Esquadrão Imortal – Parma 1991-1995

Back, f. l. t. r. Luigi Apolloni, Tomas Brolin (Sverige), Massimo Crippa, Roberto Nestor Sensini (Argentina), Lorenzo Minotti, Luca Bucci; Front, f. l. t. r. Antonio Benarrivo, Gabriele Pin, Gianfranco Zola, Alberto9-CWR-1994-2

Grandes feitos: Campeão da Recopa da UEFA (1992-1993), Campeão da Copa da UEFA (1994-1995), Campeão da Supercopa da UEFA (1994) e Campeão da Copa da Itália (1991-1992).

Time base: Marco Ballotta (Luca Bucci / Taffarel); Antonio Benarrivo, Di Chiara, Minotti e Apolloni (Balleri / Mussi); Fernando Couto (Georges Grün), Gabrieli Pin (Massimo Crippa / Stefano Cuoghi), Dino Baggio (Daniele Zoratto) e Sensini (Marco Osio); Gianfranco Zola (Alessandro Melli) e Faustino Asprilla (Thomas Brolin). Técnico: Nevio Scala.

 

“Copeiros e endinheirados”

Quando empresas ou investidores assumem parte ou a integridade de um clube de futebol, na maioria das vezes esse clube passa do anonimato ao estrelato em questão de meses. Pudemos ver isso nos últimos anos com Chelsea, Málaga, PSG e Manchester City, entre outros. Mas um dos pioneiros e mais lembrados casos foi a ascensão meteórica do Parma FC no futebol italiano e europeu no começo da década de 90. Time apenas mediano em seu país, o clube saiu de uma série B do Calcio para o estrelato ao colecionar títulos internacionais que muitos times poderosos da Itália não tinham. Reforçados pelo dinheiro da empresa de laticínios Parmalat, o clube comandado por Nevio Scala contratou grandes nomes da bola e virou um copeiro instantâneo, fazendo partidas maravilhosas sob o talento de Dino Baggio, Benarrivo, Sensini, Zola e Asprilla. O Imortais relembra agora o primeiro capítulo da era de ouro do Parma, um pequeno que virou gigante. E milionário.

 

 

Grana, grana e grana!

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Depois de contar com Arrigo Sacchi como técnico no final dos anos 80 e por pouco não subir para a Serie A, o Parma conseguiu o tão sonhado acesso em 1990, sob comando de Nevio Scala. A vitória sobre o arquirrival Reggiana na última rodada da Serie B foi decisiva para o time conseguir disputar sua primeira temporada na elite do Calcio. Para melhorar ainda mais a nova era que começava, a Parmalat, gigante italiana no ramo de laticínios, adquiriu parte do clube e passou a investir fortemente no futebol contratando grandes nomes do esporte em 1990. Thomas Brolin, Taffarel e Georges Grün foram alguns dos novos jogadores que se juntaram a um elenco de futuro composto por Alessandro Melli, Luigi Apolloni, Lorenzo Minotti entre outros. Com muito treino e foco, aquele time começou a ter consistência e base necessárias para que o técnico Scala implantasse um forte e competitivo sistema 5-3-2, no qual estaria concentrada a essência do sucesso do Parma naqueles anos.

 

Time de elite

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Na temporada 1990-1991, o Parma fez seu debute na Seria A e conquistou sua primeira vitória sobre o Napoli de Maradona por 1 a 0, um prenúncio de que o time não seria mais um daqueles ioiôs do futebol. Para a surpresa de todos, a equipe terminou na sexta colocação com 13 vitórias, 12 empates e nove derrotas em 34 partidas, com 35 gols marcados e 31 sofridos. Alessandro Melli foi o destaque com 13 gols marcados e ajudou a garantir ao clube uma vaga na Copa da UEFA do ano seguinte. Porém, mesmo com a contratação de novos nomes como Benarrivo e Di Chiara, o time sucumbiu em sua primeira competição europeia logo na primeira fase. Mas naquela temporada, o Parma começaria a escrever de vez sua história com títulos.

