Craque Imortal – Silvio Piola

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Nascimento: 29 de Setembro de 1913, em Robbio, Itália. Faleceu em 04 de Outubro de 1996, em Gattinara, Itália.

Posição: Atacante

Clubes: Pro Vercelli-ITA (1929-1934), Lazio-ITA (1934-1943), Torino-ITA (1943-1944), Juventus-ITA (1945-1947) e Novara-ITA (1947-1954).

Principais títulos por seleção: 1 Copa do Mundo (1938) e 1 Copa Internacional de Seleções (1933-1935) pela Itália.

Principais títulos individuais e artilharias:

Eleito para o All-Star Team da Copa do Mundo da FIFA: 1938

Chuteira de Prata da Copa do Mundo da FIFA: 1938 (5 gols)

Artilheiro do Campeonato Italiano: 1936-1937 (21 gols) e 1942-1943 (21 gols)

Eleito para o Hall da Fama do Futebol Italiano: 2011

Eleito um dos 1000 Maiores Esportistas do Século XX pelo jornal The Sunday Times

Eleito o 85º Maior Jogador do Século XX pela revista Placar: 1999

Eleito o 60º Maior Jogador da História das Copas pela revista Placar: 2006

Maior artilheiro da história do Campeonato Italiano: 274 gols em 537 jogos

Maior artilheiro da história da Lazio: 148 gols em 237 jogos

Dono da melhor média de gols da história da seleção italiana: 0,88 gol por jogo (30 gols em 34 jogos)

Autor do maior número de gols em uma mesma partida na história do Campeonato Italiano: 6 gols no jogo Pro Vercelli 7×2 Fiorentina, na temporada 1933-1934 (nenhum deles foi de pênalti)*

*Vale destacar que o argentino Omar Sívori também detém a façanha de seis gols num jogo.

“O maior dos Capocannoniere”

Se no futebol moderno os atacantes conseguem desperdiçar chances e mais chances de gol, com aquele italiano esguio e liso como sabão a história era bem diferente. A bola em seus pés tinha como único e certeiro alvo as redes do gol. Ela entrava após chutes venenosos, cabeçadas mortíferas ou finalizações acrobáticas, sua especialidade. Graças aquele italiano, a Squadra Azzurra foi bicampeã do mundo em 1938 e a Lazio teve uma referência pura de ataque em tempos de escassez de títulos. Falando em títulos, quis o destino que o maior artilheiro (ou Capocannoniere, termo em italiano para definir o maior marcador de um campeonato nacional) de toda a história do Campeonato Italiano de futebol jamais tivesse a honra e prazer de levantar bem alto o Scudetto. Vá entender o futebol… Mas como foi bom entender e ver Silvio Piola em ação. O italiano de Robbio foi o autêntico Atacante, com letra maiúscula mesmo, completo e com todas as características necessárias dentro de campo: força, velocidade, precisão estupenda nos arremates, oportunismo, elasticidade, reflexos apurados, sorte, longevidade (ele jogou até os 40 anos!) e um temperamento todo particular para tirar qualquer zagueiro do sério (incluindo um dos maiores de todos, o brasileiro Domingos da Guia). É hora de relembrar a carreira desse monstro sagrado do futebol.

 

Começo em “Bianche Casacche

O novato Piola no Pro Vercelli: esguio, magro e bom de bola.
O novato Piola no Pro Vercelli: esguio, magro e bom de bola.

