Mineirão – O Gigante da Pampulha

Nome: Estádio Governador Magalhães Pinto

Localização: Belo Horizonte (MG), Brasil

Inauguração: 05 de setembro de 1965

Partida Inaugural: Seleção Mineira 1×0 River Plate-ARG, 05 de setembro de 1965

Primeiro gol: Buglê, da Seleção Mineira, no jogo Seleção Mineira 1×0 River Plate-ARG

Proprietário: Governo de Minas Gerais / Minas Arena

Capacidade: 61.846 pessoas

Recorde de público: 132.834 pessoas no jogo Cruzeiro 1×0 Villa Nova, 22 de junho de 1997.

O recorde de público pagante é 123.351 pessoas no jogo Atlético-MG 0x1 Cruzeiro, em 04 de maio de 1969, que teve 129.296 pessoas no total.

 

Da bela Pampulha é possível visualizar aquele verdadeiro gigante. Alto e imponente, costuma receber centenas de milhares de pessoas vez ou outra e muda o som daquela região. Além dos cantos dos pássaros, é possível ouvir vozes. Gritos. Sentir uma vibração diferente. Daquele gigante emana o histórico. É exibida a moldura da paixão pelo esporte, que ajuda a embelezar ainda mais um dos cartões postais mais famosos e conhecidos do Brasil. Nasceu para acolher duas torcidas fanáticas, enormes, que jamais iriam se contentar com um estádio acanhado. Ali, elas se esparramam e se esbaldam. Viram ao longo das décadas esquadrões desfilarem virtudes. Vencerem títulos. Marcarem gols. Ah, os gols. Quantos não foram vistos ali? Quantos não foram gritados? Quantos não geraram lágrimas de alegria? E também de tristeza? E os jogos? E as decisões? Quantos momentos. Quantas histórias.

Com pouco mais de meio século de existência, o Estádio Governador Magalhães Pinto, mais conhecido como Mineirão, é um dos mais icônicos estádios do Brasil e também um dos mais famosos do planeta. Palco de apresentações fantásticas do Atlético-MG e do Cruzeiro, é o retrato máximo da paixão do povo mineiro pelo futebol. Nele, os clubes mais populares do estado provaram a todo o país que em Minas se jogava, sim, bom futebol, contrapondo a antiga crença de que apenas Rio e SP tinham os melhores clubes. Foi ali que o Cruzeiro de Tostão e Dirceu Lopes meteu seis gols no Santos de Pelé. Foi ali que o Atlético-MG encantou gerações com Reinaldo, Luisinho, Éder e companhia. Foi ali que a Copa Libertadores viu um de seus jogos mais alucinantes, o Cruzeiro 5×4 Internacional, em 1976, ano da primeira taça continental da Raposa. Foi ali que o mesmo Cruzeiro levantou o bi diante de mais de 100 mil pessoas. Foi ali que o Galo do “Eu acredito!” destroçou sinas e fantasmas para vencer sua primeira Libertadores, em 2013. Mas foi ali, também, que um palco com tantas boas memórias para a Seleção Brasileira virou residência do maior vexame canarinho, da maior tragédia: os 7 a 1 na semifinal da Copa do Mundo de 2014… É hora de conhecer a história desse grande patrimônio do futebol.

 

O nascimento do Gigante

O Gigante começa a tomar forma. Foto: Super Esportes.

 

Minas começou a entrar no mapa do futebol nacional nos anos 1950, quando foi inaugurado o Estádio Independência como uma das sedes da Copa do Mundo de 1950. Após o Mundial, havia o anseio para a construção de um estádio maior, uma ideia que começou a ser desenhada por estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) pelo fato de a entidade possuir diversos terrenos na região da Pampulha, que desde a década de 1940 virou um dos locais mais valorizados e prestigiados de Belo Horizonte graças à construção do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, concebido por Oscar Niemeyer sob encomenda do então prefeito da cidade e futuro Presidente da República, Juscelino Kubitschek.

Após algumas reuniões, a UFMG cedeu em 1956 um enorme terreno de 300 mil m2 na região da Pampulha em acordo com a Federação Mineira de Futebol. A ideia inicial era construir um estádio próximo à BR-040, mas o projeto se mostrou inviável e sofreu duras críticas do presidente do Conselho Regional de Desportos, Antônio Abrahão Caram, que incentivou uma nova ideia para o ainda chamado Estádio Universitário, que teria capacidade para 30 mil pessoas, para a construção de um maior, com capacidade para “pelo menos” 100 mil pessoas. Engenheiros envolvidos na construção do Maracanã foram ouvidos na época para o estudo e viabilidade da obra, que teria como localidade a Avenida Perimetral Norte, que ganharia o nome de Avenida Antônio Abrahão Caram em 1966 como homenagem ao principal entusiasta da construção do estádio.

