Time dos Sonhos do Real Madrid

 

Por Guilherme Diniz

 

Recordista de títulos internacionais, de Ligas dos Campeões da UEFA e de Mundiais, além de ser um legítimo “rei” entre os clubes do mundo, o Real Madrid possui uma história única e impressionante. Com esquadrões memoráveis em quase todas as décadas pós-1950, o clube sempre quis ter os melhores atletas do mundo e os times mais fortes do mundo, por isso, nunca poupou esforços – nem dinheiro – para conseguir seus objetivos. Claro que nem sempre a megalomania deu certo, mas pode-se dizer que os merengues acertaram muito bem nas centenas de contratações que já fizeram. Os títulos e as maneiras como eles foram conquistados ajudaram ainda mais a popularizar o clube e rendem memórias marcantes aos amantes do futebol, principalmente dos times das décadas de 1950, 1960, 1980, 1990, 2000 e 2010. Com tantos nomes, vários ficaram de fora, mas o Time dos Sonhos escolhido por vocês ficou fantástico, embora com ausências sentidas na zaga e no meio de campo, “corrigidas” pelo Time dos Sonhos feito pelo Imortais. A unanimidade é que todos os esquadrões são incríveis. Vamos a eles!

 

Os convocados pelos leitores e leitoras:

 

Goleiros: Iker Casillas e Ricardo Zamora

Laterais-Direitos: Carvajal e Sergio Ramos

Laterais-Esquerdos: Roberto Carlos e Marcelo

Zagueiros: Hierro, Sergio Ramos, Santamaría e Cannavaro

Volantes: Redondo, Toni Kroos e Casemiro

Meias: Zidane, Francisco Gento, Luís Figo e Raymond Kopa

Atacantes: Cristiano Ronaldo, Alfredo Di Stéfano, Ferenc Puskás, Raúl González e Ronaldo

Técnico: Zinédine Zidane

 

Esquema tático escolhido pelos leitores e leitoras: 4-3-3

Super bem votado como lateral-direito e como zagueiro, Sergio Ramos ganhou o direito de atuar nos dois times, tanto no A (como zagueiro) como no B (como lateral). Também pudera, afinal, o jogador já é uma lenda merengue e capitão da dinastia construída entre 2016 e 2018 na Liga dos Campeões da UEFA!

 

Time A – formação 1 – 4-3-3:

Casillas; Carvajal, Sergio Ramos, Hierro e Roberto Carlos; Redondo, Zidane e Francisco Gento; Alfredo Di Stéfano, Ferenc Puskás e Cristiano Ronaldo.

 

As dinastias do Real na Liga dos Campeões da UEFA pesaram bastante na montagem deste Time dos Sonhos. Basta ver a escalação e encontrar os personagens que marcaram todos os timaços multicampeões da Europa. No gol, Casillas, goleiro dos títulos de 2000, 2002 e 2014, maior goleiro da história do futebol espanhol e um dos maiores deste século. Na lateral-direita, Carvajal, nome conhecido do tricampeonato de 2016-2018. Na esquerda, o brasileiro Roberto Carlos, absoluto no esquadrão campeão europeu em 1998, 2000 e 2002 e um dos mais talentosos da virada do século. No miolo de zaga, Sergio Ramos, capitão do tricampeonato de 2016-2018 e autor do gol salvador que empurrou o Real para o título de 2014, e Fernando Hierro, presente nos times de 1998, 2000 e 2002.

O meio de campo teria a proteção de Fernando Redondo, simplesmente um monstro no time bicampeão em 1998 e 2000, a criação de Zidane, cérebro do time campeão de 2002, e a velocidade de Francisco Gento, seis vezes campeão da Europa com o Real, um recorde, sendo cinco nos anos 1950 e uma vez em 1966. No ataque, um trio devastador e imparável: Di Stéfano, pentacampeão da Europa, embaixador do Real, lenda, artilheiro, patrimônio do clube; Ferenc Puskás, o Major Galopante, tricampeão da Europa, autor de quatro gols na final histórica de 1960, maior jogador húngaro de todos os tempos e um dos maiores do século XX, e Cristiano Ronaldo, o craque do time quatro vezes campeão da Europa entre 2014 e 2018, o artilheiro inesgotável, o homem que teve média superior a um gol por jogo com a camisa merengue, a máquina de golos do século XXI. Para comandar todos esses craques, Zizou, que trouxe de volta a dinastia merengue à Europa entre 2016 e 2018.

 

Time B – formação – 4-3-3: 

Zamora; Sergio Ramos, Santamaría, Cannavaro e Marcelo; Casemiro, Luís Figo e Toni Kroos; Raymond Kopa, Ronaldo e Raúl González.

 

O time B deste Real também utiliza como base os multicampeões europeus, mas com 3 “intrusos”: Zamora, lendário goleiro dos anos 1930 e maior goleiro espanhol de todos os tempos até o surgimento de Casillas; Cannavaro, que desembarcou em Madri em 2006 como maior zagueiro do mundo e foi lembrado justamente por suas atuações marcantes naquele ano e também em 2007, e Ronaldo, que chegou em 2002 após a conquista da Liga dos Campeões e acabou não levantando a Velhinha Orelhuda, mas foi fundamental no título do Mundial Interclubes daquele ano e ainda protagonizou grandes jogos com a camisa merengue. Os outros escolhidos foram o brasileiro Marcelo, lateral-esquerdo que viveu grande fase no Real entre 2013 e 2018, Santamaría, zagueiro uruguaio que viveu o auge com a camisa merengue nos anos 1950, e o já citado Sergio Ramos, para a lateral-direita. 

No meio, este time teria uma pegada mais defensiva em relação ao time A, com o brasileiro Casemiro e o alemão Toni Kroos, membros do time tricampeão europeu entre 2016-2018, atuando mais recuados e distribuindo a bola para as investidas de Marcelo, pela esquerda, e o português Luís Figo, pela direita, meia que marcou época no Real com o título europeu de 2002 após uma conturbada saída do rival Barça. No ataque, o francês Raymond Kopa, presente no timaço dos anos 1950, seria não só um arquiteto de jogadas como também poderia aparecer na frente para finalizar. Para completar o ataque, Raúl González, o Raúl Madrid, artilheiro que marcou época com golaços decisivos – incluindo em finais de Liga dos Campeões e Mundial – e extrema identificação com o clube madrileno.

 

Os escolhidos pelos leitores e leitoras:

 

Goleiro: Iker Casillas – 93,6% dos votos

Período no clube: 1997-2015

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial de Clubes da FIFA (2014), 2 Mundiais Interclubes (1998 e 2002), 3 Ligas dos Campeões da UEFA (1999-2000, 2001-2002 e 2013-2014), 2 Supercopas da UEFA (2002 e 2014), 5 Campeonatos Espanhóis (2000-2001, 2002-2003, 2006-2007, 2007-2008 e 2011-2012), 2 Copas do Rei (2010-2011 e 2013-2014) e 4 Supercopas da Espanha (2001, 2003, 2008, 2012)

Jogos: 725

 

Foram seis anos de aperfeiçoamento até ser chamado pela primeira vez ao time profissional do Real Madrid. Com apenas 16 anos, lá estava ele no time principal. Com 19, lá estava ele em uma final de Liga dos Campeões da UEFA. Com 21, lá estava ele fazendo milagres após entrar no segundo tempo de uma decisão continental para garantir outra UCL ao Real em pleno ano do centenário merengue. Tempo depois, assumiu a braçadeira de capitão da Espanha. E, em 2008, venceu a Eurocopa com atuações sensacionais. Dois anos depois, ele evitou um gol certo da Holanda na final da Copa do Mundo. E levantou, com lágrimas na maior emoção de sua vida, o troféu que tanto sonhou sem levar um gol sequer na fase eliminatória. Ainda sedento por taças, venceu outra Eurocopa em 2012 levando apenas um gol em toda a campanha espanhola, um recorde. Aliás, ele sempre gostou de recordes. A Liga dos Campeões da UEFA virou sua vitrine, uma extensão de sua carreira. A Eurocopa, idem. E a Copa do Mundo também (com exceção da fatídica edição de 2014…). 

