Craque Imortal – Luís Suárez Miramontes

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Nascimento: 02 de Maio de 1935, em La Coruña, Espanha.

Posição: Meia-atacante

Clubes: Deportivo La Coruña-ESP (1953-1954), Barcelona-ESP (1954-1961), Internazionale-ITA (1961-1970) e Sampdoria-ITA (1970-1973).

Principais títulos por clubes: 2 Campeonatos Espanhóis (1958-1959, 1959-1960), 2 Copas do Rei (1956-1957 e 1958-1959) e 2 Copas das Cidades com Feiras (precursora da Copa da UEFA, atual Liga Europa – 1955-1958 e 1958-1960) pelo Barcelona.

2 Mundiais Interclubes (1964 e 1965), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (1963-1964 e 1964-1965) e 3 Campeonatos Italianos (1962-1963, 1964-1965 e 1965-1966) pela Internazionale.

 

Principal título por seleção: 1 Eurocopa (1964) pela Espanha.

 

Principais títulos Individuais:

Eleito o 51º Melhor Jogador Europeu do Século XX pela IFFHS

Eleito o 5º Melhor Jogador Espanhol do Século XX pela IFFHS

Eleito o 74º Melhor Jogador do Século XX pela revista Placar: 1999

Eleito um dos 50 melhores jogadores do Século XX pelo Guerín Sportivo: 1999

Vencedor do Ballon d´Or da revista France Football: 1960. É, até hoje, o único espanhol a vencer tal prêmio.

 

 “El Arquitecto”

Ao longo das décadas, o futebol espanhol revelou os mais diversos craques com as mais distintas qualidades. Zamora, Zarra, Michel, Amancio, Butragueño, Hierro, Raúl, Xavi, Iniesta, Casillas… São talentos de todos os tipos que marcam presença em inúmeras listas de melhores jogadores da história de seus clubes, de seu país, da Europa e até o mundo. No entanto, nenhum deles teve a honra e o privilégio de ser eleito o Bola de Ouro do continente, prêmio tão cobiçado pelos atletas europeus e restrito a seletíssimos jogadores. Muitos não levantaram a taça por capricho do destino ou por rivalizarem com astros de quilates infinitos, mas houve um, apenas um, que conseguiu. Não que ele tenha concorrido com atletas “fracos”, longe disso. Afinal, ele disputou o prêmio com jogadores do naipe de Puskás, Uwe Seeler, Di Stéfano, Lev Yashin, Kopa, John Charles, Bobby Charlton, Sívori, Gento, Hamrin, Bobby Smith entre outros. É que ele era excelente mesmo. Luís Suárez Miramontes , mais conhecido como Luisito ou Luís Suárez, se consagrou como um dos maiores e melhores jogadores espanhóis de todos os tempos e também do futebol mundial. Elegante, driblador, com um fortíssimo chute e exímio lançador, Suárez brilhou por duas décadas jogando o fino e o belo diante das mais variadas plateias. No La Coruña, apresentou seu futebol brilhante e logo se mandou para a Catalunha. No Barça, foi uma das estrelas de um time que ganhou quase tudo o que disputou. E na Inter, viveu o auge, com títulos europeus, mundiais e nacionais. Pela Seleção Espanhola, Suárez foi o principal responsável pelo inédito título da Eurocopa de 1964, a primeira taça da história da Fúria. Com classe de primeira, Suárez recebeu inúmeros apelidos, mas foi Di Stéfano o responsável pela alcunha que define brilhantemente o espanhol até hoje: “El Arquitecto”, pela postura ofensiva e defensiva em campo e pelas jogadas plásticas que desenhava antes que um rival viesse lhe tomar a bola. É hora de relembrar.

 

De las playas a las canchas

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Na litorânea cidade de La Coruña, Suárez nasceu pouco antes da eclosão da Guerra Civil Espanhola, na metade dos anos 30, e passou a infância vendo de perto as marcas do conflito. Nos anos 40, o jovem decidiu celebrar o fim da guerra jogando futebol com bolas de pano pelas ruas de seu bairro e, claro, nas areias das praias da Galícia. Já famoso entre a garotada por causa da sua habilidade e extrema inteligência na hora de executar as jogadas, Suárez foi iniciar sua carreira no Deportivo La Coruña, onde aumentou seu repertório com poderosos chutes de média e longa distância, passes precisos e muita habilidade na hora de driblar os rivais. Foram necessários apenas 17 jogos e três gols marcados para que o jogador chamasse a atenção do gigante Barcelona, que rapidamente levou o jovem para a Catalunha em 1954.

