Centenário – Monumento do Futebol Mundial

Nome: Estádio Centenário

Localização: Montevidéu, Uruguai

Inauguração: 18 de julho de 1930

Partida Inaugural: Uruguai 1×0 Peru

Primeiro gol: Héctor Castro (Uruguai)

Proprietário: Intendência Municipal de Montevidéu, com administração da CAFO (Comisión Administradora del Field Oficial)

Capacidade: 60.235 pessoas

Recorde de Público pagante: 79.867 pessoas, na partida Uruguai 6×1 Iugoslávia, na semifinal da Copa do Mundo de 1930 (o estimado recorde de público não-oficial é de 90.000 pessoas na final daquela mesma Copa, no jogo Uruguai 4×2 Argentina, pois muitos entraram sem pagar).

 

Após pegar um táxi em Punta Carretas, percorro alguns quilômetros até o norte de Montevidéu. Chego até ao obelisco dos constituintes de 1830, percorro alguns metros e chego até a Avenida Dr. Américo Ricaldoni, perto da Fuente Iluminada. Ampla e bonita, a avenida contorna um lindo parque, um Velódromo, o Parque Vees, o Parque Palermo, um Clube de Tiro, e muito, muito verde. Após um grande contorno, eis que a visão percebe um gigante de concreto ao fundo, imponente, que emana história e louros. O carro para. Desço. Ao lado do Museu do Futebol, vejo crianças jogando futebol antes de entrarem na pequena escola sediada naquele mesmo colosso. Não tinha outro tipo de brincadeira para aqueles chicos. Eles sabiam onde estavam. Eu ainda não sabia. Só quando olhei para cima que minha ficha caiu. Sim. Era verdade. Num dia de vento gelado e de sol em Montevidéu, eu estava ali, no berço do maior espetáculo futebolístico da terra. Berço da primeira final. Da primeira volta olímpica justamente pelos criadores dela. Estava diante do Estádio Centenário, Monumento Histórico do Futebol Mundial, como bem diz a placa alusiva cravada em uma de suas paredes, nomeação cedida pela própria FIFA em 1983 ao palco da primeira final da Copa do Mundo, lá em 1930, ano do centenário da independência do Uruguai. Clássico, com seus grandes anéis de arquibancadas e o puro e intacto concreto de quase 100 anos atrás, estar ali, naquele estádio, é simplesmente incrível. Uma experiência única. É hora de conhecer a história e características de um verdadeiro patrimônio das Copas e do futebol sul-americano e mundial.

 

O nascimento em tempo recorde. E por um ideal.

 

Naquele final de anos 20, o Uruguai era a maior seleção do planeta. Também pudera, afinal, a equipe era bicampeã olímpica após vencer os Jogos de Paris, em 1924 (naquela edição, o Uruguai disputou suas partidas em Colombes, comuna ao noroeste de Paris) e Amsterdã, em 1928, anos em que encantou os europeus com um futebol vistoso, elegante e muito eficiente. Com craques dos quilates de Nasazzi e Andrade (ambos já relembrados aqui no Imortais. Clique nos nomes deles e leia mais!), o time sul-americano ganhou até o apelido de Celeste Olímpica, que perdura até hoje. Foram eles, também, que inauguraram a famosa “volta olímpica” após a conquista de um título, no caso, as medalhas de ouro. Além do sucesso no esporte, o país vivia um próspero momento econômico, com o peso uruguaio valendo um dólar. Por tudo isso, quando a FIFA decidiu criar uma competição de futebol entre seleções, a escolha do Uruguai como país-sede foi quase que natural. Após várias conversas, reuniões e cara feia dos europeus, enfim o Mundial foi definido para o ano de 1930, justamente o que marcaria o aniversário de 100 anos da independência do Uruguai. Para celebrar aquele momento e dar como garantia de que poderia abrigar um torneio de caráter mundial, o Uruguai prometeu que construiria um estádio enorme, com capacidade para 102 mil pessoas, em um terreno cedido pela prefeitura no Parque José Battle y Ordóñez, perto do centro. Porém, o país teria poucos meses (sim, MESES!) até a abertura da competição. Como seria possível erguer um estádio do zero em tão pouco tempo? Com trabalho 24h por dia, astúcia, determinação e um projeto muito bem elaborado e executado.

