Jogos Eternos – Alemanha 0x2 Itália 2006

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Data: 04 de julho de 2006

O que estava em jogo: uma vaga na final da Copa do Mundo da FIFA de 2006.

Local: Westfalenstadion, Dortmund, Alemanha.

Juiz: Benito Archundia (MEX)

Público: 65.000 pessoas

Os Times:

Alemanha: Lehmann; Friedrich, Mertesacker, Metzelder e Lahm; Schneider (Odonkor, 37´do 2º T); Kehl, Ballack e Borowski (Schweinsteiger, 27´do 2º T); Klose (Neuville, 5´ do 2º T da prorrogação) e Podolski. Técnico: Jürgen Klinsmann.

Itália: Buffon; Zambrotta, Cannavaro, Materazzi e Grosso; Camoranesi (Iaquinta, intervalo para a prorrogação), Gattuso, Pirlo e Perrotta (Del Piero, 12´do 1º T da prorrogação); Totti e Toni (Gilardino, 29´do 2º T). Técnico: Marcello Lippi.

Placar: Alemanha 0x2 Itália (Gols: Grosso-ITA, aos 14´, e Del Piero-ITA, aos 16´do 2º T da prorrogação).

 

“Andiamo a Berlino!”

Em 1990, a Itália tinha o mais badalado campeonato nacional do mundo, com os maiores craques do mundo e também o melhor time do mundo – o Milan de Arrigo Sacchi. Com a Copa do Mundo a ser realizada no país da bota, muitos acreditavam que os azuis seriam campeões. Mas eles tiveram que engolir a conquista da Alemanha, que fez a festa em Roma com o tricampeonato mundial ao vencer a Argentina por 1 a 0. Os anos se passaram e a Copa voltou à Alemanha, em 2006, quando os germânicos deram show de organização, apresentaram ao mundo belíssimos estádios e tinham uma torcida fervorosa que sonhava como nunca com o tetra. Mas aí aconteceu o que os italianos tanto esperavam: o reencontro em Mundiais, na semifinal, no dia 04 de julho de 2006. Era o primeiro duelo entre os rivais desde a final da Copa de 1982, vencida com sobras pelos italianos por 3 a 1. E, como sempre aconteceu em Copas, os italianos saíram de campo com a vitória e uma doce vingança pela festa germânica em Roma. Assim como em 1970, o duelo entre a dupla de tricampeões do mundo foi tenso durante os 90 minutos, terminou empatado e foi eletrizante nos trinta minutos da prorrogação. Não houve cinco gols como no Mundial do México, mas dois golaços dignos dos maiores esquadrões que a Itália já teve. Um, no penúltimo minuto, marcado por um jogador pouco badalado (Grosso) que acertou um chute magnífico após um passe exuberante de Andrea Pirlo. E o outro, com aquilo que os italianos são mais peritos no futebol: o contra-ataque, em uma aula que começou na defesa, teve clímax no meio de campo e grand finale no chute preciso e precioso de Del Piero. A final estava garantida. E o caminho à Berlim foi comemorado e cantado a plenos pulmões por torcedores, locutores e fanáticos pela Azzurra diante de uma triste e chorosa Dortmund. É hora de relembrar.

 

Pré-jogo

Embalada após derrotar a Argentina, a Alemanha queria vingança contra a Itália.
Embalada após derrotar a Argentina, a Alemanha queria vencer a Itália pela primeira vez em Mundiais.

 

Após um empate sem gols em 1962, uma derrota na prorrogação da semifinal de 1970, outro empate sem gols em 1978 e uma derrota na final de 1982, a Alemanha tinha certeza de que iria encerrar de uma vez por todas sua freguesia diante da Itália em Mundiais. Jogando em casa e com um time em total sintonia com sua fanática torcida, a equipe germânica vinha embalada naquela Copa em sua própria casa e chegava com uma imensa fome de vencer. Na primeira fase, os alemães bateram Costa Rica (4 a 2), Polônia (1 a 0) e Equador (3 a 0) e foram para os mata-matas sem temer ninguém. Nas oitavas, vitória fácil por 2 a 0 sobre a Suécia, e, nas quartas, triunfo nos pênaltis sobre a eterna rival Argentina por 4 a 2, após empate em 1 a 1 no tempo normal. Invictos, os comandados de Klinsmann jogavam um futebol de força ofensiva baseado no oportunismo de Klose, nos ótimos passes de Ballack e Lahm e na presença de ataque de Podolski.

