Esquadrão Imortal – Flamengo 1953-1961

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Grandes feitos: Campeão do Torneio Rio-SP (1961), Campeão do Octagonal Sul-Americano (1961) e Tricampeão Carioca (1953/1954/1955).

Time base: Garcia (Ari / Chamorro); Pavão (Joubert) e Jadir (Bolero); Servílio, Dequinha e Jordan; Zagallo (Carlinhos), Joel, Rubens (Benítez / Gérson / Henrique), Índio (Moacir / Dida) e Evaristo (Germano / Babá / Paulinho). Técnicos: Manuel Freitas Solich (1953-1957, 1958-1959 e 1960-1961), Jaime de Almeida (1958 e 1959) e Modesto Bría (1959-1960).

 

“Rolo Compressor rubro-negro”

Ninguém poderia imaginar que de uma crise e uma trapalhada o Flamengo começaria uma época de brilho e glórias naquele início de anos 50. Nem o mais fanático torcedor sonhava que o time da Gávea conquistaria entre 1953 e 1955 seu segundo tricampeonato estadual da história. Com um time leve, rápido e devastador no ataque, além de uma linha média para a história com Servílio, Dequinha e Jordan, o rubro-negro deu a volta por cima e dominou o estado por três anos maravilhosos. Depois da geração do tri, a equipe tomou fôlego para brilhar novamente em 1961, quando encantou no Brasil e também fora dele, abocanhando um Torneio Rio-SP e um torneio continental que teve a presença de equipes como Boca Juniors-ARG, River Plate-ARG, Nacional-URU, Cerro-URU, Vasco-BRA, Corinthians-BRA e São Paulo-BRA. É hora de relembrar as façanhas de um dos times mais vitoriosos da história do Flamengo.

 

Crise e trapalhada

Zizinho

A década de 50 começou cheia de problemas para o Flamengo. Antes da Copa do Mundo de 1950 (perdida pelo Brasil para o Uruguai em pleno Maracanã), o presidente do clube à época, Dario de Melo Pinto, vendeu Zizinho, simplesmente o maior craque do clube e um dos maiores de todos os tempos, para o Bangu, naquela que é considerada uma das piores negociações da história flamenguista. Sem o genial jogador, o time se enfraqueceu, manteve a freguesia para o rival Vasco e fez uma campanha desastrosa no Campeonato Carioca, ficando na sétima colocação. Em 1951 o time foi mal novamente e em 1952 ficou com o vice, perdido para o Vasco. Foi então que em 1953 tudo começou a mudar na Gávea. O técnico Flávio Costa deu lugar ao paraguaio Fleitas Solich, ex-jogador que ficou conhecido como “El Brujo” e que conduziu a seleção de seu país ao título da Copa América daquele ano. Muitos desconfiaram da capacidade de Solich em resolver os problemas do clube e colocar o Flamengo de volta aos trilhos. Mas o paraguaio mostrou rapidamente que tinha estrela e era “brujo” também fora das quatro linhas.

Fleitas Solich
Fleitas Solich

 

 

O primeiro grande ano

1953 - Campeonato Carioca

Fleitas Solich tinha em mãos uma boa base herdada do técnico anterior do Flamengo, Flávio Costa. A zaga era segura, o meio de campo criativo e o ataque rápido e talentoso. Mas ainda faltavam algumas peças para aquele time engrenar. Foi então que o treinador paraguaio revelou os jovens Dida, Zagallo, Evaristo e Babá, que formariam a espinha dorsal de um time maravilhoso. Depois de um começo irregular, o Flamengo se acertou e foi entrando nos eixos. No Campeonato Carioca, a equipe engatou quatro vitórias seguidas, se entrosou e comemorou o título estadual que não vinha desde 1944. Foram 21 vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas em 27 jogos, com 77 gols marcados (melhor ataque) e 27 sofridos (melhor defesa). Benítez, do Flamengo, foi o artilheiro com 22 gols. Na temporada de 1953, a equipe obteve um aproveitamento de quase 63% com 31 vitórias, 20 empates e nove derrotas em 60 jogos. O ataque deu show ao marcar 151 gols (sendo 41 de Índio, artilheiro do ano), muito graças ao esquema tático da época, que privilegiava o futebol ofensivo, com o Flamengo jogando muitas vezes num 2-3-5 clássico, aos moldes de outras equipes da época, como a Hungria.

