Esquadrão Imortal – Olimpia 1978-1980

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Grandes feitos: Campeão Mundial Interclubes (1979), Campeão da Copa Libertadores da América (1979), Campeão da Copa Interamericana (1979) e Tricampeão Paraguaio (1978, 1979 e 1980). Foi o primeiro (e até hoje único) clube paraguaio campeão da Libertadores e campeão mundial.

Time base: Ever Almeida; Alicio Solalinde, Roberto Paredes, Flaminio Sosa e Miguel Ángel Piazza (Daniel Di Bartolomeo); Luis Torres, Rogelio Delgado (Miguel Michelagnoli) e Carlos Kiese; Evaristo Isasi, Hugo Talavera (Mauro Céspedes / Carlos Yaluk) e Enrique Villalba (Osvaldo Aquino / Eduardo Ortiz). Técnico: Luís Cubilla.

Colocando o Paraguai no topo da América (e do mundo)

Corria o ano de 1979 e jamais uma equipe que não fosse argentina, brasileira ou uruguaia havia vencido a Copa Libertadores da América. Apenas cinco clubes fora desse “trio de ferro” tinham conseguido chegar até a final, mas sucumbiram: Deportivo Cali-COL, em 1978, Uniõn Española-CHI, em 1975, Colo-Colo-CHI, em 1973, Universitario-PER, em 1972, e o Olimpia-PAR, lá na primeira edição do torneio, em 1960. Parecia que jamais um clube fora das potências futebolísticas do continente ia quebrar aquela hegemonia que estava prestes a completar duas décadas. No entanto, foi o mesmo Olimpia, primeiro vice-campeão continental, a estraçalhar o jejum e ser também o primeiro clube paraguaio e não alviceleste, celeste ou canarinho a levantar o troféu mais cobiçado da América. E não foi só isso. Os craques comandados pelo ex-jogador Luís Cubilla foram campeões de absolutamente tudo o que disputaram naquele mágico ano de 1979. A equipe alvinegra foi campeã da América, campeã interamericana, campeã nacional e campeã mundial. Quem achava aquele time um mero cavalo paraguaio se equivocou grosseiramente. Eles eram legítimos copeiros, vencedores e valentes, que não se importavam em jogar em La Bombonera, na Suécia ou qualquer canto do mundo. É hora de relembrar.

 

Futuro promissor

Luís Cubilla: treinador mítico do Olimpia.
Luís Cubilla: treinador mítico do Olimpia.

 

A história de glórias do Olimpia fora do cenário paraguaio começou a ser planejada bem antes de 1979. Com a eleição do presidente Osvaldo Domínguez Dibb, em 1974, a equipe alvinegra começaria a montar um time histórico e notabilizado pelo alto grau de competitividade. Uma geração de talentos formada pelo goleiro Almeida, pelos defensores Solalinde, Paredes e Sosa, os meio-campistas Talavera, Kiese, Di Bartolomeo e Torres, além dos atacantes Isasi, Céspedes, Aquino e Villalba deram ao Olimpia a força que faltava para acabar de vez com aquela sufocante hegemonia argentina, uruguaia e brasileira na Copa Libertadores. Além de investir em bons jogadores, o presidente Dibb (magnata e dono de várias empresas no Paraguai) trouxe para o clube, em 1978, o técnico Luís Cubilla, ex-jogador que fez história no Peñarol e que conhecia como ninguém os desafios que envolviam a disputa da competição justamente por ter vencido o torneio três vezes (duas pelo Peñarol, em 1960 – em cima do Olimpia, 1961 e 1971).

Cubilla conseguiu montar um time forte tanto na defesa como no ataque e já faturou, em 1978, o Campeonato Paraguaio, com Enrique Villalba sendo o artilheiro do torneio com 10 gols. A taça deu ao Olimpia uma vaga na edição de 1979 da Copa Libertadores. E seria nela que aquele time paraguaio iria, enfim, brilhar.

 

Pelo fim do estigma

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Na temporada de 1979, o Olimpia começou sua saga em busca do inédito título continental contra o Sol de América-PAR, que foi derrotado em Assunção por 2 a 1 (gols de Villalba e Talavera). Na partida seguinte, a equipe alvinegra venceu o Jorge Wilstermann-BOL fora de casa por 2 a 0 (gols de Talavera e Isasi) e fechou o turno com derrota para o Bolívar-BOL, fora, por 2 a 1. No returno, a equipe de Cubilla só venceu: 1 a 0 no Sol de América (gol de Delgado), 4 a 2 no Jorge Wilstermann (dois gols de Isasi e dois de Villalba) e 3 a 0 no Bolívar (dois gols de Isasi e um de Villalba). Entrosados e beneficiados pela fragilidade dos adversários do grupo, o time do Olimpia foi embalado para a sempre perigosa segunda fase.

Na época, as equipes se enfrentavam nas chamadas semifinais em uma nova fase de grupos, onde os dois líderes de cada grupo se classificavam para a decisão. O Olimpia teve pela frente o Palestino, do Chile, e o Guarani, do Brasil, então campeão brasileiro de 1978 e com o talentoso atacante Careca. Porém, nenhum dos dois times conseguiu derrotar o Olimpia, que sobrou e ficou invicto. A equipe paraguaia venceu os brasileiros no primeiro jogo, em Assunção, por 2 a 1 (gols de Villalba e Paredes) e empatou em 1 a 1 em Campinas. Contra o Palestino foram duas vitórias: 2 a 0 fora (dois gols de Talavera) e 3 a 0 em casa (gols de Kiese, Talavera e um contra de Vargas). Com uma campanha irrepreensível (10 jogos, oito vitórias, um empate, uma derrota, 21 gols marcados e sete sofridos), o Olimpia estava de volta a uma final de Libertadores, a primeira desde o longínquo ano de 1960. Mas o adversário não ia ser nada fácil: o Boca Juniors-ARG, então bicampeão continental e lutando pelo tri.

 

Caldeirão é o Chaco!

Na grande final da Libertadores, o Olimpia encarou o forte Boca de Hugo Gatti, Pernía, Mouzo, Suñé, Salinas e Mastrángelo para vencer não só o time argentino, mas também a sina de que os times do Paraguai ou de qualquer outro país que não fosse Argentina, Brasil e Uruguai tremiam em finais. O momento era mais do que oportuno para que os alvinegros pudessem pôr fim aquela escrita tão incômoda, ainda mais pela força do grupo formado pelo técnico Cubilla, que tinha jogadores competitivos, habilidosos e muito atentos que não caiam em catimbas nem no nervosismo habitual que envolve uma decisão. Na primeira partida, mais de 60 mil pessoas lotaram o estádio Defensores del Chaco, em Assunção, para empurrar como nunca o Olimpia em busca da vitória. E a energia dos torcedores funcionou como nunca. Logo aos dois minutos, Aquino abriu o placar para o Olimpia. Aos 27´, Piazza ampliou de falta após um frango homérico de Gatti e sacramentou a vitória por 2 a 0. Era o resultado ideal para que na volta, em La Bombonera, os paraguaios pudessem até empatar para garantir o título inédito. Mas o jogo em território argentino não seria nada fácil, ainda mais pelo histórico quase imbatível do Boca jogando em  casa.

 

Com raça e alma, campeões da América

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No jogo de volta, o Olimpia encontrou um cenário todo construído para o triunfo do Boca: La Bombonera absolutamente lotada, pulsação da torcida xeneize, papeis picados, pressão psicológica… Os argentinos sabiam que tudo aquilo podia mexer com os nervos dos paraguaios e tinham a certeza de que o Boca ia vencer. O técnico da equipe argentina, Juan Carlos Lorenzo, até polemizou ao afirmar que o Boca havia perdido o primeiro jogo para uma “equipe morta de fome”, e os dirigentes xeneizes haviam alugado vários ônibus para o jogo desempate em Montevidéu-URU (na época, uma vitória para cada time forçava um terceiro jogo, independente dos placares). Porém, essas provocações mexeram com o Olimpia, que se mostrou valente, forte e extremamente lúcido para garantir o empate sem gols nos 90 minutos e conseguir um feito que apenas o Santos de Pelé havia conseguido desde então: ser campeão da Copa Libertadores dentro de La Bombonera. Acabava ali, naquele dia 27 de julho de 1979, a hegemonia do trio de ferro Argentina, Brasil e Uruguai. O Club Olimpia era pela primeira vez campeão da América e calava o mítico estádio argentino. Era a consagração de um time entrosado, eficiente e que esbanjava brio e talento tanto na defesa quanto no ataque.

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Na volta dos campeões ao Paraguai, muita festa, passeatas e carisma total dos torcedores com seus heróis, que pouco tempo depois já teriam um novo desafio, mas com uma outra camisa: a da seleção.

 

Seleção Olimpia

Uma das formações paraguaias de 1979 - Em pé: Juan Espínola, Juan Bautista Torales, Flaminio Sosa, Carlos Kiese, Roberto Fernández, Roberto Paredes.  Agachados: Aldo Florentín, Milcíades Morel, Osvaldo Aquino, Amado Pérez e Julio César Romero.
Uma das formações paraguaias de 1979 – Em pé: Juan Espínola, Juan Bautista Torales, Flaminio Sosa, Carlos Kiese, Roberto Fernández e Roberto Paredes.
Agachados: Aldo Florentín, Milcíades Morel, Osvaldo Aquino, Amado Pérez e Romerito.

 

A maior prova da qualidade do elenco do Olimpia pôde ser vista durante a Copa América de 1979, quando a seleção paraguaia conquistou o título continental graças a oito jogadores do clube alvinegro: Solalinde, Paredes, Torres, Kiese, Talavera, Isasi, Villalba e Aquino. A seleção alvirrubra fez uma campanha memorável no torneio continental ao deixar para trás equipes como Uruguai e até o Brasil de Leão, Edinho, Falcão, Tarciso, Sócrates e Éder, que foi eliminado pelo Paraguai nas semifinais após derrota por 2 a 1 em Assunção (gols de Eugenio Morel e Talavera) e empate em 2 a 2 no Maracanã (gols de M.Morel e Romerito). Os paraguaios foram campeões após derrotarem o Chile em uma melhor de três, com uma vitória para cada lado e um empate, resultado que garantiu o título aos paraguaios pelo saldo de gols.

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Coleção de troféus

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Depois da conquista da Libertadores, o Olimpia ainda faturou mais duas taças em 1979: o bicampeonato nacional e a Copa Interamericana, torneio que era disputado entre os vencedores da Libertadores e da Copa da Concacaf. Os paraguaios enfrentaram o Club Deportivo FAS, de El Salvador, e passearam. No primeiro jogo, em San Salvador, empate em 3 a 3. Na volta, em Assunção, goleada do Olimpia por 5 a 0, gols de Aquino, Michelagnoli (3) e Ortiz. Com três taças na prateleira, o time alvinegro ainda tinha um último desafio pela frente: disputar e vencer o Mundial Interclubes.

Olimpia mundial

 

Torres ergue a taça do Mundial.
Torres ergue a taça do Mundial.

 

Em novembro de 1979, o Olimpia começou a decidir o título mais importante de sua história contra um adversário que caiu de paraquedas na final do Mundial: o Malmö-SUE, que foi para a disputa como vice-campeão europeu após os ingleses do Nottingham Forest se recusarem a jogar. Mesmo sem enfrentar o verdadeiro campeão da Europa, o time paraguaio não desmereceu os suecos e viajou até o velho continente em busca de um bom resultado para a partida de volta (aquela era a última edição do torneio com partidas de ida e volta. A partir de 1980, a competição seria disputada em jogo único no Japão, até dar lugar ao Mundial da FIFA em 2005). Com um esquema de jogo muito bem estruturado e forte defensivamente, o Olimpia venceu os suecos por 1 a 0 em pleno Malmö Stadium com um gol de Isasi aos 41´do primeiro tempo. O resultado dava a enorme vantagem do empate para a partida em Assunção, que foi disputada apenas em março de 1980. Felizmente, o grande intervalo de tempo não afetou o rendimento dos paraguaios, que voltaram a derrotar os suecos no Defensores del Chaco lotado por 2 a 1, com gols de Solalinde e Michelagnoli. Diante de sua fanática torcida, o Olimpia conquistava o inédito título mundial e faturava a taça derradeira de uma temporada inesquecível. Foram quatro torneios disputados e quatro títulos conquistados. Em 1979, ninguém podia com o time alvinegro. Nem no Paraguai. Nem na América. Nem no mundo.

 

Jornal sueco destaca vitória do Olimpia no Mundial de 1979.
Jornal sueco destaca vitória do Olimpia no Mundial de 1979.

 

À espera de 1990

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Depois das façanhas de 1979, o Olimpia emendou conquistas nacionais em 1980, 1981, 1982 e 1983, taças que fizeram do time o primeiro e único clube paraguaio hexacampeão nacional. Porém, a hegemonia se manteve apenas em terras locais, pois as saídas de vários jogadores e do técnico Cubilla, em 1981, enfraqueceram o time, que não conseguiu competir com Nacional, Flamengo, Peñarol e Grêmio, os campeões continentais naquele começo de anos 80. Mas o jejum de taças acabaria em 1990, quando uma nova equipe comandada pelo atacante Raúl Vicente Amarilla recolocaria o Olimpia no topo do futebol continental. Porém, aquele esquadrão não conseguiu o título mundial (perdeu para o Milan de Sacchi por 3 a 0), taça que apenas os jogadores do time de 1979 conseguiram para o Olimpia, único clube paraguaio campeão da América, do mundo e responsável por fazer o futebol do Paraguai respeitado em todo continente, além de imortalizar a ordem estabelecida na América na noite de 27 de julho de 1979: a ordem paraguaia.

 

Os personagens:

Ever Almeida: simplesmente uma lenda no Olimpia, o goleiro Ever Almeida foi um dos grandes do futebol sul-americano por décadas e um símbolo de duas eras de ouro do clube alvinegro. Dotado de um grande senso de colocação, personalidade, sangue frio e ótimo em jogadas frente a frente contra os atacantes rivais, Almeida se consagrou no time campeão de tudo em 1979 e permaneceu no Olimpia até 1991, conquistando mais uma Libertadores em 1990. Foram 18 anos no clube paraguaio e um recorde que ninguém jamais conseguiu superar: o de maior número de partidas disputadas na história da Copa Libertadores: 113 jogos, sem jamais ser expulso. Como não podia deixar de ser, Almeira virou dirigente e segue até hoje no Olimpia.

Alicio Solalinde: foi um dos maiores defensores paraguaios dos anos 70 e muito seguro pelo lado direito. Conquistou tudo no Olimpia e foi constantemente convocado para a seleção, pela qual venceu a Copa América de 1979.

Roberto Paredes: zagueiro muito forte que se impunha fisicamente, Paredes foi outro titular tanto no Olimpia quanto na seleção naquele final de anos 70. Foi essencial nas conquistas de 1979.

Flaminio Sosa: mesmo pequenino, Flaminio Sosa dava conta do recado na zaga do Olimpia e foi outro que se destacou no time durante os anos de ouro da equipe. Foi campeão de tudo com o alvinegro e da Copa América de 1979 com a seleção.

Miguel Ángel Piazza: uruguaio, Piazza jogava mais pelo lado esquerdo do campo e teve ótimas atuações principalmente no Mundial Interclubes e nos títulos do Campeonato Paraguaio.

Daniel Di Bartolomeo: argentino que podia jogar tanto na zaga quanto no meio de campo. Cumpriu seu papel e teve destaque no Mundial.

Luis Torres: era um dos cães de guarda do meio de campo do Olimpia e ajudava a proteger a zaga. Muito eficiente na marcação.

Rogelio Delgado: atuava como zagueiro e também como meio campista, sempre com segurança e boa qualidade nos passes. Participou de todas as grandes conquistas do Olimpia no final dos anos 70 e início dos anos 80. Foi presença constante na seleção paraguaia da década de 80.

Miguel Michelagnoli: foi um dos habilidosos atacantes do Olimpia no final dos anos 70 e início dos anos 80. Tornou-se o artilheiro do Campeonato Paraguaio de 1980 com 11 gols e fez história ao marcar o gol do título mundial do Olimpia na decisão contra o Malmö, ao garantir a vitória por 2 a 1.

Carlos Kiese: jogou de 1975 até 1983 no Olimpia e se transformou em um dos maiores ídolos da história do clube. Meio campista de muito talento e entrega, Kiese ajudava tanto na marcação quanto no apoio ao ataque, marcando alguns gols. Esteve também na seleção paraguaia campeã da Copa América de 1979.

Evaristo Isasi: notável por sua velocidade e pelos arranques quase imparáveis, Isasi foi um dos motores do ataque do Olimpia naqueles anos mágicos. Pelos seus pés nasciam muitos gols e passes para outros tantos. Brilhou também na seleção e faturou a Copa América de 1979. Pelo Olimpia, Isasi venceu seis títulos nacionais e os três internacionais de 1979 (Libertadores, Interamericana e Mundial). Foi dele o único gol do Olimpia na vitória por 1 a 0 sobre o Malmö no primeiro jogo da final do Mundial, na Suécia.

Hugo Talavera: seja como meia ou atacante, Talavera tinha como objetivo único o gol. O faro artilheiro foi mais do que fundamental para a conquista da Libertadores de 1979 pelo Olimpia, quando o jogador marcou em vários jogos da campanha do título. Foi outro jogador campeão da Copa América de 1979 pela seleção.

Mauro Céspedes: jogou na equipe paraguaia de 1978 até 1984 e foi uma boa opção para o ataque da equipe.

Carlos Yaluk: meio campista muito bom na marcação e também no passe. Foi importante na conquista do Mundial de 1979.

Enrique Villalba: outro grande artilheiro do Olimpia naqueles anos de ouro, Villalba era a referência no ataque do time e brilhou nos torneios nacionais e na Libertadores de 1979. Foi o artilheiro do campeonato paraguaio de 1978 com 10 gols e teve destaque na seleção.

Osvaldo Aquino: foram 10 anos de Olimpia e atuações de gala pela equipe paraguaia. Aquino era um polivalente do ataque e podia jogar como meia, ponta, centroavante ou atacante. Conquistou sete títulos nacionais e três internacionais com o clube, além da Copa América de 1979 com a seleção. Ídolo eterno do Olimpia.

Eduardo Ortiz: jogava como meia ou atacante do Olimpia. Teve bons momentos no começo dos anos 80 pela equipe.

Luís Cubilla (Técnico): a carreira de treinador de Luís Cubilla está estritamente ligada ao Olimpia. No comando do time paraguaio, o baixinho conquistou nada mais nada menos que 15 dos seus 16 títulos. Em sua primeira passagem, montou uma equipe equilibrada que fez história com os títulos de 1979. No final dos anos 80, voltou a colocar o Olimpia no topo ao faturar mais uma Libertadores, vários campeonatos nacionais, uma Supercopa e uma Recopa. Sua última taça pelo clube foi em 2003, quando venceu mais uma Recopa. Ao todo, foram oito campeonatos paraguaios, duas Libertadores, um Mundial, duas Recopas, uma Interamericana e uma Supercopa Sul-Americana. Cubilla faleceu em março de 2013, aos 72 anos, vítima de câncer no estômago, mas permanece vivo na memória dos apaixonados torcedores do clube.

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Extras:

Olimpia da América

Veja abaixo os gols que deram o título da Libertadores de 1979 ao Olimpia e depoimentos de personagens daquela época.

 

 

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12 thoughts on “Esquadrão Imortal – Olimpia 1978-1980

  1. Mi padre fue a la final de la copa libertadores del 1979 en la bombonera y la final de la intercontinental contra Malmöe en Asunción… y dice que fue un 11 perfecto, todas las copas que un club puede ganar en un año ya sea nacional e internacional, lo ganó Olimpia en el 1979. de ahí la frase de que Olimpia es el Rey de Copas! Buena nota! Saludos desde Paraguay!

  2. Mejor años de la historia del fufbol paraguayo, campeon por primera vez olimpia en la libertadores, supercopa, recopa, mundial de clubes y en ese mismo años paraguay campeon por primera vez en la copa america, felicitaciones tambien a los dirigentes en aquel momento, y ojala Dios quiera que se repita alguna vez asi para el futbol paraguayo…

  3. Este de 1.979 es el equipo más ganador de la historia del fútbol paraguayo, sin lugar a dudas, pero el de 1.990 era una máquina de jugar al fútbol, el mejor equipo de la historia del Paraguay, lástima que le tocó jugar el mundial interclubes contra el Milan, que era imbatible en esa época, si jugaba contra cualquier otro equipo era otra la historia.

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