Craque Imortal – Jairzinho

Nascimento: 25 de Dezembro de 1944, no Rio de Janeiro (RJ), Brasil.

Posições: Ponta de lança, ponta-direita, meia de ligação e atacante.

Clubes: Botafogo-BRA (1960-1974 e 1981-1982), Olympique de Marselha-FRA (1974-1975), Cruzeiro-BRA (1976), Portuguesa-VEN (1977), Noroeste-BRA (1978-1979), Fast Club-BRA (1979), Jorge Wilstermann-BOL (1979-1981) e 9 de Outubro-EQU (1982).

 

Principais títulos por clubes:

1 Taça Brasil (1968), 2 Torneios Rio-SP (1964 e 1966) e 2 Campeonatos Carioca (1967 e 1968) pelo Botafogo.

1 Copa Libertadores da América (1976) pelo Cruzeiro.

1 Campeonato Venezuelano (1977) pela Portuguesa.

2 Campeonatos Bolivianos (1979 e 1980) pelo Jorge Wilstermann.

 

Principal título por seleção: 1 Copa do Mundo da FIFA (1970) pelo Brasil.

 

Principais títulos individuais:

Eleito para o All-Star Team da Copa do Mundo da FIFA: 1970

27º Melhor Jogador do Século XX pela Revista World Soccer: 1999

Melhor Jogador do Torneio Rio-SP: 1966

Melhor Jogador do Campeonato Carioca:1967 e 1968

“Craque furacão”

Pará-lo? Só com um trator, uma bazuca ou um tanque de guerra. Zagueiros não tinham fôlego para ir atrás daquele craque cheio de energia, fibra, força, ímpeto e explosão. Ele era demais. Um verdadeiro furacão. Jair Ventura Filho, ou simplesmente Jairzinho, foi um dos maiores craques do futebol mundial nas décadas de 60 e 70 e teve um dos maiores desempenhos individuais na história das Copas do Mundo, em 1970, perdendo (talvez) apenas para o gênio Maradona, em 1986. No Mundial do México, o ponta-direita marcou sete gols e se tornou o primeiro e único a balançar as redes em todos os jogos de uma seleção campeã mundial. O craque jogou demais naquela Copa, feito que deu a ele o apelido que o consagrou para sempre: Furacão da Copa. Ídolo no Botafogo e no Cruzeiro, Jairzinho foi magnífico com a bola nos pés e, depois de pendurar as chuteiras, continuou a colaborar com o mundo do esporte, ajudando a revelar um dos maiores mitos do futebol nos anos 90 e 2000: o atacante Ronaldo. É hora de relembrar os feitos de um craque histórico.

 

O substituto de Mané

A família de Jairzinho foi uma das principais responsáveis por traçar o caminho do jovem ao Botafogo quando se mudou para os arredores de General Severiano, território do clube alvinegro. O garoto, que já mostrava muito talento desde pequeno, começou a fazer testes no Glorioso no começo dos anos 60, tendo grande destaque nas equipes juvenis do clube e conquistando seu espaço rapidamente. Com o privilégio de atuar ao lado de craques como Nilton Santos, Quarentinha, Amarildo, Didi, Gérson e, claro, Garrincha, o jovem tinha o ambiente perfeito para brilhar e aprender como se tornar um dos grandes atacantes do esporte mundial. Jairzinho ainda brilhou nas excursões do Botafogo pela Europa e América Latina, que renderam títulos amistosos, reconhecimento e popularidade não só ao jogador, mas também ao clube. O jogador teve destaque, também, pela seleção brasileira, principalmente após a conquista dos Jogos Pan Americanos de 1963, em São Paulo, que, segundo o próprio Jairzinho, ajudou a projetá-lo para o futebol.

Em 1965, recebeu a dura missão de herdar a camisa 7 e substituir ninguém mais ninguém menos que Garrincha. Mas, quem achava que o jovem de 19 anos ia decepcionar ou fraquejar, se enganou. O craque começou a jogar muito, abusar da técnica, habilidade e da força física impressionante, levando ao delírio os torcedores alvinegros. Em pouco tempo, Jairzinho virou titular absoluto, estrela e foi lembrado para a Copa do Mundo de 1966. No mundial da Inglaterra, o craque não conseguiu brilhar (assim como toda a seleção), mas o planeta viu a “troca de bastão” de Garrincha para Jairzinho na ponta-direita da equipe, posição que o jovem só aceitava jogar com a camisa canarinho.