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Em 1954, a equipe manteve a base e já tinha de volta o respeito dos adversários. O time que antes era motivo de chacota pela trapalhada venda de Zizinho causava medo nos rivais com um elenco forte e um futebol ofensivo. No Campeonato Carioca, novamente o Flamengo deu show e conquistou o bicampeonato com 19 vitórias, seis empates e duas derrotas em 27 jogos, com 64 gols marcados e 27 sofridos. Benítez e Evaristo foram os artilheiros do clube no ano com 24 gols cada, seguidos de Índio (17), Joel (14), Rubens (14) e Zagallo (8). O futebol apresentado pelo time carioca começou a chamar a atenção de todo Brasil, inclusive de Zezé Moreira, técnico da seleção brasileira, que levou para a Copa do Mundo da Suíça de 1954 os flamenguistas Dequinha, Índio e Rubens. Infelizmente, eles não conseguiram ajudar a seleção a trazer uma ainda inédita taça do mundo para o país.

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Evaristo de Macedo

 

 

O segundo tricampeonato da história

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Zagallo e Dida.

Em 1955, o Flamengo traçou como objetivo principal a conquista de seu segundo tricampeonato. Era a chance de fazer história e consagrar de vez aqueles talentosos jogadores e o técnico Fleitas Solich. Dito e feito, o rubro-negro deitou e rolou durante a campanha, com direito a uma saborosa vitória de 6 a 1 pra cima do rival Fluminense, com gols de Joel, Dida (2) e Paulinho (3). Naquela partida, o goleiro tricolor Veludo foi acusado de falhar em três dos seis gols do rubro-negro e acabou demitido das Laranjeiras(!). Na final, disputada somente em 1956, o Flamengo venceu o primeiro embate contra o América por 1 a 0, gol de Evaristo. Na segunda partida, derrota por 5 a 1, mas haveria um terceiro jogo. Bastava uma vitória para o Mengão levantar o tri. Mas o Flamengo não quis apenas vencer. Ele quis dar show. Ou melhor, Dida quis. O endiabrado ponta rubro-negro marcou todos os gols da vitória por 4 a 1 sobre o Mequinha para delírio dos mais de 140 mil torcedores que lotaram o Maracanã.

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O carnaval tomou conta da cidade e o Flamengo fazia história: tricampeão carioca com a mais absoluta autoridade, numa temporada em que o time carioca deu espetáculos não só em casa, mas também para todo mundo ver, como nas vitórias pra cima do Estrela Vermelha-IUG por 4 a 1 (amistoso), 3 a 1 no Internacional (amistoso), 5 a 1 no Santos (Torneio Rio-SP), 3 a 2 no Peñarol-URU em Montevidéu (amistoso), um duplo 3 a 2 no Nacional-URU (amistoso) e 1 a 0 no Benfica-POR (Torneio Charles Miller). O time venceu 43 dos 61 jogos que disputou naquela temporada, empatando sete e perdendo apenas 11, com 164 gols marcados e 80 sofridos, um aproveitamento de 74%. Evaristo foi o artilheiro do Flamengo na temporada com 35 gols, seguido de Paulinho (26), Índio (21) e Dida (16).

Dida, craque flamenguista dos anos 50.
Dida, craque flamenguista dos anos 50.

 

 

Jejum

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De 1957 até 1960 o Flamengo perdeu sua intensidade e não conquistou mais títulos, muito pelo fato de o técnico Fleitas Solich deixar o comando da equipe e retornar tempo depois. Um bom momento foi um duelo amistoso contra o mítico Budapest Honvéd, de Púskas, em 1957, vencido pelo Rolo Compressor rubro-negro por 6 a 4, gols de Evaristo (2), Henrique, Paulinho, Dida e Duca.