Casillas e sua coleção nada modesta pelo Real.

 

Suas defesas, seu arrojo para sair do gol, seus reflexos, sua coragem para fechar o ângulo e não se importar em ir nos pés dos atacantes para dividir a bola, seu senso de colocação e agilidade para realizar defesas sensacionais em segundos o transformaram em um dos maiores goleiros de todos os tempos e provavelmente no maior que a Espanha já teve. Tantos milagres canonizaram aquele homem de Móstoles em San Iker. Patrimônio do Real Madrid, da Espanha e do futebol. Iker Casillas escreveu seu nome na história com profissionalismo, regularidade, títulos e recordes. Com uma enxurrada de prêmios individuais e números impressionantes, o espanhol cravou seu nome entre os maiores goleiros do futebol com um estilo único de jogar, principalmente por crescer de maneira absurda em decisões, não importava o tamanho dela ou qual a taça em disputa. San Iker é o 2º jogador com mais partidas na história do Real: 725 jogos. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Goleiro: Ricardo Zamora – 29,6% dos votos

Período no clube: 1930-1936

Principais títulos pelo clube: 2 Campeonatos Espanhóis (1931-1932 e 1932-1933) e 2 Copas do Rei (1934 e 1936).

Jogos: 152

 

Por muito tempo, quando você ia até a Espanha e perguntava para um cidadão de Barcelona, Madri ou qualquer outra cidade sobre qual foi o melhor goleiro de todos os tempos no futebol, a resposta era uma só: Ricardo Zamora Martínez, ou simplesmente Zamora, o maior mito do gol nas décadas de 1920 e 1930 na Europa e no mundo. E isso não é nenhum nacionalismo ou bairrismo por parte dos espanhóis. Afinal, os feitos de Zamora ultrapassaram a barreira do tempo e ficaram marcados para sempre como magníficos, exemplares, divinos. Mesmo não tão alto para um goleiro (media pouco mais de 1,77m), o arqueiro espanhol compensava a falta de envergadura com reflexos apurados, agilidade incrível e um senso de colocação perfeito, tido como um dos melhores que um goleiro já possuiu.

Zamora em uma de suas típicas saídas pelo alto.

 

A transferência de Zamora para o Madrid (que na época não tinha o Real no nome), em 1930, foi algo astronômico. O clube madrileno pagou 150 mil pesetas pelo jogador, um valor absurdo e que podia comprar times inteiros da Espanha. Mas o clube merengue sabia muito bem o que estava fazendo. Foi com Zamora que a equipe saiu da fila e dominou o futebol espanhol naquele início de anos 1930 com um elenco muito forte, a começar pela defesa, com Zamora no gol e Ciríaco e Quincoces à sua frente. Na temporada 1931-1932, o Madrid venceu seu primeiro campeonato espanhol (e invicto!) com 10 vitórias e oito empates em 18 jogos, com 37 gols marcados e apenas 15 sofridos. No ano seguinte, veio o bicampeonato, com 13 vitórias, dois empates e três derrotas em 18 jogos, com 49 gols marcados e 17 sofridos. Nessas duas temporadas, o time da capital ostentou a melhor defesa da Espanha graças à Zamora, simplesmente impecável, em especial nas jogadas aéreas, sua especialidade. O craque brilhou, também, pela seleção da Espanha, com direito a uma história espetacular na Copa do Mundo de 1934. Descubra e leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Lateral-Direito: Carvajal – 43,3% dos votos

Período no clube: 2013-atual

Principais títulos pelo clube: 4 Mundiais de Clubes da FIFA (2014, 2016, 2017 e 2018), 4 Ligas dos Campeões da UEFA (2013-2014, 2015-2016, 2016-2017 e 2017-2018), 3 Supercopas da UEFA (2014, 2016 e 2017), 2 Campeonatos Espanhóis (2016-2017 e 2019-2020), 1 Copa do Rei (2013-2014) e 2 Supercopas da Espanha (2017 e 2019-2020).

Jogos: 291

Gols: 6

 

Cria das canteras do Real, o espanhol passou um tempo no futebol alemão até retornar ao clube em 2013 e assumir de vez a lateral-direita. Muito bom nos passes e com bom papel tático, foi um dos mais importantes jogadores do time no período do tricampeonato europeu. Não apoia tanto ofensivamente, mas chega muito bem quando sobe ao ataque. Suas atuações o levaram à seleção da Espanha, pela qual disputou a Copa de 2018 e já havia vencido os Campeonatos Europeus Sub-19 (2011) e Sub-21 (2013). Já são quase 300 jogos com a camisa merengue entre 2013 e 2021.

 

Lateral-Direito e Zagueiro: Sergio Ramos – 37,9% dos votos (Lateral-Direito) e 77,8% dos votos (Zagueiro)

Foto: JAVIER SORIANO/AFP/Getty Images

 

Período no clube: 2005-atual

Principais títulos pelo clube: 4 Mundiais de Clubes da FIFA (2014, 2016, 2017 e 2018), 4 Ligas dos Campeões da UEFA (2013-2014, 2015-2016, 2016-2017 e 2017-2018), 3 Supercopas da UEFA (2014, 2016 e 2017), 5 Campeonatos Espanhóis (2006-2007, 2007-2008, 2011-2012, 2016-2017 e 2019-2020), 2 Copas do Rei (2010-2011 e 2013-2014) e 4 Supercopas da Espanha (2008, 2012, 2017 e 2019-2020).

Jogos: 670

Gols: 101

 

Ele é odiado por muitos. Principalmente pelos rivais. Não esconde de ninguém seu estilo de jogo – duro, implacável, às vezes desleal. Mas é um dos mais queridos pela torcida merengue, presente no clube desde 2005 e líder do time desde a saída de Casillas, em 2015. Capitão nato, foi a voz do Real em vários momentos, marcou gols espíritas em 2014, 2015 e 2016, fez grandes jogos e se consagrou de vez como um dos mais importantes atletas do clube em todos os tempos. Campeão de tudo, brilhou, também, pela Espanha bicampeã da Euro em 2008 e 2012 e campeã do mundo em 2010. Seu defeito é exatamente o jeito viril de jogar, que lhe rendeu alguns recordes: ser o jogador com mais cartões na história de La Liga (191) e o que mais foi expulso na história do torneio (20 vezes). Na Liga dos Campeões, é também o recordista em cartões na história do torneio (40, sendo 4 vermelhos). Haja cartão! Mas também haja taça na coleção do zagueirão – são 22 troféus com o Real Madrid e 670 jogos com a camisa merengue – 4º na lista dos que mais vestiram o manto do clube na história.

 

Lateral-Esquerdo: Roberto Carlos – 94,9% dos votos

Período no clube: 1996-2007

Principais títulos pelo clube: 2 Mundiais Interclubes (1998 e 2002), 3 Ligas dos Campeões da UEFA (1997-1998, 1999-2000 e 2001-2002), 1 Supercopa da UEFA (2002), 4 Campeonatos Espanhóis (1996-1997, 2000-2001, 2002-2003 e 2006-2007) e 3 Supercopas da Espanha (1997, 2001 e 2003).

Jogos: 527

Gols: 68

 

Ele dominava a bola como um maestro rege uma orquestra. Ele corria até a linha de fundo e voltava com a facilidade de um carro super potente. Ele mandava petardos explosivos de sua perna esquerda como a NASA dispara seus foguetes. E ele dominava toda a lateral esquerda como um leão domina seu território. Forte, com um dos físicos mais privilegiados da história do esporte e uma unanimidade por mais de uma década, Roberto Carlos foi um dos maiores laterais que o mundo já viu, dono da camisa 6 da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo e da camisa 3 do Real Madrid por 11 anos. De 1997 até 2007, ninguém jogou mais do que ele em sua posição. Ninguém foi tão preciso quanto ele. E poucos colecionaram tantos títulos como ele.