 

A primeira taça

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Na temporada 1991-1992, o Parma foi mal na Copa da UEFA, mas conseguiu brilhar dentro de casa. O time de Scala terminou na sétima colocação na Serie A e caminhou a passos largos na Copa da Itália. Depois de eliminar Palermo, Fiorentina, Genoa e Sampdoria, o time decidiu contra a poderosa Juventus de Peruzzi, Conte, Reuter, Schillacci e Roberto Baggio o título do torneio. No primeiro jogo, em Turim, vitória dos alvinegros por 1 a 0, gol de Baggio. Na volta, Melli e Osio marcaram os dois gols da vitória do Parma por 2 a 0, que garantiu o primeiro título de elite da história do clube. Era o retorno imediato dos investimentos da Parmalat e do bom sistema de jogo implantado por Nevio Scala. A taça deu ao clube a chance de disputar mais um torneio internacional: a Recopa da UEFA, que reunia os vencedores das Copas nacionais de seus países.

 

Franca ascensão

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Na temporada 1992-1993 o Parma já era um dos principais times da Itália e se reforçou com a chegada do polêmico atacante colombiano Asprilla e, posteriormente, o italiano Zola. O time voltou a ir bem no campeonato nacional e terminou na terceira colocação, atrás apenas do campeão Milan e da vice Inter. Mesmo sem grandes estrelas, o técnico Scala sabia que aquele time poderia ter um melhor resultado em torneios de tiro curto. E foi exatamente isso que ele focou ao disputar a Recopa da UEFA.

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O time estreou contra o Újpest-HUN e venceu o primeiro jogo em casa por 1 a 0, gol de Asprilla. Na volta, empate em 1 a 1 (gol de Grün). Nas oitavas de final, a equipe não conseguiu furar a retranca do Boavista-POR e ficou no 0 a 0. Na volta, em Portugal, um gol contra de Nogueira e um do atacante Melli garantiram a vitória italiana por 2 a 0 e a classificação para as quartas de final. O Sparta Praga-RCH foi o adversário seguinte e o Parma segurou um empate sem gols na partida de ida, em Praga. Na volta, a dupla de ataque Melli-Asprilla voltou a funcionar e garantiu a vitória por 2 a 0.

 

Na final!

Nas semis, duelo contra o Atlético de Madrid-ESP. No primeiro jogo, em Madrid, Luís Garcia abriu o placar para os espanhóis, mas o colombiano Asprilla provou estar mesmo iluminado naquela época e virou o jogo para garantir a vitória do Parma por 2 a 1. Na volta, o time perdeu por 1 a 0 em casa, mas graças ao critério de gols fora, a equipe italiana se garantiu na decisão da Recopa.

 

A coroação em Wembley

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A grande final da Recopa de 1992-1993 foi no mítico estádio de Wembley. O Parma encarou os belgas do Royal Antwerp e buscavam sua primeira glória internacional em sua primeira final. O jogo começou a todo vapor e o capitão Minotti abriu o placar para os italianos aos nove minutos, num lindo chute. Dois minutos depois, Severeyns empatou. Aos 30´, Melli, sempre ele, deixou sua marca. Na segunda etapa, o Parma definiu o jogo com um gol de Cuoghi aos 39´, fechando o placar em 3 a 1. O Parma, outrora pequenino, era campeão da Recopa da UEFA, troféu que muitos gigantes da Itália não tinham! A festa foi enorme em Parma e o time se revelava de vez para o continente. Mas os comandados de Scala queriam muito mais.

1993

 

 

Cada vez melhor

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Na temporada 1993-1994 o Parma contou com o talento de Gianfranco Zola para seguir competitivo em casa e fora dela. Na Seria A o time voltou a ficar entre os 10 primeiros com uma quinta colocação e Zola foi um dos artilheiros do torneio com 18 gols, atrás apenas de Signori, da Lazio.

Em janeiro de 1994, a equipe disputou a Supercopa da UEFA contra o poderoso Milan, que havia herdado a vaga do Olympique de Marselha-FRA depois de uma conturbada polêmica de manipulação de resultados que baniu o time francês do torneio. No primeiro jogo, em Parma, o Milan venceu por 1 a 0, gol de Papin. Na volta, em Milão, o Parma mostrou maturidade e grande poder de reação graças ao talento do argentino Sensini, do meia Crippa e dos atacantes Zola e Asprilla. O time venceu por 2 a 0 (gols de Sensini e Crippa) e faturou mais uma taça internacional.

Como campeão da Recopa de 1992-1993, o Parma disputou novamente a competição em 1993-1994. O time eliminou Degerfors-SUE e Maccabi Haifa-ISR até chegar as quartas de final. Nela, um duelo mágico contra o Ajax-HOL, que começava a mostrar força com seus jovens talentos como van der Sar, Frank de Boer, Davids, Litmanen e Ronald de Boer. No primeiro jogo, em Amsterdã, empate sem gols. Na volta, o Parma mostrou autoridade de campeão e venceu por 2 a 0, gols de Minotti e Brolin. Na semifinal, duelo contra o Benfica de Rui Costa. No primeiro jogo, em Lisboa, vitória lusitana por 2 a 1. Na volta, Sensini fez o único gol do jogo e colocou o Parma, pelo segundo ano seguido, na final da Recopa.

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Na decisão, disputada na Dinamarca, o time de Scala encarou o Arsenal-ING do técnico George Graham. O jogo foi muito pegado e um verdadeiro duelo tático, mas definido ainda no primeiro tempo, quando Smith marcou o único gol do jogo para os ingleses aos 20 minutos. O Parma dava adeus ao sonho de ser bicampeão do torneio. Mesmo com o revés, a torcida não se decepcionou e sabia que o time poderia render ainda mais na temporada seguinte.

 

A chegada do ídolo e um quase Scudetto

Dino Baggio
Dino Baggio

Em 1994, o Parma anunciou a contratação do defensor e volante Fernando Couto e do meio-campista Dino Baggio, que havia brilhado na Juventus. A vinda de Baggio foi essencial para a equipe almejar um crescimento ainda maior. Na temporada 1994-1995, o time voltou a fazer uma boa campanha no Campeonato Italiano, com Zola marcando 19 gols, mas outra vez o Scudetto raspou nas mãos do time de Scala, que ficou na terceira posição, atrás da campeã Juventus e da vice Lazio. Se em competições longas o time não conseguia o sonhado título, nas Copas era outra história. Naquela temporada, o time disputou a Copa da UEFA e encarou o Vitesse-HOL na primeira fase. No primeiro jogo, derrota por 1 a 0 e vitória por 2 a 0 (dois gols de Zola) na volta, em Parma. Na segunda fase, duas vitórias pra cima do AIK-SUE por 1 a 0 e 2 a 0. Nas oitavas de final, o time perdeu o primeiro jogo para o Athletic Bilbao-ESP por 1 a 0, mas na volta contou com a força de seu elenco e venceu por 4 a 2, com gols de Dino Baggio (2), Couto e Zola. Nas quartas, vitória por 1 a 0 no primeiro jogo contra o Odense-DIN e empate sem gols na volta.

Na semifinal, duas vitórias incontestáveis sobre o Bayer Leverkussen-ALE: 2 a 1 fora de casa, com gols de Dino Baggio e Asprilla, e um categórico 3 a 0 na volta, com gols de Asprilla (2) e Zola. Era hora de mais uma final europeia, a terceira em três anos.

 

 

Saborosa vitória!

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Na grande decisão da Copa da UEFA de 1994-1995, o Parma encarou a “freguesa” Juventus. Era a chance de mais uma glória internacional para os comandados de Scala em cima da equipe alvinegra, repetindo o feito de 1993 na Recopa. No primeiro jogo, em Parma, Dino Baggio fez o gol da vitória por 1 a 0 do time da casa. Na volta, a Juve pressionou, abriu o placar com Vialli, mas Dino Baggio, de novo, empatou no segundo tempo, resultado que permaneceu assim até o final do jogo. Pela segunda vez em três anos o Parma era campeão de um torneio continental em cima da Juventus.

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Nada podia ser mais saboroso! Aquela era a taça final para coroar um trabalho exuberante feito por Nevio Scala à frente da equipe. Uma pena que semanas depois a Juve vingaria a derrota sofrida na Copa da UEFA ao vencer o mesmo Parma nos dois jogos finais da Copa da Itália.

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Breve jejum para novas façanhas

Depois do título da Copa da UEFA de 1995, o Parma perdeu o treinador Nevio Scala para o Perugia, em 1996. A saída do treinador culminou com uma pausa nas conquistas, que só voltariam a todo vapor em 1999, com Alberto Malesani no comando de estrelas ainda melhores como Buffon, Thuram, Cannavaro, Verón, Crespo e Chiesa, no segundo capítulo da era de ouro do clube que você vai conferir em breve aqui no blog. Mas esse segundo capítulo só foi possível graças ao primeiro, que colocou o Parma definitivamente no mapa do futebol com conquistas marcantes, jogos eletrizantes e jogadores que foram fundamentais não só para o time italiano, mas também para suas seleções, num exemplo claro de que um bom planejamento técnico e tático aliado a contratações pontuais faz toda a diferença. E milhões de dólares também…

 

Os personagens:

Marco Ballotta: muito eficiente e seguro, o goleiro foi um dos grandes nomes do Parma naquele início de anos 90. Não era muito alto (1,81m), mas dava conta do recado. Foi um exemplo de longevidade por jogar de 1982 até 2008, além de ter sido o jogador mais velho a disputar uma partida de Liga dos Campeões da UEFA, aos 43 anos, em 2007, jogando pela Lazio. Sua única decepção foi não ter tido uma única chance na seleção italiana.

Luca Bucci: o goleiro já havia passado pelo Parma no começo de carreira antes de voltar em 1993. Disputou várias das partidas decisivas da equipe entre 1993 e 1995, mas rapidamente perderia o posto de titular para uma certa promessa chamada Buffon…

Taffarel: um dos maiores goleiros do futebol brasileiro merecia sorte melhor naquele Parma. O craque jogou apenas suas duas primeiras temporadas como titular absoluto e depois perdeu espaço para os goleiros italianos do time inexplicavelmente. Deixou a equipe em 1993 e não voltou mais, tendo mais sucesso pelo Atlético Mineiro-BRA e Galatasaray-TUR.

Antonio Benarrivo: um símbolo do Parma, o lateral-direito Benarrivo esteve presente em todos os melhores momentos da história do clube, de 1991 até 2004. Polivalente, jogava nas duas laterais e ajudava tanto na marcação quanto no ataque. Seu futebol de qualidade o levou à Copa do Mundo de 1994, quando a Itália foi vice-campeã mundial.

Di Chiara: outro grande defensor do Parma, Di Chiara viveu bons momentos no time entre 1991 e 1996. Disputou mais de 140 partidas na Serie A pelo clube e conquistou quatro títulos.

Minotti: foi o grande capitão do Parma naqueles anos gloriosos. Além de ser um grande zagueiro, Minotti ainda se arriscava no ataque e marcava gols, como a pintura que anotou na final da Recopa da UEFA de 1993 contra o Royal Antwerp. Foi o líder do time por anos e jogou de 1987 até 1996 no Parma. É um dos maiores ídolos da história do clube.

Apolloni: foi outro bom defensor do Parma entre 1987 e 2000, mas sofreu em seus últimos anos com contusões. Disputou a Copa de 1994 e foi peça fundamental nas primeiras conquistas do time em 1992 e 1993.

Balleri: o lateral ficou apenas uma temporada no Parma, mas o suficiente para faturar a Supercopa da UEFA de 1993 diante do Milan. Jogou também a Recopa de 1994, mas sucumbiu como todo o time diante do Arsenal.

Mussi: o lateral não era titular absoluto, mas foi decisivo na final da Copa da UEFA de 1995 ao entrar no segundo tempo e cruzar uma bola na área da Juve para o gol de Dino Baggio que garantiu o título europeu à equipe do Parma. Disputou a Copa de 1994 pela Itália.

Fernando Couto: chegou à equipe em 1994 para dar mais qualidade no setor defensivo do time e foi impecável. Foi titular na campanha do título da Copa da UEFA de 1995 e um dos destaques da equipe com sua qualidade e presença física. Foi um dos grandes jogadores de seu tempo e um dos principais de Portugal na década de 90.

Georges Grün: grande volante e zagueiro, o belga chegou ao Parma em 1990 e fez parte da equipe até 1994, disputando mais de 100 jogos pelo time. Conquistou a Copa da Itália de 1992, a Recopa de 1993 e a Supercopa da UEFA de 1993 pelo time. Deixou  clube em 1994 para voltar ao Anderlecht-BEL, clube que o revelou.

Gabrieli Pin: já era veterano quando ingressou no Parma pela segunda vez na carreira em 1992 (a primeira havia sido em 1983). Jogava no meio de campo e ajudava na construção de jogadas e principalmente na marcação. Foi muito importante para os títulos do time naquele período tão glorioso.

Massimo Crippa: determinado e muito competitivo, Massimo Crippa chegou ao Parma em 1993 já laureado por sua passagem pelo Napoli. Foi um dos grandes destaques do time no meio de campo, criando jogadas, dando passes e marcando gols, como na vitória sobre o Milan por 2 a 0 na final da Supercopa da UEFA de 1993.

Stefano Cuoghi: mais um meio campista de qualidade a passar pelo Parma naqueles anos 90, Cuoghi marcou o gol do título do clube na final da Recopa da UEFA de 1993. Já veterano, encerrou a carreira naquele mesmo ano.

Dino Baggio: sem dúvida, um dos maiores ídolos da história do Parma. Meio campista raçudo, com espírito de liderança e muito técnico, Dino Baggio foi um dos maiores jogadores da Itália nos anos 90 e um dos mais decisivos também. Armava jogadas, marcava gols e ainda ajudava na marcação do meio de campo, jogando sempre para o time. O craque anotou os gols que deram ao Parma a Copa da UEFA de 1995 e fez parte das duas eras de ouro do time, de 1994 a 1995 e de 1997 até 2000. Disputou duas Copas do Mundo pela Itália, em 1994 e 1998.

Daniele Zoratto: viveu o apogeu do Parma em sua plenitude de 1989 até 1994. Meio campista, Zoratto disputou mais de 140 partidas pelo time e participou das conquistas históricas do time em 1992, 1993 e 1994. Encerrou a carreira em 1995 jogando pelo Padova.

Sensini: o “boquita” foi um dos maiores defensores do futebol mundial na década de 90 e um dos melhores jogadores argentinos da história. Sério e muito comprometido taticamente, o craque foi um dos principais jogadores do Parma entre 1994 e 1999, período em que venceu quatro títulos, três deles internacionais. Na equipe italiana, Sensini podia jogar como zagueiro ou volante, dependendo das circunstâncias do jogo.

Marco Osio: jogou no Parma de 1987 até 1993 e viveu a ascensão do time na Itália “in loco”. Por jogar no meio de campo, Osio começou a perder espaço no time com a chegada dos craques e deixou o clube ainda em 1993 para jogar no Torino, além de ter tido uma surpreendente passagem pelo Palmeiras-BRA.

Gianfranco Zola: chegou à equipe e de cara fez uma ótima dupla de ataque com Asprilla, colocando o então titular Alessandro Melli no banco. Foi o principal artilheiro do time entre 1994 e 1996 até perder espaço com as chegadas do argentino Crespo e do técnico Carlo Ancelotti. Viveu seu auge no Chelsea-ING, onde virou ídolo instantâneo.

Alessandro Melli: era o titular no ataque do Parma no começo dos anos 90, sendo essencial para os troféus do time naquele período. A concorrência na frente começou a aumentar e Melli foi perdendo espaço, principalmente com a chegada de Zola. Mesmo assim, foi um dos principais jogadores do Parma naqueles anos dourados.

Faustino Asprilla: foi um dos maiores atacantes do futebol mundial na década de 90 e também um dos mais polêmicos. Tinha uma arrancada fulminante e muita técnica. Mas, o que tinha de qualidades dentro de campo, o colombiano tinha de defeitos fora dele. Adorava noitadas, mulheres e faltava a treinos constantemente. Mesmo assim, foi ídolo no Parma e um dos responsáveis por fazer do time temido na Itália e fora dela naqueles anos. Deixou o time em 1996 para jogar no Newcastle, retornando ao time italiano em 1998.

Thomas Brolin: era muito habilidoso e foi considerado um dos melhores jogadores da Suécia naqueles anos 90. Só não brilhou mais por conta das lesões que tanto o atormentaram. Embora fosse atacante, não era de marcar muitos gols.

Nevio Scala (Técnico): foi o grande mentor do início da era de ouro do Parma naqueles anos 90. Pegou o time na segunda divisão, conseguiu o acesso a primeira e engatou uma sequência de títulos fantástica e rara de se ver. Esteve presente em três finais continentais consecutivas e venceu duas delas, em 1993, na Recopa, e em 1995, na Copa da UEFA. Foi um dos maiores treinadores da Itália naquele período e ídolo da torcida.

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Extras:

 

Baile nos alemães

Veja a vitória do Parma por 3 a 0 em cima do Bayer, na semifinal da Copa da UEFA de 1995.

 

De novo no topo

Veja os dois jogos das finais da Copa da UEFA de 1995, vencida pelo Parma diante da Juventus.

Jogo 1

 

Jogo 2

 

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