Craque Imortal – Zamora

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Nascimento: 21 de Janeiro de 1901, em Barcelona, Espanha. Faleceu em 8 de setembro de 1978, em Barcelona, Espanha.

Posição: Goleiro

Clubes: Espanyol-ESP (1916-1919 e 1922-1930), Barcelona-ESP (1919-1922), Real Madrid-ESP (1930-1936) e Nice-FRA (1936-1938).

Principais títulos por clubes: 2 Copas do Rei (1919-1920 e 1921-1922) pelo Barcelona.

1 Copa do Rei (1928-1929) pelo Espanyol.

2 Campeonatos Espanhol (1931-1932 e 1932-1933) e 2 Copas do Rei (1933-1934 e 1935-1936) pelo Real Madrid.

Principais títulos por seleção: Medalha de Prata nos Jogos Olímpicos da Antuérpia (1920) pela Espanha.

 

Principais títulos individuais:

Melhor Goleiro da Copa do Mundo da FIFA: 1934

Eleito para o All-Star Team da Copa do Mundo da FIFA: 1934

Eleito o 5º Melhor Goleiro do Século XX pela IFFHS

Eleito o 4º Melhor Goleiro da Europa no Século XX pela IFFHS

Eleito o Melhor Goleiro da Espanha no Século XX pela IFFHS

Eleito o 82º Melhor Jogador do Século XX pela revista Placar: 1999

Eleito um dos 1000 Maiores Esportistas do Século XX pelo jornal The Sunday

 

“Divino Goleiro”

Se você for até a Espanha e perguntar para qualquer cidadão de Barcelona, Madrid ou qualquer outra cidade sobre qual foi o melhor goleiro de todos os tempos no futebol, a resposta não será Lev Yashin, como muitos dizem por aí. A resposta será, vinda de um suspiro nostálgico: Ricardo Zamora Martínez, ou simplesmente Zamora, o maior mito do gol nas décadas de 20 e 30 na Europa e no mundo. E isso não é nenhum nacionalismo ou bairrismo por parte dos espanhóis. Afinal, os feitos de Zamora ultrapassaram a barreira do tempo e ficaram marcados para sempre como magníficos, exemplares, divinos. Mesmo baixo para um goleiro (media pouco mais de 1,77m), o arqueiro espanhol compensava a falta de envergadura com reflexos apurados, agilidade incrível e um senso de colocação perfeito, tido como o melhor que um goleiro já possuiu. A consagração internacional de Zamora aconteceu na Copa do Mundo de 1934, diante dos fascistas italianos, que viram o espanhol de camisa preta de gola olímpica e boina na cabeça operar milagres tidos como impossíveis para um ser humano. Zamora pegou tudo e mais um pouco, se estourou por conta da brutalidade dos italianos e ainda sim assegurou um heroico empate para a Fúria, forçando uma partida extra. Infelizmente, nela, Zamora não conseguiu jogar e sua Espanha perdeu a chance de ir para a final. Mas o mito estava construído. E Zamora já era uma lenda do esporte. É hora de relembrar.

 

Médico? Tô fora!

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O pai de Zamora queria a todo custo que seu filho fosse médico igual a ele. Por isso, o jovem Ricardo foi matriculado em uma faculdade de ciências médicas, mas, para desgosto do pai, jamais se interessou pelos livros e por anatomia. O negócio de Ricardo Zamora era mesmo o futebol, esporte que começou a se interessar por intermédio de seu colega e vizinho Armet Pakán. Zamora jogava nos times da faculdade e em campos perto de sua casa e rapidamente começou a chamar a atenção pela habilidade, valentia, força e estilo de jogo. Zamora jogava na linha, mais como um avançado, até um dia ir para o gol para suprir a ausência do goleiro titular de seu time. E gostou. Zamora pegou tudo e decidiu que queria mesmo ser goleiro de futebol. Os pais, claro, foram contra e custaram a aceitar a escolha do filho. Foi então que em 1916 o garoto teve sua primeira chance num clube grande, o Espanyol, graças ao seu desempenho no Club Universitari, da Catalunha. Zamora jogou durante três anos no clube azul e branco, teve boas atuações, mas desentendimentos com a diretoria, bem como uma nova pressão de sua família, o levaram a deixar o Espanyol e voltar à faculdade em Condal. Mesmo estudando, Zamora não deixava o futebol de lado e ainda se encontrava com os amigos para jogar. Foi então que em 1919 o Barcelona lhe fez uma proposta. Aceita de imediato. Começaria, em definitivo, a carreira profissional do futuro craque.

