Seleção dos Sonhos da Argentina

Por Guilherme Diniz

 

Com mais de 100 anos, a seleção da Argentina possui uma das histórias mais ricas do futebol. Dona de títulos marcantes, a alviceleste sempre teve jogadores extraordinários e que construíram toda a riqueza do futebol do país. Os clubes, extremamente vencedores, também possuem grande participação nessa história fornecendo há mais de um século a matéria prima para a Argentina lutar por títulos e grandes façanhas. Embora viva um jejum angustiante de taças, sempre que entra em campo, a alviceleste é uma das seleções mais queridas dos amantes do futebol por conta dos craques que já vestiram (e vestem) a camisa argentina. E essa seleção dos sonhos é a prova disso. São muitos jogadores históricos, vencedores, inesquecíveis. Escalar apenas 11 foi uma tarefa dificílima, principalmente do meio de campo para frente, afinal, escolher três ou quatro nomes em meio a tantos craques de peso chega a ser um sacrilégio. Mas vocês votaram e decidiram!

 

Argentina dos Sonhos – Escolha dos Leitores e Leitoras

 

Esquema tático: 4-3-3

 

Com pouco mais da metade dos votos, o esquema 4-3-3 foi o preferido, deixando o 4-4-2 em segundo lugar. A formação privilegia o lado ofensivo dessa seleção e foi o esquema do título mundial de 1978 da alviceleste.

O time: Ubaldo Fillol; Javier Zanetti, Daniel Passarella, Oscar Ruggeri e Juan Pablo Sorín; Fernando Redondo, Juan Sebastián Verón e Diego Maradona; Lionel Messi, Gabriel Batistuta e Alfredo Di Stéfano. Técnico: César Menotti.

 

Os Escolhidos

 

Goleiro: Ubaldo Fillol

Campeão do mundo em 1978, El Pato foi um dos maiores goleiros da história da Argentina e fundamental para aquele título da seleção alviceleste. Com muita agilidade e reflexos apurados, fazia defesas impressionantes e era muito regular. Usava bastante as pernas para defender e também grandes pontes para espalmar chutes venenosos dos adversários. Brilhou no River Plate multicampeão nacional entre 1974 e 1983 e chegou a jogar no Flamengo entre 1984 e 1985. Foram 58 jogos pela Argentina de 1974 até 1985. Disputou as Copas de 1974, 1978 e 1982.

Fillol teve quase a metade dos votos e superou Sergio Goycochea, notável goleiro da Argentina vice-campeã mundial em 1990 e bicampeã da Copa América em 1991 e 1993. A terceira posição ficou com Amadeo Carrizo, um gigante dos anos 1950 e 1960 que ficou notabilizado por ser um dos pioneiros na posição em sair jogando com os pés. Na sequência, vieram Nery Pumpido (goleiro campeão do mundo em 1986 pela seleção), Agustín Cejas (arqueiro do Racing campeão da América e do Mundo em 1967) e Julio Cozzi, da lendária seleção argentina dos anos 1940.

 

Lateral-Direito: Javier Zanetti

 

Esse é uma unanimidade. Mesmo sem nenhum grande título pela seleção, o talento de Javier Zanetti sempre foi reconhecido mundialmente. Soberano e absoluto na lateral-direita, foi um dos melhores na posição não só por seu país, mas no futebol mundial ao longo dos anos 1990 e 2000. Escreveu seu nome na história da Internazionale e foi o capitão da equipe de Milão nas conquistas de 2010, entre elas a Liga dos Campeões da UEFA e o Mundial de Clubes da FIFA. Zanetti é o segundo com mais jogos na história da seleção (142 jogos), disputou as Copas de 1998 e 2002 e foi eleito pela própria Associação de Futebol Argentino como o lateral-direito da Argentina dos Sonhos feita pela entidade em 2015. Simplesmente imortal! Leia mais sobre ele clicando aqui! 