Após a aprovação do projeto de lei na Câmara do Estado de MG, o chamado “Estádio Minas Gerais” finalmente saiu do papel em 1959, quando ficou definido que parte dos recursos para a obra seriam oriundos da Loteria Mineira e que seria criada uma autarquia para a administração do estádio, a AEMG (atual ADEMG). Os arquitetos Eduardo Mendes Guimarães e Gaspar Garreto foram os responsáveis pelo projeto, que ajudaria na missão da UFMG em povoar a região da Pampulha, local de um novo campus da Universidade na época. As obras começaram em 1959 e tiveram um controle extremo de gastos, que ainda sim foram se tornando escassos à medida em que o estádio ganhava forma.

Visitantes ilustres durante as obras, em 1963: Zito e Pelé, bicampeões com a seleção no ano anterior. Foto: Arquivo / Super Esportes.

 

No primeiro ano, o material era restrito e a AEMG tinha que fazer milagres para contornar a falta de recursos. Com isso, foi necessária muita conversa – e o título de Minas no Campeonato Brasileiro de Seleções de 1963 – para convencer o governador Magalhães Pinto a ceder mais recursos financeiros para a obra. Após muita barganha, o estádio avançou e a administração, liderada pelo engenheiro Gil César Moreira de Abreu, foi buscar inspiração em outras obras, em especial nas arenas de Tóquio, que recebeu as Olimpíadas de 1964. Com isso, foi possível construir as famosas elipses com o eixo maior medindo 275 metros.

Entre 1964 e 1965, as obras ganharam o aporte de mais operários, que se dividiram em três turnos e ganharam especialização em determinadas funções na própria construção. Foram mais de 7200 trabalhadores envolvidos, que ganhavam bonificações por tarefas e prazos cumpridos, além de serem premiados por criatividade em prol da obra. Depois de superar vários percalços, em setembro de 1965 o Estádio Minas Gerais estava pronto como o mais moderno do país na época e o segundo maior estádio coberto do mundo. Por dentro, a estrutura das arquibancadas, com o grande arco e uma área de “geral” embaixo, deixavam o Mineirão bastante parecido com o Maracanã, mas era por fora que o “Gigante da Pampulha” se diferenciava com sua altura e os 88 pórticos de concreto armado dispostos em torno da já mencionada elipse. Por dentro, havia também como destaque a grande pista de atletismo em volta do gramado.

Seleção Mineira e o River Plate, na inauguração do estádio.

 

O helicóptero que se encarregou de deixar a bola do jogo.

 

O estádio na inauguração, em 1965. Note como ele era bem claro. O tempo acabou escurecendo a estrutura de concreto, principalmente na parte externa.

 

A festa de inauguração começou às 9h do dia 05 de setembro de 1965, com uma salva de tiros de sete canhões (sete? Seria um presságio do futuro? Vixe…). Os portões foram abertos às 10h e várias apresentações festivas – entre banda da polícia e desfiles – aconteceram antes da partida inaugural entre a Seleção Mineira e o River Plate-ARG. Para alegria geral, a equipe da casa venceu por 1 a 0, gol do atleticano Buglê. Entre os convidados, estiveram presentes o presidente da CBD, João Havelange, o técnico do primeiro título mundial brasileiro, Vicente Feola, e Bellini, capitão da seleção no título de 1958, que deu uma volta pelo estádio e acendeu a pira olímpica. Um helicóptero da Força Aérea arremessou a bola do jogo com um voo rasante, arrancando “ohs” do público nas arquibancadas.

 

Um novo protagonista

A “Academia Brasil” de 1965: Valdir, Servílio, Julinho, Waldemar, Ademir da Guia, Djalma Dias, Djalma Santos, Rinaldo, Ferrari, Dudu e Tupãzinho.

 

As festividades no novo estádio se estenderam por mais alguns dias, com destaque para um jogo da seleção brasileira contra o Uruguai, no dia 07 de setembro, com vitória canarinho por 3 a 0. Uma curiosidade é que o time nacional foi representado pelo esquadrão do Palmeiras, que virou a “Academia Brasil” e fez bonito diante dos quase 80 mil torcedores. Com Djalma Santos, Julinho, Ademir da Guia e companhia, o Palmeiras era um dos maiores times do Brasil na época e representou imensamente a camisa da seleção. Leia mais sobre aquele timaço clicando aqui!