 

Piola nasceu em Robbio, comuna italiana localizada na região da Lombardia e com pouco mais de seis mil habitantes. O jovem começou a pegar gosto pelo futebol desde cedo e mostrou seu talento com a bola nos pés vestindo o manto branco do Pro Vercelli, em 1929, clube bem próximo à cidade de nascimento de Piola e tradicionalíssimo no Calcio. Na época, os Leoni viviam momentos bem diferentes do começo do século XX e da própria década de 20. Com incríveis sete títulos nacionais, o time de Vercelli era um dos maiores campeões da Itália na época e tinha mais títulos que Milan (3), Juventus (4) e Internazionale (2). Somente o Genoa, com nove taças, podia se vangloriar pra cima dos brancos de Vercelli. Mesmo sem grandes pretensões de títulos, Piola já deu mostras de seu talento com apenas 17 anos na temporada 1930-1931, quando marcou 13 gols e foi o artilheiro de sua equipe. Na temporada seguinte, o atacante voltou a se destacar com 12 gols marcados e um show diante do Alessandria, quando marcou quatro gols na vitória dos Leoni por 5 a 4.

No Pro Vercelli, Piola é o primeiro agachado.
No Pro Vercelli, Piola é o primeiro agachado.

 

Evoluindo a cada dia e já famoso por seu estilo rompedor, cheio de habilidade e com marotas provocações aos zagueiros, Piola começou a despertar o interesse de várias equipes da Itália principalmente após a temporada 1933-1934, quando o atacante marcou 15 dos 41 gols do Pro Vercelli no Campeonato e simplesmente destroçou a Fiorentina no dia 29 de outubro de 1933 ao anotar incríveis seis gols (nenhum de pênalti!) na goleada por 7 a 2 pra cima da Viola. A façanha de Piola se transformou em recorde histórico do Campeonato Italiano e só seria igualada, em parte, por Omar Sívori na temporada 1960-1961, quando o argentino também fez seis gols em uma goleada de 9 a 1 da Juventus pra cima da Internazionale. O “em parte” da questão foi que Sívori anotou um dos seis gols de pênalti, diferente de Piola.

O futebol de Piola destoava de seus companheiros em Vercelli e acabou ficando grande demais para a cidade. Em 1934, a Lazio desembolsou 250 mil liras pelo atacante e a cidade de Roma se tornou a próxima morada do “bomber”.

 

Gols e Azzurra

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A transferência de Piola para a Lazio foi repleta de polêmicas na época pelo suposto fato de o partido fascista, dominante na Itália e com profunda influência na equipe romana, ter participado diretamente do negócio envolvendo o Pro Vercelli e a Lazio. Avesso a tudo isso, Piola mostrou que só tinha olhos e pés para o gol e anotou 21 tentos em 29 jogos disputados na Série A logo em sua estreia pela Lazio, gols que fizeram dele o vice-artilheiro do torneio (atrás de Enrique Guaita, da Roma, com 28).

Em 1934, Piola viu a Itália ser campeã do mundo pela primeira vez e sonhou poder fazer parte daquela seleção já na Copa de 1938. Para isso, ele manteve o foco na carreira e ganhou as primeiras chances na Itália B, até ser convocado por Vittorio Pozzo para a partida contra a Áustria pela Copa Internacional de Seleções no dia 24 de março de 1935. Mesmo jogando fora de casa, Piola mostrou maturidade e talento ao marcar os dois gols da vitória italiana que colocou a Azzurra na rota do título do torneio – que seria conquistado após o empate em 2 a 2 com a Hungria, em novembro de 1935.

Na Lazio, Piola é o quarto jogador em pé.
Na Lazio dos anos 30, Piola é o quarto jogador em pé.

 

A boa estreia de Piola não garantiu a presença dele na Copa de 1938. O lugar do atacante só foi sacramentado após a temporada 1936-1937, quando o craque conduziu a Lazio ao vice-campeonato italiano graças aos seus 21 gols marcados que fizeram dele o grande artilheiro do torneio. A equipe romana ficou três pontos atrás do campeão, Bologna, e só não conquistou o Scudetto por causa da irregularidade jogando fora de casa – foram sete derrotas e três empates em 15 jogos. Os Azzurri venceram mais partidas que o Bologna (17 a 15), marcaram mais gols (56 a 45), mas perderam muito mais que os campeões (8 a 3). A dupla Silvio Piola-Umberto Busani foi responsável por mais da metade dos gols da Lazio no campeonato daquela temporada, com 21 de Piola e 15 de Busani – 36 dos 56 gols marcados.

