronaldinho Gaúcho, então melhor jogador do planeta em 2004 e 2005. Os gremistas do outro lado do mundo torciam como nunca para Ronaldinho voltar a aterrorizar os colorados como o craque fez nos tempos de tricolor. Mas na final, quem aterrorizou foi um desconhecido chamado Adriano Gabirú. Depois de um 0 a 0 interminável, aos 36´do segundo tempo, Adriano, que tinha acabado de entrar, marcou o gol improvável que deixou o Internacional na frente.

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O Barcelona partiu para o tudo ou nada, mas a zaga do Inter estava perfeita e não deixou os espanhóis fazerem nada. No final, o 1 a 0 permaneceu e a massa colorada explodiu: Internacional campeão mundial de futebol. A gozação e a zoeira dos rivais haviam terminado. O Inter, enfim, se igualava ao Grêmio e podia gritar que era campeão do mundo.

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A Tríplice Coroa

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Depois de um ano mágico, em 2007 o Inter perdeu um pouco a intensidade. No Campeonato Gaúcho, viu o Grêmio comemorar o bicampeonato. Na Libertadores, tornou-se o primeiro campeão da América a cair na primeira fase da competição. No Brasileiro, não brigou por nada e ainda viu por algumas rodadas o fantasma do rebaixamento. Para piorar, o técnico Abel Braga saiu, e Gallo assumiu. Será que o time iria passar 2007 em branco? Que nada! O time completou a dinastia internacional iniciada em 2006 e venceu a Recopa Sul-Americana ao derrotar o Pachuca, do México, por 4 a 0 no jogo final (após perder o primeiro por 2 a 1). Os gols do Inter foram marcados por Alex, Pinga, Pato e Mosquera, contra. O Colorado conquistava mais um troféu internacional e completava a tríplice coroa (Mundial, Libertadores e Recopa).

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Era o caneco para não passar o ano em branco. E arrumar a casa para 2008, mesmo sem Pato, que, obviamente, foi vendido para o futebol europeu.

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Reforços e a volta da magia

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Em 2008, o Inter contava com Nilmar, que havia voltado ao clube no final de 2007, e a vinda dos argentinos Guiñazu e D´Alessandro, além do técnico Tite. Os reforços seriam essenciais para dar mais força no meio de campo e ataque do Colorado, que perderia Fernandão para o futebol do Oriente Médio. Antes de partir, porém, o ídolo ajudou a equipe a vencer a Copa Dubai em cima da poderosa Internazionale, da Itália. O título do torneio amistoso foi um ótimo aperitivo para embalar o Inter naquele primeiro semestre. No Gauchão, o Internacional recuperou o trono ao conquistar o título de maneira épica. Após perder o primeiro jogo por 1 a 0 para o Juventude, em Caxias, na volta, em Porto Alegre, os colorados não tomaram conhecimento dos alviverdes e golearam por 8 a 1, com três gols de Fernandão e até um gol do goleiro Clemer, de pênalti. Foi uma festa maravilhosa no Beira Rio, que celebrava o maior campeão estadual do Rio Grande do Sul, com 38 títulos. A conquista embalou o Inter para o segundo semestre, que teria mais um desafio continental: a Copa Sul-Americana.

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Copeiro

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Na Sul-Americana de 2008, o Inter passou pelo rival Grêmio na fase preliminar graças ao placar fora, pois empatou 1 a 1 em casa e em 2 a 2 fora. Nas oitavas de final, o Inter avançou novamente graças ao gol fora, quando empatou em 1 a 1 com a Universidad Católica (CHI) no Chile e em 0 a 0 no Beira Rio. Nas quartas de final, o time voltou a vencer. E na hora certa. Os brasileiros encararam o bicho papão Boca Juniors (ARG) e venceram por 2 a 0 o primeiro jogo, no Brasil, com dois gols do meia Alex.

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Na volta, na temida La Bombonera, o Inter deu show de maturidade, força e precisão e venceu por 2 a 1, com gols de Magrão e Alex. Classificado, o time brasileiro ganhou a dose de moral que precisava para embalar de vez para um título que se aproximava cada vez mais.