Aqui não deu nem graça. Mais de 90% dos votos foram para Zanetti. Foi a segunda maior votação recebida por um jogador na enquete. Olguín e Cuciuffo, campeões do mundo em 1978 e 1986, respectivamente, vieram na sequência, com Norberto Yácono, polivalente do setor defensivo argentino nos anos 1940, completando a lista.

 

Lateral-Esquerdo: Juan Pablo Sorín

Grande conhecido do futebol brasileiro por sua passagem pelo Cruzeiro, Sorín foi um dos mais talentosos laterais dos anos 1990 e 2000 e presença constante na seleção argentina, pela qual chegou a ser até capitão entre 2005 e 2006 (inclusive na Copa do Mundo da Alemanha). Apesar de ser lateral, Sorín ia constantemente ao ataque, marcava gols e dava passes para os companheiros. Ele podia atuar também como zagueiro e volante. Atuou nas Copas do Mundo de 2002 e 2006, disputou 76 jogos pela seleção e marcou 12 gols.

Outro craque que ganhou com grande margem de votos – mais de 61%. Ele deixou para trás Alberto Tarantini (campeão do mundo em 1978), Silvio Marzolini (uma lenda, mas pouco conhecido do público brasileiro), e Julio Olarticoechea, da seleção campeã da Copa de 1986. Juan Sobrero, da grande Argentina dos anos 1940, ficou na última colocação.

 

Zagueiro: Daniel Passarella

Capitão da Argentina campeã do mundo em 1978, segundo maior zagueiro-artilheiro do futebol em todos os tempos (178 gols em 556 jogos), líder nato, preciso em todos os fundamentos, com uma impulsão absurda mesmo tendo 1,74m de altura e uma lenda do esporte sul-americano. Passarella obviamente foi o mais votado zagueiro da enquete por tudo isso e muito mais. Ele jogou muita bola e é até hoje considerado o maior zagueiro que a Argentina já teve. El Grán Capitán faturou ainda a Copa de 1986, mas como reserva do time de Carlos Bilardo. O craque disputou 70 jogos e marcou 22 gols pela seleção, sendo o zagueiro com mais gols na história da alviceleste. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Zagueiro: Oscar Ruggeri

El Cabezón ganha vaga na Argentina dos Sonhos por seu talento e vitoriosa carreira. Com grande vigor físico, senso de colocação e muita regularidade, foi uma lenda do esporte argentino e campeão não só pelo Boca (clube que o revelou), mas principalmente pelo River Plate, pelo qual venceu a Libertadores e o Mundial de Clubes de 1986. Ruggeri foi campeão do mundo com a seleção em 1986 e jogou pela Argentina de 1985 até 1994, disputando 97 jogos e marcando sete gols. Disputou as Copas de 1986, 1990 e 1994.

 

Com a dominância de Passarella, a briga pela segunda vaga no miolo de zaga ficou entre Ruggeri e Perfumo, lenda do Racing dos anos 1960 e ainda muito querido pela torcida do Cruzeiro, clube que ele defendeu de 1971 até 1974. Ruggeri venceu por 12 votos. Outro bem colocado foi Roberto Ayala, figurinha carimbada da Argentina na segunda metade dos anos 1990 e no começo dos anos 2000, seguido de Javier Mascherano, que foi bem como defensor vestindo a camisa alviceleste na campanha do vice-campeonato da Copa de 2014.

 

Volante: Fernando Redondo

Ele fugia do estereótipo do volante destruidor, que ia nas pernas dos adversários. Por que atuar assim quando se tem técnica de sobra para desarmar com precisão, iniciar contra-ataques e até se arriscar na linha de frente marcando gols ou mesmo dando passes? Fernando Redondo foi um dos mais talentosos volantes do futebol mundial nos anos 1990 e 2000 e um ídolo histórico do Real Madrid, clube onde o craque venceu duas Ligas dos Campeões da UEFA, um Mundial de Clubes, dois Campeonatos Espanhóis e uma Supercopa da Espanha. Pela seleção, El Príncipe venceu a Copa América de 1993 e a Copa das Confederações de 1992, além de ter disputado a Copa do Mundo de 1994. Ele só não foi para o Mundial de 1998 por causa da implicância do então técnico argentino, Daniel Passarella, com o cabelo do jogador, exigindo que ele o cortasse. Redondo disse não e a Argentina acabou eliminada nas quartas de final para a Holanda de Bergkamp… Foram apenas 29 partidas pela seleção, mas o reconhecimento de seu talento é eterno pelos argentinos e amantes do futebol. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Volante: Juan Sebastián Verón