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Em 1937, Piola já era capitão da Lazio quando ajudou sua equipe a chegar à final da Copa Mitropa, competição continental que foi um dos embriões da Liga dos Campeões da UEFA. Na decisão, porém, os romanos perderam para os húngaros do Ferencváros, que venceram tanto na Hungria (4 a 2, com um gol de Piola) quando na Itália (5 a 4, com hat-trick de Piola). O atacante italiano foi o vice-artilheiro do torneio com 11 gols, um a menos que o brilhante húngaro Gyorgi Sárosi – principal jogador de seu país antes de Puskás. Mas nem tudo era derrota para Piola, afinal, a competição que ele tanto esperava estava prestes a começar – a Copa do Mundo de 1938.

 

Rumo ao bi

Silvio Piola e Vittorio Pozzo: as estrelas da Itália no bicampeonato mundial.
Silvio Piola e Vittorio Pozzo: as estrelas da Itália no bicampeonato mundial.

 

Mal sabiam os amantes do futebol que a Copa de 1938, na França, seria a última antes da II Guerra Mundial. A Europa “cheirava à pólvora”, literalmente, por conta da grande tensão que o continente vivia. Porém, a Copa foi realizada e tinha como grande favorita a Itália, que desembarcava em solo francês com um time ainda melhor que o de quatro anos antes pelo fato de contar com os experientes Meazza e Ferrari, os jovens e eficientes zagueiros Foni e Rava (campeões olímpicos de 1936), o criativo médio central Andreolo e, claro, a agilidade e inteligência de Piola, que era na época o principal e melhor atacante de todo futebol italiano com seus 1,78m de altura e 77 kg.

A estreia da Itália na Copa foi cercada de expectativa, mas o confronto contra a Noruega foi bem equilibrado e não teve a goleada esperada pelo público do estádio Vélodrome, em Marselha. Depois de um 0 a 0 no primeiro tempo, Pietro Ferraris abriu o placar para a Azzurra no começo da segunda etapa, mas Brustad empatou aos 38´. Na prorrogação, Piola salvou a Itália ao marcar o gol da vitória aos 4´do primeiro tempo, decretando o triunfo por 2 a 1. Na partida seguinte, a Itália jogou de preto contra os franceses, donos da casa e que vestiam o azul. O uniforme negro serviu como propaganda do partido fascista italiano e não poupou os jogadores da Azzurra de levarem intensas e altas vaias. Em campo, porém, a vestimenta deu sorte e a França não teve chance alguma contra o excelente futebol praticado pelos rivais. Colaussi fez o primeiro, Heissener empatou, mas Piola fechou o placar em 3 a 1 com dois gols no segundo tempo e demonstrando toda sua técnica e letalidade dentro da área. Era hora da semifinal. E de encarar o Brasil.

 

Malícia e vaga na final

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O duelo entre Itália e Brasil na semifinal da Copa de 1938 era tido como uma final antecipada. Quem vencesse seguramente ficaria com o título. Porém, a seleção brasileira teve um importante desfalque antes do jogo por não poder contar com o craque Leônidas da Silva, artilheiro daquele mundial. Mesmo assim, a equipe comandada pelo técnico Ademar Pimenta tinha esperança de vencer os italianos por contar com Martim, Affonsinho, Luizinho, Romeu, Perácio, Patesko e o homem incumbido de marcar o perigoso Piola: Domingos da Guia. Elegante, seguro e sinônimo de zagueiro, o brasileiro faria um duelo memorável contra um dos maiores atacantes da história. Porém, naquele dia 16 de junho, quem se sobressaiu foi o italiano. Depois de um primeiro tempo parelho, logo aos seis minutos da etapa complementar Piola se antecipou a Domingos, tocou para Colaussi e este chutou rasteiro para marcar o primeiro gol do jogo. Após o gol, Piola aproveitou para aumentar ainda mais as provocações que fazia ao brasileiro desde o apito inicial.

