Jogos Eternos – Brasil 2×2 Argentina 2004

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Data: 25 de julho de 2004

O que estava em jogo: o título da Copa América de 2004.

Local: Estádio Nacional, Lima, Peru.

Juiz: Carlos Amarilla (PAR)

Público: 49.000 pessoas

Os Times:

Brasil: Júlio César; Maicon, Luisão (Cris), Juan e Gustavo Nery; Renato, Kléberson (Diego), Edu e Alex (Felipe); Adriano e Luís Fabiano. Técnico: Carlos Alberto Parreira.

Argentina: Abbondanzieri; Collocini, Ayala e Heinze; Zanetti, Mascherano, Lucho González (D´Alessandro) e Sorín; Rosales (Delgado), Carlos Tévez (Quiroga) e Kily González. Técnico: Marcelo Bielsa.

Placar: Brasil 2×2 Argentina (Gols: Kily González-ARG, pênalti, aos 20´, e Luisão-BRA, aos 46´do 1º T; Delgado-ARG, aos 42´, e Adriano-BRA, aos 48´do 2º T.) Nos pênaltis, Brasil 4×2 Argentina. Adriano, Edu, Diego e Juan fizeram para o Brasil. Kily González e Sorín fizeram para a Argentina. D´Alessandro e Heinze perderam para a Argentina.

“Brincou? Dançou!”

Depois de falsas finais entre si ao longo das décadas, eis que Brasil e Argentina faziam, enfim, uma final legítima. Nunca os dois maiores rivais do futebol sul-americano (e mundial) haviam decidido uma taça de peso em jogo único, pra valer. Porém, naquele dia 25 de julho de 2004, na decisão da Copa América, muitos acreditavam que a final não teria tanto peso assim. Motivo? O Brasil ia a campo com um time B e sem suas habituais estrelas, apenas com Kléberson de remanescente da equipe campeã do mundo dois anos antes. Já a Argentina colocava em campo o que tinha de melhor e não pensava em outro resultado que não fosse a vitória. Era questão de honra e orgulho derrotar o maior rival e pôr fim a seca de títulos que já durava 11 anos. Até os 42 minutos do segundo tempo, o filme era mesmo albiceleste: 2 a 1 para a Argentina, domínio total das ações em praticamente toda a partida e pouquíssimos minutos para o apito final do árbitro. Foi então que os Hermanos resolveram tirar um barato da cara dos brasileiros e começaram a gastar o tempo da pior maneira possível: com firulas, passadas de pé por cima da bola, brincadeirinhas à beira do campo e total traquinagem dos malandros Tévez e D´Alessandro. Pobres argentinos. Eles tinham acabado de provocar a ira de seu maior rival. Se sobrasse uma bola boa para o Brasil, seria gol. E ela sobrou. Aos 48´, num cruzamento despretensioso de Diego, eis que Adriano, na época em seu auge físico e técnico, deu uma levantadinha na bola, ajeitou e chutou. Golaço! Incrível! 2 a 2. E pênaltis. Na marca da cal, claro, o Brasil deu aula e venceu por 4 a 2. Era o título do time B do Brasil sobre o time A da Argentina. Nunca uma vitória foi tão saborosa para os brasileiros, com gostinho do mais puro doce de leite. E nunca uma derrota foi tão azeda para os argentinos, com gostinho de caipirinha sem açúcar. É hora de relembrar.

Pré-jogo

D´Alessandro contra o Peru: não havia seleção mais sedenta pela Copa América de 2004 que a Argentina.
D´Alessandro contra o Peru: não havia seleção mais sedenta pela Copa América de 2004 do que a Argentina.

Jejuns mudam a rotina de várias equipes. E 11 anos sem ganhar nada mudou a maneira de a Argentina encarar a Copa América naquele ano de 2004. Depois do título da Copa América de 1993, os portenhos não deram mais bola para a competição e nem sequer quiseram disputá-la em 2001. Com isso, o Brasil fez a festa nas edições de 1997 e 1999, o Uruguai faturou em 1995 e até a Colômbia comemorou, em 2001. O fracasso argentino na Copa do Mundo de 2002 (caiu na primeira fase) também colaborou para que o técnico Marcelo Bielsa levasse ao Peru, sede do torneio em 2004, sua força máxima para conquistar o troféu e acabar de vez com o jejum. Repleta de craques como Abbondanzieri, Ayala, Heinze, Zanetti, Mascherano, Sorín, Kily González, Tévez e D´Alessandro, a Argentina caminhou até a final de maneira tranquila e sem grandes problemas. Na primeira fase, goleadas sobre Equador (6 a 1) e Uruguai (4 a 2) e apenas uma derrota, para o México (1 a 0). Nas quartas de final, vitória sobre o Peru, por 1 a 0, e goleada por 3 a 0 sobre a Colômbia. Jogando um futebol bastante ofensivo e baseado num esquema tático 3-3-1-3, a seleção albiceleste era favorita diante do Brasil, que não tinha grandes pretensões em solo peruano e viajou com um time reserva, sem as estrelas que jogavam no futebol europeu. Na primeira fase, os brasileiros venceram Chile (1 a 0) e Costa Rica (4 a 1) e perderam para o Paraguai por 2 a 1. Nas quartas de final, goleada por 4 a 0 sobre o México e vitória nos pênaltis sobre o Uruguai por 5 a 3, na semifinal, após empate em 1 a 1 no tempo normal.