Já a Itália queria fazer a festa na Alemanha assim como a rival havia feito na Copa de 1990.
Já a Itália, de Totti (ao centro), queria fazer a festa na casa da Alemanha e dar o troco pela festa alemã em solo italiano na Copa de 1990.

 

Do lado italiano, a desconfiança depositada pela imprensa antes da Copa começou a desaparecer após o futebol convincente e muito forte no conjunto demonstrado pelos comandados de Marcello Lippi. Na primeira fase, a Azzurra venceu Gana (2 a 0), empatou com os EUA (1 a 1) e venceu a República Checa (2 a 0) para se classificar em primeiro lugar em seu grupo. Nas oitavas, duelo complicadíssimo contra a Austrália e vitória só no último minuto, com gol de pênalti marcado por Totti. Nas quartas, a equipe respirou mais aliviada e venceu facilmente a Ucrânia por 3 a 0, com Luca Toni balançando as redes duas vezes. Sem contar com um artilheiro nato como em décadas passadas, a Itália apostava em sua fortíssima defesa, no toque de bola e no amplo leque de jogadas construído por Pirlo para sair de Dortmund com a vaga na final. Além disso, os italianos sabiam que o histórico invicto contra os alemães em competições oficiais poderia ser um aliado na hora do jogo, além de ter em mente a goleada por 4 a 1 aplicada sobre os rivais meses antes, em Florença, que abriu uma enorme crise no time de Klinsmann. Afinal, a chance de fazer história e interromper uma série indigesta mexeria com os nervos dos donos da casa – embora eles jamais demonstrassem isso graças à célebre frieza germânica no futebol.

Favorito? Talvez a Alemanha, pela presença de 90% da torcida no estádio, pela faixa “Nossa torcida levará vocês até a final” aberta minutos antes de a bola rolar e pelo entusiasmo dos jogadores. Mas, do outro lado, havia uma Itália doidinha para aprontar…

 

Primeiro e segundo tempos – Arquibancada quente, campo morno

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Na “casa da ópera” do futebol alemão, a torcida fez questão de transformar o Westfalenstadion num caldeirão acústico onde nunca a seleção germânica havia perdido em um jogo internacional. Em campo, a Alemanha entrou contagiada e dominou os primeiros minutos de jogo, mas rapidamente a Itália tomou conta principalmente do meio de campo com um quarteto em profunda sincronia e roubando várias bolas dos rivais. Gattuso, Pirlo, Perrotta e Camoranesi soltavam e prendiam quando necessário e Totti flutuava pela esquerda com sua natural habilidade. O problema estava sempre na frente, pois Toni não conseguia se desvencilhar da marcação. A Alemanha tentava levar perigo na base dos chutes, ora pelas pontas, ora pelo meio, mas a meta de Buffon era algo quase intransponível, bem como sua dupla protetora formada por Materazzi e Cannavaro, este o capitão e jogando absolutamente bem naquela Copa. A Itália chegava nas bolas paradas de Pirlo, no improviso, nas tabelas e pelas pontas com seus laterais. Fabio Grosso, pouco conhecido do grande público, dava mostras do que podia fazer quando meteu uma bola entre as pernas de Friedrich e mandou na área para o arremate de Toni, mas Metzelder evitou um belo gol italiano. Após algumas chances, a Alemanha chegou com nítido perigo aos 33´, quando Schneider recebeu pela direita e chutou por cima do goleiro Buffon, em um perigoso lance em três contra três. Jogando um futebol mais ofensivo e dinâmico, a Itália levava muito mais perigo, mas o gol teimava em não sair.

Pirlo e Ballack: maestros passaram em branco nos 90 minutos.
Pirlo e Ballack: maestros passaram em branco nos 90 minutos.

 

Na segunda etapa, a intensidade do primeiro tempo diminuiu e a Alemanha conseguiu igualar as coisas pela esquerda, com Lahm se sobressaindo diante de Camoranesi. Aos 17´, Podolski chutou à queima roupa, mas Buffon evitou o gol. A Alemanha ficava mais com a bola em seus pés, girava o jogo, mas a Itália era uma muralha. Os quatro homens do meio de campo se postavam à frente dos quatro da zaga quando atacados e davam à Azzurra uma solidez defensiva impressionante. Nada passava. Klose tentava e nada. Lahm partia em velocidade e nada. Schweinsteiger entrava no lugar de Borowski e nada de a articulação dar resultado. Aos 39´, Perrotta quase marcou, mas Lehmann voou para tirar a bola e derrubar o italiano. O gol não queria mesmo sair. Após o apito final de Benito Archundia, a semifinal teria mais 30 minutos.

