História da Camisa da Inglaterra

 

Na “mãe” das seleções, invencionices jamais foram permitidas. Tudo sempre foi simples, claro e direto: camisa de jogo deve ser branca, calção (quase) sempre azul-marinho e as meias brancas ou pretas. Vez ou outra, o vermelho talismã pode entrar em ação. E só. A Seleção Inglesa de futebol é uma das poucas que ainda mantém em seu uniforme características clássicas e enraizadas desde o século 19. Dona de apenas um grande título, a Copa do Mundo de 1966, a Inglaterra começou a escrever sua trajetória no futebol em 1872, quando disputou, contra a Escócia, a primeira partida internacional oficial da história, em Hamilton Crescent, Partick, Escócia. Naquele jogo (que terminou empatado em 0 a 0), os ingleses vestiram camisas brancas, calções na cor azul-marinho e meias negras. Uma curiosidade é que os atletas utilizaram chapéus do estilo críquete durante a partida, fato que estimulou o termo “cap” (chapéu, em inglês) para se referir às partidas disputadas por seleções nacionais.

Seleção Inglesa em 1893.

 

A equipe nos Jogos Olímpicos de 1912.

 

Para deixar a camisa mais imponente e única, os ingleses adotaram o escudo de armas introduzido pelo rei Ricardo I. Tal escudo ganhou o acompanhamento da Rosa Tudor, também conhecida como Rosa Inglesa, emblema heráldico tradicionalíssimo no país. Com isso, o escudo ficou constituído pelos três leões rodeados pelas rosas tão conhecidos hoje em dia.

 

Nos anos seguintes, a Seleção Inglesa não modificou sua camisa e só variou os calções, que ora foram brancos, ora azuis. Nos anos 30, o azul-marinho foi adotado também como opção para a camisa nº 2, sendo utilizado pela primeira vez em uma partida contra a Alemanha. Mas a opção não trouxe lá muita sorte para os ingleses. Em 1950, na Copa do Mundo do Brasil, o time jogou exatamente assim contra a zebra EUA e perdeu por 1 a 0, em um dos resultados mais surpreendentes da história das Copas (leia mais clicando aqui). Nos anos 50, o vermelho ganhou destaque e virou a cor da camisa nº 2 já nas Copas do Mundo de 1954, 1958 e 1962. E foi com essa camisa bem viva que a equipe conquistou, em 1966, seu primeiro e inesquecível título mundial ao vencer a final contra a Alemanha, por 4 a 2, no estádio Wembley (leia mais clicando aqui).

Nos anos 70, a equipe jogou toda de azul-celeste contra a Tchecoslováquia na Copa de 1970, no México, cor que também foi utilizada, parcialmente, na Copa de 1986. Em 1973, os ingleses quebraram totalmente a tradição e vestiram uma combinação à la Seleção Brasileira em três partidas (amistosos contra Polônia e Itália e jogo de Eliminatórias da Copa contra a Tchecoslováquia). Nos anos 90, o time inovou com uma camisa azul-clara cheia de desenhos (que não vingou) e usou uma cinza durante a disputa da Eurocopa de 1996, na própria Inglaterra, mas a opacidade do uniforme não satisfez o público e o branco e o vermelho voltaram ao protagonismo do English Team.

Os opacos uniformes da Euro de 1996.

 

 

Camisas de 2014.

 

Uma nova edição da camisa azul escuro, em 2017.

 

Com poucas mudanças nos anos 2000 e 2010 (com exceção de uma camisa escura e calção azul-claro na Eurocopa de 2012), a Inglaterra se apega à tradição para repetir o feito de 1966 e conquistar o bicampeonato mundial na Copa de 2018.

Veja uma evolução bem legal das camisas inglesas clicando aqui.

Este texto foi uma parceria do Imortais com o Mantos do Futebol, mais completo site brasileiro de notícias sobre camisas de futebol. Acesse este link e confira as novidades e lançamentos de todos os clubes do mundo!

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