Aos 15´, o italiano foi pivô de um dos lances mais polêmicos do jogo ao levar um pontapé do irado Domingos dentro da área quando o jogo estava paralisado. Porém, o árbitro suíço Hans Wuthrich viu o lance e apitou pênalti. Os brasileiros ficaram inconformados, mas de nada adiantou. Meazza bateu e fez o segundo gol. Perto do final do jogo, Romeu diminuiu, mas era tarde. A Itália foi para a final e o Brasil teve de se contentar com o terceiro lugar após vence a Suécia por 4 a 2. Tempo depois, o zagueiro Domingos disse que o pontapé foi uma forma de revidar um pontapé dado por Piola sem que o juiz do jogo tivesse visto. O fato é que, naquele jogo, o artilheiro italiano venceu o duelo contra o “Divino Mestre”.

A Itália da Copa de 1938: Piola dava mais mobilidade para o ataque e novos jogadores deixaram o que era bom ainda melhor.
A Itália da Copa de 1938: Piola dava mais mobilidade para o ataque e novos jogadores deixaram o que era bom ainda melhor.

 

Baile e campeão mundial

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Na grande final, a Itália teve pela frente a Hungria de Sárosi, aquele mesmo jogador que havia vencido a Lazio de Piola na decisão da Copa Mitropa de 1937. A ocasião foi perfeita para o atacante se vingar com juros. Muito bem amparado por craques como Ferrari, Colaussi e Meazza, Piola fez da final o palco para seu show particular. Rápido, oportunista e inteligentíssimo, o atacante comandou as ações de ataque da Azzurra e foi a estrela na goleada por 4 a 2 que deu o bicampeonato mundial à seleção italiana. Piola marcou dois gols, sendo o primeiro o mais bonito do jogo e fruto de uma linda troca de passes em plena grande área húngara: Colaussi, na esquerda, tocou para Piola, que tocou para Ferrari, que tocou para Meazza, que driblou seu marcador e devolveu para Piola, no centro da área, fuzilar o goleiro Szabó com um chute no ângulo esquerdo. Um golaço.

Após o jogo, os jogadores italianos celebraram como nunca o título, principalmente Piola, que conquistava, enfim, seu primeiro grande troféu na carreira (e que seria o único). O atacante marcou cinco gols e foi um dos artilheiros da Copa, atrás apenas do brasileiro Leônidas, com sete. Piola foi eleito o craque da Copa e contribuiu para a formidável média de 2,8 gols por jogo da Itália no mundial – foram 11 gols em quatro jogos.

 

Malandragem, guerra, “ressurreição”…

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Consagrado e no topo do mundo, Piola seguiu jogando em alto nível após a Copa e marcando seus gols no Campeonato Italiano e pela seleção. Em 1939, o atacante protagonizou um fato curioso e um lance polêmico que deixaria Maradona com inveja. A curiosidade aconteceu em março, na vitória por 3 a 2 num amistoso contra a Alemanha, quando o craque anotou seu 20º gol com a camisa da Itália em sua vigésima partida, uma coincidência que já havia se repetido na vitória sobre a França na Copa de 1938, que foi a 16ª partida do craque e que teve o 16º gol dele. Já a polêmica se sucedeu no dia 13 de maio daquele ano, quando a Itália jogou contra a Inglaterra um amistoso em Milão. No começo da segunda etapa e com o placar em 1 a 1, Piola mostrou toda sua esperteza e agilidade ao marcar um gol com um leve tapa na bola sem que ninguém (isso mesmo, ninguém) percebesse. Nem o goleiro inglês Woodley. Nem o rígido e disciplinador árbitro alemão Bauwens. Nem o narrador. Nem o garotinho da lotada (60 mil pessoas) arquibancada do San Siro. Para alguns, o gol havia sido de cabeça. Para outros, de voleio. Mas foi com a mão. A partida terminou empatada em 2 a 2 e Piola comentou sobre o lance na época:

“Foi uma boa cabeçada… Não, eu fiz assim (esticando o braço sobre o ombro e mostrando como empurrou a bola)”.