PUSKAS E EVARISTO EM 57

Os times ainda se enfrentaram mais duas vezes, mas aí os mágicos húngaros venceram por 6 a 4 e 4 a 3. Aqueles duelos foram os últimos de Evaristo, que deixou o Flamengo para jogar no Barcelona-ESP. Depois dele, Zagallo foi outro a deixar o clube, já em 1958 (foi para o Botafogo), ausências muito sentidas que forçaram o time da Gávea a se recompor. Não seria nada fácil, afinal, o rival Botafogo começava a montar um dos maiores esquadrões da história do futebol brasileiro (com Manga, Didi, Quarentinha, Amarildo, Nilton Santos e Garrincha, além do próprio Zagallo). Mas nesse meio tempo o clube tratou de revelar novos craques, sendo o principal deles o meia Gérson.

Em pé: Gérson, Henrique e Dida. Agachados: Joel e Babá. Geração pronta para recolocar o Fla na briga por títulos.
Em pé: Gérson, Henrique e Dida. Agachados: Joel e Babá. Geração pronta para recolocar o Fla na briga por títulos.

 

 

Volta por cima com estilo

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O técnico Fleitas Solich voltou ao Flamengo em 1960 para colocar ordem na casa. Se naquele ano o time não conquistou nada, em 1961 o rubro-negro provou, pelo menos em uma temporada, que nem só de Botafogo vivia o Rio de Janeiro naquela época. No começo do ano, a equipe disputou o Torneio Octogonal de Verão. Você deve pensar “ah, torneio de verão, qual a expressão disso?”. Bem, seria sem expressão se os clubes participantes fossem de segunda categoria. Agora, aquele torneio era especial, pois tinha nada mais nada menos Boca Juniors e River Plate (Argentina), Nacional e Cerro (Uruguai) e Vasco, Corinthians e São Paulo (Brasil). Disputar uma competição com equipes desse naipe (com exceção do Cerro) não é algo comum. E o Flamengo sabia muito bem disso. Num esquema de competição simples, todos contra todos, o time carioca derrotou a dupla paulista Corinthians e São Paulo por 2 a 1 e 3 a 2, respectivamente, bateu o River Plate em pleno Monumental de Nuñez por 1 a 0 e despachou os uruguaios Nacional e Cerro por 1 a 0 e 2 a 0, respectivamente, ambas partidas jogadas no Uruguai. Foram apenas duas derrotas: para o Vasco, por 1 a 0, e para o Boca, em La Bombonera, por 4 a 0, mas incapazes de tirar o título do rubro-negro. A conquista foi muito celebrada pela torcida e tida como uma das maiores na história do clube. Mas aquela ainda não era a única taça rubro-negra no ano…

 

Festa em vermelho e preto

O time de 1961: eles sapecaram o Santos de Pelé por 5 a 1.
O time de 1961: eles sapecaram o Santos de Pelé por 5 a 1.

Depois da conquista internacional, o Flamengo teve pela frente o Torneio Rio-SP, uma das principais competições do Brasil na época. O time estreou bem ao vencer o São Paulo (2 a 1) e o Palmeiras (3 a 2). O jogo seguinte, porém, foi um pesadelo: derrota por 7 a 1 para o Santos de Pelé, embora isso, na época, fosse bem comum tamanha a qualidade do esquadrão brancaleone. Depois de alguns tropeços, a equipe se reencontrou com uma vitória sobre a Portuguesa por 2 a 0 e se classificou para a fase final. Nela, o time deu show ao vencer os três jogos que disputou: 3 a 1 no Palmeiras, 2 a 0 no Corinthians e uma surpresinha para o Santos: 5 a 1 em pleno Pacaembu, num show de Gérson (3 gols) e Dida (2 gols). O Flamengo se vingava em grande estilo numa partida memorável, daquelas para torcedor nenhum esquecer. O time conquistou o torneio pela primeira e única vez. Ali, era o último grande momento do Rolo Compressor.