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O Brasil de 2004: Em pé: Felipe, Fábio, Cris, Júlio César, Luisão, Júlio Baptista, Juan, Edu e Adriano. Agachados: Ricardo Oliveira, Mancini, Kléberson, Diego, Luís Fabiano, Alex, Maicon, Renato e Gustavo Nery.

Antes da partida, o técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, tratou de jogar a responsabilidade para o lado argentino e disse que seus jogadores iriam “se divertir” na decisão. Já os Hermanos encaravam o duelo como a oportunidade única e indispensável para encerrar a seca de taças e comemorar um título continental sobre seu maior rival. A torcida alviceleste, claro, era só confiança e dizia que a “defesa do Brasil era frágil”, que “era só tirar a bola deles que o assunto estava encerrado” e que “os brasileiros não sabiam jogar coletivamente”. Times A e B a parte, o fato é que a final seria eletrizante e com todos os ingredientes possíveis para um clássico entre Brasil e Argentina. Ainda mais se tratando da primeira final legítima entre ambos na história.

Primeiro tempo – Prenúncio

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Se o time A da Argentina já era favorito antes da partida, os primeiros minutos da etapa inicial confirmaram ainda mais tal condição. Com um esquema muito bem montado por Bielsa, a seleção alviceleste não deu espaços para o Brasil e começou marcando o rival já no campo de ataque e pressionando a saída de bola da equipe canarinho. Sem poder pensar, os brasileiros tentavam a ligação direta entre a defesa e o ataque, sem grandes participações do meio de campo. Alex, o responsável pela criação, sofria com a marcação de Mascherano, uma das maiores revelações do torneio. No ataque, Luís Fabiano era novamente apático e Adriano sempre tinha mais de um defensor em sua cola. Com isso, o jogo era todo da Argentina e o trio de ataque formado por Rosales, Tévez e Kily González levava constantes perigos à nervosa zaga brasileira. Em cruzamentos ou jogadas pelas pontas, os Hermanos mostravam que queriam mesmo ser campeões e a tal “brincadeira” do Brasil tinha cara de vice-campeonato. Aos 19´, Lucho recebeu de Tévez nas costas de Maicon, entrou na área e foi derrubado por Luisão. Pênalti. Na cobrança, Kily González bateu e fez: 1 a 0. O gol acordou ligeiramente o Brasil, que tentou adiantar a marcação e reter mais a bola. Em vão. Mais avançado, o time canarinho era desarmado com facilidade pelos argentinos, que tinham a bola em seus pés na maior parte do tempo. Estava dura a vida brasileira. E bem reluzente o futuro argentino. Aos 27´, Lucho chegou novamente com perigo e obrigou Júlio César a fazer uma difícil defesa. Os nervos brasileiros começavam a esquentar por causa do domínio do rival e bate-bocas viraram corriqueiros a partir dali. Luís Fabiano, claro, reclamava a cada encontrão com Ayala, Heinze e companhia, Edu foi advertido com cartão amarelo e o auxiliar de Parreira, Zagallo, se levantou do banco de reservas exigindo mais garra do time. A Argentina se divertia com a situação e jogava seu futebol típico, com domínio de bola, ataques em velocidade e sem pressa alguma nas cobranças de lateral ou tiro de meta.

Falando em ataques, toda vez que os portenhos se aventuravam na área brasileira era um “Deus nos acuda”. Tabelinhas, investidas, chutes cruzados. O gol não saia por capricho. Foi então que, nos acréscimos, quando a Argentina já pensava no descanso do intervalo, o Brasil teve uma falta a seu favor. Na cobrança, Alex. O meia bateu e colocou a bola na cabeça de Luisão, que empatou no último lance da primeira etapa: 1 a 1. O gol foi um balde de água gelada nos argentinos e uma dose extra de ânimo para os combalidos brasileiros. Para muitos, foi injusto pelo que a Argentina jogou. Mas, para a partida, era a mostra de que nada estava ganho e que os alvicelestes não eram lá tão favoritos assim. No segundo tempo, o time de Bielsa deveria ser mais atento e marcar mais gols se quisesse comemorar o título. A contagem mínima poderia ser perigosa…

A vibração brasileira após o primeiro tempo poderia se repetir na segunda etapa.