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Os alemães ficaram apreensivos, mas a torcida da Itália entrou em um enorme desconforto. Motivo? Era de causar pânico pensar em um novo empate e uma consequente disputa de pênaltis. Os alemães jamais haviam perdido decisões na marca da cal (eram quatro vitórias em quatro disputas) e os italianos acumulavam derrotas trágicas nas Copas de 1990, 1994 e 1998. A fama de “azarada” atormentava a Azzurra e os jogadores pareciam entrar num estado de transe antes da prorrogação começar. Era preciso vencer. Nada de pênaltis. Chega de duas linhas de quatro. A Itália dos 30 minutos extras seria diferente. Seria chocante. Seria como a Itália de 1970. E a semifinal de 1970.

Os times em campo: a Itália com a bola conseguia criar mais chances de gol que a Alemanha. Sem, ela era uma muralha intransponível.
Os times em campo: a Itália com a bola conseguia criar mais chances de gol que a Alemanha. Sem, ela era uma muralha intransponível.

 

Prorrogação – A transformação italiana

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Os azuis voltaram no tempo naquela noite de Dortmund e deram à sua torcida um pouco de nostalgia. Em 1970, a Itália fez com a Alemanha uma semifinal épica com incríveis cinco gols nos 30 minutos da prorrogação, partida que ficou conhecida como “O jogo do século” (leia mais clicando aqui). Naquela ocasião, os italianos venceram por 4 a 3 jogando pra frente, com homens no ataque e nada de retranca. E foi assim que a Itália de 2006 se comportou no tempo extra. Perrotta, volante, deu lugar à Iaquinta, atacante, e a Itália começou o “novo jogo” com três atacantes. Gilardino, em campo desde os 29´do 2º T, carimbou a trave de Lehmann logo aos 40 segundos e mostrou o cartão de visitas da Azzurra. Aos 2´, Pirlo cobrou escanteio, a zaga rebateu e Zambrotta mandou uma bomba que também explodiu no travessão. Incrível! A Alemanha sentia a pressão e a Itália o gosto de atacar com tudo a ganhar. Embora tivesse disputado uma prorrogação nas quartas de final, a equipe de Klinsmann não demonstrava cansaço e tentava responder sempre com Podolski. Aos 12´, Del Piero entrou no lugar de Camoranesi e a Itália passava a jogar com incríveis quatro homens de frente, com Iaquinta, pela direita, Gilardino, centralizado, Totti, mais fora da área, e Del Piero, pela esquerda. “Apenas” Pirlo e Gattuso ficavam no meio de campo e davam à Itália um ar irresponsável para os mais tradicionalistas e até inconsequente para os mais “bravos”. Mas aquela Itália queria vencer, do jeito que fosse e com o esquema tático mais ofensivo possível. No final do primeiro tempo, Podolski quase deu razão aos críticos ao cabecear mais uma bola perigosa que raspou a trave de Buffon.

No segundo tempo, a Itália tentava manter a bola no campo de defesa alemão e evitava contra-ataques que poderiam ser fatais. Del Piero e Iaquinta quase fizeram, mas o quase deu origem a um contra-ataque cinco contra quatro da Alemanha, aos 6´, que foi avançando sobre os buracos da Itália no meio de campo até Podolski, de novo, chutar forte para uma brilhante defesa de Buffon. Era a terceira chance de gol que ele desperdiçava. Para desespero da torcida alemã, que não parava de gritar e jogar junto um minuto sequer. Aos 7´, a Itália teve um escanteio a seu favor, mas a zaga alemã cortou e não aproveitou a chance de contra-atacar. Um minuto depois, Del Piero recebeu passe de Iaquinta, mas seu chute passou à direita de Lehmann.

O gol de Grosso em imagens: explosão e delírio à italiana.
O gol de Grosso em imagens: explosão e delírio à italiana.

 

Pirlo og Grosso

 

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Aos 12´, Pirlo ajeitou para a perna direita e mandou uma bomba que Lehmann teve que espalmar para fora. Era mais um escanteio para a Itália. Na bola, Del Piero. O camisa 7 não podia errar. Faltavam apenas dois minutos. Os pênaltis eram a cara da Alemanha e a contada eliminação italiana. Todos os vestidos em azul sabiam disso. E sabiam que aquele era um momento crucial. Del Piero mandou para a área, mas a zaga cortou. Era o fim? Não. A bola caiu nos pés de Pirlo, o maestro, o homem que pensou durante os 118 minutos em maneiras de dar um gol ou marcar um gol para sua Itália querida. Naquele instante, ele percebeu uma pessoa desconhecida ao grande público no meio dos grandalhões alemães. Era Fabio Grosso. Pirlo entortou o corpo como quem iria tocar no canto, mas tocou no meio. A bola foi precisa e no jeito para Grosso emendar um chute direto, de esquerda, milimétrico, encantador e sem ajeitadas ou qualquer segundo para pensar. Ele chutou. E a bola entrou, no cantinho do goleiro Lehmann. Golaço! Itália 1×0 Alemanha.