 

Tinindo

A experiência internacional ajudou Jairzinho a embalar de vez. De 1966 até 1970, ele foi um dos maiores atacantes do Brasil, sendo um terror para os adversários. Com o craque em campo, o Botafogo conquistou o Torneio Rio-SP de 1966, a Taça Brasil de 1968 e os Campeonatos Carioca de 1967 e 1968, este último com um gol de Jairzinho na goleada por 4 a 0 sobre o Vasco, na final.

Além de brilhar com o manto alvinegro, Jairzinho era presença constante nas convocações da seleção brasileira, contribuindo para a classificação da equipe comandada por João Saldanha à Copa do Mundo de 1970, no México. Mal sabia o craque que aquele mundial seria um divisor de águas em sua carreira.

 

Sempre há lugar para um craque

Depois da saída de Saldanha e a entrada de Zagallo no comando da seleção, muitos perguntavam se Jairzinho teria espaço no esquadrão verde amarelo. Afinal, o time já reunia Tostão, Gérson, Rivellino e Pelé, jogadores que exerciam em seus clubes praticamente a mesma função em campo de um camisa 10, a mesma que Jairzinho usava no Botafogo, depois de virar meia de ligação do time. O craque comentou esse detalhe em entrevista ao site da FIFA:

“Eu era um ponta de lança, um camisa 10. O que acontece é que aquela Seleção do Zagallo de 1970 conseguiu algo especial: juntou, na mesma equipe, cinco caras que exerciam praticamente a mesma função em seus clubes. Éramos todos camisas 10”, Jairzinho, em depoimento ao site Fifa.com.

Mas isso não foi problema, pois Zagallo soube encaixar com perfeição todos os atacantes juntos, cada um com sua função, e Jairzinho foi para a ponta-direita, com a camisa 7, a mesma do genial Garrincha. Era um ótimo prenúncio do que estava por vir.

 

Começa o show

No pontapé inicial do Brasil na Copa de 1970, Jairzinho começou a escrever seu nome no rol dos maiores mitos da competição futebolística mais importante do planeta. Muito bem municiado por Tostão, Pelé e companhia, o craque marcou dois gols na estreia vitoriosa do Brasil, contra a Tchecoslováquia, por 4 a 1. O jogo seguinte foi contra a temida Inglaterra, então campeã mundial e com o mito Bobby Moore em campo. O jogo foi duro, Moore marcou de maneira implacável Pelé, mas o Brasil tinha Tostão e Jairzinho, autor do único gol do jogo, após ótima jogada de Tostão, que passou para Pelé, que deixou Jairzinho na cara do gol para dar um chute indefensável e decretar o placar de 1 a 0.

Com a classificação assegurada, o Brasil venceu a Romênia por 3 a 2, com mais um gol do craque, e foi para a segunda fase.

O primeiro confronto foi contra o surpreendente Peru, de Cubillas. O Brasil começou com tudo e abriu 2 a 0 com Rivellino e Tostão. O Peru descontou, mas o Brasil marcou mais um, com Tostão. Novamente o Peru anotou, mas no fim Jairzinho fechou o placar: 4 a 2. A seleção estava na semifinal.

 

Superando o fantasma de 50

Quis o destino que aquela grande seleção tivesse um desafio emocional pela frente: enfrentar, pela primeira vez em copas, desde a fatídica final de 1950, o Uruguai. E o jogo foi difícil. As equipes começaram cautelosas, se estudando. E o Uruguai saiu na frente com Cubilla, após passe de Morales, num gol meio que sem querer, após o chute do uruguaio sair meio que torto. Com a liderança no placar, o Uruguai cozinhava a partida, não deixava o Brasil jogar. Foi então que Zagallo mexeu na maneira do time jogar, recuando Gérson e liberando Clodoaldo ao ataque. Deu certo, o santista empatou, e deu mais tranquilidade ao Brasil. No segundo tempo, o Brasil virou, após ótima jogada do trio de ouro Pelé-Tostão-Jairzinho, com este último fuzilando para o gol. O Brasil ainda faria mais um com Rivelino, fechando o placar em 3 a 1. Fantasma enterrado, e passaporte carimbado para a final, no estádio Azteca.