 

O processo de licitação e elaboração do projeto começou em setembro de 1929 e terminou em dezembro do mesmo ano. As obras de terraplenagem começaram ainda em dezembro e o estádio ficou praticamente pronto dias antes da estreia, em julho, e totalmente uma semana após o início do Mundial. Ou seja: em apenas oito meses o estádio foi levantado! O arquiteto à frente do projeto foi Juan Antonio Scasso, grande profissional da época e engajado com obras para o meio esportivo. O projeto consistia em um estádio de forma elíptica com 450 mil metros quadrados, em um campo de jogo com 110m x 82m. A principal característica seria rebaixar o campo de uma maneira que o jogo não fosse prejudicado pelos ventos inclementes e pampeiros de Montevidéu. Com isso, foram retirados cerca de 160 mil metros cúbicos de terra para que o estádio ficasse 11 metros abaixo do nível do solo. Após tanta escavação, foram erguidas as quatro arquibancadas independentes que comporiam o estádio. Nas laterais, as chamadas Tribuna América e a Tribuna Olímpica. Atrás dos gols, as Tribunas Colombes e Amsterdã, em homenagem às cidades onde a Celeste havia conquistado seus Ouros Olímpicos. À frente delas, dois planos serviriam para acomodar pessoas em pé em dias de estádio lotado. Na Tribuna Olímpica, foi erguida, também, a Torre de los Homenagens, um monumento com 100 metros de altura que virou o grande símbolo do estádio e máxima homenagem aos campeões olímpicos em 1924 e 1928. Para erguer o estádio, foi consumido cerca de 14 mil metros cúbicos de concreto.

O estádio na inauguração: público nas arquibancadas e em pé, próximos ao gramado.

 

Para acelerar a obra, a capacidade foi reduzida de 102 mil para pouco mais de 70 mil pessoas. Em abril, fortes chuvas que caíram na capital uruguaia fizeram muita gente duvidar que o estádio ficaria pronto a tempo. Porém, com mais de 1500 operários trabalhando em três turnos 24h por dia e sistema de iluminação para trabalhos noturnos, o estádio foi erguido em tempo recorde e sob um custo baixíssimo para o porte da obra na época: 1,5 milhão de dólares (!). O valor chamou a atenção de todo o mundo principalmente pelo fato de ter sido três vezes mais barato que a construção de Wembley, em Londres, erguido em 1923.

A festa de inauguração ocorreu em 18 de julho de 1930, data do centenário da independência. Por causa disso, o estádio foi naturalmente batizado de Centenário. Naquele dia, foi também a partida inaugural do Uruguai na Copa, e terminou com vitória da Celeste por 1 a 0, gol de Héctor Castro. Pouco mais de 57 mil pessoas estavam presentes, pois faltavam alguns ajustes nas Tribunas América e Colombes e ainda pontos com concreto fresco e materiais de construção sobre as arquibancadas (vale lembrar que a Copa havia começado no dia 13 de julho, com vitória da França sobre o México por 4 a 1, em Pocitos). Chamava a atenção de todos o lindo formato que o estádio possuía, com seus lances de arquibancadas dispostos de uma maneira que dava ao Centenário ares de “caldeirão” mesmo com as arquibancadas mais altas distantes do gramado. O campo de visão de jogo era perfeito de qualquer ponto e rendia um ótimo espetáculo ao público, até mesmo para os que ficavam em pé perto do gramado.

 

 

Público espremido: note a barreira com arames farpados (!) e, ao mesmo tempo, os sorrisos nos rostos das pessoas. O conforto era zero, mas o que valia era o futebol!

 

 

Na decisão, o Uruguai bateu a Argentina e levantou a primeira Copa do Mundo da história.

 

Dias depois, tudo terminou e o estádio pôde receber as 70 mil pessoas que comportava nas partidas seguintes. O recorde de público pagante aconteceu exatamente naquela Copa, na semifinal entre Uruguai e Iugoslávia, com goleada de 6 a 1 da Celeste diante de 79.867 pessoas. Na grande final, o público pagante foi de 68.346 pessoas segundo a FIFA, mas estima-se que mais de 90 mil pessoas estiveram presentes para ver o Uruguai vencer a Argentina por 4 a 2 e encerrar seu mais vitorioso ciclo futebolístico na história. Foi a coroação de um time brilhante no mais novo palco futebolístico mundial. Porém, muito se enganava quem acreditava que o gigante iria virar um “elefante branco”. A história do Centenário estava apenas começando…

 