Com o estádio, o futebol mineiro começou a se transformar em uma verdadeira potência no Brasil. Atlético-MG e Cruzeiro já eram, claro, clubes notáveis, mas é inegável a participação do Mineirão como integrante da emancipação da dupla no cenário nacional. E isso se deu a partir de 1966, quando o Cruzeiro de Dirceu Lopes, Piazza e Tostão aplicou sonoros 6 a 2 no Santos de Pelé em uma das finais da Taça Brasil, principal torneio do país na época. O show do time azul diante de 90 mil pessoas foi uma das maiores partidas da história não só do estádio, mas de todo o futebol brasileiro. De quebra, o Cruzeiro se tornou o primeiro clube de Minas campeão de uma competição nacional. Leia mais clicando aqui! 

 

Foi em 1966, também, que uma lei mudou o nome do estádio de Minas Gerais para Governador Magalhães Pinto, em alusão ao governante do estado na época. O primeiro clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG aconteceu em outubro de 1965, com vitória da Raposa por 1 a 0, gol de Tostão, partida que teve briga e mostrou que ambos iriam duelar pelo protagonismo no maior estádio de Minas.

Uma foto clássica do estádio, em 1970: um esplendor!

 

Em 1969, as torcidas de Atlético-MG e Cruzeiro estabeleceram o recorde de público pagante da história do estádio: 123.351 pessoas compraram ingressos para ver o clássico do dia 04 de maio, vencido pela Raposa por 1 a 0. Naquela década, o time azul foi hegemônico na chamada “Era Mineirão” e venceu cinco títulos estaduais seguidos. Mas, em 1969, o Atlético-MG, com a camisa da Federação Mineira de Futebol, venceu amistoso contra a Seleção Brasileira – que seria tricampeã do mundo no México – por 2 a 1 e deixou orgulhosa sua fanática torcida. Dois anos depois, em 1971, o Galo escreveu seu nome na história ao conquistar a primeira edição do Campeonato Brasileiro de futebol após grandes jogos realizados no Mineirão, como a vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo na fase final – o título foi conquistado no Maracanã, após vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo. Leia mais clicando aqui!

O clássico de 1969: recorde de público pagante.

 

Ficha do jogo entre Atlético-MG e Brasil, em 1969: dá uma olhada no time que o Galo venceu!

 

Em 1976, foi a vez do Cruzeiro voltar a celebrar uma conquista com a Copa Libertadores, cujo primeiro jogo da final foi disputado no Mineirão e terminou com vitória azul por 4 a 1 sobre o River Plate-ARG. Antes, lá na fase de grupos, o estádio foi palco de um dos mais alucinantes jogos da história da competição: Cruzeiro 5×4 Internacional, uma reedição da final do Brasileirão de 1975, que contou com uma atuação de gala do cruzeirense Joãozinho e de todo o time mineiro no geral. Foi um daqueles jogos únicos, que só aumentaram a fama do estádio de abrigar partidas emocionantes e repletas de gols. Aliás, se tem um placar que o Mineirão despreza e repulsa é um insosso 0 a 0. Ele só admite gols e mais gols em suas redes!

Jairzinho vibra na vitória épica sobre o Inter, em 1976.

 

Ainda em 1976, o Mineirão foi palco da final do Mundial de Clubes entre Cruzeiro e Bayern München-ALE. E, curiosamente, o jogo terminou sem gols, resultado que beneficiou o time alemão, vencedor do duelo de ida, na Alemanha, por 2 a 0.

 

Consagrado na “Santíssima Trindade”

A partir dos anos 1980, o Mineirão cravou seu espaço em definitivo na chamada “santíssima trindade” dos grandes estádios brasileiros, ao lado do Maracanã e do Morumbi. E, em 1979, um fato curioso aconteceu no estádio. O lateral Nelinho, ídolo do Cruzeiro e que teve também uma passagem pelo Atlético-MG, foi desafiado a chutar a bola para fora do estádio, algo tido como “impossível” na época por causa da imensa altura do Gigante. Conhecido por seus chutes poderosos, Nelinho topou o desafio. E conseguiu! Anos depois, Paulo Roberto também mandou a bola para fora do Mineirão, e o goleiro Victor, do Atlético-MG, repetiu o feito já nos anos 2010.