 

Títulos e prata olímpica

Zamora em uma de suas típicas saídas pelo alto.
Zamora em uma de suas típicas saídas pelo alto.

 

Vestindo o azul e grená, Zamora conseguiu, já em 1920, ser convocado para a seleção espanhola que iria disputar os Jogos Olímpicos da Antuérpia, na Bélgica. Jogando ao lado de jogadores como Rafael Moreno, o Pichichi, o goleiro levou a Espanha à Medalha de Prata assegurando bons resultados como 1 a 0 na Dinamarca (nesta partida foi criada a frase “1 a 0 e Zamora de goleiro!” em alusão ao craque), 2 a 1 na Suécia e 2 a 0 na Itália (neste jogo ocorreu a primeira e única expulsão de Zamora na carreira). Durante décadas, a prata olímpica foi o maior título da Espanha no futebol. A prata inspirou o goleiro a começar a brilhar em seu clube, pelo qual levantou, também em 1920, a Copa do Rei, com uma vitória por 2 a 0 sobre o Athletic Bilbao. O Barça na época era comandado pelo inglês Jack Greenwell, e tinha em seu elenco grandes talentos como José Samitier, Félix Sesúmaga e Paulino Alcântara. Zamora começou a ser conhecido em toda Espanha por sua segurança e por ser um dos primeiros goleiros do mundo a saltar em cruzamentos para tirar a bola com os punhos e sair em divididas com os cotovelos, uma artimanha que o salvava de encontrões mais bruscos. Além disso, o goleiro era extremamente ágil e salvava bolas quase impossíveis.

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Em 1922, Zamora conquistou mais uma Copa do Rei com o Barça, com direito a goleada de 5 a 1 pra cima do Real Unión na final. Na campanha, o Barcelona levou apenas cinco gols em cinco jogos. Ciente de seu desempenho cada vez melhor, o goleiro exigiu da diretoria catalã um aumento de salário, que fora prometido pelos dirigentes no início da temporada seguinte. Mas ela começou e nada de aumento. Com isso, Zamora se negou a renovar seu contrato, deixando o caminho livre para o Espanyol tentar repatriá-lo, o que aconteceu rapidamente, mesmo diante de conturbadas burocracias envolvendo a federação de futebol da Catalunha e o Barcelona, que queriam impedir o goleiro de jogar pelo time azul e branco. Depois do rebuliço, Zamora voltou a jogar regularmente em 1923. E passaria a ser conhecido no continente inteiro.

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Jogador das defesas de ouro

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Vestindo novamente o azul e branco do Espanyol, Zamora virou uma estrela do clube e do futebol espanhol. Para aproveitar o embalo, o time catalão passou a disputar uma série de amistosos pelo continente e a fazer dinheiro com isso, cobrando 7 mil pesetas por partida. Zamora se transformava num jogador rentável e prestigiado, levando multidões ao delírio com seu talento e seu estilo impecável, sempre trajado com a camisa de lá com gola e a inseparável boina. O time catalão fez até viagens pela América com seu arqueiro, aumentando ainda mais a fama de ambos.

Zamora na capa do "El Gráfico" de 1926: celebridade.
Zamora na capa do “El Gráfico” de 1926: celebridade.