Jogador completo, Roberto Carlos atacava como poucos, cruzava, fazia tabelas, aparecia como elemento surpresa nas zagas rivais, cobrava laterais impressionantes como se usasse os pés, e, acima de tudo, sabia defender, voltava para ajudar na marcação e tomava para si um lado inteiro do campo, como bem disse certa vez Vicente del Bosque, um de seus treinadores no Real Madrid. Estrela em tempos concorridos, o craque teve a honra de jogar com alguns dos melhores jogadores de todos os tempos (Redondo, Seedorf, Zidane, Ronaldo, isso só para citar alguns…) e foi ídolo de gerações. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Lateral-Esquerdo: Marcelo – 75,8% dos votos

Período no clube: 2007-atual

Principais títulos pelo clube: 4 Mundiais de Clubes da FIFA (2014, 2016, 2017 e 2018), 4 Ligas dos Campeões da UEFA (2013-2014, 2015-2016, 2016-2017 e 2017-2018), 3 Supercopas da UEFA (2014, 2016 e 2017), 5 Campeonatos Espanhóis (2006-2007, 2007-2008, 2011-2012, 2016-2017 e 2019-2020), 2 Copas do Rei (2010-2011 e 2013-2014) e 4 Supercopas da Espanha (2008, 2012, 2017 e 2019-2020).

Jogos: 519

Gols: 38

 

Chegou ao Real em 2007 e, ano após ano, foi ganhando espaço no time até virar titular absoluto e se tornar um dos melhores laterais-esquerdos do mundo e fazer o torcedor merengue ter um grande jogador na posição desde a saída do ídolo Roberto Carlos. Com técnica absurda, domínio de bola perfeito, passes precisos, cruzamentos, tabelinhas e golaços, foi fundamental para o período de ouro do clube principalmente por crescer nos momentos decisivos. Como ataca muito, jogando muitas vezes como um ala, tem deficiências na marcação. Já é um dos jogadores com mais jogos na história do Real (mais de 500 partidas) e tem seu nome na história merengue.

 

 

Zagueiro: Fernando Hierro – 87,2% dos votos

Período no clube: 1989-2003

Principais títulos pelo clube: 2 Mundiais Interclubes (1998 e 2002), 3 Ligas dos Campeões da UEFA (1997-1998, 1999-2000 e 2001-2002), 1 Supercopa da UEFA (2002), 5 Campeonatos Espanhóis (1989-1990, 1994-1995, 1996-1997, 2000-2001 e 2002-2003), 1 Copa do Rei (1992-1993) e 4 Supercopas da Espanha (1990, 1993, 1997 e 2001).

Jogos: 601

Gols: 127

 

Pura classe em campo, Fernando Hierro foi um dos maiores ídolos da história do Real Madrid, jogando no clube de 1989 até 2003. Conquistou 16 taças, jogou tanto como zagueiro quanto como volante e brilhou, também, com a camisa da seleção da Espanha. Tinha muita qualidade no passe, desarmava adversários com precisão, se impunha fisicamente na marcação e divididas, ganhava várias disputas de bola em jogadas aéreas e era elemento surpresa no ataque, virtude que o fez marcar mais de 100 gols pelo Real, tornando-o um dos maiores zagueiros-artilheiros do futebol mundial. Para se ter uma ideia, ele é até hoje o 5º maior artilheiro da história da seleção da Espanha com 29 gols em 89 jogos disputados, à frente de atacantes como Fernando Morientes, Emilio Butragueño e até Alfredo Di Stéfano! Hierro foi eleito, também, para a Seleção dos Sonhos da Espanha aqui do Imortais!

 

Zagueiro: Santamaría – 45,5% dos votos

 

Período no clube: 1957-1966

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial Interclubes (1960), 4 Ligas dos Campeões da UEFA (1957-1958, 1958-1959, 1959-1960 e 1965-1966), 6 Campeonatos Espanhóis (1957-1958, 1960-1961, 1961-1962, 1962-1963, 1963-1964, 1964-1965) e 1 Copa do Rei (1961-1962).

Jogos: 337

Gols: 2

 

Com uma regularidade impressionante e enorme senso de colocação, José Santamaría foi um dos maiores zagueiros da história e lenda incontestável do Real Madrid, pelo qual venceu quatro Ligas dos Campeões da UEFA, um Mundial, seis Campeonatos Espanhóis e uma Copa do Rei, disputando mais de 330 jogos pelos merengues. Cria do Nacional de Montevidéu, venceu cinco campeonatos nacionais pelo tricolor antes de ir para a Espanha, em 1957. O zagueiro podia atuar também como volante e lateral-direito. Disputou 20 jogos pelo Uruguai e esteve na equipe da Copa do Mundo de 1954. Em 1958, se naturalizou espanhol e defendeu a Espanha na Copa do Mundo de 1962. Ganhou o apelido de “O Muro” por ter um físico notável e raramente se machucar, além de superar qualquer adversário em divididas.

 

Zagueiro: Fabio Cannavaro – 25,6% dos votos

Período no clube: 2006-2009

Principais títulos pelo clube: 2 Campeonatos Espanhóis (2006-2007 e 2007-2008) e 1 Supercopa da Espanha (2008).

Jogos: 106

Gols: 1

 

Primeiro (e até hoje único) zagueiro eleito pela FIFA o Melhor Jogador do Mundo e dono de um dos desempenhos individuais mais notáveis e marcantes em uma só Copa em toda a história, Cannavaro desembarcou no Real Madrid com toda essa bagagem. E, embora não tenha desempenhado o futebol que o fez ícone do Parma e da Juventus, o italiano conseguiu cravar seu nome na história do Real Madrid com bons jogos na campanha do título espanhol de 2006-2007, sua melhor temporada no clube merengue. Mesmo com baixa estatura para um zagueiro (1,75m), ele tinha grande impulsão, força física, técnica, grande senso de posicionamento e uma vitalidade marcante. Em 2013, em pesquisa do jornal Marca (ESP), foi eleito inclusive pelos torcedores do Real Madrid para o time de melhores estrangeiros da história do clube. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

 

Volante: Fernando Redondo – 69,7% dos votos

 

Período no clube: 1994-2000

Principais títulos pelo clube: : 1 Mundial Interclubes (1998), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (1997-1998 e 1999-2000), 2 Campeonatos Espanhóis (1994-1995 e 1996-1997) e 1 Supercopa da Espanha (1997)

Jogos: 228

Gols: 5

 

Pensar em volantes argentinos quase sempre nos remete aqueles que não deixam espaços para os jogadores adversários, parando jogadas na base das faltas e dos encontrões nada amistosos. Porém, nos anos 1990, surgiu no país latino um jogador que fugia de todos esses estereótipos. Ele não apelava para faltas violentas, não era “cintura dura” e muito menos ruim de bola. Pelo contrário, ele dava show com uma categoria exemplar, toque e controle de bola notáveis, visão de jogo fenomenal e uma classe simplesmente magnífica. Fernando Redondo foi um dos maiores meio-campistas da história do futebol mundial e um dos maiores da história da Argentina. 

Apelidado de “El Príncipe” pela exigente torcida do Real Madrid, o craque mudou para sempre a concepção de jogo em seu país ao mostrar que era possível jogar de maneira eficiente e competitiva sem chutões, mas sim com passes de classe, tabelinhas e cabeça erguida. O futebol de Redondo foi várias vezes comparado ao do brasileiro Falcão pela precisão tanto na marcação quanto no apoio ao ataque. Pelo Real, fez partidas espetaculares e foi crucial para os títulos marcantes do final da década de 1990, em especial o bicampeonato europeu de 1998 e 2000. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Volante: Toni Kroos – 48,8% dos votos

Período no clube: 2014-atual

Principais títulos pelo clube: 4 Mundiais de Clubes da FIFA (2014, 2016, 2017 e 2018), 3 Ligas dos Campeões da UEFA (2015-2016, 2016-2017 e 2017-2018), 2 Supercopas da UEFA (2014 e 2017), 2 Campeonatos Espanhóis (2016-2017 e 2019-2020) e 2 Supercopas da Espanha (2017 e 2019-2020).