Outro jogador simbólico do futebol argentino do final dos anos 1990 e nos anos 2000, La Brujita Verón foi um prodígio do meio de campo que deixou cedo seu país, em 1996, para escrever seu nome no futebol europeu. Brilhou com as camisas do Parma campeão da Copa da UEFA e da Copa da Itália em 1998-1999, na Lazio campeã italiana e da Copa da Itália em 1999-2000, no Manchester United campeão inglês em 2002-2003 e na Internazionale bicampeã da Copa da Itália em 2004-2005 e 2005-2006 e campeã da Itália em 2005-2006. Depois de tanto sucesso na Europa, voltou ao seu querido Estudiantes para levantar uma histórica Libertadores em 2009 e dois Campeonatos Argentinos (2006 e 2010). Rápido, técnico e raçudo, tinha todas as características clássicas de um volante argentino. Jogou na seleção de 1996 até 2010 e disputou as Copas de 1998, 2002 e 2010. Foram 73 jogos e nove gols pela Argentina.

 

Redondo e Verón foram soberanos na eleição, principalmente o primeiro, com quase 75% dos votos. Vale destacar a imensa votação de Verón, que conseguiu desbancar Diego Simeone, clássico volante dos anos 1990, e principalmente Osvaldo Ardiles, a surpresa por ficar apenas na quarta posição – ele foi um craque excepcional e campeão do mundo com a Argentina em 1978. Carlos Sosa e Néstor Rossi, lendas antigas do futebol argentino, acabaram longe dos craques mais “novos”.

 

Meia: Diego Maradona

Com quase 100% dos votos, Dieguito obviamente ganhou sua vaga nesta Argentina dos Sonhos. Com uma história digna de filme, cheia de drama, ação, aventura, suspense e até ficção, a carreira de Maradona e sua vida sempre estiveram ligados à seleção. De sua primeira Copa, em 1982, até a última, em 1994, Maradona foi o símbolo máximo da equipe alviceleste. Em 1986, teve um dos desempenhos individuais mais impressionantes da história das Copas. O que ele jogou no México foi algo imensurável, só vendo para crer. Deu passes, marcou o gol mais polêmico das Copas e também o mais bonito no mesmo jogo, classificou com dois gols seus a Argentina para a final e encontrou os espaços que precisava para derrotar a Alemanha na decisão. Em 1990, conseguiu dividir uma cidade – Nápoles – quando sua Argentina encarou a anfitriã Itália nas semifinais da Copa. Melhor para ele, que saiu vencedor nos pênaltis. Na decisão, porém, deu Alemanha. Com uma vida errática fora de campo, Maradona foi Dios dentro dele. E isso ninguém pode contestar. Foram 91 jogos, 34 gols e quatro Copas do Mundo disputadas. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Como o esquema 4-3-3 venceu a eleição, Maradona ganhou praticamente sozinho a disputa na posição de armador do time. Caso fosse num 4-4-2, aí o genial Juan Román Riquelme ganharia posição ao lado de Dieguito por sua votação expressiva – mais de 58% dos votos-, mais do que todos os outros craques na disputa, incluindo Ricardo Bochini, ídolo do Independiente, Adolfo Pedernera, gênio da Argentina dos anos 1940, do River Plate e do Millonarios, e Ángel Di María.