 

Astuto e malandro, Piola só deixou um vestígio de seu “crime”: um olho roxo no zagueiro inglês George Male…

Portrait of Juventus Turin's forward Silvio Piola

Na década de 40, o avanço da Guerra começou a minguar o futebol na Itália e em toda a Europa e fez com que Piola deixasse de jogar como antes. Na Lazio, o atacante virou estrela única e não pôde levar a equipe em suas costas por muito tempo, deixando a cidade de Roma em 1943 para jogar o campeonato de guerra do norte italiano pelo Torino. Foi naquele ano que o jogador foi dado como morto após sua ida ao front de batalha e até uma missa ser rezada em sua homenagem. Porém, tempo depois, Piola reapareceu vivo, sereno e pronto para marcar seus gols em Turim, dessa vez pela Juventus, em 1945. Na Velha Senhora, o atacante tinha a certeza que poderia celebrar, enfim, o título do campeonato que ele tanto gostava de ser artilheiro, mas o Grande Torino enterrou as esperanças do craque naquele ano e em todos os outros até o final da década. De 1947 até 1952, Piola deixou Turim para jogar no Novara e se transformar num ídolo do clube piemontês. Por lá, não conseguiu a taça que queria e merecia, mas ajudou a equipe a não cair de divisão com seus 86 gols em 185 jogos.

 

Recorde histórico e aposentadoria

Silvio-Piola

Veterano e perto dos 40 anos, Silvio Piola pendurou as chuteiras com a camisa do Novara no ano de 1954 como o maior artilheiro da história do Campeonato Italiano com 274 gols em 537 jogos, além de atuar em 674 jogos na carreira (apenas partidas oficiais) e marcar 333 gols. Mítico dentro de campo, o craque não conseguiu o mesmo sucesso fora dele quando se arriscou como técnico de futebol. Piola teve passagens apagadas pela seleção italiana, pelo Cagliari e pelo Piacenza, trabalhou como conselheiro da Federação Italiana de Futebol nos anos70 e ganhou um doutorado honorário da Universidade de Roma por seus méritos como esportista. O eterno artilheiro do Calcio faleceu em outubro de 1996, aos 83 anos, na cidade de Gattinara, em Vercelli.

 

Ídolo imortal

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As façanhas e gols de Silvio Piola renderam ao craque diversos prêmios e homenagens, sendo as maiores delas as renomeações dos estádios do Pro Vercelli e do Novara para “Stadio Silvio Piola”. Desde 2002, os melhores atacantes sub-21 das séries A e B da Itália recebem o prêmio Silvio Piola pelo fato de o craque ter estreado de maneira tão marcante quando jovem. Artilheiro máximo, prolífico e letal num futebol tão retrancado como o italiano e dono de tal façanha há mais de meio século, Piola foi um dos principais atacantes da história do futebol e um jogador fundamental para a consolidação da Itália como principal equipe dos anos 30 no mundo, além de ensinar a diversos outros atacantes como marcar gols precisos e preciosos. E como enervar zagueiros rivais com sutileza e astúcia. E malandragem. Um craque imortal.

Os "Stadios" Silvio Piola em Novara e Vercelli.
Os “Stadios” Silvio Piola em Novara e Vercelli.

 

Extra:

Mundo azul pela segunda vez

Veja os gols da vitória da Itália por 4 a 2 sobre a Hungria na final da Copa do Mundo de 1938.

 

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