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O caminho para Berlim estava próximo. Faltavam apenas alguns passos. Mas a Alemanha não admitia uma derrota em sua própria casa. Os anfitriões se mandaram loucamente para o ataque com muita velocidade e na base do desespero. Lá atrás, os zagueiros da Itália só tinham que fazer o que eles tinham feito perfeitamente até aquele jogo: defender. E eles defenderam. Emocionado, Grosso ainda não acreditava no que tinha feito e caminhava em êxtase por causa do gol. Aos 14´, a Alemanha tentou o famoso chuveirinho, mas um leão chamado Cannavaro tirou e, logo em seguida, saiu correndo atrás da bola. O rebote sobrou para Podolski, que se apavorou ao ver o rugido do capitão italiano, que abocanhou a bola e a deixou mansamente para Totti engatilhar um dos maiores contra-ataques da história da Seleção Italiana. O camisa 10 lançou Gilardino em velocidade, que conduziu a bola até a grande área, esperou, pensou e percebeu a chegada de Del Piero. Com classe e técnica, o camisa 11 deixou com o camisa 7, que, assim como o companheiro Grosso, não pensou nem parou a bola. Simplesmente chutou. Maravilhosamente, por cobertura, para o gol. Outro golaço! E Itália na final.

Del Piero marca...
Del Piero marca…

 

... E comemora: Itália na final.
… E comemora: Itália na final.

 

O juiz nem precisou pegar a bola e colocá-la no meio de campo. Era fim de jogo. Não precisava de mais nada. A Itália, ousada como nunca, derrotava a anfitriã para tentar o tetra em Berlim. Ou melhor, em Berlino, como cantavam os torcedores azuis nas cadeiras cheias de lágrimas da ópera de Dortmund, que viu mais uma vez sua Alemanha sucumbir diante da Azzurra em um Mundial. Assim como em 1970, a Itália vencia a rival em uma prorrogação emblemática, épica e com lindos gols. O placar não foi elástico. Mas precisava? Certo che no!

 

Pós-jogo – o que aconteceu depois?

Alemanha: embora não tenha ido à final, a Alemanha fez da disputa pelo terceiro lugar, contra Portugal de Felipão, uma festa. A torcida cantou, o time jogou bem e a vitória por 3 a 1 deu aos donos da casa um bronze muito festejado. No Mundial seguinte, a equipe voltou a encantar com uma geração de jovens craques e chegou mais uma vez na semifinal, perdida para a Espanha, que também seria campeã do mundo. Em 2012, os alemães reencontraram a velha rival Itália em outra competição oficial – a Eurocopa, e, acredite, voltaram a perder: 2 a 1, com os italianos como azarões. Parece que esse estigma ainda está longe de terminar…

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Itália: na decisão da Copa, contra a França, a Azzurra empatou em 1 a 1 nos 120 minutos e não escapou da decisão por pênaltis. Porém, os fantasmas foram exorcizados e o tetra veio com uma vitória por 5 a 3, com 100% de acertos nas cobranças. Nos anos seguintes, a equipe caiu de rendimento, foi eliminada nas quartas de final da Eurocopa de 2008 e deixou a Copa do Mundo de 2010 ainda na primeira fase. Em 2012, a Itália foi vice-campeã da Euro, mas não antes de brincar mais uma vez com sua freguesa Alemanha e vencer por 2 a 1 o duelo da semifinal, com dois gols de Mario Balotelli e nenhum favoritismo na ocasião. Com isso, a equipe da bota continua sem saber o que é perder em competições oficiais para os alemães. E uma das poucas no planeta a causar pavor em uma seleção tão acostumada a ser carrasco de gigantes como Inglaterra, Holanda, França, Uruguai, Argentina…

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Leia mais sobre a Itália de 2006 clicando aqui.

 

Extra:

Veja os lances e gols daquele jogo histórico.

 

 

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7 thoughts on “Jogos Eternos – Alemanha 0x2 Itália 2006

  1. Foi um jogo histórico numa das piores Copas de todas, a pior que eu já vi ao menos (2002 foi minha primeira). Mas o título tinha que ter ido para a grande atração daquela Copa, a França do genial e eterno Zidane, mereciam demais.

  2. Itália e Alemanha são as maiores feitoras de “jogos eternos” nas copas.Acho que a final de 06 também merecia entrar pro rol dos imortais !

  3. Esse gol do Grosso foi uma das maiores explosões de adrenalina em Copa do Mundo, podem reparar. Até lembra o gol do Marco Tardelli contra a mesma Alemanha na final de 1982, nao o gol em si, mas a marca da adrenalina, muito comum em povos de berço latino, como nós brasileiros e os italianos.

  4. Foi qualquer coisa de mágico e inolvidável! Mas melhor foi sem dúvida a mão de Suarez no jogo com o Gana… Muitos parabéns pelo trabalho desses dois jogos que de facto perdurarão para sempre na memória dos amantes do futebol e ganharam aura de misticismo na história das copas. O livro também está excepcional! Um abraço

  5. nossa que texto mágico !!!
    realmente , eu não sei oque acontece com a Tricampeã do mundo , quando se joga com a Tetracampeã mundial, torço para a Alemanha desde de 2002, tinha 7 anos de idade, naquela campanha que foi para a final,desde de então venho conhecendo a história da Alemanha, ao longe desse tempo venho descobrindo a freguesia da Alemanha contra a Itália,não dá sorte nem em amistoso, é impressionante essa zica,lembro que de uns meses atrás em 2006, eu ouvindo os amistosos das seleções em um rádio, ouvi 4 a 1 para a Itália, fiquei assustado na hora, mas na época , não sabia das histórias do clássico europeu, mas chego a copa !, e em andamento eu vejo a tabelinha e vejo que a Alemanha, pode pegar a Itália na semifinal, eu fiquei com medo, lembro que a minha mãe já havia dito que a Itália seria Tetra, eu só ouvi calado e pronto, bom depois de ganha da argentina de virada, nas cobranças de penalidades , chega a poderosa Itália, e o meu medo chega de vez, ahh era uma seleção “foda demais” , era Pirlo(que eu brincava e chamava de Pirlulito), Totti,Luca Toni, De Rossi, e compania , contra a minha Alemanha de Klose, Lanhm , Schnaider , Schweinsteige,Ballack,Podolsky e Lehman, era uma emoção ver a seleção que eu torço joga de torcida cheia , em casa, mas bora para o jogo, começa , jogo truncado a Alemanha atacou a Itália muito ,porem peco muito nas finalizações, faltou calma a Alemanha, lembra que tava vendo o jogo na casa do meu amigo, Andre, vimos o jogo quase todo, ele viu o meu sofrimento … bom acabo o jogo, vamos para a prorrogação, eu comemorei , porque veio o filme do jogo da Argentina, porem eu mas o Andre vendo o jogo, eu apreensivo , chega o o tio do Andre , chega e fala para min aos 10 min do segundo tempo da prorrogação , vai ficar 2 a 0 para a Itália, eu falei assim “nunca que vai, já ta quase indo para os penaltis ” dps que o tio do meu amigo saiu , Pirlo chuta forte no gol de Lehman, ele espalma para fora, escanteio para a Italia, não lembro quem bateu o escanteio, só lembro que a zaga da alemanha não tirou a bola da Italia e sobrou para Pirlo e ele tocou para o Fabio Grosso, ele chuta ! pahhh !!! dentro da rede, eu fiquei paralizado na hora do gol italiano, era 11 min da prorrogação , nossa que tristeza , matou o time alemão , narração Fantástica de Cleber Machado da rede globo, ai é o coração fala mas algo, a alemanha vai para cima da Italia tentando o milagre do empate,mas infelizmente o contra ataque da italia era mortal , alemanha perde a bola no ataque , vem gilardino e del piero e cia, sobra o del piero e ele chuta encobrindo o Lehman, FATAL !!! ITALIA 2 A 0 EM PLENO DORTMUND , aquele gol me matou , só lembro do Cleber falando ” desmorona o sonho alemão do tetra” não consegue ver a Italia comemorando e a tristeza da alemanha, desliguei a tv, mas esse posto me fez volta a 8 anos atras, nesse belo jogo, que mostra que futebol é impressivel , sei que uma hora a alemanha vai ganha da italia e quando ganhar, pode escula oq eu vou falar ,” VAI SER DE GOLEADA ” RSRS, mas esse jogo eu não esqueço jamais, jogo maravilhoso e emocionante !!!!!

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