Jogos Eternos – Flamengo 3×2 Atlético-MG 1980

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Data: 1º de junho de 1980.

O que estava em jogo: o título do Campeonato Brasileiro de 1980.

Local: Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã), no Rio de Janeiro (RJ), Brasil.

Juiz: José de Assis Aragão (SP)

Público: 154.355 pessoas

Os times:

Clube de Regatas do Flamengo: Raul; Toninho, Manguito, Marinho e Júnior; Andrade, Carpegiani (Adílio) e Zico; Tita, Nunes e Júlio César. Técnico: Cláudio Coutinho.

Clube Atlético Mineiro: João Leite; Orlando (Silvestre), Osmar, Luisinho (Geraldo) e Jorge Valença; Chicão, Toninho Cerezo e Palhinha; Pedrinho, Reinaldo e Éder. Técnico: Procópio Cardoso.

Placar: Flamengo 3×2 Atlético-MG. (Gols: Nunes-FLA, aos 07´, Reinaldo-CAM, aos 8´, e Zico-FLA, aos 44´do 1º T; Reinaldo-CAM, aos 21´, e Nunes-FLA, aos 37´do 2º T).

“Dois timaços, um juiz (?) e a injustiça”

Ah, que esquadrão tinha aquele Flamengo. Raul, Júnior, Andrade, Carpegiani, Adílio, Zico, Tita, Nunes… Quanto craque! A bola passava de pé em pé, não havia retranca, o futebol era bem jogado. Quanta beleza! Ah, como era bom aquele Atlético. João Leite, Luisinho, Toninho Cerezo, Palhinha, Reinaldo, Éder… Só fera! Os alvinegros esbanjavam categoria, também jogavam puramente no ataque e tinham uma velocidade impressionante. Aqueles dois times mereciam ser campeões do Brasileirão de 1980. Como mereciam. Mas apenas um poderia vencer a decisão daquele ano. Quanta injustiça. Ver um daqueles times com o vice-campeonato seria um sacrilégio, um crime contra o futebol espetáculo. O palco foi o melhor possível: o Maracanã, transformado em Coliseu por mais de 150 mil pessoas que esperavam o embate entre gladiadores e feras. Mas o juiz escolhido fez questão de manchar um jogo histórico, elétrico e tido por muitos como o mais espetacular entre os que decidiram um Campeonato Brasileiro em todos os tempos. José de Assis Aragão virou vilão no dia 1º de junho de 1980 ao dilacerar as feras do Atlético-MG com três expulsões e uma delas sem qualquer razão: a de Reinaldo, o homem que humilhou o Flamengo e sua massa com dois gols mesmo com uma perna praticamente inutilizável. Não fosse a atuação desastrosa do juiz (?), o resultado daquele duelo poderia ser outro. Mas não foi. A taça ficou em ótimas mãos, afinal, o Flamengo também era um time magnífico e jogava um futebol virtuoso. Era o nascimento do esquadrão que seria campeão da América, do mundo e mais duas vezes do Brasil nos anos seguintes. Mas um Galo quase impediu tudo isso. É hora de relembrar.

Pré-jogo

O ingresso para o espetáculo de 1º de junho de 1980.
O ingresso para o espetáculo de 1º de junho de 1980.

 

Depois de infindáveis fases (foram três, além da fase final), 44 times na disputa e 304 jogos, o Campeonato Brasileiro de 1980 ganhava uma decisão épica e totalmente sem favoritos. De um lado, o Flamengo, em busca de seu primeiro título nacional e com uma leva de craques do mais alto nível que já havia demonstrado, em 1979, do que era capaz. Com Júnior, Andrade, Adílio, Zico, Tita e Nunes, o time comandado por Cláudio Coutinho mostrou enorme poder de decisão e uma regularidade digna de campeão. Depois de passar bem pelas três primeiras fases, o esquadrão rubro-negro venceu os dois jogos contra o Coritiba, nas semifinais, por 2 a 0 (fora) e 4 a 3 (em casa), resultados que deram ao Flamengo o direito de decidir em casa a finalíssima. Já o Atlético-MG mantinha o poder de fogo que há anos dominava o futebol mineiro, mas que ainda não tinha conseguido um título brasileiro. Em 1977, a equipe chegou invicta na final, mas perdeu nos pênaltis para o valente São Paulo. Em 1980, a equipe era ainda melhor e tinha jogadores de seleção como Luisinho, Toninho Cerezo, Éder e Reinaldo, este sempre iluminado e com o faro de gols extremamente apurado. Constante nas três primeiras fases e sempre letal no ataque, o Galo encarou o campeão invicto do ano anterior, o Internacional. Na primeira partida, em casa, empate em 1 a 1. Na volta, no Beira-Rio, o time alvinegro enfiou 3 a 0 nos Colorados e chegou cheio de moral à decisão.

Sempre confuso, o regulamento daquele ano previa vantagem de dois resultados iguais ao time de melhor campanha nas semifinais (no caso, o Flamengo, com duas vitórias, contra uma vitória e um empate do Atlético). Tal critério prejudicou o Galo, que tinha melhor campanha geral. Mas não havia tempo para reclamar. No primeiro jogo, no Mineirão lotado, o Atlético aproveitou a ausência de Zico e fez 1 a 0, gol de Reinaldo. O resultado dava aos mineiros a vantagem do empate na partida de volta, no Maracanã. Mas segurar o Flamengo diante de mais de 150 mil torcedores não seria tarefa fácil. O rubro-negro teria a volta de Zico, toda sua massa apoiando e vários craques em todos os setores do campo. A pressão seria enorme e o técnico Procópio Cardoso alertou seus atletas sobre isso, ainda mais depois da tensão que havia sido o primeiro duelo, com provocações e jogadas ríspidas. Para os alvinegros, sair ileso do Rio de Janeiro seria dificílimo, mas não impossível.

Primeiro tempo – Coliseu carioca

Mais de 150 mil vozes fizeram a diferença para o Flamengo naquela decisão.
Mais de 150 mil vozes fizeram a diferença para o Flamengo naquela decisão.

 

Os jogadores do Atlético-MG esperavam muita pressão no dia 1º de junho de 1980. Mas a dose foi alta. Ou melhor, altíssima. O Maracanã pulsava como nunca e as mais de 150 mil vozes vestidas em vermelho e preto davam uma força descomunal ao já forte time do Flamengo. Era impossível para aqueles onze rubro-negros não se enervar e se entregar de corpo e alma num jogo daqueles. Ainda mais se tratando de uma final de campeonato. Cada atleticano tinha um flamenguista em sua cola e outros milhares berrando, vaiando e pressionando. Parecia uma viagem no tempo de volta à Roma antiga, ao Coliseu repleto e sedento para ver a luta entre gladiadores e feras, com o Maracanã como arena e Flamengo e Atlético como protagonistas. No entanto, quem começou a aparecer no espetáculo foi o time de Minas.

Nunes abre o placar para o Mengo.
Nunes abre o placar para o Mengo.

 

Com poucos minutos de jogo, Palhinha chegou perto da grande área e chutou no canto, assustando o goleiro Raul. Mas, aos sete minutos, o Flamengo mostrou que queria fazer daquele espetáculo um monólogo. Após uma roubada de bola, Zico recebeu no meio de campo e iniciou um contra-ataque. A zaga do Galo, em linha, ofereceu a oportunidade perfeita para um craque perfeito efetuar um lançamento perfeito. Zico tocou em profundidade para Nunes, o “João Danado” e artilheiro das decisões, que ganhou na corrida de Orlando e só teve o trabalho de tocar na saída de João Leite: 1 a 0. Delírio puro no Maracanã. Festa nas gerais. Explosão nas arquibancadas. O Coliseu tremia e festejava o início da festa tão esperada pela torcida rubro-negra. A festa era tanta que os jogadores flamenguistas se esqueceram de que ainda tinha jogo. Um minuto depois, o Atlético mostrou sua fera, de dentes afiados e com instinto predatório: Reinaldo. O atacante recebeu dentro da área do Flamengo, escapou de três jogadores num espaço curtíssimo e chutou. Gol. Era o empate. A fera comemora com o punho cerrado, no alto, mostrando que estava ali e não tinha medo algum. O empate era do Galo. E o Flamengo precisava de um gol.

Reinaldo, craque maior do Galo, silencia momentaneamente a massa rubro-negra.
Reinaldo (camisa 9), craque maior do Galo, silencia momentaneamente a massa rubro-negra.