Show rumo a final

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Nas semis, o Inter atropelou o sempre endinheirado Chivas Guadalajara, do México, e venceu por 2 a 0, no México (gols de Nilmar e Alex) e goleou por 4 a 0 em casa, com dois gols de D´Alessandro e dois de Nilmar. Com um ataque que se mostrava devastador, e um sistema defensivo muito eficiente montado pelo técnico Tite, o Internacional chegava a final da competição. Era hora de encarar o tradicional Estudiantes, da Argentina.

Campeão de tudo!

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Na decisão, o Inter parecia que teria vida fácil ao vencer os argentinos comandados por Verón por 1 a 0 em pleno estádio Ciudad de La Plata, com gol do artilheiro Alex. Mas, na volta, o Estudiantes deu trabalho. Os argentinos fizeram 1 a 0, com Alayes, e o Inter não conseguiu empatar. Prorrogação. Nela, muito nervosismo, pressão, até que Nilmar, faltando cinco minutos para o final, empatou o jogo com um gol chorado, os argentinos se enervaram, tiveram dois jogadores expulsos, e o Beira Rio explodiu em alegria: Internacional, campeão invicto da Copa Sul-Americana!

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O time se tornava o primeiro do Brasil a conquistar o torneio, e ostentava outra façanha memorável: ser campeão de tudo, ou seja, de todos os grandes torneios existentes no futebol para um time: Brasileiro, Copa do Brasil, Estadual, Libertadores, Mundial, Recopa, e Sul-Americana. É, naquele ano, ser torcedor do Inter era uma alegria imensa…

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Um colorado para a história

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Em 2009, o Internacional não repetiu o brilho dos anos anteriores, mesmo a temporada sendo marcada pelo centenário do clube, e celebrou apenas o título do Campeonato Gaúcho de maneira invicta. Porém, a equipe perdeu a final da Copa do Brasil, para o Corinthians de Ronaldo, e a Recopa Sul-Americana para a LDU (EQU). O clube voltaria a brilhar em 2010, com a conquista da Libertadores, que teve mais raça e sorte do que o brilho e a técnica de 2006. Mas naquele ano, o Colorado deu vexame ao cair nas semifinais do Mundial de Clubes diante do desconhecido Mazembe, do Congo, que chegou a final contra a Internazionale, dando um Natal bem deprimente e amargo para o torcedor alvirrubro. Mas não importa. O que marcou mesmo, o que ficou na história, foram os títulos, os shows e as partidas marcantes e eletrizantes do Internacional 2006-2008, um time que impunha respeito e medo nos adversários, seja fora de casa, seja no sempre lotado Beira Rio. Tantas taças fizeram do Inter o clube com o maior quadro associativo do país, alavancou a marca e o status do time no Brasil e no mundo e mostrou que o Internacional era, sim, internacional. Um time imortal.

Os personagens:

Clemer: experiente e desde 2002 no Inter, Clemer passou por muitos baixos até virar gigante no gol Colorado. Depois do vice-campeonato Brasileiro em 2005, o goleiro viu o ano de 2006 ser o ano da redenção. Fez defesas milagrosas, contou com um fortíssimo sistema defensivo e levantou os canecos mais desejados para um jogador: a Libertadores e um Mundial. Atuou em mais de 300 partidas pelo clube e virou ídolo.

Lauro: despontou na Ponte Preta e foi reserva de Clemer durante parte de 2008 até assumir a titularidade na Copa Sul-Americana, sendo peça chave no título.

Índio: um símbolo de raça e dedicação, Índio compôs uma zaga inesquecível ao lado de Bolívar e Fabiano Eller em 2006, ano das conquistas da América e do mundo pelo Colorado. Muito forte e sempre bem posicionado, virou xodó da torcida. Está no Inter desde 2005 e todo ano ganha pelo menos um título. É considerado por muitos um dos maiores zagueiros da história do Internacional.

Bolívar: outra peça fundamental na zaga do Inter campeão da América em 2006, Bolívar jogava como lateral direito antes de se firmar como zagueiro do time. Saiu após a Libertadores, mas voltou em 2008 para ganhar mais um título internacional: a Copa Sul-Americana.