Jogos: 313

Gols: 21

 

Após brilhar pelo Bayern campeão do Treble e pela Alemanha campeã mundial, o alemão chegou ao Real em 2014 para agregar técnica, inteligência e precisão ao meio de campo do clube. Com atuações fantásticas, assistências, gols e muita regularidade, foi uma das mais certeiras contratações merengues em anos. Craque nato, sabia como ninguém distribuir o jogo e criar alternativas para o ataque trucidar os rivais, além de ser especialista em bola parada. Após o tricampeonato europeu, caiu um pouco de rendimento, mas segue como uma das escolhas certas do time principal.

 

Volante: Casemiro – 25,3% dos votos

Período no clube: 2013-2014 e 2015-atual

Principais títulos pelo clube: 3 Mundiais de Clubes da FIFA (2016, 2017 e 2018), 4 Ligas dos Campeões da UEFA (2013-2014, 2015-2016, 2016-2017 e 2017-2018), 2 Supercopas da UEFA (2016 e 2017), 2 Campeonatos Espanhóis (2016-2017 e 2019-2020), 1 Copa do Rei (2013-2014) e 2 Supercopas da Espanha (2017 e 2019-2020).

Jogos: 216

Gols: 24

 

O brasileiro chegou ao Real muito questionado e foi emprestado ao Porto em 2014. Mas quando voltou… Virou simplesmente um jogador imprescindível para o técnico Zidane no período da dinastia europeia. Técnico, exímio ladrão de bolas e protetor do meio de campo, foi graças a ele que Kroos e Modric puderam pintar e bordar nas dezenas de partidas encantadoras do Real naquele período. Além disso, marcou gols importantes – como na decisão da Liga dos Campeões de 2017. Tornou-se um dos jogadores mais respeitados no futebol europeu e ídolo da torcida. Já disputou mais de 200 jogos pelo clube.

 

 

Meia: Zidane – 98,3% dos votos

Período no clube: 2001-2006

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial Interclubes (2002), 1 Liga dos Campeões da UEFA (2002), 1 Supercopa da UEFA (2002), 1 Campeonato Espanhol (2003) e 2 Supercopas da Espanha (2001 e 2003).

Jogos: 227

Gols: 49

 

Para muitos, é o maior jogador da história do futebol francês em todos os tempos. E atributos nunca lhe faltaram: elegância, técnica, pleno controle de bola, passes perfeitos, precisão cirúrgica na bola parada e nos dribles secos. Absoluto. Virtuoso. Único. Foi decisivo sempre que a França precisou dele (exceto uma vez…), magnífico quando seus clubes também precisavam dele e primoroso quando o público queria ver um bom futebol. Venceu 3 vezes o prêmio de Melhor Jogador do Mundo da FIFA e também os mais desejados títulos possíveis. 

Zidane desfilou seu talento com a camisa do Real por seis anos, marcando golaços, dando assistências e virando ídolo. Seu gol na final da Liga dos Campeões de 2002 é impagável e eterno, um dos mais bonitos da história do torneio (e do futebol mundial). Foi um dos Galácticos de Madri ao lado de Figo, Ronaldo e Beckham naquele começo de anos 2000. Foram 227 jogos e 49 gols pelos merengues. O craque foi o campeão de votos desta enquete com quase 99%. Praticamente uma unanimidade! Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Meia: Francisco Gento – 55,8% dos votos

Período no clube: 1953-1971

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial Interclubes (1960), 6 Ligas dos Campeões da UEFA (1955-1956, 1956-1957, 1957-1958, 1958-1959, 1959-1960 e 1965-1966), 12 Campeonatos Espanhóis (1953-1954, 1954-1955, 1956-1957, 1957-1958, 1960-1961, 1961-1962, 1962-1963, 1963-1964, 1964-1965, 1966-1967, 1967-1968 e 1968-1969), 2 Copas do Rei (1961-1962 e 1969-1970), 1 Pequena Taça do Mundo (1956) e 2 Copas Latinas (1955 e 1957).

Jogos: 602

Gols: 182

 

Durante muitos anos, o Real Madrid foi hegemônico em seu país e na Europa com um esquadrão inesquecível e que colecionou os mais diversos e imponentes títulos. Sempre quando alguém cita aquele grande time da segunda metade dos anos 1950, o primeiro jogador mencionado é Alfredo Di Stéfano, um dos maiores de todos os tempos e lenda indiscutível. Mas muitos se esquecem que Don Alfredo, Raymond Kopa, Héctor Rial, Ferenc Puskás e tantos outros craques que passaram pelo clube merengue na época só foram o que foram porque lá em Madri existia e residia um craque talismã, técnico e ultrarrápido que quase nunca era alcançado em corridas de tiro curto. Afinal, ele conseguia percorrer 100 metros em apenas 10, 11 segundos e com a bola sob seu domínio. Um verdadeiro velocista que poderia muito bem ter defendido a Espanha em disputas olímpicas. No entanto, ele escolheu o futebol e foi um legítimo ponta que, por 18 anos, foi fiel às cores madrilenas e levantou a bagatela de 24 troféus.

O craque e seus “brinquedos”: ninguém ganhou tantas Ligas como ele.

 

Francisco Gento, mais conhecido como “Paco” Gento, foi um dos maiores pontas-esquerdas de todos os tempos, um dos mais vitoriosos jogadores da história e dono de um recorde invejado por qualquer atleta profissional e que dificilmente será igualado ou superado: ele venceu SEIS Ligas dos Campeões da UEFA, uma façanha impressionante se pensarmos na acirrada concorrência do futebol atual. Solidário, Gento preferia dar gols aos companheiros a ter de marcar os seus, mas também deixou sua marca uma boa porção de vezes, principalmente em momentos decisivos. Figura fundamental no melhor Real Madrid da história, Gento é um ídolo inquestionável do clube merengue e um orgulho de qualquer torcedor do futebol espanhol. O craque é o 7º na lista dos que mais vestiram o manto merengue com 602 jogos, além de ser o 8º maior artilheiro da história do clube com 182 gols. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Meia: Luís Figo – 44,9% dos votos

Período no clube: 2000-2005

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial Interclubes (2002), 1 Liga dos Campeões da UEFA (2001-2002), 1 Supercopa da UEFA (2002), 2 Campeonatos Espanhóis (2000-2001 e 2002-2003) e 2 Supercopas da Espanha (2001 e 2003).

Jogos: 245

Gols: 57

 

Do meio de campo, ele saía em velocidade em direção ao ataque, se transformava em um legítimo ponta e dava passes para os companheiros marcarem gols de todos os jeitos. Ele tinha doses balanceadas de força, habilidade, visão de jogo e carisma. E, com o pé direito, fazia de tudo, até mesmo mágica, quando desaparecia com a bola num piscar de olhos. Luís Figo esbanjou classe por onde passou e foi o maior símbolo, nos anos 1990 e 2000, da mais talentosa geração de futebolistas portugueses desde os anos 1960, época da magnífica seleção de Portugal que chegou ao terceiro lugar na Copa do Mundo de 1966. Predestinado aos títulos, Figo levantou taças em todos os clubes por onde passou, mas não ficou longe das polêmicas quando deixou o Barcelona e assinou com o maior rival do clube catalão, o Real Madrid, deixando furiosos os torcedores blaugranas. 

Não era para menos, afinal, Figo jogava muito e morou no coração dos barcelonistas durante cinco anos. Em Madri, o português também despertou felicidade, conseguiu seu espaço e fez dupla com Zidane no meio de campo do time campeão da Europa em 2002. Foi marcante, também, o primeiro El Clásico que o craque disputou pelo Real na casa do Barça, quando ouviu sonoras vaias toda vez que tocava na bola, uma história que você pode ler neste artigo especial. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Meia: Raymond Kopa – 44,6% dos votos

Período no clube: 1956-1959

Principais títulos pelo clube: 3 Ligas dos Campeões da UEFA (1956-1957, 1957-1958 e 1958-1959), 1 Copa Latina (1957) e 2 Campeonatos Espanhóis (1956-1957 e 1957-1958).

