Jogos Eternos – Atlético-MG 5×5 Botafogo 1998

Data: 10 de outubro de 1998

O que estava em jogo: a vitória, claro, em mais uma rodada do Campeonato Brasileiro de 1998.

Local: Estádio do Mineirão, Belo Horizonte (MG), Brasil.

Juiz: Luiz Augusto Teotônio de Almeida (DF)

Público: 12.712 pessoas

Os Times:

Clube Atlético Mineiro: Émerson; Paulo Baier (Roberto), Galván, Sandro Barbosa e Vitor; Edgar, Bruno, Hernani e Lincoln (Marco Antônio Boiadeiro); Marques e Valdir. Técnico: Carlos Alberto Torres.

 

Botafogo de Futebol e Regatas: Wágner; Wilson Goiano (França), Grotto (Tico Mineiro), Gonçalves e Lúcio; Pingo, Eduardo (Edimar), Chiquinho e Sérgio Manoel; Bebeto e Túlio. Técnico: Valdir Espinosa.

 

Placar: Atlético-MG 5×5 Botafogo. Gols: (Túlio-BOT, aos 30’, e Chiquinho-BOT, aos 39’ do 1ºT. Valdir-CAM, aos 2’, Marques-CAM, aos 9’, Valdir-CAM, aos 14’, 19’ e 35’ – pênalti;Túlio-BOT, aos 38’, Bebeto-BOT, aos 40’, e Tico Mineiro-BOT, aos 46’, do 2º T).

 

“Eles aprontaram de novo: a tempestade alvinegra de gols”

 

Grandes viradas, jogos decisivos e artilheiros notáveis. O confronto entre Atlético-MG e Botafogo é consagrado como um dos mais eletrizantes do país quando o assunto é gol. Os times sempre adoram marcar muito quando se enfrentam, talvez para provar qual é o alvinegro mais prolífico, ou para ver quem tem o artilheiro em melhor fase. Foi assim desde o começo, lá nos anos 20, quando o Botafogo venceu o Galo por 4 a 2 em Minas Gerais. Depois, veio a virada de 5 a 4 do mesmo Botafogo, em 1958, quando este perdia por 4 a 0 e virou com show de Garrincha, Paulinho e Quarentinha. Em 1971, teve o 1 a 0 do Galo que sacramentou o título do Campeonato Brasileiro do clube mineiro, gol de Dadá Maravilha. E a história dos dois seguiu recheada de bons encontros, principalmente nos anos 90. Em 1993, o Fogão eliminou o Galo na semifinal da Copa Conmebol. No ano seguinte, foi o Galo quem eliminou os cariocas, dessa vez nas quartas de final do Campeonato Brasileiro. Em 1995, o Botafogo fez 5 a 0 nos mineiros durante a campanha do título nacional. No ano seguinte, o Galo fez 4 a 3 no rival, também pelo Brasileirão. A cada ano, mais gols, mais histórias. Até que chegou 1998, mais precisamente o dia 10 de outubro. O Mineirão recebia o clássico dos gols e das viradas. Mas, incrivelmente, apenas 12.712 pessoas estavam presentes. Era uma judiação um estádio daquele tamanho, que podia comportar mais de 80 mil, receber tão pouca gente. Mas aquela turma seria privilegiada. Naquela tarde, os alvinegros protagonizaram o clássico com o maior número de gols da história do confronto. E um jogo que foi a maior síntese possível do duelo. Se todos os Atlético-MG x Botafogo pudessem ser resumidos num só jogo, seria aquele. Teve virada. Ou melhor, duas. Teve goleada. Teve golaço. Teve artilheiro comprovando sua melhor fase. Teve de tudo. O Botafogo abriu 2 a 0. O Galo virou para 5 a 2. Valdir Bigode fez quatro gols. Se gabou todo frente aos badalados Túlio Maravilha e Bebeto. Mas o Fogão fez um. Dois. Três. E empatou em 5 a 5. Dez gols num só jogo. Algo raro de se ver. Raríssimo no futebol atual. Mas super comum no clássico dos alvinegros. Foi um jogo para alegrar uma gente tão triste com o futebol após o Brasil perder a Copa do Mundo daquele ano. Durante 90 minutos, sorrisos, suspiros e gritos foram vistos e ouvidos no Mineirão. E muita gente lamentou ter durado tão pouco. É hora de relembrar um dos maiores jogos da história do futebol brasileiro.