Veja o vídeo de Nelinho:

Além dos jogos de tirar o fôlego – principalmente os proporcionados pelo Atlético-MG de Reinaldo, artilheiro máximo do estádio até hoje com 157 gols -, o Mineirão virou palco de shows e eventos, como o do Kiss, em 1983, e do grupo Menudo, em 1985. Nos anos 1990, o estádio viu de perto a boa fase do Cruzeiro, incluindo o título da Libertadores de 1997, com mais de 100 mil pessoas na decisão. Ainda em 1997, o Cruzeiro foi campeão mineiro com uma vitória por 1 a 0 sobre o Villa Nova em um dia histórico: 132.834 pessoas estabeleceram o recorde de público da história do Mineirão, muito graças à ação promovida pela FMF de conceder gratuidade às mulheres e crianças. Com isso, foram pouco mais de 74 mil pagantes e o restante não-pagante compôs a imensidão de gente nas arquibancadas do Gigante da Pampulha. A boa fase da Raposa teria ainda um desfecho final com o título da Copa do Brasil de 2000, em uma final épica entre Cruzeiro e São Paulo. Leia mais clicando aqui.

Reinaldo: mítico com a bola nos pés e artilheiro em qualquer ocasião.

 

Cleisson no dia do recorde de público da história do Mineirão.

 

Nos mesmos anos 1990, o estádio passou por melhorias, como a troca do gramado, em 1996, mudança nos sistemas de drenagem e irrigação, instalação de placar eletrônico, novos vestiários e construção de pilares para diminuir a vibração das arquibancadas. Outro momento marcante foi o clipe “É Uma Partida De Futebol”, da banda Skank, com imagens do estádio, lances de um clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro e o Mineirão em seu esplendor.

Veja abaixo:

 

Modernização e a reforma para a Copa

Nos anos 2000, o Mineirão começou a encolher com a instalação de assentos numerados em todo o anel superior, que foram estreados em um jogo entre Brasil e Argentina, em 2004. Em 2010, com a proximidade da Copa do Mundo no Brasil, o estádio fechou para profundas reformas para se adequar às normas da FIFA. Entre as implementações, destaque para o rebaixamento do gramado em quase quatro metros, instalação de 166 amortecedores sob a parte superior da estrutura, nova cobertura das arquibancadas para proteger os torcedores de eventuais chuvas, instalação de cadeiras no lugar das gerais e ainda dois telões de LED de 98m2. O novo Mineirão ganhou sua própria usina solar, chamada de Usina Solar Fotovoltaica. Tal usina ajudou o estádio a ser o primeiro do Brasil a ganhar o prêmio máximo de sustentabilidade pelo Green Building Council Institute (EUA), em 2014.

Foto: MARCUS DESIMONI / NITRO

 

Durante a reforma, o estádio ainda reaproveitou cerca de 90% dos resíduos gerados. Na parte externa, o estacionamento foi ampliado (são 2878 vagas) e foi construída uma esplanada de 80 mil metros quadrados com capacidade para 65 mil pessoas. Após quase três anos de obras, o Mineirão foi reaberto em dezembro de 2012 e teve sua primeira partida em fevereiro de 2013, com vitória do Cruzeiro sobre o Atlético-MG por 2 a 1. Com as obras, a capacidade do estádio foi reduzida para pouco mais de 60 mil pessoas.

 

Novas histórias para um ‘jovem’ cinquentão

Novo em folha, o Mineirão teve seu primeiro grande teste durante a Copa das Confederações de 2013, ao abrigar três partidas. Em julho, sediou outra final de Copa Libertadores (a última havia sido em 2009, quando o Estudiantes de Verón bateu o Cruzeiro) e viu o Atlético-MG vencer o Olimpia-PAR para levantar sua primeira Liberta. No ano seguinte, o estádio abrigou seis jogos da Copa do Mundo de 2014, incluindo duas partidas do Brasil. A primeira foi nas oitavas de final, quando o time da casa eliminou o Chile nos pênaltis por 3 a 2, após 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. Naquele dia, o estádio viu uma choradeira sem fim dos jogadores e temeu pelo pior. Parecia um prenúncio do que estava por vir. O estádio não entendeu muito bem o que era aquele time vestido de amarelo. Será que era mesmo o Brasil? Ele que viu tantos esquadrões desfilarem por lá, tantos craques, tinha mesmo que abrigar uma partida daquela ‘coisa’? “Vocês chamam isso de seleção?”, pensava o Gigante. E a consumação veio alguns dias depois, em 08 de julho de 2014.