Campo de histórias e títulos

Após o Mundial, o Centenário virou o grande estádio do país e vedete futebolística no continente. Por causa disso, os tradicionais clubes uruguaios, Nacional e Peñarol, passaram a utilizar o imponente colosso como suas casas para as muitas glórias que iriam colecionar nos anos seguintes. Os tricolores sempre levavam seus jogos lá quando queriam mais torcida, pois o Parque Central, sua tradicional casa, era pequena demais. Foi no Centenário que o clube trilhou o caminho de suas três Libertadores: em 1971, quando acabou com a hegemonia do Estudiantes (leia mais clicando aqui) e levantou a taça, o triunfo de 1 a 0 sobre os argentinos forçou uma partida desempate, em Lima (PER), vencida pelos uruguaios. Em 1980, quando superou o forte Internacional-BRA de Falcão (leia mais clicando aqui), o Centenário viu Victorino marcar o gol da vitória tricolor por 1 a 0. E, em 1988, o Nacional deu show ao golear o Newell´s Old Boys-ARG por 3 a 0 diante de mais de 70 mil pessoas no gigante estádio e faturar o tri. Além das conquistas continentais, o time levantou no Centenário o Mundial Interclubes de 1971, quando bateu o Panathinaikos-GRE por 2 a 1. O Nacional segue utilizando o Centenário, mas habitualmente manda seus jogos no Parque Central.

O Nacional e sua torcida, em 1980: festa e título em casa. Foto: Site do Nacional.

 

Já o Peñarol escreveu grande parte de sua gloriosa história de títulos desfilando pelo Centenário, principalmente após seu antigo estádio, em Pocitos, ser demolido. Em 1949, o país bateu palmas após as atuações mágicas de um time conhecido como “La escuadrilla de la muerte”, campeão uruguaio invicto com 16 vitórias, dois empates, 62 gols marcados e 17 sofridos em 18 jogos. Além do título, aquele time “botou para correr” o rival Nacional no dia 09 de outubro de 1949, quando o time tricolor teve dois jogadores expulsos (Eusebio Tejera e Walter Gómez) e perdia por 2 a 0 quando decidiu não voltar para a disputa do segundo tempo com nítido medo de levar uma goleada homérica do Peñarol pelo fato de estar com apenas nove jogadores. O caso rendeu inúmeras brincadeiras dos aurinegros e ganhou os jornais do país pela falta de coragem e espírito esportivo dos tricolores. A escuadrilla aurinegra foi simplesmente a base da Seleção Uruguaia que protagonizaria o Maracanazo um ano depois. Roque Máspoli, Ernesto Vidal, Óscar Míguez, Alcides Ghiggia, Obdulio Varela e Juan Schiaffino estavam no clube campeão em 1949 e também na Celeste campeã mundial no Maracanã.

Uma das escalações do time de 1949, com o Centenário ao fundo. Em pé: Cocito (da comissão técnica), Hugo, Gonzales, Emérico Hirschl (Técnico), Etchegoyen, Pereyra Natero, Varela e Ortuño. Agachados: Ghiggia, Hohberg, Míguez, Schaffino e Vidal.

 

Em 1960, a vitória do Peñarol por 1 a 0 sobre o Olimpia (PAR) no primeiro jogo da final da Copa Libertadores foi fundamental para o time segurar o empate na volta e se consagrar o primeiro campeão da história da competição. No ano seguinte, outra vez o time venceu a ida jogando em casa e segurou o empate na volta, dessa vez contra o Palmeiras-BRA. Em 1966, o tricampeonato continental começou a ser construído com a vitória por 2 a 0 sobre o River Plate-ARG, no Centenário com mais de 60 mil pessoas, para ser finalizada no Chile, no histórico duelo desempate vencido de virada pelos aurinegros por 4 a 2. Nos anos 80, mais duas Libertadores foram conquistadas, em 1982 e 1987, mas curiosamente as voltas olímpicas mais uma vez foram longe do Centenário (ambas em Santiago, no Chile). De seus grandes troféus, o Peñarol só conseguiu dar a volta olímpica no Centenário no Mundial Interclubes de 1961, quando bateu por duas vezes o inesquecível Benfica-POR de Eusébio (leia mais clicando aqui) na decisão e levantou a taça. Em 1966, o Mundial foi levantado em pleno Santiago Bernabéu, quando o Peñarol venceu o Real Madrid-ESP por 2 a 0, mesmo placar do triunfo da ida, no Centenário. E, em 1982, o título foi no Japão diante do Aston Villa-ING. O clube utilizou o estádio como sua casa até 2016, quando se mudou para seu novo lar, o Campeón del Siglo.

O capitão do Peñarol, Martínez, cumprimenta Julinho Botelho, do Palmeiras, na final da Libertadores de 1961: Peñarol campeão.