 

Pré-jogo

Faltando apenas oito rodadas para o final da primeira fase e sem os oito classificados para o mata-mata definidos, Botafogo e Atlético-MG ainda sonhavam com uma vaga entre os melhores do Campeonato Brasileiro daquele ano. O time mineiro estava na 14ª colocação com 21 pontos e cinco atrás do oitavo colocado na zona de classificação – o Vasco. Já o Botafogo estava na 19ª posição com 18 pontos e a torcida andava cismada com a queda de rendimento do time ao longo da temporada, que não encontrou mais o bom futebol do título do Torneio Rio-SP daquele ano, quando bateu o São Paulo na decisão. Uma vitória seria crucial para manter as esperanças vivas em ambos os lados e o Botafogo era o favorito mesmo jogando fora de casa. Motivo? Ter retrospecto favorável ao longo da história – até aquele dia eram 26 vitórias do alvinegro carioca contra 20 do Atlético, além de 13 empates – e por quase sempre levar a melhor contra os alvinegros mineiros em duelos decisivos.

Marques e Valdir, dupla de ataque do Galo.

 

Os times tinham bons nomes no papel e os ataques eram o ponto forte. Do lado do Galo, Marques, ídolo da torcida, e Valdir eram afinados e os responsáveis por boa parte dos 24 gols em 16 jogos do time. O problema era a zaga, que já tinha levado 25 gols em 16 jogos. Já o Botafogo contava com Túlio, sempre artilheiro, e Bebeto, estrela do tetracampeonato mundial do Brasil e sempre um perigo para os adversários. Embora a dupla não estivesse tão afinada assim e deixassem transparecer até para a mídia que não se entendiam bem, o Atlético não poderia brincar com eles. Outros jogadores também poderiam desequilibrar como Paulo Baier (lembra dele?), Lincoln e Hernani do lado atleticano e Chiquinho e Sérgio Manoel do lado botafoguense.

Embora tivessem um retrospecto de muitos gols e viradas épicas, os times não empolgaram muito a venda de ingressos para aquela tarde no Mineirão. Pouco mais de 12 mil pessoas apenas maquiavam as arquibancadas do gigante de concreto mineiro. Era pouca gente para um clássico tão histórico. Mas o futebol iria recompensar de maneira inesquecível todos aqueles que estavam ali.

 

Primeiro tempo – Mantendo a freguesia

O jogo começou bem aquém do histórico dos times: morno, com toques de lado e sem velocidade. Nos quinze minutos iniciais, apenas duas chances de perigo, uma com Valdir e outra com Paulo Baier. O Atlético cercava muito, chegava até a área botafoguense, mas não chutava e insistia muito nas jogadas pelo lado esquerdo, com Vítor. Bem postado e reduzindo os espaços, o Botafogo não era agredido e esperava apenas o momento certo para atacar. Sem faltas duras, o jogo era limpo. Até que, aos 30’, o Botafogo ganhou um escanteio a seu favor. Cobrança curta, bola alçada na área. Nela, Túlio Maravilha recebeu e fez 1 a 0. Um gol clássico, de legítimo centroavante bem posicionado e livre de marcação. Péssimo presságio para o Galo. Era a primeira grande chance do time carioca e, de cara, ele já fazia um gol.

Os times em campo: ataques inspirados e defesas em pânico.