Na semifinal da Copa, o Brasil (?) voltou a pisar o gramado do Mineirão. O adversário? A Alemanha… Ao final do primeiro tempo, 5 a 0 para os germânicos. No segundo, eles chegaram de novo, vieram de novo, e fizeram mais dois gols. O Brasil ainda descontou. E terminou 7 a 1. Ele já sabia. Foi o maior vexame brasileiro em Copas e um dos jogos mais incríveis de toda a história, transmitido para milhões de pessoas no mundo e consagrado em um estádio que tantas glórias abrigou, mas que tomava o lugar do Maracanazo como palco do jogo mais trágico de toda a história da seleção. Leia mais clicando aqui.

Kroos chuta para marcar um de seus dois gols: jogador foi o melhor em campo.

 

 

O peso daquela partida foi tão grande que a trave e a rede do gol foram direto para o Museu Brasileiro do Futebol, inaugurado em 2013 no complexo do estádio – que curiosamente possui uma sala com o nosso nome, Imortais do Futebol! Queremos royalties! Hehehe! Na verdade, a sala é em alusão aos grandes nomes do nosso futebol. Em 2018, uma ação promovida entre o Museu, o consulado honorário da Alemanha e a ONG alemã DAHW levou uma das traves (a que levou os cinco primeiros da Alemanha e um do Brasil) para Dortmund, onde ficou exposta em um museu por lá. Além disso, foi feita uma campanha para arrecadação de fundos para projetos sociais no Brasil chamada “Goleada do Bem”, que leiloou pedaços da rede. Foram arrecadados cerca de R$ 800 mil, valor repassado a quatro entidades diferentes.

As traves do 7 a 1 embarcando para Dortmund.

 

Leilão teve um final feliz para quatro entidades.

 

Olha o Imortais aí! 😛

 

Em 2016, durante os Jogos Olímpicos do Rio, outra vez o Mineirão serviu como palco para jogos importantes. O estádio abrigou seis partidas do futebol feminino e quatro do masculino. Curiosamente, o Gigante voltou a sediar jogos da Alemanha. E levou bons fluídos aos germânicos. No masculino, o time europeu fez 10 a 0 em Fiji. E, no feminino, a equipe europeia venceu o Canadá por 2 a 0 na semifinal.

A Esplanada, grande espaço para eventos e shows do lado de fora do estádio.

 

Desde então, o Mineirão continua com sua aura intacta como um dos mais importantes e icônicos estádios brasileiros e principal espaço para grandes eventos e shows em BH, ainda mais com a esplanada do lado externo. Black Sabbath, Elton John, Paul McCartney, Beyoncé, Pearl Jam entre outros foram só alguns dos que já se apresentaram ou no estádio ou na esplanada.

Patrimônio de Minas e do país, o Mineirão completou 50 anos em 2015 e ganhou uma festa especial com muita música e festividades. Mas a maior festa é ele quem dá, todos os dias, com sua beleza às margens da Pampulha e sua imensidão que sempre acolheu tão bem o futebol bem jogado e grandes esquadrões. Para todos eles, o Mineirão está sempre pronto. E jovial para mais 50 anos de muita história.

 

Licença Creative Commons
O trabalho Imortais do Futebol – textos do blog de Imortais do Futebol foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial – SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em imortaisdofutebol.com.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença.

3 thoughts on “Mineirão – O Gigante da Pampulha

  1. O mineirão ficou muito elitizado para o futebol. Eu já conhecia o antigo estádio, inclusive fui num jogo com 102.000 pagantes em 1986 entre Galo 1 x 0 Flamengo gol de Nelinho de penalti. Era uma festa popular como deve ser o futebol, hoje virou espetáculo para elite. Os camarotes do Mineirão, os banheiros ficaram parecendo espaços de shoppings, com isso os ingressos ficaram mais caros, acabou a geral que fazia a festa da galera. Uma pena, esse antigo Mineirão virou um retrato na parede e mais nada. Parabéns pela matéria.

  2. Esqueci de falar sobre a bela vitória do Galo sobre a Seleção brasileira de Pelé, Tostão, etc. Foi a unica derrota que a Seleção de Saldanha e depois treinada por Zagalo teve entre as eliminatórias, amistosos e a conquista definitiva da Jules Rimet no México/70. O Galo sempre cantou alto. Parabéns ao Atletico Mineiro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *