Os 20 Maiores Estádios do Mundo

 

Para eles, a beleza fica em segundo plano. O fator principal é acomodar gente. Muita gente. Milhares e milhares. Alguns são conhecidos mundialmente. Outros, nem tanto. Colossos de concreto e imponentes a qualquer distância, os maiores estádios do mundo são palcos únicos que revelam experiências de tirar o fôlego para quem assiste uma partida de futebol – ou qualquer outro evento – e ainda mais para os atletas. Essa lista já sofreu alterações diversas ao longo das décadas por causa das reformas pelas quais eles sofreram principalmente no quesito capacidade máxima, que, na maioria das vezes, teve de ser revista e reduzida para o cumprimento das normas internacionais de segurança.

Ao longo do tempo, vários estádios tradicionais como Maracanã, Morumbi, Mineirão, Monumental de Núñez, Hampden Park, Estádio da Luz e Centenário figuraram entre os maiores do planeta, mas todos tiveram seus números reduzidos drasticamente ao longo das décadas e não estão por aqui. Mesmo assim, algumas casas míticas continuam firmes no topo.

O Imortais mostra abaixo a lista atual com os 20 maiores estádios de futebol do planeta – existem dois empatados na 20ª posição (vale lembrar que existem outros estádios, principalmente nos EUA, que comportam muita gente também, mas eles são para a prática de Futebol Americano e outros esportes). Todos os listados têm capacidade para 80 mil pessoas ou mais.

 

20º – Estádio Nacional de Pequim

Inauguração: 2008

Capacidade: 80 000

Local: Pequim, China

Proprietário: Governo de Pequim

Quem joga: Seleção Chinesa de Futebol

Descrição: modelado durante cinco anos especialmente para os Jogos Olímpicos de 2008, o imponente “Ninho de Pássaro” se tornou um símbolo da magistral arquitetura chinesa e é um dos mais bonitos do mundo. Com capacidade para 80 mil pessoas (teve picos de 91 mil espectadores durante os Jogos, com arquibancadas removíveis) e totalmente funcional, o estádio abrigou diversas modalidades esportivas nas Olimpíadas daquele ano e viu a Argentina vencer a medalha de ouro no futebol após vencer a Nigéria por 1 a 0. O problema é que, desde o fim dos Jogos, o estádio fica a maior parte do tempo ocioso e deixado ao acaso por falta de eventos (e de futebol) na cidade. Amistosos e jogos comemorativos são realizados de vez em quando – incluindo um Superclássico das Américas entre Brasil e Argentina, em 2014, mas ainda é pouco para um estádio tão bonito que se mantém graças às visitas diárias de turistas e locais.

O Ninho por dentro: estádio deveria ser mais utilizado.

 

20º – Stade des Martyrs

Inauguração: 1994

Capacidade: 80 000

Local: Kinshasa, RD Congo

Proprietário: Governo de Kinshasa

Quem joga: Seleção Congolesa de Futebol e AS Vita Club

Descrição: construído ainda nos tempos em que a República Democrática do Congo se chamava Zaire, o estádio é o maior do país e um dos maiores do continente africano. Localizado na capital Kinshasa e ao lado do aeroporto de Ndolo, o Stade des Martyrs possui grandes dimensões e uma enorme pista de atletismo. Com isso, a visualização de uma partida de futebol não é lá muito boa. Casa da seleção de futebol nacional e do AS Vita Club, 13 vezes campeão nacional e campeão da Liga dos Campeões da África em 1973, o estádio é conhecido como a “Catedral do futebol africano” por conta de sua estrutura externa e formato. Em 2008, o estádio passou por várias reformas para se adequar aos padrões da FIFA e ficou mais moderno e acessível.

 

19º – Guangdong Olympic Stadium

Inauguração: 2001

Capacidade: 80 012

Local: Guangzhou, China

Proprietário: Governo de Guangdong (operador: Guangdong Sports Bureau)

Quem joga: Guangzhou Evergrande Taobao FC (às vezes, pois o time costuma jogar no Tianhe Stadium)