 

Atacante: Lionel Messi

Maior artilheiro da alviceleste com 70 gols em 138 jogos. Seis vezes melhor do mundo. Maior artilheiro do Campeonato Espanhol. Autor de mais de 700 gols. La Pulga pode nunca ter vencido uma taça com a Argentina e ter desperdiçado a chance da carreira na fatídica Copa do Mundo de 2014, mas não tem como montar uma Argentina sem Messi. O craque começou a ser convocado em 2005 e desde então vive uma relação conturbada com a torcida argentina. Já carregou o time sozinho em diversas ocasiões e foi o principal responsável pela classificação da equipe ao Mundial de 2018, mas sempre conviveu com as críticas quando o time foi eliminado em Copas do Mundo e Copas Américas. Messi disputou as Copas de 2006, 2010, 2014 e 2018 e também as Copas Américas de 2007, 2011, 2015, 2016 e 2019. É um dos maiores jogadores de todos os tempos.

 

Atacante: Gabriel Batistuta

El Batigol foi ídolo por onde passou e uma referência da seleção argentina nos anos 1990. Matador nato, disputou as Copas de 1994, 1998 e 2002 e se transformou no maior artilheiro da Argentina em Copas com 10 gols, sendo quatro em 1994 e cinco em 1998. Batistuta é ainda dono de vários recordes ainda inalcançados na seleção: maior número de gols em torneios internacionais (38 gols), maior número de gols em Copas das Confederações (quatro gols), maior número de gols em uma só Copa América (seis gols, em 1991), maior número de gols na era moderna da Copa América (13 gols) e único a anotar dois hat-tricks em Copas (1994 e 1998). Com um senso de colocação formidável e inteligentíssimo, ele em campo era sinônimo de gol. Foi figura marcante no Newell’s Old Boys do final dos anos 1980 e campeão no River Plate, na Fiorentina e principalmente na Roma, pela qual venceu o título italiano em 2001. Batistuta é o segundo maior artilheiro da história da seleção com 56 gols em 78 jogos. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Atacante: Alfredo Di Stéfano

O jovem Alfredo com a camisa argentina: cena rara, mas inesquecível.

 

La Saeta Rubia completa a trinca de ataque da Argentina dos Sonhos. Lenda incontestável do futebol e campeão do Campeonato Sul-Americano de 1947 pela seleção, ele disputou exatos seis jogos no torneio e marcou seis gols. No entanto, o craque acabou deixando o futebol de seu país para jogar a liga pirata da Colômbia pelo Millonarios, algo que acabou gerando uma punição ao jogador por parte da FIFA após Di Stéfano atuar em quatro partidas amistosas pela Colômbia sem permissão legal. Jogando por mais de uma década pelo Real Madrid e vencendo todos os títulos possíveis, Di Stéfano acabou se naturalizando espanhol e jogou pela Espanha 31 partidas, com 23 gols marcados. No entanto, ele nunca disputou uma Copa do Mundo. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Com tantos craques ofensivos, escolher apenas três para o ataque argentino foi bem difícil, mas o trio Messi (89%), Batistuta (57,5%) e Di Stéfano (55,3%) conseguiu superar as várias lendas alvicelestes na disputa. Mário Kempes, artilheiro da Argentina campeã do mundo em 1978, foi quem mais se aproximou da titularidade com 41,2% dos votos. Depois dele, vieram José Manuel Moreno, brilhante craque dos anos 1940, Claudio Caniggia, icônico atacante dos anos 1990 e carrasco da seleção brasileira na Copa de 1990, e Ángel Labruna, lenda do River Plate.

 

Técnico: César Menotti

O comandante da Argentina campeã do mundo em 1978 foi o escolhido para treinar essa seleção dos sonhos. Menotti marcou seu nome na história não só pelo título mundial, mas também pelo conhecimento que sempre teve e demonstrado nos times que treinou. Embora tenha apenas quatro títulos pelos clubes que dirigiu – um campeonato nacional pelo Huracán-ARG, em 1973, uma Copa do Rei, uma Copa da Liga e uma Supercopa, todos em 1983, pelo Barcelona-ESP -, Menotti sempre foi uma figura de respeito no futebol e referência em seu país. Ele comandou a seleção de 1974 até 1983, venceu a Copa de 1978, o Mundial Sub-20 de 1979 e levou a Argentina até a segunda fase do Mundial de 1982. Foram 86 jogos, com 47 vitórias, 20 empates e 19 derrotas, aproveitamento de 66%. Em 2019, foi eleito pela AFA o diretor de seleções da entidade.