 

À espera de Zico

Dida e Zico: choque de gerações.
Dida e Zico: choque de gerações.

Depois do título do Torneio Rio-SP o Flamengo bem que tentou, mas não conseguiu derrotar o Botafogo na final do Carioca de 1961 e perdeu por 3 a 0. O time ainda conquistaria outros títulos na década, mas teve que esperar longos anos até voltar a dominar o estado, mais precisamente até 1979, quando o maior jogador da história do clube começaria a coleção de taças que todo mundo já conhece: Zico. O tricampeonato carioca e as vitórias maiúsculas do Rolo Compressor mantém aquele time como um dos maiores xodós da torcida e um dos melhores do clube, afinal, ter Dida, Evaristo, Zagallo, Rubens, Gérson e companhia foi algo inesquecível. E imortal.

 

Os personagens:

Garcia: foi um dos maiores goleiros da história do Paraguai e também do clube carioca. Chegou ao Flamengo em 1949 e ficou até 1958. Arrojado, sempre bem posicionado e muito seguro, foi um dos maiores responsáveis pelo tricampeonato carioca. E pensar que uma fratura na clavícula, em 1950, quase o aposentou prematuramente dos gramados.

Ari: jogou no clube de 1959 até 1962, participando das conquistas históricas de 1961. Não tinha a qualidade de Garcia, mas deu conta do recado.

Chamorro: goleiro argentino que jogou pelo Flamengo de 1953 até 1956. Ia bem quando entrava na equipe, mas jogou pouco por conta de ser o reserva de Garcia.

Pavão: ótimo zagueiro, Pavão jogou de 1951 até 1959 no Flamengo, sendo um dos pilares da defesa durante a campanha do tricampeonato estadual. Ídolo, Pavão virou até letra de música – em “Samba Rubro-Negro”, de Wilson Batista e Jorge de Castro, um trecho cita o grande zagueiro flamenguista: “Vai haver mais um baile no Maracanã / O mais querido / Tem Rubens, Dequinha e Pavão/ Eu já rezei pra São Jorge/ Pro mengo ser campeão”.

Joubert: foi quase uma década de Flamengo e muitas glórias, como o Carioca de 1955 e os títulos de 1961. Zagueiro, ganhou mais espaço no time a partir de 1957.

Jadir: outro defensor mítico no Fla, Jadir começou no próprio rubro-negro em 1952, permanecendo até 1962 na equipe. Era firme na marcação e nas bolas rasteiras, só pecando no jogo aéreo. Compôs uma linha média fabulosa ao lado de Dequinha e Jordan. Disputou mais de 400 jogos pelo clube e fez época na Gávea com muita disciplina e regularidade.

Bolero: teve importância nas conquistas de 1961, cumprindo seu papel na defesa do time.

Servílio: ao lado de Dequinha, Jordan e Jadir, compôs um sistema defensivo maravilhoso no Flamengo tricampeão carioca de 1953 até 1955. Ficou pouco na Gávea (1953 até 1956), mas o suficiente para escrever seu nome na história do clube.

Dequinha: o potiguar Dequinha foi um dos últimos centromédios clássicos do futebol nacional e um dos maiores ídolos do Flamengo. Jogou 10 anos no clube e esbanjou categoria no meio de campo, com muita qualidade técnica e tática. Foi para a Copa de 1954, na Suíça, como reserva.

Jordan: se você perguntar para alguém no Rio de Janeiro qual foi o maior marcador do craque Garrincha na história a resposta será única: Jordan. O flamenguista foi um excepcional volante e lateral esquerdo do time naqueles anos 50 e 60, exemplo de lealdade e disciplina. Em 11 anos de Flamengo, Jordan nunca foi expulso e ainda levantou quatro Cariocas e um Torneio Rio-SP.