 

Inflamado, o Botafogo percebeu que dava para fazer mais. Aos 39’, Túlio roubou a bola e tocou para Sérgio Manoel. O meia deixou na direita com Pingo, que cruzou. A zaga furou e a bola sobrou para Bebeto, que só rolou para Chiquinho chutar rasteiro sem chances para o goleiro: 2 a 0. Um gol pensado, organizado, típico dos tempos românticos do Botafogo dos anos 60. Perto do final do primeiro tempo, o Galo ainda tentou cavar um pênalti, mas o juiz não caiu na artimanha alvinegra. Dono do jogo, o Botafogo parecia jogar em casa e provava que o rival era mesmo um freguês. A torcida no Mineirão não gostava do que via e vaiava o time. Ao apito do árbitro, o Atlético foi para o vestiário pensar o que fazer para reverter aquela situação. Seria preciso um golzinho pelo menos nos primeiros dez minutos iniciais para tentar ao menos um empate. O problema é que desde 1990 não acontecia um empate no clássico alvinegro. Ou seja, seria preciso virar o jogo.

 

Segundo tempo – Não perca a conta!

O Atlético voltou para a segunda etapa disposto a reverter aquele placar e dar alegria ao seu torcedor. Se havia pouco mais de 12 mil pessoas, os jogadores fizeram de conta que havia 80 mil. E, logo no primeiro minuto, o goleiro Wágner teve que fazer uma boa defesa e mandar a bola para escanteio. Após a cobrança, o alvinegro carioca tentou engatilhar um contra-ataque, mas o Atlético roubou a bola, foi tocando, tocando até a bola chegar aos pés de Valdir, que driblou o goleiro e só tocou para o gol vazio: 2 a 1. Em apenas dois minutos, um gol. A torcida se inflamou e começou a cantar o hino do Galo. O Atlético era só pressão. O Botafogo, recuo total. Aos 9’, Wágner cobrou um tiro de meta, a zaga do Atlético rebateu lá pra frente e Valdir escorou para Marques, na esquerda. Livre, o atacante saiu em disparada, gingou pra cima do goleiro alvinegro e fuzilou: 2 a 2. O ídolo correu pra galera da “geral” do Mineirão e fez a festa. Em poucos minutos o time já tinha feito mais do que todo o primeiro tempo! Todo no ataque, o Galo chegou à virada cinco minutos depois. Paulo Baier avançou pela direita e tocou para Valdir. O camisa 7 tocou para Hernani, a zaga rebateu, mas no rebote o mesmo Valdir chutou rasteiro, a bola pingou e enganou Wágner: 3 a 2. Era um vendaval. Era outro Atlético. O Botafogo tentou responder num chutão de Sérgio Manoel, mas a bola passou por cima. O jogo seguia ótimo. Em determinado momento, Edgar, para afastar a bola da área atleticana, petecou e deu uma meia bicicleta com muita categoria, para delírio da torcida. Aos 19’, no embalo da cantoria da galera, o time mineiro avançou ainda mais. Paulo Baier, pela direita, deixou com Boiadeiro. Este deixou com Valdir, que cruzou para Hernani. A zaga ganhou, mas Goiano furou e deixou na esquerda para Marques. O atacante passou por Wágner, a bola subiu e Valdir, no meio da área, deu um leve toque de calcanhar para ampliar: 4 a 2. Virou show!

A torcida já gritava “ah, eu tô maluco!” com a apoteose do Galo no segundo tempo. Mas tinha mais. Aos 35’, Hernani cruzou, a bola pegou na mão do zagueiro Gonçalves e o juiz deu pênalti! O artilheiro do jogo, Valdir, foi no embalo dos gritos “o le le, o la la, o Valdir vem aí e o bicho vai pegar” e mandou a bola no cantinho, sem chance alguma para o goleiro Wágner. Era o quarto do atacante e o quinto do Galo! Com o futebol que jogava o time mineiro e faltando apenas dez minutos para o fim, não tinha mais tempo para reação alguma. O Atlético poderia era aumentar ainda mais a conta e construir, talvez, a maior goleada do confronto. A torcida era só alegria e o alvinegro da casa pensava ter liquidado o jogo. Mas, do outro lado, havia o Botafogo. E sua linha de frente. Se não era uma das tantas que brilhou nas décadas anteriores, ela ostentava a estrela solitária no peito. Tinha um artilheiro com a mística camisa 7. Tinha um campeão do mundo com a 10. E alguns minutos restantes.