 

Após o título continental, o capitão levantou o Mundial Interclubes após vitória sobre o Benfica, no Centenário.

 

Voltas olímpicas estrangeiras

 

O Centenário também foi palco de outros jogos finais de Libertadores: em 1970, o Estudiantes calou o estádio ao empatar sem gols com o Peñarol e ficar com a taça após vitória no primeiro jogo por 1 a 0. E, em 1977, o Boca Juniors-ARG levantou o troféu ali ao derrotar o Cruzeiro-BRA nos pênaltis após empate sem gols no tempo normal e uma vitória para cada lado por 1 a 0 nas duas primeiras partidas. Antes disso, em novembro de 1967, o estádio abrigou a finalíssima do Mundial Interclubes entre Racing-ARG e Celtic-ESC, vencida pelos argentinos por 1 a 0 após um triunfo para cada lado nos duelos na Escócia (1 a 0 para o Celtic) e Argentina (2 a 1 para o Racing).

 

Nascido para a Celeste

Embora os clubes do país tenham utilizado durante décadas o Centenário, nenhuma equipe se sentia (e se sente) tão em casa por lá como a Seleção Uruguaia. O estádio é o palco do selecionado em amistosos, competições oficiais, eliminatórias e jogos festivos. Quatro das 15 Copas Américas da Celeste foram conquistadas no Centenário, feitos que tornaram a equipe a única a levantar o principal torneio de seleções do continente no estádio. Além delas, o selecionado uruguaio deu aos seus torcedores uma dose inesquecível de nostalgia entre dezembro de 1980 e janeiro de 1981. Naquele começo de década, a FIFA organizou juntamente com o governo uruguaio o Mundialito, torneio que celebrou os 50 anos da Copa do Mundo e reuniu todas as seleções campeãs mundiais até aquela época: Uruguai, Itália, Alemanha, Brasil e Argentina. A exceção foi a Inglaterra, que não quis participar e cedeu seu lugar à Holanda, vice-campeã nas Copas de 1974 e 1978.

O Uruguai resgatou os imortais do passado e levantou a taça ao bater o Brasil na final por 2 a 1. Foi uma taça muito celebrada pela torcida, principalmente pelos jovens que nem eram nascidos na época do primeiro Mundial, lá em 1930. Nos anos seguintes, a Celeste continuou a jogar por lá e segue fiel ao estádio até os dias de hoje.

 

História por todos os lados. E uma ótima casa de shows

 

Não é apenas nas arquibancadas e no gramado que o Centenário emana história. Dentro dele existe um museu imperdível para quem visita o local. Inaugurado em 1975, o Museu del Fútbol reúne objetos, fotos e taças conquistadas pela Celeste ao longo de sua jornada futebolística. Logo na entrada, uma estátua de Alcides Ghiggia comemorando o gol da vitória no Maracanazo pode causar calafrios nos brasileiros, mas é muito venerada pelos uruguaios e amantes do esporte que vêm de vários cantos do mundo. Existem raridades incríveis como as camisas de José Nasazzi, capitão dos ouros dos anos 20 e da Copa de 1930, e do jefe Obdulio Varela na final de 1950, réplicas das duas taças Jules Rimet, bolas, fotos impressionantes, painéis e camisas de vários clubes doadas por grandes craques. Além de poder conhecer toda a história do futebol uruguaio e a construção do estádio, o visitante pode entrar na arquibancada, ir até as cadeiras da Tribuna Olímpica (as mais próximas do gramado) e ainda subir no elevador panorâmico da Torre das Homenagens, inaugurado em 2015 e que oferece uma boa vista da cidade de Montevidéu. Ainda na Tribuna Olímpica, existe uma escola pública infantil, e, na Tribuna Colombes, a Associação Uruguaia de Árbitros de Futebol. Na mesma Tribuna, do lado externo, há também uma delegacia de polícia. Nos arredores do estádio é possível ver placas alusivas às conquistas uruguaias, homenagens a jogadores e o monumento aos campeões mundiais.

 

Além de tudo isso, o Centenário ainda foi (e é) palco de muitos shows musicais. Já se apresentaram por lá artistas como Julio Iglesias, Mercedes Sosa, Rod Stewart, Mick Taylor e Eric Clapton, Sting, The Cult, Roxette, Joe Cocker e Brian May, The B52’s, Rick Martin, Plácido Domingo, Luciano Pavarotti (este um show para se esquecer, com mais ingressos vendidos do que lugares disponíveis, muita gritaria, vento que atrapalhava a audição do tenor e várias interrupções do italiano por causa do barulho do público), Luis Miguel, Enrique Iglesias, Alejandro Sanz, Bryan Adams, Paul McCartney, Aerosmith, The Rolling Stones e, mais recentemente, Phil Collins.