Jogos: 103

Gols: 30

 

Certa vez, após mais uma de suas brilhantes partidas, aquele baixinho de apenas 1,67m de altura que deixava os mais altos e imponentes zagueiros no chão recebeu demasiados elogios e um singelo apelido do jornalista inglês Desmond Hackett: “Napoleão do Futebol”. Mas por que tal referência ao célebre líder político e militar francês? É pelo fato de o tal baixinho controlar o jogo como poucos, fazer da bola sua posse única e conquistar territórios (ou melhor, fãs) como nenhum outro. Raymond Kopa foi um dos mais temidos e destemidos meias de seu tempo e um dos mais brilhantes e completos jogadores de ataque de toda a história do futebol francês e mundial. 

Kopa (à esq.) segura uma das três taças europeias que conquistou pelo Real.

 

Habilidoso, velocíssimo, técnico, sagaz, dono de uma visão de jogo e raciocínio fantásticos e encantador de plateias pleno, Kopa ajudou a transformar o Stade de Reims no maior clube da França e em um dos mais fortes times de todo o Velho Continente. Além disso, conseguiu ser titular no seleto Real Madrid de Di Stéfano e ainda levou a França a um histórico terceiro lugar na Copa do Mundo de 1958 torneio onde ele foi o principal responsável por fazer de Just Fontaine o artilheiro máximo do Mundial com incríveis 13 gols. Com Kopa, Rial, Di Stéfano, Puskás e Gento no ataque, o Real foi soberano na Europa e na Espanha com shows inesquecíveis de uma linha de frente devastadora. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

 

Atacante: Cristiano Ronaldo – 95,6% dos votos

Cristiano e sua quinta Champions na carreira. Quatro delas com o Real. Foto: Reuters.

 

Período no clube: 2009-2018

Principais títulos pelo clube: 4 Mundiais de Clubes da FIFA (2014, 2016, 2017 e 2018), 4 Ligas dos Campeões da UEFA (2013-2014, 2015-2016, 2016-2017 e 2017-2018), 2 Supercopas da UEFA (2014 e 2017), 2 Campeonatos Espanhóis (2011-2012 e 2016-2017), 2 Copas do Rei (2010-2011 e 2013-2014) e 2 Supercopas da Espanha (2012 e 2017).

Jogos: 438

Gols: 451

 

A melhor fase da carreira de um dos maiores jogadores da história do futebol mundial aconteceu exatamente com a camisa do Real Madrid. Foi um jogador que simbolizou uma era. Que conseguiu se transformar no maior artilheiro da história do clube com 451 gols em 438 jogos – uma absurda média de 1,03 gols por jogo. Mais gols do que jogos. Que estraçalhou tabus. Colecionou recordes. Taças. E gols, gols e gols. Cristiano Ronaldo foi a maior máquina de gols do futebol entre 2014 e 2018. O maior finalizador do futebol, talvez um dos maiores de todos os tempos. Quando aparecia a oportunidade, ele fazia o gol. Não errava. Atleta perfeito, raramente se contundia. E mostrou perfeita sintonia com a competição mais querida pelo Real: a Liga dos Campeões. 

Foi o primeiro jogador a marcar em todos os jogos da fase de grupos de uma Liga, em 2017-2018. Recordista de gols em uma fase de grupos (11, em 2015-2016). Único a vencer a Liga dos Campeões por cinco vezes na era moderna (quatro pelo Real, uma pelo Manchester United). Primeiro a marcar 100 gols na Liga dos Campeões, em 2017. E, em fevereiro de 2018, o primeiro a chegar aos 100 gols na UCL por um só clube. É o dono do Top 3 das maiores artilharias da história do torneio – 17 gols (2014), 16 gols (2016) e 15 gols (2018). Cristiano Ronaldo reside hoje no Olimpo madridista. Senta ao lado de Di Stéfano, de Raúl. Representa uma dinastia. Um craque imortal.

 

Atacante: Alfredo Di Stéfano – 94,3% dos votos

Período no clube: 1953-1964

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial Interclubes (1960), 5 Ligas dos Campeões da UEFA (1955-1956, 1956-1957, 1957-1958, 1958-1959 e 1959-1960), 1 Pequena Taça do Mundo (1956), 9 Campeonatos Espanhóis (1954, 1955, 1957, 1958, 1961, 1962, 1963 e 1964) e 1 Copa do Rei (1961-1962).

Jogos: 396

Gols: 308

 

A década de 1950 ficou marcada no futebol mundial pelo surgimento de craques imensos, seleções primorosas e de um time encantador que ficou conhecido por um codinome: o Real Madrid de Di Stéfano, este um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos. O argentino, que mais tarde se naturalizou espanhol, encantou o planeta com exibições incríveis e mágicas vestindo a camisa branca do Real Madrid. Pelo clube merengue, Di Stéfano faturou 17 títulos, sendo 5 Ligas dos Campeões da UEFA e 9 Campeonatos Espanhóis. Sua própria história se confunde com a do time espanhol, onde ele foi, de 2000 até 2014, presidente honorário do clube e, desde sempre, o maior ídolo de todos os tempos da equipe de Madri.

Os feitos da “Flecha Loira”, como ficou conhecido pela agilidade e pelos cabelos claros, estão eternizados e dificilmente serão igualados por algum outro jogador que venha a jogar no clube algum dia. Ganhar tudo como Di Stéfano ganhou, jogar tudo o que ele jogou, e conquistar uma torcida imensa como ele conquistou é para poucos. Ou para ninguém, apenas para ele. Di Stéfano é o 3º maior artilheiro da história do Real com 308 gols em 396 jogos. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Atacante: Ferenc Puskás – 83,6% dos votos

Período no clube: 1958-1967

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial Interclubes (1960), 3 Ligas dos Campeões da UEFA (1958-1959, 1959-1960 e 1965-1966), 5 Campeonatos Espanhóis (1960-1961, 1961-1962, 1962-1963, 1963-1964 e 1964-1965) e 1 Copa do Rei (1961-1962).

Jogos: 262

Gols: 242

 

Pode alguém baixinho, gordinho, sem nenhuma pinta de atleta se tornar um dos maiores goleadores de todos os tempos do futebol mundial, com um faro de gol fantástico e de ter a melhor média de gols por seleções, maior até mesmo que Pelé? Sim. Não só pode como existiu, sob nome Ferenc Puskás, o maior jogador que a Hungria produziu, responsável direto pelo sucesso do Budapest Honvéd dos anos 1940 e 1950, da seleção húngara de 1952-1954 e do Real Madrid multicampeão espanhol dos anos 1960. Líder natural, carismático, goleador e talentoso, Puskás encantou a todos por onde passou, escreveu seu nome para sempre em livros, enciclopédias e reportagens. Dono de recordes e façanhas memoráveis, o baixinho deu show e ganhou quase tudo o que disputou. Só faltou ela: a Copa do Mundo, perdida para a “zebra” Alemanha em 1954

Di Stéfano e Puskás: os gênios e símbolos daquele Real Madrid imortal polarizaram os gols da final europeia de 1960.

 

Sua parceria com Di Stéfano é tida como uma das mais exuberantes e prolíficas do futebol. Para se ter uma ideia, na final da Liga dos Campeões da UEFA de 1959-1960, no aplastante 7 a 3 do Real pra cima do Eintracht Frankfurt, Di Stéfano e Puskás fizeram todos os gols (!), sendo quatro do húngaro (recorde em uma decisão europeia) e três do argentino. Anos depois, na final europeia de 1962, Puskás marcou os três gols do Real na derrota por 5 a 3 para o Benfica de Eusébio, fato que consagrou o baixinho como o maior goleador em finais de Liga dos Campeões em toda a história – ao lado do parceiro Di Stéfano – com 7 gols, além de ele ser o único a anotar um hat-trick em uma final e não ser campeão. Puskás é o 6º maior artilheiro do Real com 242 gols em 262 jogos e dono da 2ª maior média de gols do clube (0,92), atrás apenas de CR7. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Atacante: Raúl González – 68,5% dos votos

Período no clube: 1992-2010

Principais títulos pelo clube: 2 Mundiais Interclubes (1998 e 2002), 3 Ligas dos Campeões da UEFA (1997-1998, 1999-2000 e 2001-2002), 1 Supercopa da UEFA (2002), 6 Campeonatos Espanhóis (1994-1995, 1996-1997, 2000-2001, 2002-2003, 2006-2007 e 2007-2008) e 4 Supercopas da Espanha (1997, 2001, 2003 e 2008).