 

Nos anos de Espanyol, porém, Zamora não conseguiu transformar a fama em títulos e passou por um jejum que só terminaria em 1929, com a conquista da Copa do Rei diante do Real Madrid (que na época se chamava apenas Madrid), na final vencida por 2 a 1. Mal sabia Zamora que já em 1930 ele estaria vestindo o uniforme do time da capital.

 

Títulos em Madrid e drama com a seleção

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A transferência de Zamora para o Madrid, em 1930, foi algo astronômico na época. O clube madrileno pagou 150 mil pesetas pelo jogador, um valor absurdo e que podia comprar times inteiros da Espanha. Mas o clube merengue sabia muito bem o que estava fazendo. Foi com Zamora que a equipe saiu da fila e dominou o futebol espanhol naquele início de anos 30 com um elenco muito forte, a começar pela defesa, com Zamora no gol e Ciriaco e Quincoces à sua frente.

Zamora (à direita) antes do fatídico jogo contra a Inglaterra, em 1931.
O capitão Zamora (à direita) antes do fatídico jogo contra a Inglaterra, em 1931.

 

Antes de brilhar pelo Madrid, porém, Zamora viveu seu maior drama na carreira vestindo a camisa da seleção. Em uma partida contra a Inglaterra, num gramado que mais parecia um lamaçal, em Highbury, o jogador nada pôde fazer para evitar uma desconcertante goleada de 7 a 1 dos ingleses pra cima dos espanhóis. Foi a vitória da violência diante da técnica dos ibéricos. Naquele dia, Zamora sentou-se no gramado, ou melhor, na lama, e chorou no maior pesadelo de sua brilhante carreira. Mas, para a sorte do craque, aquilo seria um fato único e passado. Seu auge estava prestes a acontecer.

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Na temporada 1931-1932, o Madrid venceu seu primeiro campeonato espanhol (e invicto!) com 10 vitórias e oito empates em 18 jogos, com 37 gols marcados e apenas 15 sofridos. No ano seguinte, veio o bicampeonato, com 13 vitórias, dois empates e três derrotas em 18 jogos, com 49 gols marcados e 17 sofridos. Pelo segundo ano seguido, o time da capital ostentava a melhor defesa da Espanha, graças à Zamora, simplesmente impecável principalmente nas jogadas aéreas, sua especialidade. O goleiro voava e não dava chance alguma para os atacantes. Na temporada 1933-1934, o Athletic ficou com o título nacional, mas o Madrid faturou a Copa do Rei (chamada na época de “Copa del Presidente de la República”, no breve período republicano na Espanha) com uma vitória por 2 a 1 sobre o Valencia na final. O destaque da temporada foi uma goleada de 4 a 0 pra cima do Barcelona. Zamora era o ídolo máximo do futebol do país, capitão da seleção e, claro, a grande esperança de sucesso para a Copa do Mundo que se aproximava. Com ele no gol, a certeza de uma boa participação espanhola no mundial era enorme.

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O goleiro da Copa

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Ainda nova, a Copa do Mundo da FIFA foi disputada pela primeira vez em solo europeu no ano de 1934, na Itália de Mussolini. Mais uma vez, vários países não participaram (inclusive o campeão de 1930, Uruguai) e o torneio contou com apenas 16 seleções, sendo 12 europeias, três americanas e somente uma africana, dando uma “cara de Eurocopa” à competição. Na época, o sistema de disputa era simples e direto: perdeu, está fora. A Espanha foi para a disputa com a base do Madrid, sendo a zaga composta toda ela por jogadores merengues: Ciriaco e Quincoces, além de Zamora, claro. A estreia dos espanhóis estava marcada para o dia 27 de maio de 1934, em Gênova, contra o Brasil. Antes mesmo da partida, uma história curiosa envolveu Zamora e o brasileiro Waldemar de Britto (que anos mais tarde descobriria um tal de Pelé…).