Descrição: ele mais parece uma casa de algum renomado arquiteto, mas é um estádio. Inspirado no apelido da cidade, “Cidade das Flores”, o Guangdong Olympic Stadium possui traços marcantes e é um dos mais exóticos estádios do mundo. Construído em 2001 pensando em ser a sede principal dos Jogos Olímpicos de 2008, o estádio acabou deixado de lado quando o governo chinês optou pela construção do belíssimo “Ninho de Pássaro”, em Pequim. Mesmo assim, o Guangdong possui aura com suas arquibancadas multicoloridas e cobertura ondulada que se parecem com pétalas, além de ter um espaço para tocha olímpica. O estádio possui ótima infraestrutura, é perto da linha 4 do metrô e tem um hotel integrado ao lado. Infelizmente, o Guangdong não recebe muitos jogos do famoso time da cidade, o Guangzhou, que manda suas partidas no Tianhe Stadium. Em 2010, foi uma das sedes dos Jogos Asiáticos e dos Para-Jogos Asiáticos, no mesmo ano. Com capacidade para 80 012, ele comporta mais gente do que o famoso Ninho de Pássaro e é o maior estádio do país.

 

18º – San Siro – Giuseppe Meazza

Inauguração: 1926

Capacidade: 80 018

Local: Milão, Itália

Proprietário: Prefeitura de Milão (operadores: AC Milan e FC Internazionale)

Quem joga: AC Milan, FC Internazionale e Seleção Italiana de Futebol

Descrição: pode um estádio tão antigo ser tão atual? Se ele for o San Siro, pode sim! Inaugurado nos longínquos anos 20, a casa da Inter e do Milan é um exemplo de autenticidade e brilho, além de conseguir conciliar e unir dois clubes rivais por tanto tempo. Construído após iniciativa de Piero Pirelli, então presidente do Milan, o estádio recebia pouco mais de 30 mil pessoas em seus primeiros anos. Na Copa do Mundo de 1934, uma média de 32 mil pessoas foram em cada um dos três jogos que o estádio abrigou naquele Mundial – incluindo a vitória da anfitriã Itália por 1 a 0 sobre a grande Áustria, na semifinal. Nos anos 40, o estádio recebia mais de 50 mil pessoas e foi aumentando de capacidade até chegar ao ápice de 100 mil espectadores, número que foi reduzido ao longo dos anos por exigências da FIFA até chegar nos atuais  80 018. Em 1980, foi sede de três jogos da Eurocopa, e, em 1990, abrigou seis partidas da Copa do Mundo, curiosamente cinco delas envolvendo a campeã Alemanha. Um fato é que a torcida do Milan até hoje chama o estádio por seu nome antigo, San Siro. Já a torcida da Inter chama sua casa de Giuseppe Meazza. Mas por que? É que em 1980 a prefeitura de Milão decidiu renomear o estádio em homenagem ao lendário jogador bicampeão mundial com a Azzurra (leia mais sobre ele clicando aqui). E, como Meazza brilhou com a camisa da Inter, os torcedores do Milan não aprovaram tal ideia e adotam San Siro como nome oficial. No entanto, ambas as pronúncias estão corretas ainda mais pelo fato de existir uma estação de metrô chamada San Siro Stadio na linha 5 do metrô de Milão. Ao longo dos anos, a “Ópera do Calcio” já recebeu, além dos eventos já mencionados, dezenas de shows, apresentações históricas de esquadrões rossoneros e nerazzurris, e quatro finais de Liga dos Campeões da UEFA: 1965 (Internazionale-ITA 1×0 Benfica-POR), 1970 (Feyenoord-HOL 2×1 Celtic-ESC), 2001 (Bayern München-ALE 1×1 Valencia-ESP, vitória alemã por 5 a 4 nos pênaltis) e 2016 (Real Madrid-ESP 1×1 Atlético de Madrid-ESP, vitória do Real por 5 a 3 nos pênaltis).

 

17º – Estádio Monumental “U”

Inauguração: 2000

Capacidade: 80 093

Local: Lima, Peru

Proprietário: Club Universitario de Deportes

Quem joga: Club Universitario de Deportes e, às vezes, a Seleção Peruana de Futebol

