Seleção dos Sonhos da Holanda

 

Por Guilherme Diniz

 

Eles revolucionaram o futebol nos anos 1970 com uma seleção inesquecível, espetacular. O Carrossel de 1974 merecia a Copa do Mundo, mas ela teimou em ficar com a Alemanha. Quatro anos depois, outra vez a Copa escapou. Dez anos se passaram e, enfim, eles venceram um grande título – e com um grande time – a Eurocopa de 1988. Mais alguns anos se passaram e detalhes privaram um novo timaço vestindo laranja de brigar pela Copa de 1998. Em 2010, outra final, outro vice. Mesmo sem nunca ter vencido o maior troféu do futebol mundial, é inegável reconhecer que a Holanda possui uma das histórias mais ricas do esporte e tenha contribuído para o engrandecimento do futebol com craques sensacionais, inteligentes, habilidosos, táticos, únicos. Com a lista que fizemos para a escolha da Seleção dos Sonhos da Holanda seria possível montar no mínimo quatro equipes fantásticas e capazes de encarar qualquer esquadrão em épocas distintas da história do futebol. Foi difícil escolher apenas 11, mas vocês foram ótimos no time final! Vamos a ele! 🙂

 

Holanda dos Sonhos – Escolha dos Leitores e Leitoras

 

Esquema tático: 4-3-3

A Holanda sempre ficou marcada por atuar em um 4-3-3 e tal esquema prevaleceu nessa seleção, com 44,4%, mais do que a votação dos outros três esquemas na sequência somados. Os leitores e leitoras preferiram a tradição e a ofensividade tão características no estilo holandês de jogar.

 

 

O time: Edwin van der Sar; Wim Suurbier, Ronald Koeman, Frank de Boer e Ruud Krol; Frank Rijkaard, Ruud Gullit e Johan Cruyff; Arjen Robben, Marco van Basten e Dennis Bergkamp. Técnico: Rinus Michels.

 

Os Escolhidos

 

Goleiro: Edwin van der Sar

Foram 130 jogos vestindo a camisa da Holanda (é o segundo na lista dos que mais vestiram o manto laranja), duas Copas do Mundo disputadas (1998 e 2006) e defesas sensacionais. Tudo isso fizeram de Edwin van der Sar um dos mais brilhantes goleiros dos anos 1990 e 2000 e uma lenda do futebol holandês. Cria do Ajax, fez parte do timaço campeão da Europa em 1995 e virou ídolo, também, no Manchester United, onde jogou de 2005 até 2011, vencendo outra Liga dos Campeões da UEFA, em 2008. Van der Sar jogou pela seleção de 1995 até 2008 e esteve no timaço holandês na Copa de 1998 que quase alcançou a final. Com quase dois metros de altura, uma invejável envergadura, agilidade, senso de colocação e muito profissional, foi um cracaço. E defende com louvor a meta dessa Holanda dos Sonhos.

 

Com 92,7% dos votos, Van der Sar protagonizou a maior “lavada” de toda a enquete. Ele não deu chance alguma para seus concorrentes. A segunda posição ficou com Hans van Breukelen, goleiro campeão da Europa pela Holanda em 1988 e ídolo do PSV multicampeão dos anos 1980. O terceiro lugar ficou com Jan Jongbloed, arqueiro do Carrossel de 1974.

 

Lateral-Direito: Wim Suurbier

Com 17 títulos pelo Ajax e duas Copas do Mundo pela seleção, Wim Suurbier sem dúvida foi um dos mais completos defensores de sua época e lateral-direito titular dos maiores times do futebol holandês. Forte na marcação, nos passes e no apoio ao ataque, tinha todas as virtudes necessárias para manter em funcionamento o Carrossel de 1974 e a máquina do Ajax tricampeão da Europa entre 1971 e 1973. Foi ainda um dos primeiros laterais modernos do futebol europeu, com a virtude de atacar e defender com a mesma precisão, servindo de exemplo para vários atletas nas décadas seguintes. Jogou pela Holanda de 1966 até 1978, disputou 60 jogos e marcou três gols. Ficou conhecido também por seu jeito irreverente e o gosto por festas e pela noite. Suurbier faleceu em julho de 2020, aos 75 anos, vítima de uma hemorragia intracerebral.

Ele começou perdendo a votação para Michael Reiziger, figurinha carimbada nos times holandeses dos anos 1990, mas Suurbier deu a volta por cima e virou o jogo para vencer a enquete com 40 votos a mais que seu rival direto. Depois da dupla, Wim Jansen, polivalente que também podia atuar no meio de campo e como líbero, terminou na terceira colocação.

 

Lateral-Esquerdo: Ruud Krol

Se o Futebol Total foi o mantra da Holanda nos anos 1970, Ruud Krol foi o exemplo do “defensor total”. Com uma técnica absoluta, classe, liderança e habilidade para jogar em qualquer posição do setor defensivo e também como volante, o craque foi uma lenda incontestável de seu país, colecionou títulos pelo Ajax de 1968 até 1980 e vestiu a camisa laranja em 83 jogos, marcando quatro gols. Krol disputou as Copas de 1974 e 1978, esta como capitão. Ele foi eleito ainda para os dois All-Star Teams das Copas de 1974 e 1978, foi 3º colocado no Ballon d’Or de 1979 e ganhou o Guérin d’Or de futebolista do ano no futebol italiano jogando com a camisa do Napoli, em 1981. Leia mais sobre ele clicando aqui!

Krol teve mais que o dobro de votos do segundo colocado, Phillip Cocu, grande nome do futebol holandês nos anos 1990, presente no time de 1998 e com 101 jogos pela Holanda na carreira. Polivalente, Cocu podia atuar ainda como meio-campista, ponta-esquerda, atacante e meia. Depois dele, Gio van Bronckhorst, capitão da Holanda no vice-campeonato da Copa do Mundo de 2010 e 5º jogador com mais partidas na história da seleção (106 jogos), ficou no terceiro lugar.

 

Zagueiro: Ronald Koeman

Dono de um potente chute e letal em bolas paradas, perito em lançamentos de longa distância, habilidoso, capaz de atuar como zagueiro, líbero ou volante e maior zagueiro-artilheiro de todos os tempos com 253 gols em 763 jogos na carreira (!). Ronald Koeman é outra lenda do futebol holandês que merecia obviamente seu lugar nessa seleção. Cria do Groningen, ele virou estrela após ir para o PSV, em 1986, e colecionar taças pelo clube holandês, incluindo uma Liga dos Campeões da UEFA em 1988. Anos depois, viveu o auge no Dream Team do Barcelona campeão da Liga dos Campeões de 1992, com gol de falta do próprio Koeman na decisão contra a Sampdoria-ITA. Com mais gols do que muito atacante jamais sonhou em fazer, Koeman jamais se contentou em apenas defender e era uma perigo constante quando avançava ao setor ofensivo e mandava suas bombas em cobranças de falta. Pela seleção, venceu a Eurocopa de 1988 e disputou as Copas do Mundo de 1990 e 1994. Foram 78 jogos e 14 gols pela Holanda. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Zagueiro: Frank de Boer

Pode um jogador tão habilidoso, que ficaria bem vestindo a camisa 10, jogar na defesa? Bem, se ele for Frank de Boer, sem dúvida! Terceiro na lista de jogadores com mais partidas pela Holanda com 112 jogos e 13 gols, e presente em duas Copas (1994 e 1998), o zagueiro foi um dos maiores na posição na história e símbolo de uma era de ouro do futebol holandês. Cria do Ajax, estava no já citado time campeão europeu de 1995 e brilhou no futebol mundial graças a sua técnica para sair jogando, seus desarmes de precisão absurda e ainda por iniciar jogadas de ataque com passes impecáveis e lançamentos de longa distância perfeitos, como na Copa do Mundo de 1998, quando fez um de mais de 40 metros para Dennis Bergkamp anotar um gol espetacular contra a Argentina, nas quartas de final. Aliás, naquela Copa, De Boer jogou muito, foi capitão do time, conseguiu neutralizar várias jogadas de Ronaldo na épica semifinal contra o Brasil e foi eleito para o All-Star Team do torneio. Leia mais sobre ele clicando aqui!

A disputa para as duas posições da zaga ficou polarizada entre Koeman e De Boer, que conseguiram suas vagas com grande margem de votos: 84,5% para Koeman e 54,2% para De Boer. A terceira posição ficou com Frank Rijkaard, notável como volante, mas também célebre por jogar na defesa em diversas equipes. Depois dele apareceu Virgil van Dijk, zagueiro do Liverpool que por pouco não venceu o prêmio de Melhor Jogador do Mundo em 2019 e que já é um dos melhores na posição há muito tempo. Outro craque bem votado foi Jaap Stam, presença constante em vários timaços holandeses nos anos 1990 e 2000.

 

Volante: Frank Rijkaard

Dono de uma rara classe, capaz de desarmar rivais com precisão e iniciar jogadas de ataque como poucos, Rijkaard ganhou a cobiçada vaga de volante nessa Holanda dos Sonhos por seu futebol impecável e pela quantidade de títulos que conquistou na carreira. Revelado pelo Ajax, venceu sete títulos nos anos 1980 antes de virar estrela no melhor Milan de todos os tempos, aquele bicampeão do mundo e da Europa em 1989 e 1990. Já nos anos 1990, voltou ao Ajax para jogar na zaga e vencer outra Liga dos Campeões, em 1995. Pela seleção, Rijkaard disputou 73 jogos e marcou 10 gols. Após pendurar as chuteiras, virou técnico e voltou aos holofotes comandando o Barcelona de Ronaldinho nos anos 2000. O craque também foi técnico da Holanda entre 1998 e 2000 e comandou a equipe na Eurocopa de 2000. Leia mais sobre ele clicando aqui!

Como o esquema 4-3-3 venceu a disputa, coube apenas um volante de ofício nesse time, por isso, Rijkaard venceu com 65,1% dos votos. Ele superou Clarence Seedorf, um dos mais talentosos e vitoriosos jogadores dos anos 1990 e 2000. Outro muito bem votado foi Edgar Davids, incansável volante da Holanda de 1998 e célebre por atuar em vários esquadrões, entre eles o Ajax dos anos 1990 e a Juventus dos anos 2000. Arie Haan e Willem van Hanegem, craques do Carrossel de 1974, completaram a lista dos mais votados.

 

Meia / Volante: Ruud Gullit 

Com sua inconfundível cabeleira, ele era reconhecido por qualquer amante do futebol não somente pelo seu estilo, mas também por seu talento excepcional. Forte, alto, rápido, técnico, matador, com visão de jogo plena e um vencedor nato, Ruud Gullit marcou gerações e foi ídolo por praticamente todos os clubes que passou, principalmente no super Milan do final dos anos 1980 e início dos anos 1990. Polivalente, Gullit podia atuar como atacante, ponta, meia e meio-campista mais recuado. Foi um dos símbolos do Futebol Total exatamente por ser capaz de atuar em várias posições, seja para interceptar jogadas de rivais e marcar, seja para arquitetar e atacar. Seu auge foi não só pelo Milan, mas também pela própria Holanda, ao ser o capitão que teve a honra de erguer a Eurocopa de 1988 com direito a gol dele na decisão contra a URSS. Foram 66 jogos e 17 gols com a camisa laranja entre 1981 e 1994, além de uma Copa do Mundo disputada, em 1990. Gullit teve ainda uma breve carreira como técnico, iniciada no Chelsea-ING, onde ele exerceu a função de jogador-treinador. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Meia: Johan Cruyff

É óbvio que o maior gênio do futebol holandês em todos os tempos e um dos cinco maiores jogadores de toda história estaria nessa Holanda dos Sonhos. Podemos dividir o futebol holandês em a.C. e d.C. (antes de Cruyff, depois de Cruyff) tamanha sua importância para o reconhecimento do país no cenário esportivo e também nos clubes pelos quais jogou. No Ajax, Cruyff foi uma lenda, tricampeão da Liga dos Campeões da UEFA, multicampeão nacional, estandarte do Futebol Total e jogador que dá nome ao estádio do clube, a Johan Cruyff Arena. Na seleção, Cruyff disputou apenas uma Copa, a de 1974, o suficiente para colocá-lo entre os maiores do torneio com atuações mágicas, gols e lances maravilhosos. No Barcelona, criou a ideologia do futebol bem jogado, da excelência nos passes, da dominância diante do adversário e arrancou aplausos até mesmo do rival Real Madrid. Além de tudo isso, colecionou títulos individuais (entre eles três Ballon d’Or) e foi ainda um técnico incrível, que levou o Barcelona a títulos históricos e inéditos nos anos 1990. Cruyff disputou 48 jogos e marcou 33 gols pela Holanda, é o 9º maior artilheiro da história da seleção e um personagem que merece sempre toda e máxima honraria e respeito. Leia mais sobre ele clicando aqui!

Os meias dessa seleção dos sonhos foram absolutos na votação e dariam uma qualidade absurda à criação de jogadas do time, além de ajudarem na marcação graças às suas polivalências. Cruyff teve quase 80% dos votos, e Gullit, 71,4%. Após a dupla de ouro veio Johan Neeskens, outro motor do Carrossel de 1974 e craque imortal do Ajax dos anos 1970. Wesley Sneijder, cérebro da Holanda vice-campeã mundial em 2010, também foi bem votado e apareceu na 4ª colocação com quase 23% dos votos.

 

Atacante: Arjen Robben

Por mais manjado que fosse seu drible, todos caíam nele. E, com a bola grudada em seus pés, poucos conseguiram desarmá-lo. Um dos mais notáveis e habilidosos pontas-direitas do futebol nos anos 2000 e 2010, Arjen Robben ganhou vaga nessa Holanda dos Sonhos por suas grandes atuações em diversas equipes, principalmente pelo Bayern München, pelo qual venceu a Liga dos Campeões da UEFA de 2013, marcando o gol do título na final contra o Borussia Dortmund. Por falar em título, esteve nos pés dele a mais clara chance de gol da Holanda na final da Copa de 2010, mas o erro diante de Casillas acabou minando a chance de título dos laranjas. Mesmo assim, Robben foi um dos mais talentosos jogadores de seu tempo e o 5º maior artilheiro da seleção com 37 gols em 96 partidas. Veloz, oportunista e dinâmico, sempre foi uma arma perigosa de seus times e disputou as Copas de 2006, 2010 e 2014, esta com novos shows, em especial nos 5 a 1 pra cima da Espanha na fase de grupos.

 

Atacante: Marco van Basten

Ele teve uma das mais breves carreiras do futebol, mas também uma das mais marcantes. Com 300 gols em 431 jogos, Marco van Basten foi um dos mais letais, brilhantes e técnicos atacantes de todos os tempos, um verdadeiro artista com a bola nos pés que encantou multidões vestindo apenas três camisas: do Ajax, do Milan e da Holanda. E ele foi campeão com todas elas. Pelos alvirrubros, Van Basten teve uma média de quase um gol por jogo, venceu sete títulos e catapultou sua carreira anos depois no Milan, pelo qual venceu dez troféus, entre eles as Ligas dos Campeões da UEFA de 1988-1989 e 1989-1990. Pela Holanda, marcou um dos gols mais espetaculares do século XX em plena final de Eurocopa de 1988, tento que valeu o inédito título continental aos laranjas. Em 58 jogos, o craque marcou 24 gols pela Holanda e disputou ainda a Copa do Mundo de 1990. Em 1993, com apenas 28 anos, Van Basten teve que pendurar precocemente as chuteiras por conta das seguidas lesões nos tornozelos, vítimas das pancadas que tanto sofreu dos zagueiros que tinham que apelar para a violência para tentar frear o “holandês voador”. Outro fator que prejudicou demais uma trajetória mais longeva do atacante foram as cirurgias mal sucedidas. Nem sequer uma partida de despedida foi possível para o atacante, Melhor do Mundo pela FIFA em 1992 e três vezes vencedor do Ballon d’Or. Um craque imortal. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Atacante: Dennis Bergkamp

Mesmo com 1,83m de altura, ele tinha habilidade e controle de bola fantásticos. Dentro ou fora da área, conseguia enxergar o jogo como poucos e despistar qualquer zagueiro ou goleiro com apenas um corte, um drible artístico ou um toque por cobertura. Se o jogo estava feio, sem graça, bastava passar-lhe a bola e o feio se tornava bonito. Os toques rudes ganhavam leveza. O futebol parecia bem mais fácil. Só não valia mencionar a palavra “avião”… Dennis Bergkamp foi um dos maiores e mais talentosos atacantes dos anos 1990 e também uma das maiores joias que o futebol holandês já produziu. Extremamente frio na hora de concluir a gol e também nas comemorações (isso quando elas aconteciam), o atacante ganhou o apelido de “Homem de Gelo” por causa dessas suas particularidades. Referência no ataque do renascido Ajax do começo da década de 1990 e uma verdadeira lenda no Arsenal que conquistou taças históricas na virada do século XX, Bergkamp foi também um craque com a camisa da Holanda, pela qual disputou as Copas de 1994 e 1998, com gols e jogadas sublimes em ambas, principalmente em 1998, quando marcou um gol épico contra a Argentina nas quartas de final. Bergkamp é o 4º maior artilheiro da história da Holanda com 37 gols em 79 jogos. Leia mais sobre ele clicando aqui!

Com quase 90% dos votos, Van Basten ganhou a preferência imediata dos leitores e leitoras e se garantiu com folga no ataque desta Holanda. Bergkamp, com 65,4%, e Robben, com 38,6%, vieram na sequência. Cruyff e Gullit, eleitos como meias, também foram bem votados como atacantes e venceram inclusive o Robin van Persie, maior artilheiro da seleção com 50 gols em 102 jogos, Ruud van Nistelrooy, 7º maior goleador da laranja com 35 gols em 70 jogos, e Rob Rensenbrink, craque do Carrossel de 1974.

 

Técnico: Rinus Michels

O lendário mestre do Futebol Total e comandante da Holanda na Copa de 1974 e na conquista da Eurocopa de 1988 é uma unanimidade incontestável no futebol holandês e tido por muitos como o maior técnico de todos os tempos. Tal alcunha não é nenhum exagero, afinal, Michels foi um estudioso do esporte que colocou em prática conceitos excepcionais que serviram como base para alguns dos maiores times da história e referência para dezenas de treinadores de sucesso se espelharem. Michels treinou a Holanda em quatro épocas distintas: 1974, 1984-1985, 1986-1988 e 1990-1992. Uma pena o treinador não ter comandado a laranja no Mundial de 1990, pois sua experiência fez falta para a equipe manter o favoritismo e vencer aquela Copa. Leia muito mais sobre ele clicando aqui!

O “General de Ferro” venceu facilmente seus concorrentes com mais de 82% dos votos. Louis van Gaal, treinador da Holanda na Copa de 2014 e comandante do Ajax campeão europeu em 1995, foi o segundo colocado com quase 10%. A terceira posição foi de Guus Hiddink, treinador da brilhante Holanda na Copa de 1998 e que colecionou taças no PSV dos anos 1980.

 

Reservas imediatos

 

Goleiro: Hans van Breukelen

Lateral-Direito: Michael Reiziger

Lateral-Esquerdo: Phillip Cocu

Zagueiros: Virgil van Dijk e Jaap Stam

Volantes: Clarence Seedorf e Edgar Davids

Meias: Johan Neeskens e Wesley Sneijder

Atacantes: Robin van Persie e Ruud van Nistelrooy

Auxiliar técnico: Louis van Gaal

 

O Imortais também escalou a sua seleção! Veja abaixo:

 

Holanda dos Sonhos – Escolha do Imortais

Esquema tático: 4-1-3-2

O time: Edwin van der Sar; Wim Suurbier, Ronald Koeman, Frank de Boer e Ruud Krol; Frank Rijkaard; Johan Neeskens, Johan Cruyff e Ruud Gullit; Marco van Basten e Dennis Bergkamp. Técnico: Rinus Michels.

 

A equipe do Imortais é bem parecida com a dos leitores (as), mas a entrada de Neeskens no lugar de Robben deixaria o time mais dinâmico e com a possibilidade de Cruyff aparecer como terceiro atacante ou até Gullit surgir em um 4-2-4 bem ofensivo. Na frente, Van Basten e Bergkamp seriam os atacantes de ofício e o sistema defensivo seria o trivial e clássico: Van der Sar no gol, Suurbier e Krol nas laterais e Koeman e De Boer na zaga, com Rijkaard no miolo central.

No banco, as opções imediatas seriam Van Breukelen no gol, Reiziger para a lateral-direita, Cocu para a esquerda, Stam e Van Dijk para a zaga, Seedorf, Davids, Willem van Hanegem e Sneijder para o meio de campo e Faas Wilkes, Rob Rensenbrink, Arjen Robben, e Robin van Persie para o ataque! Ah, se eles pudessem jogar juntos…

 

O escolhido pelo Imortais ausente na seleção dos leitores (as):

 

Meia: Johan Neeskens

O que o fabuloso Ajax tricampeão europeu nos anos 1970 e a Holanda vice-campeã mundial em 1974 e 1978 tiveram em comum? Todos foram movidos por um mesmo “pulmão mecânico” que jamais fraquejou ou necessitou de reparos. Aquela peça fundamental trabalhava limpidamente e com uma eficiência impressionante que municiava as demais engrenagens num ritmo acelerado, inovador e único. Era a totalidade do futebol. E a tona dos maiores esquadrões que o futebol holandês já teve. Se Johan Cruyff foi o coração e o mais famoso craque total, Neeskens foi o pulmão e o maestro de uma era inesquecível do futebol holandês. Com 17 gols em 49 jogos pela seleção entre 1970 e 1981, o craque brilhou não só pelo Ajax e pela Holanda, mas também pelo Barcelona e até no New York Cosmos. Preciso nos desarmes, passes, criação de jogadas e elemento de ataque, Neeskens é até hoje um dos mais lendários jogadores holandeses de todos os tempos. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

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3 thoughts on “Seleção dos Sonhos da Holanda

      1. Neeskens muito melhor e muito mais essencial para a Holanda e Ajax, era quase um onipresente em campo e com uma enorme categoria… A minha seleção é igual a dos imortais, porém ficou no 4-3-3, Cruijff ficou no ataque.

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