Jogos: 741

Gols: 323

 

Na aclamada Liga das Estrelas, recheada de estrangeiros cheios de talento e magia, ele tinha seu lugar cativo. Era daquela terra. Quando criança, não queria saber de brinquedos. Queria la pelota. Em Madri, começou no Atlético, mas, quando foi chamado para integrar o elenco do Real, sua vida mudou. Como mudou a do próprio clube. Eram tempos difíceis. De um jejum de mais de três décadas sem taças no maior xodó dos merengues: a Liga dos Campeões da UEFA. E, com ele em campo, o jejum foi destruído. No mesmo ano, no Japão, ele e seus companheiros enfrentaram um adversário dificílimo vindo do Brasil na final do Mundial Interclubes. Em uma partida disputada e frenética, a magia daquele jovem decidiu o jogo. Ele marcou um gol. Quer dizer, não apenas um gol, uma obra de arte das mais lindas da história do futebol no século XX. 

Dois anos depois, na primeira final espanhola da Liga dos Campeões, outra vez foi decisivo. Como fora em tantos outros jogos. Ele marcou centenas de gols. Quebrou recordes que poucos acreditaram que seriam quebrados. Foi referência. Foi ídolo. A personificação do torcedor merengue em campo, que se via nele dentro das quatro linhas. Seu nome virou sinônimo de Real. Uma simbiose completa por quase 20 anos. Para a torcida, ele não foi Raúl González Blanco (sim, ele tinha o “branco” até no nome…). Ele foi Raúl Madrid. Ou simplesmente Raúl, um dos mais talentosos atacantes de seu tempo: rápido, oportunista, habilidoso e preciso, um dos maiores que a Espanha já produziu e um extraordinário goleador.

Foto: Site do Real Madrid.

 

Lenda da ressurreição que viveu o Real no final dos anos 1990, Raúl foi, sem dúvida, o principal responsável por despertar o titã merengue ao trono pleno no futebol. Mesmo na era “Galáctica” do clube, Raúl conseguiu ser titular, marcar gols e ter o carinho de um torcedor que via a cada janela de transferência nomes de peso chegarem como Zidane, Ronaldo, Figo, Van Nistelrooy entre outros. Campeão de tudo, Raúl só teve uma decepção na carreira: não levantar um troféu por sua seleção e ter ficado de fora dos títulos da Euro de 2008 e da Copa de 2010. Ele é o jogador que mais vestiu o manto merengue na história (741 jogos) e o 2º maior artilheiro (323 gols). Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Atacante: Ronaldo – 33,6% dos votos

Período no clube: 2002-2007

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial Interclubes (2002), 2 Campeonatos Espanhóis (2002-2003 e 2006-2007) e 1 Supercopa da Espanha (2003).

Jogos: 177

Gols: 104

 

Após vencer a Copa do Mundo de 2002 como um dos destaques do Brasil e artilheiro (8 gols), Ronaldo deixou a Internazionale, e, por 39 milhões de euros, desembarcou em Madri no mês de agosto de 2002 como mais uma peça dos Galácticos. O começo não foi tão bom, com poucos gols e algumas vaias da exigente torcida merengue – que não aturava a baixa média de gols do atacante -, mas ele começou a se redimir no final daquele ano, no Japão, sendo o melhor em campo e marcando um gol na vitória do Real Madrid por 2 a 0 contra o Olimpia (PAR), na decisão do Mundial Interclubes de 2002. 

O Fenômeno sacramentou sua volta por cima ao faturar pela terceira vez na carreira o prêmio de Melhor Jogador do mundo pela FIFA em 2002, e, em 2003, conquistou o tão almejado título de campeão espanhol pelo Real, torneio no qual ele marcou 23 gols. Além disso, Ronaldo fez partidas históricas na Liga dos Campeões, com destaque para um jogo contra o Manchester United em que ele foi aplaudido de pé pela torcida rival em pleno Old Trafford após marcar três gols. Foram cinco anos de grandes jogos e a honra para o torcedor de ter visto um dos maiores atacantes da história vestindo o manto merengue. Leia mais sobre ele clicando aqui! 

 

Técnico: Zinédine Zidane – 41,2% dos votos

Período no clube: 2016-2018 e 2019-atual

Principais títulos pelo clube: 2 Mundiais de Clubes da FIFA (2016 e 2017), 3 Ligas dos Campeões da UEFA (2015-2016, 2016-2017 e 2017-2018), 2 Supercopas da UEFA (2016 e 2017), 2 Campeonatos Espanhóis (2016-2017 e 2019-2020) e 2 Supercopa da Espanha (2017 e 2019-2020).

 

Após construir sua lenda como jogador, Zidane provou que sua estrela é mesmo gigantesca. Como técnico, mostrou talento, sorte, brilho e inteligência para transformar o Real num dos times mais competitivos da história. Trabalhou com precisão e diálogo um elenco estrelado. Poupou mais seus craques. Percebeu que tinha que fazer isso até com Cristiano Ronaldo para evitar lesões inesperadas como havia acontecido nos tempos de Carlo Ancelotti. Deu chances aos jovens, mostrou a força do banco e entrou para as enciclopédias em sua primeira passagem pelo clube. Disputou oito finais. Venceu todas. Acumulou 104 vitórias, 29 empates e 16 derrotas. Aproveitamento de 69,8%. Foi o segundo treinador mais vitorioso da história do clube. Retornou em 2019 e levantou mais duas taças nacionais, embora ainda busque uma nova conquista europeia. Simplesmente fantástico!

 

Real Madrid dos Sonhos do Imortais!

 

Goleiros: Iker Casillas e Ricardo Zamora

Laterais-Direitos: Chendo e Pachín

Laterais-Esquerdos: Roberto Carlos e Camacho

Zagueiros: Sergio Ramos, Hierro, Santamaría e Quincoces

Volantes: Redondo, Pirri e José María Zárraga

Meias: Zidane, Francisco Gento, Amancio Amaro e Raymond Kopa

Atacantes: Di Stéfano, Cristiano Ronaldo, Raúl, Ferenc Puskás, Hugo Sánchez e Butragueño

Técnico: Vicente del Bosque

 

Time A – formação 1 – 4-1-2-3

Casillas; Chendo, Sergio Ramos, Hierro e Roberto Carlos; Redondo; Zidane e Gento; Di Stéfano, Raúl e Cristiano Ronaldo. 

O Imortais montou um Real dos Sonhos mesclando atletas de diferentes gerações, dos anos 1930 até os anos 2010, e focou mais nos ídolos, naqueles com extrema identificação com o clube e torcida, por isso, por mais que Ronaldo tenha jogado mais que Raúl, o espanhol fez mais pelo Real do que o brasileiro, por isso escolhemos ele (antes que alguém venha destilar veneno…). No Time A, a base é praticamente a mesma da equipe que vocês escolheram, com apenas duas modificações: na lateral-direita entra Chendo, um dos mais talentosos da história do futebol na posição e presença marcante do timaço dos anos 1980, e Raúl como centroavante ao lado de Cristiano Ronaldo e Di Stéfano. Aqui, de novo salientamos que Puskás foi muito mais craque que Raúl, mas o emblema do atacante prevaleceu para ele ser escolhido no Time A, enquanto o húngaro ficou no Time B. E outra: vocês foram muito “apelação” com Di Stéfano, Puskás e CR7 no ataque! kkkkkkk

 

Time B – formação 1 – 4-4-2

Zamora; Pachín, Santamaría, Quincoces e Camacho; Zárraga, Pirri, Amancio Amaro e Raymond Kopa; Hugo Sánchez e Ferenc Puskás.

 

Time B – formação 2 – 4-4-2

Zamora; Pachín, Santamaría, Quincoces e Camacho; Zárraga, Pirri, Amancio Amaro e Raymond Kopa; Butragueño e Hugo Sánchez.