Zagallo: inteligente, solidário, jogador para o time e nunca de fazer firulas, Zagallo foi um monstro sagrado de seu tempo, ídolo no Flamengo tanto como jogador, de 1950 a 1958, como técnico. É considerado um dos maiores pontas-esquerdas da história do clube, se não o maior. Brilhou na seleção brasileira nas Copas de 1958 e 1962, mas jogando um pouco mais recuado.

Carlinhos: talentoso e muito habilidoso, Carlinhos jogou no meio de campo do Flamengo de 1955 até 1970, seu único clube na carreira. Quando se aposentou, ofereceu suas chuteiras a um garoto magrelo que despontava como futuro craque: Zico. Ficou marcado como técnico salvador do Flamengo, ajudando a equipe em momentos difíceis e levantando títulos nacionais e estaduais.

Joel: ponta-direita de um time histórico, Joel era cerebral e driblava sempre pra frente, com o objetivo claro de marcar gols ou dar passes para os companheiros. Marcou 115 gols com a camisa do clube e brilhou em dois períodos na Gávea: de 1951 até 1958 e 1961 até 1963.

Rubens: ficou marcado como o “Doutor Rubens” tamanha habilidade que demonstrava no setor direito do meio de campo do Flamengo. Foi um dos maiores craques do tricampeonato carioca e um dos principais artilheiros. Marcou 83 gols em 173 partidas pelo clube.

Benítez: o atacante paraguaio foi um dos maiores artilheiros estrangeiros do Flamengo, essencial nas conquistas dos Cariocas de 1953 e 1954. Os anos de 1952, 1953 e 1954 foram os seus melhores com a camisa rubro-negra, quando marcou 27, 21 e 24 gols, respectivamente.

Gérson: o “Canhotinha de Ouro” foi um dos principais armadores do futebol brasileiro nas décadas de 60 e 70, capaz de colocar uma bola nos pés de um atacante a 30, 40 metros de distância. Foi revelado pelo Flamengo e um dos principais nomes do time de 1959 até 1963.

Henrique: centroavante nato, trombador, oportunista e matador. É um dos maiores artilheiros (o terceiro, mais precisamente) da história do Flamengo com 216 gols. Ao lado de Joel, Moacir, Dida e Babá, só não fazia chover naquele super ataque rubro-negro.

Índio: foi um dos grandes atacantes do time naqueles anos 50, com faro de gol e muito talento. Disputou a Copa de 1954 e marcou 142 gols em 218 jogos pelo Flamengo.

Moacir: jogador de drible fácil, passes precisos e eficiência na marcação, Moacir foi um dos grandes jogadores do Flamengo na década de 50 e um dos quatro flamenguistas campeões do mundo com a seleção na Copa de 1958. Jogou no clube de 1956 até 1961, até seguir carreira na Argentina, Uruguai e Equador.

Dida: era o ponta de lança do Flamengo nos anos 50 e a referência máxima no ataque do time. Tinha velocidade, driblava bem, se colocava precisamente na área, tinha uma impulsão ótima e chutava com as duas pernas. Foi reserva de Pelé na Copa de 1958 e o principal artilheiro do Flamengo na década de 50 com 170 gols. Ao todo, marcou 264 gols pelo clube, sendo o segundo maior de todos os tempos, atrás apenas do mito Zico.

Evaristo: outro craque do Brasil nos anos 50, Evaristo era um dos mais perigosos atacantes de seu tempo, velocista e preciso com a bola nos pés. Marcou 102 gols em 182 jogos pelo Flamengo de 1953 até 1957. Depois de deixar o rubro-negro, Evaristo brilhou na Espanha, jogando pelo Barcelona e pelo Real Madrid.

Germano: outra cria do Flamengo, o ponta Germano assumiu o ligar deixado por Zagallo e deu conta do recado entre 1958 e 1962. Era muito rápido e habilidoso, além de ter um chute poderosíssimo. Brilho nos anos 60 na Itália, onde foi campeão europeu com o Milan, em 1963.