Descrição: com suas cadeiras coloridas e tribunas imponentes, o estádio do Universitario, do Peru, pode ser considerado um dos maiores “alçapões” do futebol mundial. Sua estrutura interna coloca o gramado no centro de um mar de gente que causa pavor nos adversários que enfrentam o time da casa. Construído ao longo de nove anos e de acordo com os manuais da FIFA, o “Colosso de Ate” assumiu o lugar do antigo Teodoro Lolo Fernández, erguido em 1952 e que tinha o nome do célebre e homônimo ídolo do clube, que jogou no Universitario entre 1931 e 1953 – o ex-jogador tem uma estátua em frente ao estádio Monumental. Com capacidade para 80 093 pessoas, o estádio fica em Ate, uma das províncias de Lima cercada por cadeias de montanhas, sítios arqueológicos e construções pré-colombianas. O Colosso sempre quis ser um dos maiores do continente. Depois de tanto tempo e ao ver as reformas pelas quais passaram seus concorrentes, o estádio ganhou a alcunha de maior estádio da América do Sul, superando alguns clássicos como Centenário, Maracanã e o xará de Buenos Aires, o Monumental de Núñez. Desde então, o Colosso é um dos principais do país, recebe diversos shows e eventos e só não esteve entre os escolhidos da Copa América de 2004 por causa de desavenças entre dirigentes. Não fosse por isso, seria lá a eletrizante final entre Brasil e Argentina que você já leu aqui.

 

16º – Shah Alam Stadium

Inauguração: 1994

Capacidade: 80 372

Local: Shah Alam, Malásia

Proprietário: Governo de Selangor (operador: Shah Alam City Concil)

Quem joga: PKNS FC e Seleção Malaia de Futebol

Descrição: com um design simplesmente sensacional, o estádio de Shah Alam é uma das obras mais belas do cenário esportivo mundial. Construído na década de 90, o estádio chama a atenção por suas curvas sinuosas que parecem se abrir quando o vemos de frente. Dentro, muita beleza e plenitude de visão para os torcedores, que veem jogos de futebol, provas de atletismo e podem até correr de kart na área externa em um circuito que fica exatamente ao lado do estádio. Sem grandes opções de transporte público, o Shah Amam tem foco nos carros e oferece 5500 vagas de estacionamento. Hoje, quem mais joga por lá é o PKNS, time de Selangor. Com capacidade para 80 372 pessoas, o estádio só lota quando a seleção joga por lá, quando ocorrem decisões de campeonatos nacionais ou em eventos específicos.

 

15º – Luzhniki Stadium

Inauguração: 1956

Capacidade: 81 000

Local: Moscou, Rússia

Proprietário: Governo de Moscou

Quem joga: Seleção Russa de Futebol

Descrição: o maior estádio do leste europeu foi construído nos anos 50, para abrigar as partidas da Seleção Soviética de futebol e demorou apenas 450 dias para ficar pronto. Nomeado Central Lenin Stadium (apenas em 1992 que o estádio ganhou o nome atual), com arquibancadas largas e bem localizado na cidade, o Luzhniki virou o mais importante do país e foi palco de diversos eventos ao longo das décadas, incluindo as Olimpíadas de 1980, quando sua capacidade máxima chegou a 103 mil pessoas. Em 1982, um desastre manchou sua imagem. Em um jogo entre Spartak e Haarlem-HOL, pela Copa da UEFA, o time da casa vencia com tranquilidade o rival e muitos já iam embora pelo único portão aberto naquele momento antes mesmo do fim do jogo. Mas o Spartak fez mais um gol e uma multidão correu de volta para tentar ver o que tinha acontecido, indo contra as que ainda saíam. Com a polícia tentando evitar tal ação e por ter apenas um portão para a saída – e não quatro em dias de casa cheia – o choque resultou na morte de 66 pessoas – a maioria adolescentes – por asfixia. Foi o maior desastre esportivo da Rússia em todos os tempos e aconteceu mesmo com o estádio relativamente vazio – por causa do frio (-10o C), havia pouco mais de 16 mil pessoas, sendo que foram colocados à venda mais de 82 mil ingressos. Nos anos 90, após a mudança de nome, o estádio ganhou uma grande cobertura e teve a capacidade reduzida para pouco mais de 80 mil pessoas. Em 1999, foi sede da final da Copa da UEFA entre Parma e Olympique de Marselha, vencida pelos italianos por 3 a 0. Em 2008, o estádio foi palco da final da Liga dos Campeões entre Manchester United e Chelsea, que teve um fato curioso. Para evitar problemas com o gramado no inverno, a administração do estádio decidiu implantar grama artificial no local a partir de 2002. Mas, por determinações da UEFA, a final teria que ser jogada em grama natural. Com isso, foi gasto cerca de 160 mil libras para incorporar um gramado acima do original. Tal fato não atrapalhou o jogo e o Manchester venceu nos pênaltis por 6 a 5 após empate em 1 a 1 no tempo normal. Em 2013, o estádio passou por uma nova reforma e demolição para dar lugar a uma nova e belíssima arena, inaugurada em 2017 e que será umas das sedes da Copa do Mundo de 2018, incluindo a finalíssima.