 

A partir daquele instante, o time da casa centrou suas ações na marcação do meio de campo e evitava a qualquer custo que a bola chegasse a Reinaldo. Andrade e Carpegiani mostravam combate e fôlego para impedir as investidas de Cerezo, enquanto Zico era o toque de qualidade para armar jogadas com a linha de frente em busca do segundo gol. O jogo foi ficando mais pegado, o Flamengo pressionava mais, mas João Leite e a zaga atleticana conseguiam neutralizar os perigos. O Atlético também assustava nos contra-ataques, nos chutes de Éder e Jorge Valença pela esquerda e na presença de Reinaldo, que quase virou num tiro bloqueado por Júnior. Depois de várias chances desperdiçadas e muito nervosismo, eis que o Flamengo voltou a liderar o placar. Aos 44´, em uma falta pela direita, Toninho cruzou na área, João Leite não segurou e Orlando afastou de qualquer maneira. Na sobra, Júnior tentou o chute, a bola prensou em Palhinha, mas voltou para ele. O lateral rubro-negro chutou de novo, a bola foi mastigada em direção à pequena área e encontrou Zico, que chutou alto, sem chances para João Leite: 2 a 1. Nova festa no Maracanã. Perto do fim da primeira etapa, não haveria tempo para uma resposta atleticana. A decisão ficaria para o segundo tempo.

Os times em campo: marcação compacta no meio de campo e presença de Zico favoreceram o time carioca no duelo tático entre Coutinho e Cardoso.
Os times em campo: marcação compacta no meio de campo e presença de Zico favoreceram o time carioca no duelo tático entre Coutinho e Cardoso.

 

Segundo tempo – Emoções e discórdia

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Precisando de pelo menos um empate, o Atlético foi pra cima do Flamengo no começo da segunda etapa e aumentou sua intensidade no ataque. Com pressa e passando a bola de pé em pé, o time alvinegro procurava um espaço na zaga rubro-negra, mas era difícil diante do bom esquema tático armado por Cláudio Coutinho. Do outro lado, o Flamengo também mostrava sua força e quase ampliou em uma falta cobrada da meia-lua da grande área por Zico. O jogo ficava ainda mais tenso, o juiz José de Assis Aragão enervava os atleticanos por causa das faltas marcadas e o tempo ia passando. Foi então que, logo após a falta cobrada por Zico, o Atlético sentiu um baque. Ou melhor, sua fera. Em uma ótima jogada pela direita, Chicão tocou para Pedrinho, que deixou de calcanhar para Silvestre. Este saiu em disparada e lançou para Reinaldo, mas, na corrida, o camisa 9 sentiu uma distensão. Era tudo o que ele não queria. E tudo o que a nação rubro-negra torcia para acontecer. Todos sabiam que Reinaldo tinha como carma os problemas de contusão. E o tal problema aparecia justo quando mais ele mais precisava estar bem fisicamente. Eram apenas onze minutos do segundo tempo, o Atlético não podia mais fazer substituições e seu maior craque ficava com uma perna praticamente inutilizável. A fera estava ferida. A dor era insuportável. Mas era preciso continuar na arena.

Reinaldo domina: craque calou a torcida flamenguista mesmo com uma perna "imprestável".
Reinaldo domina: craque calou a torcida flamenguista mesmo com uma perna “imprestável”.

 

O jogo seguiu e a cada bola que Reinaldo recebia um flamenguista conseguia efetuar o desarme. A torcida carioca não perdoou a condição do alvinegro e começou a gritar “bichado, bichado”, hostilizando sem dó o atacante. Era só festa no Maracanã, que esperava o terceiro gol a cada chegada ao ataque do time da casa. Mas, aos 21´, todo aquele êxtase e a sensação de conforto terminaram. Cerezo lançou Palhinha, no meio, que viu Éder livre na ponta-esquerda. O meia tocou para o camisa 11, que fez um de seus cruzamentos bem altos em direção à área. Por lá, pensaram os flamenguistas, não havia ninguém, afinal, Reinaldo estava “bichado”. Mas o tal “bichado” recebeu e chutou rasteiro, embaixo do goleiro Raul, empatando o jogo: 2 a 2. Silêncio no Maracanã. O povo que zombava do camisa 9 atleticano entrava em choque. Sentia medo. Pavor de perder um título para um jogador contundido e sem condição alguma de jogo. A fera fazia a festa. Sozinho, Reinaldo vibrou com o célebre punho cerrado, no alto, mancando, em uma cena para a história. Será que ele daria o merecido título nacional àquela geração fantástica do Atlético? A chance existia.

Com a vantagem de novo em seus pés, o Galo continuou no ataque para tentar a virada e aproveitar a intranquilidade da torcida local. Mas o Flamengo não se abateu. Carpegiani foi substituído por Adílio e o meio de campo tão famoso do rubro-negro entrou em ação: Andrade, Adílio e Zico. As coisas começariam a mudar. Mas, antes, o árbitro deu uma ajudinha aos donos da casa. Após um impedimento mal marcado, Reinaldo passou em frente da bola quando Marinho se preparava para cobrar o tiro para o Flamengo. José de Assis Aragão viu e expulsou o camisa 9 (que já tinha cartão amarelo). Sem explicação, sem cabimento e sem razão. E em plena final de campeonato. Fosse nos dias atuais, com certeza o árbitro seria banido por um bom tempo do esporte. O jogo ficou paralisado, repórteres invadiram o gramado e a revolta tomou conta dos alvinegros.

Gol de Nunus 1980

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Com mais de vinte minutos de jogo, o Atlético estava sem sua principal arma, responsável por calar e amedrontar um Coliseu inteiro. Já o Flamengo tinha todos os artefatos necessários para o gol do título. Aos 37´, Adílio lançou Nunes em profundidade. O atacante foi para o mano a mano com Silvestre e tinha em seus pés a chance de dar o título ao Flamengo. Na primeira tentativa, ele tentou cruzar, mas a bola pegou na cabeça do defensor alvinegro. A bola voltou para o camisa 9, que parou, pensou e passou por Silvestre com um desconcertante drible de corpo. Quase sem ângulo, o matador rubro-negro chutou forte e venceu o goleiro João Leite: golaço! E alívio no Maracanã. A torcida, antes apreensiva, chorava de emoção. O título nacional inédito estava muito, mas muito perto.

Faltavam poucos minutos. O Flamengo foi gastando o tempo e enervando o Atlético, que tentava pegar a bola a qualquer custo em jogadas mais ríspidas. Com a linha lateral já infestada por repórteres, a bola só ficava por ali quando Tita fez embaixadinhas na frente do raçudo Chicão, que lhe acertou um pontapé e foi expulso. Depois dele, Palhinha também foi expulso e o Galo ficou com apenas oito jogadores. Mesmo assim, quase que Pedrinho marcou o terceiro num lance de raça e cheio de divididas com os zagueiros. Mas era tarde. Com o apito final do árbitro, o Flamengo se tornava, pela primeira vez, campeão brasileiro. Era o título que abria as portas para a mais brilhante era da história do clube. E a última chance de a brilhante geração do Atlético levantar uma taça nacional. Infelizmente, as atuações do árbitro daquele jogo tiveram mais destaque nos noticiários do que o resultado em si. A expulsão de Reinaldo foi crucial para o desenvolvimento da partida, mas não há como negar a qualidade do Flamengo e as enormes chances de ele vencer o duelo mesmo com o craque alvinegro em campo. Afinal, naquele dia 1º de junho de 1980, o Maracanã transformado em Coliseu não deixaria uma única fera se embebedar sozinha com o pão e o circo. Onze rubro-negros e mais de 150 mil vozes também queriam festejar. E festejaram.

 

Zico ergue a primeira de muitas taças do Flamengo naquele início de anos 80.
Zico ergue a primeira de muitas taças do Flamengo naquele início de anos 80.

 

Pós-jogo: o que aconteceu depois?

Flamengo: o título brasileiro de 1980 foi emblemático para o time da Gávea. Foi aquela taça que catapultou as conquistas da Libertadores e do Mundial Interclubes de 1981, bem como os Brasileiros de 1982 e 1983. O timaço comandado por Zico encantou o Brasil e o planeta com um futebol artístico, competitividade extrema e pela facilidade que tinha em envolver os adversários com toque de bola, jogadas bem planejadas e muitos gols. Os anos se passaram e jamais o Flamengo conseguiu formar novamente um esquadrão tão bom quanto aquele. E dificilmente formará. Afinal, é impossível clonar craques como Júnior, Leandro, Adílio, Andrade, Zico, Nunes…

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Atlético-MG: depois de intensas e ríspidas críticas à arbitragem de José de Assis Aragão, e ter a certeza de que o juiz foi decisivo para sepultar as chances do título brasileiro, o Galo tentou a desforra na Libertadores de 1981, quando enfrentou outra vez o Flamengo em busca de uma vaga na segunda fase. Como não poderia deixar de ser, os duelos foram quentes e tanto no Mineirão quanto no Maracanã o placar foi igual: 2 a 2. Por causa disso, foi necessária uma terceira partida, em campo neutro, no estádio Serra Dourada, em Goiânia. E, num jogo atípico, nada mais nada menos que cinco jogadores atleticanos foram expulsos: Éder, Chicão, Palhinha, Guarnelli e… Reinaldo!  O algoz da vez foi José Roberto Wright, que começou a “tirar” os alvinegros de campo aos 37´do primeiro tempo, quando Reinaldo fez uma falta em Zico e levou o vermelho sem ter recebido o amarelo. No entanto, a falta não foi para vermelho direto e, por isso, os atleticanos partiram para cima do nervoso árbitro, que foi expulsando os mineiros até a partida ser encerrada pelo fato de o Galo ter apenas seis jogadores em campo. O jogo ficou no 0 a 0 e o Flamengo acabou se classificando. Depois de duas derrotas marcadas por polêmicas de arbitragem, o Atlético perdeu sua força no cenário nacional e só voltou a brilhar em 2013, com o título da Copa Libertadores que, segundo os atleticanos, chegou com 32 anos de atraso. E sem árbitros pentelhos para atrapalhar.

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Leia mais sobre aqueles dois timaços aqui no Imortais!

Flamengo 1980-1983

Atlético-MG 1978-1983

 

Extra:

Veja abaixo os gols e lances do jogaço de 1980.

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12 thoughts on “Jogos Eternos – Flamengo 3×2 Atlético-MG 1980

  1. Amigão, sensacional o seu trabalho. Um museu virtual !
    Só corrigindo um pouco sem estragar em nada o seu post. A falta foi cobrada pelo n°4 (marinho, não júnior) e Reinaldo já tinha cartão amarelo quando entrou na frente da bola e a chutou em seguida !

  2. Amigo, parabéns pelo site! Seus posts são bem informativos, claros e bem escritos, e assim facilita o entendimento dos mais jovens que não vivenciaram essa época. Parabéns mesmo, continue assim! Abraços.

  3. no serra dourada em goias,expulsou o Reinaldo porque sabia q ele ia fazer gols, usava as manobras extras campo ,como os argentinos boca,river,juiz era comprado discaradamente

  4. Lamentável o que esse juiz fez nessa final de brasileiro e o que o conterrâneo dele fez na semi da libertadores. Favorecimento explícito ao flamengo. Por isso que ninguém respeita e nem gosta do flamengo. Ridículo isso.

  5. Qual time que nunca foi beneficiado por erros de arbitragens em sua história. O Flamengo não tinha nada com isso. Fato é que o time da década de 80 era brilhante, arrastava multidões, (ainda arrasta, mesmo com o clube em má fase técnica), atrai mídia e isso sim, faz com que, quem não flamenguista, o odeie.

  6. Foi o autêntico duelo de titãs. 6 titulares da seleção das eliminatórias ’82 em campo (Zico, Cerezo, Luizinho, Junior, Éder e Reinaldo). Saudade das decisões…

  7. Infelizmente, sinto pena da geração atual… essa decisão do brasileiro de 1980, retrata talvez o top do futebol arte no Brasil. Vejam, esse flamengo, esse atlético, o SPFC, o Inter, o Corinthians e outros times, foi onde o mestre Telê tirou de base para formar a ESPETACULAR seleção de 1982. O mais engraçado e irônico é que… essa seleção brasileira apesar de nada ter ganho, é muito mais lembrada e reverenciada que a seleção campeã em 1994…

  8. No terceiro gol do Flamengo, quem estava marcando o Nunes era o Silvestre, que entrara no lugar do Orlando, e não o Geraldo como está escrito. Tirando esse pequeno detalhe, o texto é impecável. Bem escrito, sem afetações, imparcial sem ser frio. Parabéns. Escreva mais sobre outros grandes jogos!

  9. Esse dia o flamengo estava muito largo. Tinha que ser campão. Os bate rebates paravam sempre no pé de jogador deles, em boas condições. Antes do gol, Nunes tinha tentado cruzar de qualquer jeito e errou. A bola bateu no beque e voltou exatamente no pé dele. Teve um gol de bate rebate tb… era dia de o flamengo ser campeão. Fazer o quê…? (em tempo, o beque não foi o Geraldo, foi o Silvestre)

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