 

Furacão imortalizado

Na final da Copa, Jairzinho e companhia encararam a Itália, em um clássico do futebol mundial. Ambos, então bicampeões mundiais, duelaram pela posse definitiva da taça Jules Rimet. De um lado, o talento e o brilho do Brasil de Jairzinho, Pelé, Tostão, Gérson, Rivelino. Do outro, exímios defensores de técnica absoluta e atuais campeões europeus, como Cera, Facchetti e Burgnich, além de Rivera e Luigi Riva. Era o jogo perfeito para encerrar uma Copa perfeita, com o melhor nível técnico de todos os tempos. Mas, parece até que não avisaram o Brasil que era um jogo final… A seleção não tomou conhecimento dos italianos e exibiu um futebol vistoso, alegre, preciso, rápido, elegante, lindo. O Brasil abriu o placar com um golaço de Pelé, de cabeça, após subir quase um metro de altura para marcar 1 a 0. A Itália empatou com Boninsegna, mas, no segundo tempo, o Brasil deu seu show. Gérson fez 2 a 1 com um petardo de sua canhota de ouro. O terceiro saiu após passe preciso de Gérson para Pelé, que deixou Jairzinho livre para marcar seu sétimo gol na copa. O último gol… Ah… O último gol… Foi simplesmente uma obra prima do futebol arte e coletivo, daquelas que você vê, volta, vê de novo, volta, vê em câmera lenta, e assim sucessivamente. A jogada começa lá na defesa, com Clodoaldo driblando QUATRO jogadores italianos, e tocando na esquerda para Rivelino. O craque lança Jairzinho, que dribla Facchetti e passa para Pelé. O rei, sem olhar, antevê a corrida na direita de Carlos Alberto. Com um passe sutil e açucarado como quem diz “toma, faz o seu e fecha a conta”, ele rola para o melhor lateral direito da história encher o pé: 4 a 1. O estádio enlouquece, o México enlouquece, o Brasil enlouquece, o mundo enlouquece: Brasil tricampeão de futebol. O futebol, naquela tarde, nunca ficou tão emocionado e feliz. E Jairzinho entrava de vez para o rol dos maiores craques do futebol mundial e como o primeiro (e até hoje único) a marcar gols em todas as partidas da seleção campeã. Não é a toa que depois do torneio, o craque recebeu o apelido consagrador: Furacão da Copa.

 

Estrela valorizada

Depois do Mundial, Jairzinho aumentou ainda mais sua fama no esporte e idolatria no Botafogo. O jogador assinou depois do torneio um vertiginoso contrato com o clube alvinegro, que garantiu a ele dinheiro e segurança. Jairzinho continuou como astro do time e a protagonizar partidas memoráveis. A maior delas, sem dúvida, foi pelo Campeonato Brasileiro de 1972, quando o Botafogo aplicou uma goleada histórica no rival Flamengo: 6 a 0, com três gols de Jairzinho, um deles de letra. A goleada, por placar tão elástico e bem no dia do aniversário de 77 anos do rubro negro garantiu anos de gozação por parte da torcida. A vitória fez nascer a famosa frase de “carinho” que a torcida alvinegra criou para azucrinar a cabeça dos flamenguistas:

Nós gostamos de Vo6!

 

 

 

A única frustração do craque no período foi não ter vencido nenhum título com a camisa alvinegra, com o Botafogo passando a viver um incômodo jejum.

 

“Leve brisa” na Alemanha

Na Copa de 1974, Jairzinho era, ao lado de Rivellino, a grande esperança do Brasil em busca do tetracampeonato mundial. Mas, quem esperava atuações explosivas e dignas do Furacão da Copa de 1970 se decepcionou. Jairzinho, e todo o Brasil, não tiveram a intensidade de quatro anos antes. A seleção empatou sem gols as duas primeiras partidas, contra Iugoslávia e Escócia, vencendo apenas a última, contra o fraco Zaire, por 3 a 0, com gols de Jairzinho, Rivellino e Valdomiro. Na segunda fase, vitória sobre a Alemanha Oriental por 1 a 0 e sobre a Argentina por 2 a 1 (um gol de Jairzinho), mas derrota para a Laranja Mecânica de Cruyff por 2 a 0, e eliminação. Na disputa pelo terceiro lugar, nova derrota, por 1 a 0, para a Polônia de Lato. Terminava ali a trajetória do craque em Mundiais, que se dedicaria apenas aos clubes.