 

Segundo tempo – A “brincadeirinha” de Adriano

Assim como na primeira etapa, a Argentina entrou ligada no segundo tempo e só não fez 2 a 1 logo aos quatro minutos porque a trave não deixou. Após um cruzamento de Lucho, a bola passou por toda a zaga brasileira, Tévez tocou e a redonda raspou a trave de Júlio César. Aos nove minutos, Kléberson se machucou e deu lugar a Diego. O Brasil perdia um volante de marcação e ganhava um meia armador. Era bom ou ruim? Àquela altura, poderia ser ruim. Mas, em longo prazo, seria muito bom. Aos 13´, Ayala quase marcou, mas se o zagueiro não acertou a bola, ele deixou sua marca em Luisão, que se lesionou no rosto e teve que ser atendido por cerca de dois minutos. De volta ao campo, o zagueiro viveu mais alguns minutos de sofrimento com a Argentina pressionando e perdendo vários gols. Alex, cansado de tentar escapar da marcação de Mascherano, deu lugar a Felipe. Do lado argentino, Bielsa sacou Lucho e colocou D´Alessandro com a intenção de ver seu time mais criativo no ataque e conseguir, enfim, chegar ao segundo gol. Aos 37´, Luisão não aguentou mais as dores na cabeça e teve de ser substituído por Renato. Sem um zagueiro, o Brasil se tornaria uma presa ainda mais frágil para a Argentina naqueles minutos finais. Delgado entrou no lugar de Rosales e Bielsa colocou seu time inteiro no ataque. A pressão seria insuportável e o Brasil não resistiria. De jeito nenhum. E “El Loco” acertou em cheio. Aos 42´, Zanetti cruzou, a zaga brasileira afastou, mas na sobra o volante Renato furou e deixou o caminho livre para Delgado dominar e fuzilar para o gol: 2 a 1. Era tudo o que não podia acontecer para os brasileiros. E tudo o que os argentinos haviam martelado para conseguir. O gol fez explodir a torcida alviceleste no estádio e o título parecia já ter um novo dono.

No final do jogo, Tévez começou a brincar na frente dos brasileiros. Coitado...
No final do jogo, Tévez começou a brincar na frente dos brasileiros. Coitado…

Restavam apenas mais cinco, seis minutos, e o Brasil teria que fazer pelo menos um gol para levar a decisão para os pênaltis. Levando em consideração que os portenhos tinham mais posse de bola, contavam com seu esquema de jogo completo e não tinham desfalques na zaga como o Brasil, a tarefa canarinho era praticamente impossível. E foi baseado nesse cenário que dois jovens queridinhos da torcida argentina começaram a fazer uma festa particular que teria um efeito totalmente contrário. Ao invés de gastar o tempo tocando a bola de maneira inteligente e com respeito, a Argentina permitiu que a dupla Tévez e D´Alessandro brincasse com a bola na lateral do campo como se fossem os donos do espetáculo. Recuadinhas, passadas de pé, idas e vindas para lugar nenhum. Eles debochavam dos brasileiros e não viam a hora do árbitro encerrar a partida. Irados, os jogadores vestidos em amarelo, verde e azul se encheram de brio para recuperar a bola e tentar construir uma jogada. Apenas uma. Seria o bastante o empate. Eles sabiam disso. E tinham talento para isso, embora muita gente desconfiasse. Aos 45´, o juiz assinalou três minutos de acréscimo. Aos 46´, Tévez saiu para a entrada de Quiroga e os argentinos ganhavam mais alguns segundos preciosos. Nas TVs e nas rádios do Brasil, os comentaristas já diziam que “a Argentina merecia o título”, que “eles haviam se preparado mais”, enfim, que a vitória já era alviceleste. Ninguém acreditava em mais nada. Com exceção dos jogadores brasileiros em campo.

O gol de Adriano...
O gol de Adriano…
... E a explosão: o Brasil ainda estava vivo na final.
… E a explosão: o Brasil ainda estava vivo na final.