Aos 38’, Bebeto tocou para Túlio. Com um senso de colocação formidável e com precisão cirúrgica, o atacante esperou o momento exato para bater bonito na bola e fazer 5 a 3. Frio, ele foi buscar a bola dentro do gol, sem comemorar nem provocar como de costume. Marques tentou responder logo na sequência, mas o Botafogo tomou a bola para si de novo e foi avançando tocando de pé em pé, com pressa, mas ao mesmo tempo calma para não errar o passe. Foi então que, aos 40’, Bebeto tocou para Sérgio Manoel na entrada da área e, quando o camisa 11 entrou, foi derrubado. Pênalti! Bebeto foi para a cobrança. O camisa 10 chutou mal, no meio do gol, e Émerson defendeu. A torcida vibrou muito, mas o grito durou apenas alguns segundos. Teve rebote… A bola subiu e o mesmo Bebeto esperou o tempo exato para cabecear e fazer o quarto gol do Botafogo: 5 a 4. Faltavam apenas cinco minutos e mais três de acréscimos. Jogo de nervos no Mineirão. Público roendo as unhas e engolindo a seco cada toque do Botafogo. Um minuto depois, Marques recebeu na esquerda, viu a saída de Wágner e tocou por cima, mas a bola não entrou. Valdir, já aos 45’, entrou na área e tinha mais um gol para sua conta certo, mas Gonçalves conseguiu tirar de carrinho bem na hora que o atacante chutou. A bola voltou para o Botafogo.

Aos 46’, França recebeu na direita e deixou um marcador para trás num belo drible. Ele saiu em disparada até a linha de fundo. Outro atleticano veio ao seu encontro. Num toque sutil, o botafoguense deixou mais um no chão. Que lance! O lateral cruzou para a pequena área. Era o último lance. Alguém precisava dar um desfecho para uma jogada tão bonita, tão clássica, tão anos 60. Foi então que o reserva Tico Mineiro (quanta ironia nesse nome!) subiu e testou para fazer o improvável: o gol de empate! Placar: incríveis 5 a 5. No banco do Galo, Carlos Alberto Torres estava desolado. No banco do Botafogo, pulos, festa e muita comemoração. Que reação! Que jogo! Uma pena que não valia vaga nem era decisão de campeonato. Ao apito do árbitro, terminava o clássico alvinegro com o maior número de gols da história. E o primeiro empate entre ambos depois de oito anos. Para o Botafogo, o 5 a 5 teve um sabor mais doce, heróico. Para o Atlético, o empate foi amargo, uma nova ducha de água fria depois de dois meses, afinal, em agosto daquele ano, o time vencia o Santos por 4 a 1 em plena Vila Belmiro até os 30 minutos do segundo tempo e levou os mesmos três gols que levaram ao empate em 4 a 4. Era um enorme contraste entre um grande poder ofensivo para tanta displicência defensiva. No fim das contas, o placar estacionou as duas equipes na tabela e prejudicou o sonho da classificação de ambos, com saldo ainda pior para o Galo. O Botafogo terminou na 14ª posição, já o Atlético, na 9ª, ficou empatado em pontos com o classificado Grêmio, em 8º. Se tivesse vencido o rival carioca, teria garantido a vaga com dois pontos à frente dos gaúchos (!).

O fato é que o jogaço entre os alvinegros entrou para a história como um dos mais eletrizantes do Campeonato Brasileiro em todos os tempos e ganhou os noticiários de todo país. Durante 90 minutos, o pequeno público do Mineirão teve o privilégio de ver um jogo entre duas equipes que só buscavam o gol, sem se importar com as consequências que a exposição ao ataque poderia gerar. Os gols saíram naturalmente, ora por habilidade, ora por toques envolventes, ora por oportunismo, ora por pura magia. Foi uma homenagem a toda história do duelo e aos craques que construíram décadas de grandes jogos com muitos e muitos gols. E, acima de tudo, uma homenagem aos que acreditaram e foram ver de perto o clássico naquela tarde de outubro. Uma tarde que certamente permanece guardada na memória e na retina daqueles privilegiados até hoje. Dez gols num jogo é demais. Como foi demais aquele Atlético e Botafogo. Um jogo eterno.