 

Fracasso na França

Em 1974, Jairzinho deixou o Botafogo depois de 13 anos para jogar no Olympique de Marselha, da França. Ao lado do companheiro Paulo César Caju, que já estava no clube francês, o craque não se destacou e ainda foi acusado de agredir um bandeirinha, ganhando passe livre para voltar ao Brasil e assinar com o Cruzeiro pouco mais de um ano depois.

 

Ídolo azul

Com 31 anos, Jairzinho continuava exemplar na parte física e dando trabalho aos zagueiros como muito garoto não conseguia. Assim como nos tempos de Botafogo, ele integrava um grande e talentoso elenco, jovem, rápido e recém (bi) vice-campeão brasileiro. A grande prioridade da equipe no primeiro semestre foi a Copa Libertadores. E o time não decepcionou. A equipe azul estreou na competição contra seu algoz do ano anterior, o Internacional. O Mineirão estava lotado e o Cruzeiro ávido por vingança. Foi então que o time mineiro protagonizou a partida mais eletrizante da história do Mineirão em um jogaço: Cruzeiro 5×4 Internacional. Nove gols! O time, desde o início, teve o controle da partida e venceu mesmo sem Palhinha, expulso no começo do segundo tempo e autor de dois gols no começo do jogo (Joãozinho, duas vezes, e Nelinho marcaram os outros gols do time azul). O estádio foi ao delírio e a torcida vibrou como nunca. Era um bom presságio do que viria pela frente.

 

Sem rivais

Depois da vitória épica sobre o Inter, o Cruzeiro continuou a sapecar os rivais na primeira fase da Liberta. O time ainda venceu, em casa, o Olimpia (PAR) por 4 a 1 e o Sportivo Luqueño (PAR) pelo mesmo placar. Nos jogos fora de casa, vitória sobre o mesmo Sportivo por 3 a 1; 2 a 0 sobre o Internacional em pleno Beira Rio e empate em 2 a 2 contra o Olimpia. O time se classificou líder, com cinco vitórias e um empate em seis jogos, marcou 20 gols e sofreu 9. Era hora da fase final.

 

Shows e uma tragédia

O Cruzeiro foi para o grupo 1 do triangular final da Libertadores ao lado de LDU (EQU) e Alianza Lima (PER). No primeiro jogo, contra a LDU, em Quito, vitória azul por 3 a 1. Na partida seguinte, nova vitória: 4 a 0 no Alianza Lima, lá no Peru. Tudo era as mil maravilhas até que uma notícia chocou os jogadores e torcedores. O ótimo ponta Roberto Batata, louco de saudades da família, morreu em um acidente de carro na rodovia Fernão Dias quando ia de encontro da mulher e do filho na cidade de Três Corações, no interior de Minas. A morte do jogador foi um trauma para todos. Mas foi nessa adversidade que o time se uniu ainda mais e partiu em busca do título em homenagem a Batata. Na partida seguinte após o acidente, contra o Alianza Lima, no Mineirão, o Cruzeiro fez 7 a 1 nos peruanos e dedicou a vitória a Batata. O número de gols foi o mesmo número da camisa do jogador. O time azul confirmou sua classificação para a final da Libertadores no mesmo Mineirão, quando venceu a LDU por 4 a 1. Com 18 gols marcados e quatro vitórias em quatro partidas, o Cruzeiro estava tinindo. Mas era hora de ainda mais concentração para encarar os argentinos do River Plate.

 

Batalhas

O Cruzeiro fez o primeiro jogo da final da Copa Libertadores de 1976 em casa. O River Plate tinha um esquadrão de respeito com o ótimo goleiro Fillol (que seria campeão do mundo pela Argentina em 1978), o zagueiro Perfumo, o meia Sabella e os atacantes González, Luque e Más. Porém, o time mineiro não ligou para a banca dos argentinos e deu show: 4 a 1, com três gols apenas no primeiro tempo. Palhinha, Eduardo e Jairzinho mostraram toda a habilidade brasileira e garantiram a vantagem do empate para a partida de volta (na época não existia o critério de gols marcados). Em Buenos Aires, o River fez valer o mando de campo (e a sempre “muy amiga” arbitragem latina) e venceu por 2 a 1, forçando um terceiro jogo.

 

Campeão!!!!

O jogo decisivo foi em campo neutro, no estádio Nacional, no Chile. Ambas as equipes estavam desfalcadas de algumas estrelas (Jairzinho, Perfumo e Fillol não jogaram) e precisavam vencer para ficar com o título. O Cruzeiro começou melhor, dominou o primeiro tempo, e abriu 2 a 0 com gols de Nelinho. Mas do outro lado estava o River Plate, que arrancou o empate com gols de Más e Urquiza. Faltando menos de cinco minutos para o fim do jogo, falta para o Cruzeiro. Os argentinos esperavam uma bomba de Nelinho, mas foi aí que o elemento surpresa acabou com a partida: Joãozinho bateu e fez o gol do título: 3 a 2. O Cruzeiro conquistava a sua primeira Libertadores de maneira histórica, e era, ainda, o primeiro time mineiro a levar a competição. Acabava ali a hegemonia do Santos em ser o único a ter a cobiçada taça em sua galeria de troféus. Era a consagração e a justiça feita para um time montado para marcar gols, dar show e cansar o adversário com uma velocidade incrível, com Jairzinho comandando o show. A partir daquele dia, o Cruzeiro também podia mostrar para todo mundo a Libertadores da América.

 

Bávaros enterram sonho mundial

Campeão da América, o Cruzeiro encarou o poderoso Bayern München, que acabava de conquistar a terceira Liga dos Campeões da UEFA consecutiva e igualar o feito do Ajax de Cruyff no começo da década de 70, na final do Mundial Interclubes. Os alemães tinham um time dos sonhos que era simplesmente a base da Alemanha campeã do mundo em 1974. No primeiro jogo, na Alemanha, vitória de Beckenbauer, Gerd Müller, Sepp Maier e companhia: 2 a 0. Na volta, o Bayern segurou a pressão dos cruzeirenses no Mineirão abarrotado de gente (mais de 120 mil pessoas!), e o empate em 0 a 0 garantiu o primeiro título mundial do time alemão. Ali, começaria um hiato tremendo para o clube azul, que só voltaria a brilhar na década de 90. E a vida nômade de Jairzinho.

 

Várias camisas e o fim

Depois de 1976, Jairzinho jogou em equipes de menor expressão na América do Sul e do Brasil, até encerrar a carreira aos 37 anos, em 1982. Depois de pendurar as chuteiras, o craque tentou a carreira de técnico, mas não obteve sucesso. Trabalhou também em times de juniores e foi o responsável por descobrir, nas categorias de base do São Cristóvão-RJ, um craque eterno: o atacante Ronaldo. Hoje, Jairzinho continua a trabalhar no futebol, na Escolinha de Futebol Jairzinho Furacão, que tem o intuito de ajudar jovens carentes de diversas comunidades do Rio de Janeiro. Uma atitude de craque, como o craque que ele foi em campo: arrasador, marcante e imortal.

 

Números de destaque:

Disputou 104 partidas pela seleção brasileira e marcou 42 gols.

Disputou 413 partidas pelo Botafogo e marcou 186 gols.

 

Extra:

Pintura

Contra a Tchecoslováquia, o craque marcou um golaço, chapelando o goleiro.

 

 

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4 thoughts on “Craque Imortal – Jairzinho

  1. Sempre ouvi falar do Jairzinho (um dos responsáveis por um das maiores glórias do meu Cruzeiro) ouvi falar da sua velocidade, seu vigor e talento. E a forma como vocês transmitem é quase uma viagem no tempo.
    Parabéns pelo trabalho, acompanho o blog diariamente para ver as novidades.
    Gostaria de muito de ler sobre outro grande ídolo do Cruzeiro (senão o maior deles) Dirceu Lopes.

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