Neste time, que jogaria num 4-4-2 clássico, aconteceram as maiores alterações em relação ao escolhido por vocês. Apenas Zamora, Santamaría e Kopa são as escolhas comuns. Na zaga, as laterais ficam com Pachín, lenda e polivalente do setor defensivo do time multicampeão dos anos 1950, e José Antonio Camacho, soberano na lateral-esquerda da Quinta del Buitre. Ao lado de Santamaría entrou Quincoces, o paredão do time bicampeão espanhol nos anos 1930 e que jogou com Zamora (a comunicação e entrosamento iriam facilitar as coisas rsrs). 

A dupla de volantes seria composta por duas lendas dos anos 1950 e 1960: José María Zárraga, pentacampeão europeu e que disputou mais de 300 jogos pelos merengues, e Pirri, o incansável volante do time dos anos 1960, campeão de 10 Campeonatos Espanhóis e campeão europeu em 1966, capaz de atuar no meio de campo, na zaga e até no ataque. A criação desse time teria Kopa e Amancio Amaro, craque fantástico, soberano do setor ofensivo direito do Real nos anos 1960 e peça-chave da seleção da Espanha campeã da Eurocopa de 1964, o primeiro grande título da Fúria no futebol. No ataque, tivemos que fazer duas opções para agregar 3 craques indispensáveis. Na primeira, Hugo Sánchez, o goleador acrobático e que colecionou títulos e recordes no time da Quinta del Buitre dos anos 1980, e Puskás, claro. Na outra formação, Hugo Sánchez reedita a parceria com Butragueño, o Buitre, atacante que deu o nome a uma geração, emblema do Real, da Espanha e ídolo merengue nos anos 1980. O técnico dessa turma toda seria Vicente del Bosque, que colecionou troféus com o Real da virada do milênio até alcançar o auge pela Espanha campeã do mundo e da Europa entre 2010 e 2012.

 

Os escolhidos pelo Imortais ausentes no time dos leitores e leitoras:

 

Lateral-Direito: Chendo

Período no clube: 1982-1998

Principais títulos pelo clube: 1 Liga dos Campeões da UEFA (1997-1998), 2 Copas da UEFA (1984-1985 e 1985-1986), 1 Copa Iberoamericana (1994), 7 Campeonatos Espanhóis (1985-1986, 1986-1987, 1987-1988, 1988-1989, 1989-1990, 1994-1995 e 1996-1997), 2 Copas do Rei (1988-1989 e 1992-1993), 1 Copa de La Liga (1985) e 5 Supercopas da Espanha (1988, 1989, 1990, 1993 e 1997).

Jogos: 497

Gols: 3

 

Cria das canteras do Real, Chendo foi o titular absoluto da lateral-direita do Real durante toda a década de 1980. Muito eficiente na marcação, ótimo nos passes e extremamente competitivo, foi um dos mais importantes jogadores da Quinta del Buitre e também um dos mais leais ao clube na história, afinal, o lateral jogou toda sua carreira no Santiago Bernabéu, de 1979 até 1998. Na temporada 1987-1988, em um jogo pela Liga dos Campeões da UEFA contra o Napoli, fez uma partida histórica ao marcar de maneira implacável ninguém mais ninguém menos que Diego Maradona, impedindo as principais ofensivas do argentino. Paulo Futre, grande avançado português da época, também disse que Chendo foi um de seus principais marcadores em seus tempos de Atlético de Madrid, mas com muita lealdade e técnica, algo notável que fez o espanhol ganhar o respeito de todos.

 

Lateral-Direito: Pachín

Período no clube: 1959-1968

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial Interclubes (1960), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (1959-1960 e 1965-1966), 7 Campeonatos Espanhóis (1960–1961, 1961-1962, 1962-1963, 1963-1964, 1964-1965, 1966-1967 e 1967-1968) e 1 Copa do Rei (1961-1962).

Jogos: 218

Gols: 2

 

Chegou no final da década em Madri e conseguiu cravar seu espaço no timaço merengue que venceu a Liga dos Campeões da UEFA de 1959-1960 atuando em todos os setores da defesa, em especial na lateral-direita. Muito forte na marcação e com fôlego privilegiado, dava a proteção necessária para o ataque madrileno destroçar as zagas rivais. Permaneceu nos anos 1960 e colecionou títulos espanhóis, além de ser um dos experientes do time campeão europeu em 1966, completando a zaga ao lado de Zoco, De Felipe e Manuel Sanchís.

 

Lateral-Esquerdo: Camacho

Período no clube: 1973-1989

Principais títulos pelo clube: 2 Copas da UEFA (1984-1985 e 1985-1986), 9 Campeonatos Espanhóis (1974-1975, 1975-1976, 1977-1978, 1978-1979, 1979-1980, 1985-1986, 1986-1987, 1987-1988, 1988-1989), 5 Copas do Rei (1973-1974, 1974-1975, 1979-1980, 1981-1982 e 1988-1989), 1 Copa de La Liga (1985) e 2 Supercopas da Espanha (1988 e 1989).

Jogos: 577

Gols: 11

 

Lenda do futebol espanhol e tido como um dos melhores laterais-esquerdos do mundo nos anos 1970 e 1980, José Antonio Camacho foi um ícone do Real Madrid entre 1973 e 1989, período em que conquistou títulos, fez partidas marcantes e se tornou um símbolo de liderança, visão de jogo, eficiência técnica e qualidade nos passes e cruzamentos. Depois de ficar dois anos parado, no final dos anos 1970, por causa de uma contusão, o lateral voltou mais forte do que nunca e mostrou ser duro na queda. Camacho disputou 577 partidas com a camisa merengue, foi capitão do time em várias oportunidades e ainda capitaneou a seleção espanhola na Copa do Mundo de 1986. Referência na Quinta del Buitre assim como seu companheiro Chendo, pela direita.

 

Zagueiro: Quincoces

Período no clube: 1931-1942

Principais títulos pelo clube: 2 Campeonatos Espanhóis (1931-1932 e 1932-1933) e 2 Copas do Rei (1934 e 1936).

Jogos: 205

Gols: 1

 

Patrimônio do Real Madrid e um dos maiores zagueiros do mundo nos anos 1930, Quincoces marcou época com seus cortes precisos, suas “tesouras” para desarmar adversários e um notável senso de colocação. Com ele na zaga e Zamora no gol, o Real daquela década era praticamente intransponível e venceu os títulos nacionais de 1931-1932 (invicto e com apenas 15 gols sofridos em 18 jogos) e 1932-1933 e as Copas do Rei de 1934 e 1936. Quincoces vestiu a camisa da Espanha em 25 oportunidades e disputou a Copa do Mundo de 1934, sendo eleito um dos melhores zagueiros do torneio e integrando a zaga titular do All-Star Team da competição ao lado do italiano Eraldo Monzeglio.

 

Volante: Zárraga

Período no clube: 1949-1962

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial Interclubes (1960), 5 Ligas dos Campeões da UEFA (1955-1956, 1956-1957, 1957-1958, 1958-1959 e 1959-1960), 6 Campeonatos Espanhóis (1953-1954, 1954-1955, 1956-1957, 1957-1958, 1960–1961 e 1961-1962), 2 Copas Latinas (1955 e 1957) e 1 Copa do Rei (1961-1962).

Jogos: 303

Gols: 7

 

Cabeça de área clássico, José María Zárraga esteve presente durante toda a dinastia merengue na Liga dos Campeões da UEFA entre 1955 e 1960 e foi o capitão do Real nas conquistas dos títulos de 1959 e 1960, herdando a braçadeira de Miguel Muñoz. Líder e ótimo meio-campista, Zárraga foi um dos poucos que jogou as cinco finais vencidas pelo Real naquela época, além de contabilizar 31 jogos disputados na competição. Foi crucial para ajudar na marcação e na proteção do meio de campo no esquema bastante ofensivo daquele time.

 

Volante: Pirri

Período no clube: 1964-1980

Principais títulos pelo clube: 1 Liga dos Campeões da UEFA (1965-1966), 10 Campeonatos Espanhóis (1964-1965, 1966-1967, 1967-1968, 1968-1969, 1971-1972, 1974-1975, 1975-1976, 1977-1978, 1978-1979 e 1979-1980) e 4 Copas do Rei (1969-1970, 1973-1974, 1974-1975 e 1979-1980).