Aos 47´12”, Renato cobrou uma falta para a área argentina e a zaga rival afastou. Era o fim? Não. A bola voltou ao meio de campo e caiu nos pés canarinhos. Aos 47´27”, Diego recebeu, olhou para a frente e viu dois centroavantes de amarelo na área portenha. O meia correu, escapou da marcação de D´Alessandro e chutou alto. Luís Fabiano ganhou dos zagueiros e a bola escapou. Aos 47´34”, a bola sobrou para Adriano. Ele deu uma pucheta que tirou a redonda do zagueiro, trouxe para a frente e fuzilou com sua letal perna esquerda aos 47´36”. Abbondanzieri nem viu a cor da bola ou de onde veio o chute. GOL! Golaço! No último minuto do jogo, o Brasil respondia às brincadeiras e firulas argentinas com um gol épico e histórico do artilheiro daquela Copa América: Adriano, camisa 7, sete gols. A alegria foi tremenda em Lima. No Brasil, não houve uma pessoa sequer que não pulou, gritou, deixou cair o balde de pipoca ou que derrubou toda a garrafa de cerveja no barzinho no instante do gol de Adriano. Parecia final de Copa do Mundo! O gol foi a deixa para o árbitro Carlos Amarilla encerrar o duelo e dar início às cobranças de pênaltis. Como não poderia deixar de ser, os argentinos foram para cima dos brasileiros e por pouco uma grande briga não aconteceu. Se a Argentina era favorita antes e durante o jogo, nos pênaltis o Brasil tinha ampla vantagem, principalmente no lado emocional. O título canarinho estava bem próximo.

Pênaltis – A glória impagável

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Na primeira cobrança argentina, D´Alessandro, aquele das brincadeiras, chutou e Júlio César defendeu. Pela honra e orgulho feridos antes do gol de Adriano. Na sequência, foi Adriano quem bateu e abriu o placar para o Brasil. Heinze partiu para a segunda cobrança dos Hermanos e chutou em Machu Picchu! Um horror! Edu bateu o segundo do Brasil e fez. Kily González marcou o primeiro gol argentino na terceira cobrança. Diego fez o terceiro do Brasil com um gol no cantinho de Abbondanzieri. Sorín fez o segundo gol argentino e coube a Juan chutar o pênalti decisivo para os canarinhos. O zagueiro chutou no canto oposto do goleiro e fechou a conta: 4 a 2. O time B do Brasil era campeão da Copa América sobre o time A da Argentina! A diversão, enfim, estava completa. Na primeira final legítima entre os dois maiores rivais do planeta, eis que os pentacampeões vencem de uma maneira que nem o mais saudosista ou fanático poderia imaginar. O título serviu para coroar a fase copeira e vencedora que vivia a Seleção Brasileira na época e para deixar a Argentina mais algum tempo nas sombras da crise. Naquele dia, o Brasil não conquistou apenas um título. Ele saboreou todos os ingredientes de uma partida que tinha tudo a favor da Argentina, mas que foi toda em prol dos canarinhos. O Brasil venceu várias partidas contra a Argentina antes e depois de 25 de julho de 2004. Mas nenhuma foi tão apetitosa quanto àquela final. Um jogo para a eternidade.

Festa canarinho...
Festa canarinho…
... E decepção argentina.
… E decepção argentina.

Pós-jogo: o que aconteceu depois?

Brasil: comemorar títulos sobre o maior rival virou rotina para o Brasil. Um ano depois, na Copa das Confederações, a Seleção voltou a encontrar a Argentina em uma final e venceu com direito a show: 4 a 1, com mais uma atuação decisiva de Adriano, que marcou dois gols e virou um pesadelo para os Hermanos. Em 2007, outra vez os rivais decidiram uma Copa América com o mesmo filme de 2004: Argentina com time titular e completo, várias estrelas em campo e um Brasil desacreditado e sem titulares natos. Resultado? Brasil 3×0 Argentina, fora o baile. Definitivamente, os times “B” do Brasil são bem melhores que os “A” da Argentina. Pelo menos em decisões…

Em 2005, Adriano voltou a destroçar a Argentina em uma final.
Em 2005, Adriano voltou a destroçar a Argentina em uma final.

Argentina: o jejum de canecos da seleção alviceleste pôde ser encerrado em 2004, 2005 e 2007, mas em todas as ocasiões o Brasil não deixou. Nas Copas do Mundo de 2006 e 2010, o algoz também foi um só: a Alemanha. Em 2013, a seca de taças do time titular completou 20 anos, mas a torcida argentina teve motivos para celebrar em duas oportunidades. Em 2004, mesmo ano da fatídica derrota na Copa América, os portenhos conquistaram um inédito Ouro Olímpico (único título que falta ao Brasil) em Atenas. Quatro anos depois, em 2008, lá estavam os argentinos em mais uma Olimpíada. E, veja só, o Brasil cruzou o caminho deles nas semifinais. Resultado? Argentina 3×0 Brasil, fora o baile. Com Messi, Agüero, Mascherano, Riquelme, Di María, Monzon e Romero, os argentinos deram o troco e foram para a final, onde conquistaram o bicampeonato olímpico. Definitivamente, os times “B” da Argentina são bem melhores que os times “B” do Brasil. Pelo menos em Olimpíadas…

Em 2008, Messi superou Ronaldinho nas Olimpíadas.
Em 2008, Messi superou Ronaldinho nas Olimpíadas.

Extras:

Veja os melhores momentos daquele jogo eterno.

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