 

Um patrimônio que merece atenção

As décadas transformaram o Centenário em um mito, mas a sua estrutura segue parada no tempo, literalmente. Caminhar por dentro do estádio é como estar em 1930. Pouquíssimas coisas foram feitas desde então. Nas arquibancadas, foram colocados assentos de acrílico para as pessoas não se sentarem no concreto. Acima, ainda resistem precárias arquibancadas. As cadeiras mais próximas ao gramado das Tribunas Olímpica e América também são de concreto e separadas por um fosso. Atrás dos gols, nas Tribunas Colombes e Amsterdã, as áreas onde ficavam as pistas, com os torcedores em pé (como na antiga geral do Maracanã), está desativada por motivos de segurança há décadas, o que reduziu a capacidade do estádio para pouco mais de 60 mil pessoas. A iluminação é feita apenas por quatro torres, pouco se pensarmos no tamanho do local. Ou seja, enquanto os já citados Wembley e Maracanã já passaram por profundas reformas – com o primeiro reconstruído do zero – o Centenário permanece estático. Uma judiação.

 

Mesmo eleito um Monumento do Futebol Mundial pela FIFA e único a ter tal alcunha, ele deve ser reformado, mas sem perder sua essência e sua estrutura básica. Com a colocação de assentos modernos ou uma nova arquibancada atrás dos gols e modificação das plateias ao centro, com certeza o estádio ganharia vida nova. E, com a ideia de a Copa do Mundo de 2030, ano do centenário da competição, voltar a ser sediada no Uruguai como singela homenagem, nada mais justo que o histórico palco ganhe uma nova roupagem para atender a um mundo tão diferente após um século. O Centenário merece mais atenção, cuidado e zelo. E o mesmo carinho dedicado a ele em 1930, para que continue o monumento maiúsculo que é e viva mais um pleno centenário.

Leia mais sobre o Uruguai dos anos 20 clicando aqui.

Leia mais sobre o Uruguai de 1950 clicando aqui.

 

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15 thoughts on “Centenário – Monumento do Futebol Mundial

  1. Guilherme, seu texto ficou brilhante! Quanto conteúdo! quantos detalhes! com certeza não existe nada igual na internet. Parabéns pelo excelente trabalho!

  2. Nunca vi nada igual. Excelente reportagem, muito bacana. Dá para perceber que os uruguaios tem um respeito profundo pelas suas conquistas ao contrário do nosso país que sempre elogia os rivais em detrimento aos grandes gênios do nosso futebol. Esse estádio tem uma história linda. Mais uma vez parabéns.

    1. Obrigado pelos elogios, Dirvan! Realmente eles têm muito respeito pelo futebol brasileiro, além de valorizarem ao máximo suas conquistas.

  3. A tua descrição do que é conhecer esse monumento do futebol é exatamente o que se sente ao adentrar neste mítico estádio, incrível, grande texto para um templo onde se respira a história.

    1. Muito obrigado, Alexandre! Olha é realmente impressionante. Um estádio emblemático, único. A história vive ali. É um verdadeiro Monumento mesmo!

  4. Estive lá em 2015, mas apenas fiz uma visita, infelizmente não assisti nenhum jogo… Seria muito interessante ver ele com torcida e tudo mais…

    Realmente é um dos estádios mais icônicos do futebol sul-americano, apenas está meio abandonado hoje em dia. Já foi mais bem cuidado há algum tempo atrás.
    Mesmo assim vale a visita! O museu do Futebol Uruguaio dentro dele é fantástico! Inclusive o quadro gigantesco do Maracanã na vitória deles sobre nós em 1950… Imagino que deve ser um grande orgulho para o futebol uruguaio…

    Belo texto! Acompanho muito o site! Muito sucesso!

  5. Foi o melhor texto sobre o Centenário que li até hoje na internet… A riqueza de detalhes, fotos e até mesmo o sentimento do autor em estar nesse fantástico lugar. Parabéns!
    Dá gosto saber que ainda existe sites tratando futebol com seriedade e informando os leitores com a pura história dos gramados.

    1. Muito obrigado pelo comentário e elogios, Rodrigo! Fico muito feliz quando recebo esse reconhecimento. Como você disse, a história do esporte deve mesmo ser respeitada. E tenho o imenso prazer em contribuir com isso. Abraços!

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