Fabiano Eller: sortudo e vitorioso, Fabiano Eller estava emprestado ao Inter e parecia que jogava no clube há anos, tamanha qualidade, segurança e força na zaga. Xodó de Abel Braga, jogou muito em 2006, ao conquistar a América e o mundo. Ainda voltou ao Inter em 2010 para vencer mais uma Libertadores.

Álvaro: teve destaque no São Paulo no começo dos anos 2000 e foi um dos zagueiros do Inter na conquista da Copa Sul-Americana em 2008. Jogou o básico e não comprometeu.

Wellington Monteiro: foi zagueiro na final do Mundial de Clubes em 2006, contra o Barcelona, e fez muito bem sua função. Coadjuvante perto de Índio e Fabiano Eller, Monteiro ajudou a dar mais segurança e força a zaga colorada. Podia jogar, também, como volante ou lateral-direito.

Ceará: foi um titã nos anos de 2006 e 2007 na lateral-direita do Inter e entrou para a história ao marcar de maneira impecável o maior craque do Barcelona, Ronaldinho, na final do Mundial de Clubes. Sem violência, com muita eficiência e futebol, Ceará virou ídolo. E um dos heróis do título mundial de 2006.

Edinho: outro craque essencial para o forte sistema defensivo do Inter. Volante muito bom nos passes, ótimo nos desarmes e preciso na marcação, Edinho ganhou 7 títulos com o Inter de 2004 até 2008.

Tinga: foi um dos maiores símbolos do Inter na conquista da Libertadores de 2006. Motorzinho do meio de campo, ajudando demais o ataque, Tinga jogou muito no Colorado, onde ficou de 2005 até 2006, até voltar em 2010. Marcou um dos gols na final da Liberta contra o São Paulo.

Guiñazu: sem Tinga no meio de campo, o argentino Guiñazú fez a torcida esquecer por um momento o antigo ídolo e deu mostras de sua raça e dedicação na conquista da Copa Sul-Americana de 2008. Símbolo da raça, da marcação e da vontade em campo, o jogador se identificou rapidamente com o clube, onde está até hoje.

Magrão: outro volante de muita raça, que ficou conhecido jogando pelo São Caetano e pelo Palmeiras, Magrão foi um dos grandes jogadores do Inter nas conquistas do Gaúcho e da Copa Sul-Americana de 2008. Se identificou demais com a torcida e marcou seu nome no clube.

Alex: o meia franzino virou um craque do mais alto porte a partir de 2006. Com uma perna esquerda venenosa, passes precisos e um faro de gol apurado, Alex foi outro símbolo do Inter na imensidão de canecos do time no período. Seu grande momento foi, sem dúvida, a Copa Sul-Americana de 2008, quando foi artilheiro da competição ao lado de Nilmar com 5 gols marcados. Ídolo do time, deixou o Inter em 2009, jogou na Rússia, e foi ser campeão da Libertadores pela segunda vez pelo Corinthians, em 2012.

D´Alessandro: alguns duvidavam do sucesso do argentino no Inter, quando pelas bandas do Beira Rio ele chegou, em 2008. Coitados… O meia jogou demais, marcou gols, transbordou raça e virou um dos xodós da torcida. Ganhou a Copa Sul-Americana de 2008 e ainda a Libertadores de 2010, além de outros títulos. Segue como um dos principais jogadores do time até hoje, mesmo sofrendo constantemente com contusões e expulsões.

Jorge Wágner: foi o dono da lateral esquerda do Inter na conquista da Libertadores de 2006, com muita técnica, passes e cruzamentos. Pena que deixou o time logo após a competição. Brilhou, depois, no São Paulo.

Rubens Cardoso: com a saída de Jorge Wágner após a Libertadores, o jogador assumiu a lateral esquerda do Colorado com autoridade e muita eficiência. Garantiu a qualidade no setor durante o restante da temporada e, principalmente, na conquista do Mundial de Clubes.