Babá: outro ponta habilidoso e rápido daquele Flamengo dos anos 50, Babá compôs um ataque dos sonhos entre 1954 e 1962. Às vezes era reserva por conta da forte concorrência, mas quando entrava cumpria seu papel com muita qualidade. Marcou 89 gols em 308 jogos pelo clube.

Paulinho: atacante de talento, Paulinho brilhou principalmente em 1955, quando foi o artilheiro do time e ajudou a destroçar o Fluminense ao marcar 3 dos 6 gols do Fla.

Manuel Fleitas Solich, Jaime de Almeida e Modesto Bría (Técnicos): Jaime de Almeida e Modesto Bría não levantaram títulos, mas ajudaram a “esquentar” o Flamengo para a volta de Fleitas Solich em 1960. Antes disso, o paraguaio se tornou um dos maiores técnicos da história dom rubro-negro ao montar um time extremamente talentoso e eficiente e dar ao clube um tricampeonato carioca. Em 1961, mais dois títulos o colocaram de vez no rol de imortais do time da Gávea.

Flamengo

 

Extra:

Veja lances do jogo que deu ao Flamengo o Torneio Rio-SP de 1961: a vitória por 2 a 0 sobre o Corinthians.

 

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15 thoughts on “Esquadrão Imortal – Flamengo 1953-1961

  1. anos 50 e 60,quwem não viveu,perdeu.Foi os tempos aureos da historia do futbol e das musicas,anos dourados,hoje,seria um conto de fadas.Uma epoca,que jamais deveriamos despertar ,epoca simplesmente maravilhosa. fernando rosa

  2. a época bem diferente da de hoje tudo era melhor as pessoas eram bem diferente .. se pudesse voltar o tempo seria maravilhoso .
    como isso e impossivel sõ nos resta pedir a Deus por todos nos .

  3. Eu assisti essa partida que foi em abril de 1961. Na época tinha 12 anos e era frequentador assíduo de jogos no Maracanã como também nos estádios do subúrbio como Figueira de Melo, Bariri, Conselheiro Galvão, etc. Hoje aos 65, apesar de ter gratuidade, há uns 25 anos não entro
    no Maracanã e nem tenho vontade. O futebol virou puro comércio e o torcedor o que menos interessa, o patrocínio paga tudo. Naquela época
    os clubes viviam do que arrecadavam nas bilheterias daí aqueles jogos de 180.000 pagantes.

  4. Até a década de 70 o Campeonato Carioca era simplesmente o maior campeonato do Brasil e um dos maiores do mundo. Tanto que durante a década de 60 o campeão e o vice ganhavam direito de disputar o mundial de clubes na França. Muitos desinformados afirmam que o Flamengo não havia ganhado nada importante antes de 1981, mas não sabem que os títulos mais importantes eram justamente o Carioca e posteriormente o Torneio Rio-São Paulo, os quais o Flamengo era um dos bicho papões.

    1. leonidas da Silva foi um gênio que jogou no flamengo. Romário foi um gênio que além de jogar no flamengo, fez a torcida esquecer Zico por cinco anos. Dida e zizinho foram superiores. Tita batia faltas tão bem como Zico, tinha maior velocidade e cabeceava melhor.

    2. Jornalistas e blogueiros sepultam o passado. Leonidas da Silva, Domingos da guia e mais recentemente Romário, sem falar em dida e Zizinho, estão galáxias acima de zico. No entanto alguém disse que ele era o maior e todos fazem corporativismo servil é parcial. Ponto!