 

A disputa foi acirrada e Menotti venceu por apenas um voto o “mago das Américas” Carlos Bianchi, tetracampeão da Libertadores e que deveria ter tido uma chance no comando da alviceleste na carreira. Carlos Bilardo, campeão do mundo em 1986, ficou na terceira posição, seguido de Marcelo Bielsa, Diego Simeone, Marcelo Gallardo, Guillermo Stábile e Carlos Peucelle.

 

Reservas imediatos

Goleiro: Sergio Goycochea

Laterais-Direitos: Jorge Olguín e José Luis Cuciuffo

Lateral-Esquerdo: Alberto Tarantini

Zagueiros: Roberto Perfumo e Roberto Ayala

Volantes: Diego Simeone e Osvaldo Ardiles

Meias: Juan Román Riquelme, Adolfo Pedernera e Ricardo Bochini

Atacantes: Mario Kempes, José Manuel Moreno e Claudio Caniggia

Auxiliar técnico: Carlos Bianchi

 

O Imortais também escalou a sua seleção! Veja abaixo:

 

Argentina dos Sonhos – Escolha do Imortais

Esquema tático: 4-2-1-3

O time: Amadeo Carrizo; Javier Zanetti, Daniel Passarella, Roberto Perfumo e Silvio Marzolini; Fernando Redondo e Osvaldo Ardiles; Diego Maradona; Lionel Messi, José Manuel Moreno e Alfredo Di Stéfano. Técnico: Carlos Bianchi.

 

Recheada de craques, a Argentina dos Sonhos jogaria no 4-2-1-3, com Maradona como maestro de um ataque formidável Messi, Moreno e Di Stéfano. Os reservas imediatos seriam Riquelme, Pedernera e Batistuta para o setor ofensivo, Néstor Rossi e Verón no meio de campo, Sorín e Cuciuffo para as laterais, José Salomón para a zaga e Fillol no gol. O técnico seria Carlos Bianchi, afinal, só um mago para conseguir extrair tanta magia de um timaço desse!

 

Os escolhidos pelo Imortais ausentes na seleção dos leitores (as):

 

Goleiro: Amadeo Carrizo

Imponente, destemido e pioneiro. Carrizo foi um dos maiores goleiros da história do futebol e uma lenda do River Plate, pelo qual venceu sete campeonatos nacionais e jogou de 1945 até 1968. O Tarzán, além de fazer defesas incríveis e se impor perante os atacantes nas saídas do gol, sabia jogar com os pés e fez escola ao inspirar vários arqueiros que ficaram marcados por essa particularidade como Hugo Gatti, René Higuita, José Chilavert, Rogério Ceni, entre outros. Carrizo disputou 20 partidas pela Argentina e esteve na Copa do Mundo de 1958, que acabou sendo terrível para ele, pois a equipe alviceleste foi eliminada precocemente e levou 10 gols em apenas três jogos, com Carrizo bastante criticado na volta ao país. Mesmo assim, o craque é até hoje um dos mais lendários goleiros do futebol. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Lateral-Esquerdo: Silvio Marzolini

Pouco conhecido das gerações mais novas, Silvio Marzolini deve estar presente em qualquer lista de melhores laterais-esquerdos da história do futebol argentino. Com carreira estreitamente ligada ao Boca Juniors (o craque jogou de 1960 até 1972 nos xeneizes e faturou seis títulos), Marzolini tinha técnica, visão de jogo, vigor físico e liderança. Disputou 28 jogos pela seleção, esteve em duas Copas do Mundo (1962 e 1966) e foi eleito o melhor lateral-esquerdo da Copa do Mundo de 1966.