Num belo dia, o Brasil treinava calmamente e Waldemar chutava alguns pênaltis contra o goleiro Roberto Gomes Pedrosa. Atrás do gol, um sujeito sério, silencioso, assistia a tudo sem ser notado, com óculos escuros e a gola do casaco levantada até as orelhas, ocultando sua face. O tal sujeito observava atentamente os chutes de Waldemar e constatava uma coisa: todos iam para o canto direito, à meia altura, e nenhum era defendido pelo goleiro brasileiro Pedrosa. Depois de observar atentamente aquela sessão de pênaltis, o sujeito incógnito foi embora. Dois dias depois, Espanha e Brasil duelaram por uma vaga na fase seguinte da Copa. A Espanha entrou em campo tinindo e marcou três gols em apenas 31 minutos, duas vezes com Lángara e uma com Iraragorri. Era um passeio espanhol. Na segunda etapa, o time europeu relaxou e o Brasil passou a atacar mais, diminuindo com Leônidas, aos 11´. Quatro minutos depois, o Brasil marcou mais um, mas o gol foi polemicamente anulado por impedimento. Foi então que, aos 17´, o Brasil teve um pênalti a seu favor. Na bola, Waldemar de Britto, aquele que havia chutado todas as suas cobranças no mesmo canto e do mesmo jeito. No gol, Zamora, adivinhe só, o tal sujeito incógnito que viu aquela sessão de treinos sem ser notado. Waldemar cobrou exatamente no canto direito e Zamora voou ao seu estilo para defender. O jogo permaneceu 3 a 1, o Brasil foi eliminado e o goleiro espanhol já mostrava que aquela seria a sua Copa. Mas o adversário seguinte era bem complicado: a anfitriã Itália.

 

Nasce o Divino

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O jogo entre Itália e Espanha daquele dia 31 de maio de 1934, em Florença, era tido como uma final antecipada do mundial. Quem vencesse, seguramente seria o campeão. A Espanha foi com força total, bem como a Itália. E o jogo foi quente e tenso. Regueiro abriu o placar para a Espanha aos 30´, mas no final da primeira etapa, Ferrari empatou para a Itália depois de Schiavio fazer falta em Zamora no lance do gol, impedindo o goleiro de se locomover. A fraca atuação do juiz em benefício aos anfitriões seria uma constante até o final da partida. Mesmo assim, Zamora fez daquele jogo o mais importante de sua vida. Nada mais passou pela sua meta. O goleiro fez defesas sensacionais, se machucou, e, mesmo com dor, permaneceu em campo. A pressão do ditador Mussolini exigindo a vitória de seus jogadores mexeu com o brio dos italianos, que bombardearam Zamora durante o segundo tempo e a prorrogação. E foi nela que Zamora ganhou mesmo a condição de divindade. Schiavio, o mesmo que havia machucado o goleiro espanhol, chutou no canto e Zamora conseguiu defender com o punho. No rebote, o italiano Guaita tentou o chute, mas foi abafado por Zamora. A bola subiu e tinha como destino certo o gol, pois Meazza vinha de trás pronto para o arremate. O italiano cabeceou para o gol, mas Zamora, num gesto sobrenatural e absolutamente rápido, saltou e tocou com as pontas dos dedos na bola, que saiu por cima do travessão. O jogo ficou mesmo no 1 a 1 e uma partida extra teria que ser disputada.

Zamora foi ovacionado ao término do jogo e carregado nos braços da torcida sob os gritos de “Divino!”. Uma pena que o craque não pudesse jogar no jogo desempate do dia seguinte, com vários jogadores exaustos e muitos machucados. Sem Zamora, a Espanha perdia sua inspiração e sua condição mítica. Resultado: Itália 1×0 Espanha.

 

Os últimos milagres

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Mesmo com a injusta eliminação da Espanha, Zamora foi eleito o melhor goleiro da Copa e sacramentado de vez como o melhor goleiro do mundo na época. Na temporada 1935-1936, ele ainda daria mais uma mostra de seu talento em plena final da Copa do Rei (ou melhor, “de la República”) jogando pelo seu time, o Madrid, contra o Barcelona. No estádio Mestalla, em Valência, o Madrid vencia o time catalão por 2 a 1 até que, perto do final do jogo, o jogador Josep Escolà, do Barcelona, teve a chance de empatar a partida. Ele disparou um chutaço indefensável no canto. Bem, seria indefensável se no gol não estivesse Zamora. O goleiro merengue usou sua intuição, elasticidade e explosão ao pular antes mesmo do chute do jogador catalão e conseguiu, espetacularmente, defender a bola sem dar rebote, transformando o estádio em uma verdadeira apoteose. Ninguém acreditava no que o goleiro havia feito. Era algo incrível, inimaginável. Parar um chute daqueles, no canto, e ainda segurar a bola com toda autoridade e soberba, foi mágico. E inesquecível.

O Madrid foi campeão da Copa e Zamora outra vez carregado nos ombros como herói. Ali, era o último jogo profissional da carreira do Divino, que seria um dos muitos prejudicados pela guerra que estava por vir.

 

Fim forçado

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Entre julho de 1936 e abril de 1939, a Espanha passou por um dos capítulos mais tristes de sua história por causa da Guerra Civil Espanhola, entre republicanos e nacionalistas. Centenas de milhares de pessoas morreram e ao término do conflito começaria o duro regime do ditador Francisco Franco, que perduraria por 36 anos. Com o conflito, Zamora foi obrigado a encerrar sua brilhante carreira, mesmo em forma com seus 35 anos.

Zamora (de boina, claro) nos tempos de treinador do Espanyol.
Zamora (de boina, claro) nos tempos de treinador do Espanyol.

 

O jogador passou ainda um tempo na França, jogando no Nice, mas por pouco tempo, retornando ao seu país em 1939 e tendo uma bem sucedida experiência como técnico ao levar o Atlético Aviación (hoje Atlético de Madrid) a um incrível bicampeonato espanhol nas temporadas 1939-1940 e 1940-1941. Depois de passar por Celta, Espanyol e até pela seleção espanhola, Zamora se retirou por completo do futebol no começo dos anos 60. Em 1958, o jornal esportivo espanhol “Marca” criou o “Prêmio Zamora” ao melhor goleiro do Campeonato Espanhol, num claro reconhecimento à importância do craque para o esporte nacional e mundial.

Iker Casillas, outro já mítico goleiro espanhol, vestido como o lendário Zamora.
Iker Casillas, outro já mítico goleiro espanhol, vestido como o lendário Zamora.

 

 

Divino imortal

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Ricardo Zamora deu adeus a tudo e a todos em 1978, aos 77 anos, e foi enterrado como um legítimo chefe de estado, com diversas homenagens e condecorações, entre elas a Medalha de Ouro ao Mérito Esportivo. Era o fim de um dos maiores goleiros de todos os tempos e o mais lendário de todos nos anos 20 e 30. Suas atuações de gala, suas defesas e sua incrível façanha ao ter marcado época em quatro torcidas rivais o tornaram uma lenda, que se comprova e se engrandece com o dito que se tornou comum na Espanha:

“Só existem dois goleiros: Ricardo Zamora na terra e São Pedro no céu”

É incrível poder imaginar a seleção do céu com os dois no gol. Garrincha, George Best, Stanley Matthews e muitos outros craques devem sofrer um bocado para marcar um só golzinho nessa dupla divina. E imortal.

 

Números de destaque:

Disputou 46 partidas pela seleção da Espanha com 31 vitórias, sete empates e apenas oito derrotas, aproveitamento superior a 63%.

Zamora sofreu apenas 42 gols em 46 jogos pela Espanha. O goleiro ficou 20 desses jogos sem levar um gol sequer.

 

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Extra:

Veja imagens marcantes de Zamora.

 

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