      1. Concordo, com o que foi dito, por vários, que comentaram, acima, não vi o Leônidas, o Domingos da Guia e o Friedenrich, que para os mais antigos, foram jogadores ímpares e do Zizinho me lembro muito pouco, assim mesmo, ele não era mais do Flamengo, já era do Bangu e estava, se transferindo, para o São Paulo! Para mim Dida foi o melhor jogador, do Flamengo, que eu vi, acima, dos gigantes Romário; Zico; Joel; Leandro; Junior; Andrade; Adílio; Lico; Dequinha; Carlinhos; Reyes, o paraguaio; Silva; Almir; Henrique Frade;Zagallo; Baba; Raul; Aldair; Evaristo; Índio; Moacyr; Doval, o argentino e recentemente, o grande Petkovik, o sérvio e mesmo, o Adriano, entre tantos outros grandes que jogaram, no Flamengo! Mas, dos que eu vi, em campo, com a camisa do Flamengo, para mim, Dida, foi inigualável! Outra coisa, na Copa de 1958, na Suécia, Dida chegou como titular e Pelé era seu reserva, assim como Joel chegou, como titular e Garrincha, como reserva, aliás, Pelé e Garrincha, os dois maiores jogadores brasileiros de todos os tempos, só ficaram no banco de reservas, um vez na vida, justamente, para dois jogadores do Flamengo, para o Joel e para o Dida!

        1. Não existe esta história de que os mais antigos afirmam, os mais antigos não sei o que, e eu não vi fulano jogar. A história existe, os documentos existem. Leonidas da Silva jogou no flamengo e era um dos seis gênios do futebol, portanto acima de Dida. Romário, junto com Friedenreich, é um dos dois maiores jogadores da história. Dida eu vi, era um super craque. Maior do que o craque zico. Portanto, ter visto Romário jogar pelo flamengo e dizer que dida foi o melhor é de uma precipitação instintiva desviada!!!

        2. Aliás, colocando tudo no devido lugar, Dida e Tita são super craques, Zico é craque e leonidas da Silva e Romário são gênios.Quem não consegue perceber isto que vá filosofar no lavatório com vaso.

      2. JOÃO SILVA, CONCORDO CONTIGO EM GENERO . NÚMERO E GRAU. LEONIDAS, ZIZINHO, DIDA, EVARISTO, DOMINGOS DA GUIA, ALMIR PERNAMBUQUINHO, SILVA E DOVAL FORAMTÃO IDOLOS E MELHORES.

  5. Meu caro, João silva, concordo, em parte, quando você diz, que a história, está aí para dizer, quem foram os melhores! Mas, eu disse, dos que eu vi jogar! Quanto a Dida ter sido melhor, que Romário, ou Romário ter sido melhor, que Dida, ou Zico ter sido melhor sido melhor, que os dois, aí vai da opinião de cada um! Ao afirmar, que eu, na minha modesta opinião, que o Zico, foi o melhor, dos que eu vi com a camisa do Flamengo, não há aí, nenhuma precipitação instintiva desviada, não estou afirmando, nada taxativamente, não sou dono da verdade, cada um tem a sua opinião e esta é a minha! Só estou dando a minha opinião! Assim, como respeito e muito a sua opinião e a de outros, que pensam diferentes de mim! Portanto, como você assim como eu e todos que opinam, sobre qualquer assunto, não somos donos da verdade! Gostaria, que minha opinião, você respeitada, mesmo, que dela haja discordância, mas, nunca de forma taxativa, no caso, “É de uma precipitação instintiva desviada!!!”, como você falou, como se você tivesse com a verdade, nas mãos e mais ninguém! Não me leve a mal! Somos todos Flamengo! E nem lhe quero mal, algum! Flamengo sempre! Saudações rubro negras! Um abraço!

    1. A opinião é a opinião, correto.
      Apenas uma coisa…..Romário passou pelo Flamengo…..pelo Vasco….pela seleção…..pelo etc……e a questão percepção, observação….indica que simplesmente quase ninguém entendeu nada! Romário pensa melhor……domina melhor…..bate falte melhor….dribla melhor……conclui melhor…..organiza melhor….e o unico que fez algo semelhante e mais mil goals foi friedenreich. Agora se as pessoas não conseguem perceber, dane se!
      Comparar zico com Romário?????nao é burrice…..e sim loucura…..ou parcialidade midiática de conveniência.

      Ps: enquanto Romário jogou pelo Flamengo a torcida não somente o endeusou, mas esqueceu zico.
      Eu lembro bem disto.
      Mas como ele voltou ao Vasco os flamenguistas nunca perdoaram. O que é uma infantilidade.

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