 

Pós-jogo – o que aconteceu depois?

 

Atlético-MG: os exatos dois pontos perdidos contra o Botafogo fizeram muita, mas muita falta ao Galo. Com os mesmos pontos do Grêmio ao término da primeira fase (36), o time mineiro ficou de fora do mata-mata por ter uma vitória a menos do que os gaúchos. Mas o time alvinegro tratou de se vingar dos cariocas no ano seguinte, também pelo Brasileiro. Com show de Guilherme, Marques e Belletti, o Galo goleou o rival por 5 a 1 em pleno Caio Martins e seguiu firme rumo à final daquele ano (perdida para o forte Corinthians de Marcelinho e Dida). A partir dali, o Atlético ficou de 1998 até 2004 sem perder para o Botafogo em sua maior invencibilidade na história do duelo – foram duas vitórias e cinco empates em sete jogos. Desde então, as equipes se enfrentam regularmente e o Mineirão constantemente é palco para os embates entre os alvinegros. O último eletrizante foi em junho de 2016, quando o Galo fez 5 a 3 nos cariocas, com um gol de Cazares aos 12 segundos de jogo! Realmente, não faltam gols nesse clássico de alvinegros – em mais de cem jogos, são apenas sete empates em 0 a 0.

Marques e Guilherme destroçaram o Botafogo em 1999.

 

Botafogo: após 1998, o Botafogo tentou voltar a brilhar, até contratou o atacante Valdir, mas entrou em um período difícil até ser rebaixado para a Série B, em 2002. No entanto, a equipe deu a volta por cima e tratou de recuperar a hegemonia no clássico. Entre 2002 e 2008, o alvinegro de General Severiano ostentou 14 jogos de invencibilidade contra o rival – nove vitórias e seis empates, com destaque para o 5 a 2 do Fogão pra cima do Galo pela Copa Sul-Americana de 2008 em pleno Mineirão. Além disso, o time carioca eliminou o Atlético em seis mata-matas desde aquela tarde de outubro de 1998: nas oitavas de final da Copa do Brasil de 2013, nas quartas de final das Copas do Brasil de 2007, 2008 e 2017, e nas primeiras fases das Copas Sul-Americanas de 2008 e de 2011. Realmente, se existe um carrasco do Atlético no futebol, ele atende pelo nome de Botafogo de Futebol e Regatas.

Em 2017, o Botafogo fez a festa sobre o rival.

 

Extra:

Veja os gols daquele jogo histórico.

 

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3 thoughts on “Jogos Eternos – Atlético-MG 5×5 Botafogo 1998

  1. Como torcedor do Botafogo às vezes transpiro de emoção ao ler textos assim. Legal é saber que jogos emocionantes ainda acontecem, como os 6 a 1 do Barcelona sobre o PSG.

    Fogão que por sinal anda carente de grandes títulos.

    Abs.

  2. Um jogaco desse, CAM 5 x 5 BOT serve de base para compravarmos o que era o Futebol nos anos os 90, a epoca dos grandes craques, das grandes rivalidades e das grandes decisoes!. Botafogo 95-98 time muito de legal de se ver jogar. E que timaco que o Galo teve entre 99-00!
    Vale tambem lembrar na sessao do pos jogo que no ano de 1999 o Botafogo com uma base da geracao campeao do Rio Sao Paulo de 1998 ( Wagner, Sergio Manoel, Bebeto) perdera de forma traumatica o titulo da Copa do Brasil em 1999 frente ao aguerrido Juventude-RS, num Maracana abarrotado de torcedores com um publico acima dos 100.0000 torcedores.
    Parabens pelo otimo trabalho de poder resgatar este eletrizande duelo/jogo maluco entre Atletico-MG 5 x 5 Botafogo pelo Brasileiro de 1998.

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