O estádio russo promete lotações máximas durante a Copa.

 

14º – Santiago Bernabéu

Inauguração: 1947

Capacidade: 81 044

Local: Madrid, Espanha

Proprietário: Real Madrid Club de Fútbol

Quem joga: Real Madrid Club de Fútbol e Seleção Espanhola de Futebol

Descrição: batizado originalmente como Nuevo Estádio Chamartín, no lugar do antigo Chamartín, a casa do Real Madrid ganhou remodelações após 1947 para se tornar, a partir de 1952, um verdadeiro santuário do futebol. Rebatizado em 1955 como Santiago Bernabéu, em homenagem ao presidente homônimo do clube na época e com capacidade para 125 mil pessoas, o estádio abrigou o lendário time pentacampeão da Liga dos Campeões (leia mais clicando aqui) e ajudou a catapultar o Real ao mais alto escalão do futebol mundial. Localizado em uma região super valorizada da capital espanhola e bem servido de trens, metrô e ônibus, o estádio é um patrimônio do futebol e possibilita um espetáculo marcante para qualquer torcedor, com suas arquibancadas bem próximas ao gramado. Em 1982, com a Copa do Mundo, o estádio passou por uma intensa reforma que diminuiu sua capacidade para 98 mil pessoas. Naquele ano, a casa do Real abrigou quatro jogos da Copa, incluindo a final vencida pela Itália sobre a Alemanha por 3 a 1 e vista por 90 mil espectadores. Ser a sede da final fez com que o Santiago Bernabéu se tornasse o primeiro estádio da Europa a abrigar tanto uma final de Copa quanto uma final de Eurocopa, esta em 1964, vencida pela Espanha após vitória por 2 a 1 sobre a URSS. Desde então, o estádio viu desfilar por seu gramado grandes astros e foi palco de quatro finais de Liga dos Campeões: 1957 (Real Madrid 2×0 Fiorentina-ITA), 1969 (Milan-ITA 4×1 Ajax-HOL), 1980 (Nottingham Forest-ING 1×0 Hamburgo-ALE) e 2010 (Internazionale-ITA 2×0 Bayern München-ALE). Em 2011, sua capacidade foi reduzida para pouco mais de 81 mil lugares. Hoje, o Bernabéu conta com vários atrativos para quem o visita como museu, sala de troféus e espaços multimídia. Há um projeto para uma nova modernização do estádio, mas sem mudança de capacidade e com foco em mais turistas e amantes do futebol.

 

 

13º – Stade de France

Inauguração: 1998

Capacidade: 81 338

Local: Saint-Denis, França

Proprietário: Consórcio Stade de France

Quem joga: Seleção Francesa de Futebol

Descrição: construído para a Copa do Mundo de 1998, o estádio já virou um ícone do futebol e palco de partidas históricas. Naquele Mundial, abrigou nove jogos, incluindo a final vencida pela França por 3 a 0 sobre o Brasil. Em 2003, foi palco de seis jogos da Copa das Confederações e da final, vencida pela França sobre Camarões por 1 a 0. E, em 2016, sete jogos da Eurocopa foram lá, incluindo a histórica final que viu Portugal vencer sua primeira grande taça ao bater os donos da casa por 1 a 0. Maior estádio da França, o Stade de France comporta mais de 80 mil pessoas e abriga, também, vários jogos de rúgbi. Com imponente estrutura – destaque para o belíssimo teto – e muito bem servido pelo transporte público, o estádio é um dos mais bem avaliados pela UEFA (quatro estrelas) e casa da Seleção Francesa e de grandes eventos, principalmente shows, afinal, praticamente todos os grandes artistas e bandas do planeta já se apresentaram por lá – Rolling Stones, U2, The Police, Guns N’ Roses, Rihanna, AC/DC, Justin Timberlake, Madonna, Paul Mc Cartney, Roger Waters, Tina Turner, Coldplay, Red Hot Chili Peppers, isso só para citar alguns. Seu grande problema é ficar ocioso em grande parte do ano pelo fato de poucos times jogarem lá, algo que deveria ser revisto.

