Futebol: 3 casos de retornos após lesões graves

 

Artigo Especial

O esporte de competição é um assunto sério. E cada vez mais profissional. Só podia ser essa a lógica de evolução do esporte: como todos querem ser cada vez melhores, todos vão dar o máximo de si. Os comportamentos pouco profissionais têm cada vez menos espaço. E é por isso que os retornos do esporte são cada vez mais difíceis, e por isso mais inspiradores. Se para o atleta já é difícil competir em um nível sem nunca ter sofrido uma lesão, imagine depois de ter estado um tempo parado?

Os memes sobre Neymar são um bom exemplo deste tema. O brasileiro é comparado a vários compatriotas do passado tais como Garrincha, Romário, Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho, e à forma como eles apareciam para resolver jogos mesmo em meio aos seus comportamentos fora dos gramados. Memes de internet não têm nada de científico, mas o certo é que Neymar não está conseguindo criar um currículo de vencedor, ao contrário de seus rivais Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

Mas o fato é que é mesmo possível voltar de uma lesão grave e o futebol já ensinou isso, inclusive o já citado Ronaldo Fenômeno. Confira outros exemplos recentes.

 

Djibril Cissé

É bem raro um acidente como o que aconteceu a Cissé em outubro de 2004, quando sua canela foi “atropelada” por um adversário, de forma inadvertida. Sua recuperação demorou 7 meses, e foi dito que poderia ter sido o fim de sua carreira. Mas o certo é que voltou para jogar (e vencer) a Champions League pelo Liverpool.

E quais as hipóteses de um jogador quebrar a perna duas vezes em sua carreira? Em 2006, foi a vez de sofrer um acidente em um amistoso contra a China (por seu país, a França) e perder a Copa do Mundo. Mas ele não desistiu e jogou por mais 8 anos, passando por diversos times e países.

 

Petr Cech

O famoso “goleiro do capacete” é um dos casos mais conhecidos. No final de sua carreira, que terminou há poucas semanas, jogava no Arsenal, e enfrentou “seu” Chelsea na final da Liga Europa. Mas, em 14 de outubro de 2006, ele atuava nos Blues quando foi “atropelado” pelo joelho de um adversário. Temeu-se o pior: o resultado foi uma fratura no crânio.

Cech voltou três meses depois, de forma corajosa. E, até ao fim de sua carreira, usou sempre o “capacete” que o tornou tão conhecido, protegendo contra possíveis impactos. Leva a pensar se não seria uma boa, para os goleiros, usarem sempre um equipamento desses.

 

Aaron Ramsey

Quando você vê um jovem talento de 19 anos com sua perna literalmente dobrada em duas partes, como aconteceu com o galês Ramsey jogando pelo Arsenal, em 2010, imagina o pior. Seria possível que um grande talento estivesse perdido para sempre. O lendário treinador do Arsenal Arsène Wenger era o símbolo do desespero. Mas o jovem Ramsey se recuperou. Na verdade, ele foi um dos astros da incrível “performance” da pequena nação do Reino Unido (que raramente consegue resultados de destaque) na Eurocopa de 2016, junto com Gareth Bale.

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