 

Zagueiro: Roberto Perfumo

Inteligentíssimo, marcador implacável, líder e vencedor. Perfumo foi sinônimo de zagueiro nos anos 1960 e 1970 e um dos maiores defensores do futebol sul-americano e mundial no século XX. Ele iniciou a carreira no Racing e rapidamente ganhou a titularidade. Soberano na zaga, foi campeão nacional em 1966 e da Libertadores e do Mundial em 1967 em um dos maiores esquadrões da história. Após 11 anos na Academia, foi jogar no Cruzeiro-BRA e virou ídolo dos mineiros ao vencer três títulos estaduais e quase faturar um Campeonato Brasileiro em 1974 (a taça ficou com o Vasco de Roberto Dinamite). Em 1975, voltou à Argentina para encerrar a carreira no River Plate, levantando três títulos nacionais – o último em 1977. Curiosamente, em 1976, ele ficou com o vice da Libertadores ao perder para seu ex-clube, o Cruzeiro. Pela seleção, Perfumo disputou 37 jogos e foi capitão em 25 deles, inclusive na Copa do Mundo de 1974. O craque disputou também a Copa de 1966. Ganhou o singelo apelido de “Marechal”.

 

Volante: Osvaldo Ardiles

Foi o motor do meio de campo da Argentina campeã do mundo em 1978 e um dos principais volantes dos anos 1970 e 1980 do país. Tinha um fôlego privilegiado e técnica apurada para desarmar adversários, dar passes precisos e armar contra-ataques. Disputou ainda a Copa de 1982 e conseguiu ser ídolo no Tottenham-ING mesmo quando estourou a Guerra das Malvinas entre ingleses e argentinos. Só um craque para conseguir isso… Foram 53 jogos e oito gols pela seleção de 1973 até 1983.

 

Atacante: José Manuel Moreno

El Charro foi um dos mais completos jogadores argentinos (e latinos) de todos os tempos, virtuoso armador e goleador, prático, rápido, genial. Para muitos, foi o mais brilhante craque argentino até o surgimento de Maradona – alguns o consideram mais completo que o próprio Dieguito. De personalidade forte dentro e fora de campo, José Manuel Moreno fez história no River compondo a linha de ataque inesquecível da Máquina dos anos 1940. Pela seleção, disputou 34 jogos e marcou 19 gols. Foi campeão continental em 1941 e 1947 e vice em 1942. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Técnico: Carlos Bianchi

Seu gênio forte sempre bateu de frente com os dirigentes da AFA, por isso, nunca foi técnico da seleção argentina. Mas, nessa equipe dos sonhos, Bianchi teria espaço graças ao seu talento em formar times competitivos ao extremo e saber utilizar com maestria os mais variados craques. Seus trabalhos no Vélez campeão da América e do mundo em 1994 e no super Boca Juniors dos anos 2000 são obras eternas que simbolizam o máximo do que foi El Virrey. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

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5 thoughts on “Seleção dos Sonhos da Argentina

  1. Essa seção Time dos Sonhos resume bem o termo. É emocionante imaginar como seria ver todas essas lendas jogando na mesma equipe. Já frequento o Blog há muito tempo e sou apaixonado por todas as matérias. Nesse time dos sonhos da Argentina, na minha humilde opinião, Kempes deveria fechar o trio de ataque com Messi e Batigol, devido a Di Stefano ter se naturalizado Espanhol e não ter conquistado nada com a seleção, ao contrário de Kempes campeão do mundo em 78. Mas tá valendo! Baita seleção!

  2. Top demais a página de vocês! Acho injusto colocar o Di Stefano na seleção. Com certeza entraria o Kempes. E o Ardiles no lugar do Veron.
    Di Stefano foi mais espanhol que argentino. Hahaha.

    1. Muito obrigado pelos elogios! Pensei no Kempes também, mas o Di Stéfano foi mais craque e jogou muito nas pouquíssimas partidas que fez. Já o Verón na primeira seleção foi escolha do público, por isso, ficou fora da jurisdição do Imortais hehehe! 🙂

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