 

12º – Westfalenstadion – Signal Iduna Park

Inauguração: 1974

Capacidade: 81 359

Local: Dortmund, Alemanha

Proprietário: Borussia Dortmund

Quem joga: Borussia Dortmund e, às vezes, Seleção Alemã de Futebol

Descrição: após se tornar o primeiro clube alemão a vencer um título europeu (leia mais clicando aqui) lá nos anos 60, o Borussia Dortmund percebeu que sua antiga casa, o Stadion Rote Erde, ficaria pequeno demais para abrigar sua fanática torcida. Com isso, e sobretudo pela cidade de Dortmund ter de substituir Colônia como uma das sedes da Copa do Mundo de 1974, o clube construiu o Westfalestadion, que recebeu quatro jogos naquela Copa, incluindo a vitória por 2 a 0 da Holanda de Cruyff sobre o Brasil. Desde então, o estádio, ao contrário da maioria, só aumentou. Em 1974, comportava 54 mil. Em 1999, passou a receber 68 mil. E, nos anos 2000, virou um verdadeiro caldeirão para mais de 80 mil fanáticos. Em 2006, foi mais uma vez palco de jogos da Copa do Mundo – foram seis, incluindo a histórica partida entre Alemanha e Itália, na semifinal, que você pode ler mais clicando aqui. Com uma acústica impressionante, o estádio oferece uma experiência única para quem assiste aos jogos e amedronta os adversários que encaram o Borussia, que costuma ter a melhor média de público da Europa quando mais de 80 mil torcedores formam a famosa “muralha amarela” nas extremidades do estádio. Como grande parte dos estádios do continente, o Westfalenstadion é bem munido de transporte público – trens, metrô e ônibus e fica a apenas 13km do aeroporto da cidade.

 

11º – Stadium Australia

Inauguração: 1996

Capacidade: 83 500

Local: Sydney, Austrália

Proprietário: NSW Government (operador: Venues Live Management Services)

Quem joga: Seleção Australiana de Futebol, Western Sydney Wanderers e Sydney FC

Descrição: projetado em 1993 para ser o estádio principal dos Jogos Olímpicos de 2000, o Stadium Australia é um dos mais belos – principalmente por fora – e modernos do mundo e foi inaugurado em 1996. Anteriormente, tinha capacidade para mais de 100 mil pessoas e foi o palco da final olímpica entre Camarões e Espanha, na qual mais de 104 mil pessoas viram os africanos vencerem o Ouro Olímpico com a vitória nos pênaltis por 5 a 3 após 2 a 2 no tempo normal, recorde jamais igualado na história dos Jogos e que superou a final olímpica do Rose Bowl, em 1984, que teve pouco mais de 101 mil pessoas. Após as Olimpíadas, o estádio passou por uma remodelação com a retirada da pista olímpica e sua capacidade foi reduzida para pouco mais de 83 mil lugares. Desde então, o Stadium Australia recebe jogos da seleção australiana de futebol e de times da cidade, além de partidas de Futebol Australiano, críquete e rúgbi. Um momento inesquecível para o torcedor aconteceu em novembro de 2005, quando a Austrália venceu o Uruguai, nos pênaltis, e garantiu seu lugar na Copa do Mundo pela primeira vez desde 1974. Mais de 82 mil torcedores vibraram muito com a vitória por 1 a 0 no tempo normal e o triunfo por 4 a 2 nas penalidades.

Nas Olimpíadas, o estádio ganhou arquibancadas extras e aumentou de tamanho.

 

OBS: anteriormente, nesta posição, o Imortais publicaria o Salt Lake Stadium, da Índia, que tinha capacidade para 85 mil pessoas – e já comportou, anos atrás, até 120 mil. Mas, por causa das obras para o Mundial Sub-17 da FIFA, a capacidade do estádio foi reduzida para pouco mais de 66 mil pessoas.

 

 

10º – Borg El Arab Stadium

Inauguração: 2006

Capacidade: 86 000

Local: Borg El Arab, Egito

Proprietário: Associação Egípcia de Futebol

Quem joga: Seleção Egípcia de Futebol, Al-Ahly, Smouha SC e Al-Ittihad Alexandria Club

Descrição: o projeto do segundo maior estádio da África era ser um dos palcos egípcios para a Copa do Mundo de 2010. O país tocou a obra em um lugar estrategicamente localizado na rodovia que liga Cairo até Alexandria, a apenas 10km do aeroporto de Borg El Arab e a 15km do centro de Alexandria. No entanto, o Egito perdeu a candidatura para a África do Sul e o grande estádio acabou superestimado. Hoje, o Borg El Arab é utilizado pela seleção de futebol do país e por alguns clubes da região, além de abrigar jogos decisivos de competições nacionais e partidas pontuais do Campeonato Egípcio. Integrado com um centro de treinamento e um hotel, o Borg El Arab possui ótima estrutura física e pista de atletismo. Infelizmente, o estádio não tem transporte público nos arredores e força o uso de carros ou ônibus fretados para a locomoção dos torcedores.

O povo egípcio costuma lotar os jogos importantes no estádio.

 

9º – Azteca

Inauguração: 1966

Capacidade: 87 000

Local: Cidade do México, México

Proprietário: Grupo Televisa (operador: Club América)

Quem joga: Seleção Mexicana de Futebol e Club América

Descrição: palco de duas finais de Copa do Mundo (1970 e 1986), espectador privilegiado das duas maiores lendas do futebol – Pelé e Maradona, palco do “Jogo do Século” entre Itália e Alemanha na Copa de 1970 (leia mais clicando aqui), presente nas Olimpíadas de 1968 e escolhido para vários jogos da Copa Ouro, dos Jogos Pan-Americanos de 1975 e da Copa das Confederações de 1999. O estádio Azteca – ou o “Colosso de Santa Úrsula”, como é conhecido, possui um peso impressionante na história do futebol. No passado, o estádio comportava mais de 107 mil pessoas e chegou a receber 119 mil pessoas num jogo entre México e Brasil, em julho de 1968. Seus grandes e altos anéis repletos de torcedores viraram ícones ao longo das décadas e o local sempre virou sinônimo de casa cheia. Atualmente apto para receber cerca de 87 mil pessoas, o Azteca segue como o maior do México e casa oficial da seleção nacional e do Club América, que já protagonizou diversos e grandes jogos por competições nacionais, internacionais e pela Copa Libertadores.

 

8º – Bukit Jalil National Stadium

Inauguração: 1996

Capacidade: 87 411

Local: Kuala Lumpur, Malásia

Proprietário: Governo da Malásia

Quem joga: Seleção Malaia de Futebol

Descrição: com toques malaios e islãs na decoração e imensos cabos de aço no interior, um dos maiores estádios asiáticos já teve capacidade para mais de 100 mil pessoas, mas as obras de modernização pelas quais passou ao longo dos anos reduziram esse número para pouco mais de 87 mil pessoas. Localizado em Bukit Jalil, na capital Kuala Lumpur, o estádio é próximo a outros complexos esportivos como o Bukit Jalil Golf e Country Resort, ao Selandor Turf Club e a belos parques. A seleção malaia manda constantemente seus jogos no local e as finais das copas nacionais de futebol também são no estádio, que também já foi palco dos Jogos do Commonweath, em 1998, jogos universitários, e, recentemente, os Jogos do Sudeste Asiático.

Foto: NSTP/AIZUDDIN SAAD

 

7º – Gelora Bung Karno

Inauguração: 1962

Capacidade: 88 083 (algumas fontes limitam a 80 000)

Local: Jacarta, Indonésia

Proprietário: Governo da Indonésia

Quem joga: Seleção Indonésia de Futebol e Persija Jakarta

Descrição: o nome Gelora é a abreviação de Gelanggang Olahraga, que significa “arena esportiva”. O termo também pode descrever algo “vigoroso”, na língua da Indonésia. O Gelora é o principal estádio do país e faz parte de um complexo esportivo que reúne uma quadra de tênis e um centro aquático de natação. Com capacidade para mais de 80 mil pessoas, o estádio já comportou mais de 120 mil pessoas entre 1962 e 2007, quando foi reformulado e modernizado. O estádio foi o principal palco da Copa da Ásia de 2007 e é a casa da seleção de futebol nacional e do Persija Jakarta, time da cidade. Atualmente, o Gelora está fechado para reformas de melhorias para os Jogos Asiáticos de 2018.

Por fora e por dentro, o estádio é (muito) parecido com o Maracanã.

 

6º – Wembley Stadium

Inauguração: 2007

Capacidade: 90 652

Local: Londres, Inglaterra

Proprietário: The Football Association

Quem joga: Seleção Inglesa e Tottenham Hotspur

Descrição: a construção do novo Wembley, entre 2003 e 2007, causou muita polêmica pelo fato de impor fim ao antigo Wembley, aberto em 1923 e um dos mais lendários estádios do mundo, palco de shows memoráveis e jogos impressionantes – incluindo a incrível final “do cavalo branco”, como ficou conhecida a decisão da Copa da Inglaterra daquele mesmo ano entre Bolton e West Ham, quando cerca de 300 mil pessoas (!) lotaram o estádio e o gramado criando um mar de gente impressionante. Após muita comoção, o estádio conseguiu apaziguar os ânimos dos mais céticos com beleza, tecnologia e muito conforto. Caracterizado por um imponente arco de 133 metros, o estádio é padrão cinco estrelas da UEFA e já abrigou muitos eventos e finais das Ligas dos Campeões de 2011 e 2013, jogos das Olimpíadas de 2012 e será palco da semifinal e final da Eurocopa de 2020. Como uma arena multiuso, o novo Wembley recebe jogos de rúgbi, partidas da NFL International Series, shows e até lutas de boxe. Como não poderia deixar de ser, o estádio é muito bem estruturado por transporte público – metrô, trens e ônibus – possui várias opções de restaurantes e bares, lojas, banheiros, plataformas acessíveis e toda a tecnologia que o exigente público inglês exige. Mesmo assim, o novo Wembley ainda precisa de muito tempo para tentar chegar perto da história construída por seu antecessor.

 

5º – Rose Bowl

Foto: Mike Powell/ALLSPORT

 

Inauguração: 1922

Capacidade: 92 542

Local: Pasadena, EUA

Proprietário: Governo de Pasadena

Quem joga: Seleção Americana de Futebol

Descrição: com inspiração no Yale Bowl, estádio centenário na cidade de New Haven, Connecticut, o Rose Bowl é um marco do esporte norte-americano e palco de grandes acontecimentos esportivos ao longo das décadas. Inaugurado nos anos 1920 e construído em apenas dois anos, o estádio é predominantemente utilizado para jogos de Futebol Americano, mas é um privilegiado quando o assunto é futebol. Motivo? Ele foi um dos dois estádios na história a sediar finais da Copa do Mundo masculina e feminina – o outro foi o Rasunda, estádio sueco, demolido em 2012. Em 1994, foi palco da decisão entre Brasil e Itália, quando mais de 94 mil pessoas viram o time sul-americano ser tetra após uma angustiante decisão por pênaltis e 0 a 0 no placar. Em 1999, abrigou a final da Copa feminina vencida pelos EUA sobre a China, curiosamente decidida também nos pênaltis após outro 0 a 0 no placar. Além desses dois eventos, o Rose Bowl foi utilizado para diversos jogos da NCAA e empresta seu nome ao “Rose Bowl Game”, tradicional jogo de Futebol Americano universitário disputado sempre no Ano Novo. Além disso, foi palco de cinco Super Bowls, das provas de Bicicleta nas Olimpíadas de 1932, recebeu a final do futebol nas Olimpíadas de 1984 – vencida pela França por 2 a 0 sobre o Brasil e vista por mais de 101 mil pessoas, jogos da Copa Ouro, das Eliminatórias, da Copa América Centenário entre outros. O famoso Los Angeles Galaxy utilizou o estádio como sua casa entre 1996 e 2002 até migrar para sua própria arena, a Home Depot Center, em 2003. Ao contrário da maioria dos estádios dessa lista, o Rose Bowl não conta com sistema público de transporte e a ida até o estádio é predominantemente feita de carro (bem típico dos americanos), o que causa congestionamentos de até três horas em dias de jogos.

 

4º – Soccer City

Inauguração: 1989

Capacidade: 94 736

Local: Johannesburgo, África do Sul

Proprietário: Governo de Johannesburgo (operador: Stadium Management South Africa)

Quem joga: Kaizer Chiefs e Seleção da África do Sul

Descrição: o maior templo de “vuvuzelas” do mundo é também o maior estádio de futebol do continente africano e um dos mais belos. Histórico, o estádio foi construído no final dos anos 80 e foi palco do primeiro discurso de Nelson Mandela em Johannesburgo após sua saída da prisão, em 1990, para mais de 100 mil pessoas. Após abrigar 10 jogos da Copa Africana de Nações, em 1996, o estádio passou por significativas reformas para ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2010, quando foi palco de oito jogos, incluindo a final entre Espanha e Holanda. A reforma fez com que o estádio ganhasse o formato de um pote africano conhecido como cabaça e sua acústica fez com que as famosas cornetas da torcida, as vuvuzelas, ficassem ainda mais altas no decorrer dos jogos. Além de jogos da seleção, o estádio é utilizado pelo Kaizer Chiefs, clube tetracampeão sul-africano e campeão da Recopa da África de 2000-2001. Como a maioria dos grandes estádios atuais, o Soccer City já foi sede de grandes shows como U2, Bon Jovi, Coldplay, Linkin Park, Metallica, Bruce Springsteen entre outros. Acontecem por lá, também, partidas de rúgbi da seleção local.

 

3º – Camp Nou

Inauguração: 1957

Capacidade: 99 354

Local: Barcelona, Espanha

Proprietário: Futbol Club Barcelona

Quem joga: Futbol Club Barcelona e Seleção da Catalunha

Descrição: construído em apenas três anos, entre 1954 e 1957, o Camp Nou é o maior estádio de futebol da Europa e o segundo maior do mundo se considerarmos apenas estádios que não recebem outros esportes. Com arquitetura marcante e imponente por dentro e por fora, o alçapão do Barça já teve capacidade para até 120 mil pessoas, mas obras de adequação para ser considerado “cinco estrelas” e da elite pela UEFA deixaram o gigante com “apenas” 99 354 assentos. O local já foi palco de cinco jogos da Copa do Mundo de 1982 – incluindo a semifinal entre Itália e Polônia, das Olimpíadas de 1992, de finais históricas da Liga dos Campeões (como não lembrar da final de 1999 entre Manchester e Bayern? Leia mais clicando aqui!), de duelos homéricos entre Barça e Real e, quando lotado, é simplesmente de tirar o fôlego. Com ampla estrutura em seus entornos (estações de trem, metrô, ônibus e a apenas 13km do aeroporto El Prat International), o Camp Nou é exemplo em acessibilidade e tem, também, o museu do Barça e estrutura para receber shows e eventos distintos.

 

 

2º – Melbourne Cricket Ground

Inauguração: 1853

Capacidade: 100 024

Local: Melbourne, Austrália

Proprietário: Governo de Victoria (operador: Melbourne Cricket Club)

Quem joga: Seleção da Austrália, Melbourne Football Club, Richmond Football Club, Collingwood Football Club, Hawthorn Football Club e Carlton Football Club

Descrição: construído apenas 20 anos após a própria fundação de Melbourne, o MCG, como é conhecido, é um patrimônio australiano e palco principal dos esportes do país. Foi o estádio base das Olimpíadas de 1956 e dos Jogos dos países do Commonweath, em 2006. O MCG é utilizado não só pela Seleção Australiana e por clubes de futebol da região, mas também para outros esportes como rúgbi, críquete, futebol australiano (o Australian rules, semelhante ao Futebol Americano) e até de corrida de bicicletas, a Austral Wheel Race. Nos anos 40, o MCG se transformou em uma base militar durante a II Guerra Mundial para abrigar aviões e diversos equipamentos do exército americano, australiano e da marinha americana.

 

1º – Rungrado First of May Stadium

Inauguração: 1989

Capacidade: 114 000 (capacidade não-oficial: 150 000)

Local: Pyongyang, Coreia do Norte

Proprietário: Governo Norte-Coreano

Quem joga: Seleção da Coreia do Norte

Descrição: o campeão da lista é um orgulho do ditador norte-coreano e dos militares. O imponente Rungrado First of May ostenta há muito tempo o título de maior do mundo. É utilizado pela seleção nacional da Coreia do Norte em amistosos e jogos oficiais, em especial nas Eliminatórias para a Copa do Mundo. Sua maior utilidade, porém, é para eventos comemorativos e uso militar. Muito bonito por dentro e por fora, fica estrategicamente localizado próximo ao rio Taedong, ao parque Mansudae Hill e a várias estações de metrô. Seu gramado é feito de grama artificial.

 

Bônus

Folheando uma revista Placar de Outubro de 1995, encontrei um encarte com os 50 maiores estádios da época. Veja como a lista mudou desde então. O Maracanã era o líder com capacidade para 135 mil pessoas!

 

A tal lista omitiu vários na época, mas é legal ver as mudanças ocorridas com o tempo.

 

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2 thoughts on “Os 20 Maiores Estádios do Mundo

  1. Já que falou do Santiago Bernabéu, tem um espacinho pra ele nesse blog? Impossível não reconhecer a imortalidade de um cara que de tão importante como jogador, treinador e presidente acabou virando nome de estádio!

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