Marcão: assumiu a lateral esquerda do time em 2007 e não largou mais, até a chegada de Kléber, em 2009. Ajudou o Inter a conquistar dois Campeonatos Gaúchos e a Copa Sul-Americana de 2008.

Fernandão: é, depois de Falcão e Figueroa, o maior ídolo da história do Internacional. Capitão do time nas maiores taças do clube, a Libertadores e o Mundial, ambos em 2006, Fernandão deu show com gols, passes, jogadas vistosas e muito amor à camisa. Depois de pendurar as chuteiras, virou dirigente, técnico e comentarista até falecer em um trágico acidente de helicóptero, em 2014, aos 36 anos. Ídolo eterno do colorado.

Iarley: atacante “chato” e muito rápido, Iarley cumpriu muito bem seu papel no ataque do Inter após a saída de Rafael Sóbis. Foi um dos grandes nomes do Inter no Mundial de 2006, na Recopa em 2007 e no Gaúcho de 2008. Muito querido pelas bandas do Beira Rio.

Rafael Sóbis: o loiro endiabrado fez história ao calar o Morumbi lotado na primeira partida da final da Libertadores de 2006, quando marcou os dois gols da vitória colorada por 2 a 1 sobre o São Paulo. Rápido, habilidoso e letal, Sóbis foi ídolo e um símbolo da conquista do Inter. Voltou ao clube em 2010 e ganhou outra Libertadores. Teve muita estrela. E futebol.

Alexandre Pato: o menino despontou no final de 2006, causou estragos nas defesas e foi uma das armas do Inter para vencer o Mundial diante do Barcelona. Com tanto talento, foi vendido precocemente para a Europa, mas ainda teve tempo de ganhar a Recopa de 2007. Desde os tempos de Inter que Pato não repete o futebol que o consagrou como atacante rápido, driblador e decisivo como era.

Nilmar: eterno xodó do Colorado, Nilmar voltou ao clube para marcar gols e ser decisivo como nunca na conquista da Copa Sul-Americana de 2008, quando fez o gol do título.

Adriano Gabirú: é um desconhecido para muitos torcedores recentes do Inter, mas para quem assistiu ao jogo da final do Mundial de Clubes de 2006, Adriano é um mito. Foi dele o gol que deu ao Sport Club Internacional seu título mais importante. Por isso, ele merece, claro, um destaque nesta lista. Da reserva para o olimpo. Adriano é eterno no Beira Rio.

Abel Braga, Gallo e Tite (Técnicos): Abel Braga foi o responsável por montar um Internacional dos sonhos e levar o time a mais alto patamar no futebol mundial, com os títulos da Libertadores e do Mundial de Clubes. Com sua saída, Gallo levou o Inter a Tríplice Coroa, com a conquista da Recopa de 2007. Em 2008, foi Tite o responsável pelo Inter aguerrido e copeiro campeão invicto da Copa Sul-Americana. Os três, principalmente Abelão, são eternos no Colorado.

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Extras:

Rafael Sóbis 2 x 1 São Paulo

Sóbis deu show, o Inter calou o Morumbi, e a Libertadores ficou mais perto do Beira Rio.

 

Gabirúuuu!!

Veja o gol de Adriano, que deu ao Inter o título Mundial de 2006.

 

 

Explooode Beira Rio!

Nilmar marcou, chorado, o gol do título invicto da Copa Sul-Americana. Épico!

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3 thoughts on “Esquadrão Imortal – Internacional 2006-2008

  1. O Internacional de Porto Alegre é um dos maiores clubes de futebol do Brasil, esta na galeria entre os grandes da América. Mortífero, rei do Gigante da Beira-Rio, quem manda é o Colorado. Senhor dos clássicos…. Grenal é Internacional. D’Alessandro, Nilmar, Jorge Wagner, Guiñazu, Rafael Sóbis, Alexandre Pato, Índio, Clemer…. e cia. Muricy, Abel, Tite e taça no armário. Colorado de tantas glórias, orgulho do Brasil. Falcão, Escurinho, Manga, Carpegiani, Taffarel, Ruben Paz, Renteria, Gerson, Fabiano e Cristian, esse é o Inter o patrão do RS.

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