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A ida ao clube azul e grená não fez de Suárez titular logo de cara, mas seu caráter foi mostrado rapidamente ao treinador do clube à época, o ex-goleiro Franz Platko, que pediu em um dos treinamentos para que Luisito praticasse alguns exercícios socando um “punching ball”. De bate-pronto, Suárez respondeu: “Eu vim para o Barcelona para ser futebolista, não um boxeador”. Talvez pela resposta ácida, o jovem de 19 anos não atuou no Barça em sua primeira temporada e foi enviado para o CD España Industrial, da segunda divisão, a fim de ganhar mais maturidade e conhecer as particularidades do futebol profissional. A partir de 1955, Luisito voltou ao elenco do Barça com a tarefa de mostrar seu real valor e de tentar trazer para si parte das atenções que tanto eram voltadas ao craque do time na época, o húngaro Kubala (leia mais sobre ele clicando aqui

).

Com o tempo, o meia foi mostrando seu talento com passes, gols, dribles desconcertantes e enorme visão de jogo. Tais qualidades o levaram à seleção, em 1957, quando Suárez disputou seis jogos e marcou quatro gols (um no empate em 2 a 2 com a Suíça, pelas Eliminatórias para a Copa de 1958, dois na goleada de 5 a 0 sobre a Bélgica – amistoso – e um na derrota por 4 a 2 para a Escócia, também pelas Eliminatórias, resultado que acabou tirando a Fúria do Mundial). Mas seria apenas em 1958 que Suárez teria o “empurrãozinho” que tanto precisava para chegar ao topo.

 

Luisito e seu mentor

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A partir da temporada 1958-1959, Suárez virou uma das peças mais importantes no esquema tático do Barcelona graças à chegada do técnico argentino Helenio Herrera, que se transformaria em um dos maiores amigos do espanhol no futebol e homem fundamental para o crescimento do craque como profissional. Herrera não só alavancou Suárez à titularidade como fez o Barça jogar em função dele em dezenas de jogos, algo que diminuiu a dependência de Kubala e tornou o clube blaugrana ainda mais forte, mas também com mais problemas, a começar pelas desavenças de Herrera com Kubala (embora o húngaro fosse amigo de Suárez). Logo no mês de maio de 1958, Suárez foi titular na grande final da Copa das Cidades com Feiras, precursora da Copa da UEFA, e marcou dois gols na goleada do Barça por 6 a 0 sobre o London XI, equipe que reunia vários craques como Danny Blanchflower, Terry Medwin, Bobby Smith entre outros. Com um timaço que reunia atletas como Ramallets, Olivella, Segarra, Gensana, Tejada, Evaristo e Martínez, o Barcelona iniciava uma era ainda mais brilhante que a do começo da década.

Helenio Herrera (carregado pelos jogadores), grande mentor de Suárez no Barcelona.
Helenio Herrera (carregado pelos jogadores), grande mentor de Suárez no Barcelona.

 

Na temporada 1958-1959, a equipe venceu o Campeonato Espanhol e a Copa do Rei com brilhantes atuações do craque, que despertava cada vez mais admiração dos “suaristas”, como ficaram conhecidos os fãs do meia, em contrate com os adeptos de Kubala, os “kubalistas”. Na temporada seguinte, Suárez foi mais uma vez decisivo e anotou 13 gols na campanha do bicampeonato espanhol do Barça. Foi naquela época que o craque por muito pouco não disputou uma final de Liga dos Campeões da UEFA. O Barça chegou até as semifinais, mas foi derrotado nos dois jogos pelo fortíssimo Real Madrid, clube onde jogava o maior ídolo de Luisito no futebol: Alfredo Di Stéfano, o “mais completo jogador de futebol” segundo Suárez, que tanto se inspirou na lenda argentina. Curiosamente, Di Stéfano retribuiu os elogios do espanhol tempo depois ao dizer que Suárez era como um arquiteto pelo jeito de jogar e pelas jogadas que construía com antevisão.

 

O ano perfeito

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Em 1960, Suárez entrava em uma era fabulosa em sua carreira mesmo com o Herrera já fora do comando do Barcelona. O craque era a principal arma do time catalão que venceu mais uma Copa de Feiras, após triunfo por 4 a 1 sobre o Birmingham City-ING na decisão. Suárez mostrou, também, todo seu futebol nas fases iniciais da Liga dos Campeões de 1960-1961. Em setembro, o jogador anotou um dos gols da vitória do Barça sobre o Lierse-BEL por 2 a 0. Em novembro, Luisito foi simplesmente perfeito nos dois jogos que eliminaram pela primeira vez na história da competição (criada em 1955) o então pentacampeão Real Madrid. No duelo de ida, em Madrid, Suárez fez os dois gols do Barça no empate em 2 a 2. Na volta, outra atuação soberba do meia, bem como de Kubala e Evaristo, e vitória barcelonista por 2 a 1. Era a confirmação de que Suárez era mesmo um arquiteto, como Di Stéfano pôde se certificar naqueles duelos.

Suárez recebe a Bola de Ouro: primeiro - e único - espanhol a conquistar tal prêmio.
Suárez recebe a Bola de Ouro: primeiro – e único – espanhol a conquistar tal prêmio.

 

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Ainda em 1960, Suárez disputou sete jogos pela Espanha, anotou três gols e foi condecorado com o prêmio máximo do futebol europeu: a Bola de Ouro de melhor jogador do continente, deixando para trás concorrentes como Ferenc Puskás (2º colocado), Uwe Seeler (3º colocado) e Alfredo Di Stéfano (4º colocado). Era a primeira vez que um jogador espanhol conquistava o prêmio. E seria a única até os dias atuais.

 

A taça que faltou e ida à Inter

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Embalado, o Barcelona de Suárez seguiu em frente na Liga dos Campeões e despachou o Spartak Hradec Krávolé-TCH com um 5 a 1 no placar agregado (e um gol de Suárez) e o Hamburgo-ALE, após empate em 2 a 2 no agregado e classificação catalã por causa do saldo de gols. Com a vaga na final, o time azul e grená teria pela frente o fortíssimo Benfica-POR de Coluna, José Águas e o técnico Béla Guttmann, em confronto disputado em Berna, na Suíça. O jogo foi disputado, repleto de jogadas de efeito e um verdadeiro desfile de craques, mas quem ficou com a vitória foi o Benfica, que sagrou-se campeão europeu pela primeira vez. Foi um baque enorme para Suárez, que perdeu um título que serviria para coroar de vez sua passagem pelo clube. para ele, a derrota foi a nota negativa em sua passagem pela Catalunha. Curiosamente, aquela foi a única final que ele disputou e perdeu.

Logo após o tropeço continental, o Barcelona se viu obrigado a fazer dinheiro com alguns de seus jogadores para superar uma crise financeira pela qual passava. A Internazionale-ITA, que já contava em seu corpo técnico com Helenio Herrera, fez uma proposta irrecusável ao clube catalão por Suárez de 25 milhões de pesetas, valor recorde para a época. Os blaugranas aceitaram, bem como Luisito, que se mandou para Milão no começo da temporada 1961-1962 com o objetivo de ser um dos primeiros jogadores espanhóis a brilhar em um clube estrangeiro. mais do que isso, Suárez voltaria a ser comandado por Herrera já com o status de melhor da Europa e um dos mais elogiados de seu tempo. Era hora de continuar a fazer história.

 

Amadurecimento e primeira Copa

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Na Inter, Suárez aprendeu com Herrera uma nova maneira de jogar. Antes um meia-atacante que buscava incessantemente os gols, no Calcio o espanhol tratou de se adaptar a uma posição mais recuada, quase como um meia clássico, com a tarefa não só de ajudar seus companheiros de ataque, mas também de contribuir com a marcação. Craque maiúsculo e cerebral, Suárez foi a última peça necessária para que Herrera montasse na Inter o Catenaccio e um time extremamente competitivo que ficou conhecido como “A Grande Inter” (leia mais clicando aqui), um dos maiores esquadrões da história. Jogando ao lado de Facchetti, Mazzola, Corso, Jair e muitas outras estrelas, Luisito virou um verdadeiro maestro com lançamentos em profundidade perfeitos, passes milimétricos e tabelinhas que ajudaram a Inter a vencer já na temporada 1962-1963 o título do Campeonato Italiano, conquista que teve oito gols de Suárez, com direito a um hat-trick na goleada de 6 a 0 sobre o Genoa, em março de 1963.

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Antes de faturar sua primeira taça pela Inter, Suárez disputou a Copa do Mundo do Chile, em 1962. A Espanha era uma das favoritas ao título com várias das estrelas de Real, Barça e Atlético de Madrid, além de Puskás e Di Stéfano, que se naturalizaram espanhóis. Mas, em terras latinas, Suárez e sua seleção não demonstraram nem metade da força esperada. Na estreia, derrota por 1 a 0 para a Tchecoslováquia. Em seguida, vitória magra por 1 a 0 sobre o México. No último jogo da fase de grupos, derrota por 2 a 1 para o Brasil, resultado que eliminou a Espanha da Copa e impossibilitou a enorme vontade de Suárez disputar pelo menos um jogo ao lado de seu ídolo Di Stéfano, que esteve contundido e não disputou nenhum dos três jogos da Fúria na Copa. Felizmente, a redenção com a camisa vermelha estava prestes a acontecer. E em casa.

 

A histórica Euro

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A Espanha campeã da Eurocopa: Suárez é o penúltimo agachado.

 

Em 1964, Luís Suárez e seus compatriotas queriam apagar o papelão deixado na Copa de 1962 com uma boa campanha na Eurocopa, que seria disputada em solo espanhol. Na fase preliminar, a Fúria eliminou Romênia (7 a 3 no agregado), Irlanda do Norte (2 a 1 no agregado) e Irlanda (7 a 1 no agregado) até chegar à fase final. Nela, os anfitriões tiveram pela frente a Hungria de Sárosi, Bene, Lajos Tichy e Florián Albert. No Santiago Bernabéu, Suárez encantou o torcedor espanhol com sua classe e mostrou que a ida ao futebol italiano havia lhe dado mais cadência e brilhantismo na hora de criar jogadas. Com a bola nos pés e olhos em todos os cantos, Luisito deu o passe para que Pereda abrisse o placar para a Espanha. No segundo tempo, Bene empatou, mas Amancio fez o gol da vitória espanhola por 2 a 1 na prorrogação.

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Na decisão, contra a URSS, Suárez foi mais uma vez preciso com sua classe e experiência sobre o jovem time espanhol (o craque era um dos mais velhos do time, com 29 anos de idade). Logo aos seis minutos, o craque roubou uma bola no campo de defesa soviético, deu entre as pernas de um marcador, tabelou pela direita e cruzou na medida para Pereda abrir o placar. A URSS empatou logo depois, mas Marcelino fez o segundo gol e deu a vitória à Espanha por 2 a 1. Foi o primeiro grande título da história da Seleção Espanhola e a única alegria de Suárez com o manto vermelho. Pereda, autor do primeiro gol, destacou na época o peso que Suárez teve no título:

“Nós tivemos Suárez para conduzir uma boa orquestra. Então, com a soma de jogadores como Amancio e Marcelino, um goleador natural, tudo se tornou fantástico”.

A taça pela Espanha fez de Suárez o primeiro jogador a vencer, em uma mesma temporada, os títulos da Eurocopa e da Liga dos Campeões – esta vencida pela Inter, após vitória por 3 a 1 sobre o Real Madrid-ESP, em duelo muito saboreado por Suárez, que fez questão de jogar tudo o que sabia diante de um antigo rival.

 

Coleção de taças

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A partir da temporada 1963-1964, Suárez ajudou sua Inter a se tornar o maior esquadrão do planeta. O time nerazzurri venceu a Liga dos Campeões de 1963-1964, os Mundiais Interclubes de 1964 e 1965, dois Campeonatos Italianos, em 1964-1965 e 1965-1966, e mais uma Liga dos Campeões em 1964-1965, esta ainda mais festejada por Suárez, afinal, o rival derrotado pela equipe italiana na final foi o Benfica, o mesmo que derrotara o Barcelona de Luisito em 1961. Menos goleador, mas um jogador mais completo, Suárez alavancou sua fama pela Europa como um dos mais talentosos e completos jogadores de sua época. Helenio Herrera costumava dizer que “a Inter é grande, mas Suárez é o profeta”, tamanha importância que ele tinha no esquema de jogo do time. Nas premiações da Bola de Ouro, ele beliscou novas taças, mas acabou ficando com a prata, em 1961 e 1964, e o bronze, em 1965. Em 1966, Suárez disputou mais uma Copa do Mundo, na Inglaterra, e, de novo, sua Espanha caiu na primeira fase. O craque não marcou, mas deu um passe para o primeiro gol espanhol na derrota por 2 a 1 para a Argentina, na estreia. Na sequência, o time vermelho venceu a Suíça (2 a 1), mas perdeu para a Alemanha (2 a 1), com Suárez no banco por opção do técnico José Villalonga. Aquele foi o último Mundial do craque, que só voltaria à seleção em 1972, para sua última partida pela Fúria.

 

Vacas magras e aposentadoria

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Após o bicampeonato europeu e mundial pela Inter, Suárez seguiu jogando com sua habitual classe, mas a equipe nerazzurri perdeu a força de antes, ainda mais com a saída de Helenio Herrera, em 1968. Luisito jogou pela Inter até 1970, quando se mudou para a Sampdoria, onde atuou já sem o fôlego de antes. Em 1973, aos 38 anos, Suárez se aposentou em definitivo do futebol e arriscou uma carreira de técnico três anos depois. Nos anos 80, o ex-craque liderou a seleção sub-21 da Espanha que venceu o Campeonato Europeu da categoria, em 1986, resultado que o levou até o time principal. Nele, Suárez manteve a sina de bons resultados e classificou a Espanha para a Copa do Mundo de 1990, na Itália, terra onde ele tanto brilhou e deixou fãs. Por lá, a Fúria passou em primeiro lugar na primeira fase, mas caiu já nas oitavas diante da Iugoslávia. Em 1991, Luisito deixou o comando da seleção após 27 jogos, 15 vitórias, quatro empates e oito derrotas, passou pela Internazionale e Albacete e encerrou de vez sua trajetória no mundo esportivo com a decepção de não ter comandado o seu querido Barcelona ao menos uma vez.

 

Dom Luis

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Com apresentações formidáveis e os mais diversos títulos conquistados, Luís Suárez entrou para sempre na história como um dos mais fabulosos jogadores da história e um dos maiores de todos os tempos do futebol espanhol. Para os mais antigos, ele ainda é o maior de todos mesmo sem a quantidade de títulos da geração espanhola pós-2008. O fato é que Luisito encantou multidões em La Coruña, em Barcelona e em Milão, a ponto de ganhar diversas homenagens, placar comemorativas e o respeito de fãs e rivais por tudo o que jogou e realizou. Como ele mesmo disse certa vez: “eu tive sucesso porque fiz muitos sacrifícios pelo esporte que eu amava”. Que bom seria se todos pensassem assim…

 

Números de destaque:

Disputou 216 jogos e marcou 114 gols pelo Barcelona.

Disputou 328 jogos e marcou 54 gols pela Internazionale.

Disputou 32 jogos e marcou 14 gols pela Seleção da Espanha.

 

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Extras:

Veja grandes gols de Suárez pela Inter.

 

Veja lances da final da Eurocopa de 1964

 

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9 thoughts on “Craque Imortal – Luís Suárez Miramontes

  1. Esses dias estava pensando no Luís Suarez, e pensei como o Imortais do Futebol não tinha um artigo sobre o Luís. Só q lembrei q o conteúdo é tão gigante que por mais q demore para alguém aparecer no final sempre aparece. O site é demais.
    Por não ter chegado ao ápice no barcelona no quesito títulos, vc acha que ele é um Ídolo maior no Barcelona, do q Ronaldinho, Xavi e Iniesta.

  2. Muitos Parabéns Guilherme por mais um excepcional trabalho! Esse jogadorazo daí está no meu time de eleição pois sempre li maravilhas dele… Um abraço!

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