Jogos: 561

Gols: 172

 

Meio campista feroz, exímio marcador, versátil e que aparecia muito bem no ataque graças ao seu talento para finalizar ao gol, Pirri marcou época no Real por sua dedicação e devoção ao clube merengue. Foram mais de 15 anos vestindo o manto do clube madrileno e uma pilha invejável de títulos, com destaque para as impressionantes 10 ligas nacionais. Pirri podia atuar no miolo central, mais avançado como meia (ou mesmo atacante se fosse necessário) e até como líbero, posição que exerceu no final da carreira. Foi um dos destaques do time campeão europeu em 1966 e anotou 172 gols pelo Real, marca considerável e mais do que muito atacante. 

O “pulmão branco” ganhou ainda a rara condecoração La Laureada, em 1968, das mãos do próprio presidente Santiago Bernabéu, por ter demonstrado sua bravura e amor à camisa quando jogou com a clavícula quebrada uma final de Copa do Rei contra o rival Barcelona. Pirri é o 9º atleta que mais vestiu a camisa do Real na história (561 jogos) e também o 9º maior artilheiro do clube (172 gols).

 

Meia: Amancio Amaro

Período no clube: 1962-1976

Principais títulos pelo clube: 1 Liga dos Campeões da UEFA (1965-1966), 9 Campeonatos Espanhóis (1962-1963, 1963-1964, 1964-1965, 1966-1967, 1967-1968, 1968-1969, 1971-1972, 1974-1975, 1975-1976) e 3 Copas do Rei (1969-1970, 1973-1974 e 1974-1975).

Jogos: 471

Gols: 155

 

Ídolo e um dos principais nomes do time campeão da Liga dos Campeões de 1966, Amancio era a “fantasia” do futebol espanhol nos anos 1960. Habilidoso, rápido e inteligente, se deslocava pelo ataque com facilidade e causava sérios problemas às zagas rivais. Além de ajudar muito na parte tática tanto da Espanha quanto do Real, Amancio marcava gols importantes e decisivos. Na carreira, disputou 42 jogos e marcou 11 gols pela Fúria, disputou a Copa do Mundo de 1966 e marcou um gol. Foi fundamental na conquista da Eurocopa de 1964 pela seleção roja. Pelo Real, ganhou o prêmio Pichichi duas vezes (1969 e 1970) e foi o 3º na eleição do Ballon d’Or de 1964. O bruxo espanhol disputou 471 jogos e marcou 155 gols com o manto merengue. 

Após pendurar as chuteiras, Amancio virou técnico e foi o responsável por descobrir a Quinta del Buitre, pois foi ele quem começou a treinar os cinco garotos de ouro que conquistaram a segunda divisão espanhola em 1983, ensinando-lhes os truques para vencer e domar a ansiedade tão frequente nos jovens futebolistas. Simplesmente imortal.

 

Atacante: Hugo Sánchez

Período no clube: 1985-1992

Principais títulos pelo clube: 1 Copa da UEFA (1985-1986), 5 Campeonatos Espanhóis (1985-1986, 1986-1987, 1987-1988, 1988-1989 e 1989-1990), 1 Copa do Rei (1988-1989) e 3 Supercopas da Espanha (1988, 1989 e 1990).

Jogos: 282

Gols: 208

 

Goleador nato, perito em marcar golaços acrobáticos (em especial de bicicleta) e um terror para qualquer zagueiro. Hugo Sánchez foi, sem dúvida, um dos maiores centroavantes do mundo nos anos 1980 e também um dos mais talentosos craques que o futebol mexicano já produziu. Com uma presença de área absurda e uma facilidade incrível para marcar gols, Sánchez foi um estrondo no futebol da época ao vencer por quatro anos consecutivos (1985-1988) o prêmio Pichichi de artilheiro do Campeonato Espanhol (façanha igualada apenas por Messi entre 2017-2020, os dois únicos jogadores que nos quatro anos não dividiram a artilharia com ninguém). 

Hugo e as bicicletas: uma constante na carreira do craque.

 

Sánchez marcou 208 gols em 282 jogos com a camisa do Real – é o 7º maior artilheiro do clube, sendo 164 deles em 207 partidas do Campeonato Espanhol. O mexicano é ainda o 4º maior artilheiro da história do torneio com 234 gols em 347 partidas, atrás apenas de Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Telmo Zarra. Um craque imortal que você pode ler mais clicando aqui!

 

Atacante: Butragueño

Período no clube: 1982-1995

Principais títulos pelo clube: 2 Copas da UEFA (1984-1985 e 1985-1986), 6 Campeonatos Espanhóis (1985-1986, 1986-1987, 1987-1988, 1988-1989, 1989-1990 e 1994-1995), 2 Copas do Rei (1988-1989 e 1992-1993) e 4 Supercopas da Espanha (1988, 1989, 1990 e 1993).

Jogos: 463

Gols: 171

 

Se o Real Madrid ganhou quase tudo nos anos 1980 e não teve rivais à altura no futebol espanhol, isso tudo se deve muito a Emilio Butragueño, o “buitre” (abutre) em pessoa e estrela maior da Quinta. Com uma habilidade marcante, enorme sorte para marcar gols ou para dá-los aos companheiros e nascido para jogar no ataque, o tímido garoto ruivo foi um dos maiores jogadores da história do Real Madrid e também do futebol espanhol. Em 463 jogos pelo clube merengue, Butragueño marcou 171 gols –  é o 10º maior artilheiro do clube -, sendo muitos deles golaços e decisivos. Pela seleção, o craque viveu seu grande momento na Copa do Mundo de 1986, quando destroçou sozinho a tal da “Dinamáquina” com quatro gols nos 5 a 1 da Fúria. Em 69 jogos pela Espanha, Butragueño marcou 26 gols.

 

Técnico: Vicente del Bosque

Período no clube: 1994, 1996 e 1999-2003

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial Interclubes (2002), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (1999-2000 e 2001-2002), 1 Supercopa da UEFA (2002), 2 Campeonatos Espanhóis (2000-2001 e 2002-2003), 1 Supercopa da Espanha (2001) e 1 Copa Iberoamericana (1994).

 

Ex-jogador dos merengues entre 1968 e 1984, atuando como meio-campista, Vicente del Bosque sempre esteve ligado ao clube e dava indícios de que seria treinador do time após pendurar as chuteiras. Os prenúncios começaram no final dos anos 1980, comandando o Real Madrid Castilla. Depois, no começo dos anos 1990, quando foi interino por duas vezes. Até que veio 1999 e ele assumiu de vez a prancheta ao comandar um dos mais lendários times do Real naquele início do projeto dos Galácticos. Ele ficou marcado por dar mais oportunidades aos jovens das categorias de base no time principal, entre eles Casillas e Raúl, e por montar um dos mais competitivos times do planeta na época. 

Casillas e Del Bosque: parceria de sucesso no Real e na seleção da Espanha.

 

Após vencer os principais títulos possíveis pelo clube merengue e comandar o Besiktas-TUR por um breve período, Del Bosque assumiu a Espanha após a conquista da Eurocopa de 2008 e aprimorou o trabalho de seu antecessor, Luis Aragonés, fazendo a Espanha ter um controle absoluto da bola, ser um adversário quase intransponível na defesa e competitivo ao extremo. Del Bosque é o único técnico a ter no currículo Copa do Mundo, Eurocopa, Liga dos Campeões da UEFA e Mundial Interclubes. Em 203 jogos no comando do Real entre 1999-2003, foram 113 vitórias, 43 empates e 41 derrotas, aproveitamento de 56%, além de 461 gols marcados e 267 gols sofridos, saldo positivo de 194 tentos.

 

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4 thoughts on “Time dos Sonhos do Real Madrid

  1. Quanto craque hein.. Além do talento, prefiro levar em conta primeiro a história no clube (jogos, títulos…) O meu seria: Casillas, Marquitos, S. Ramos, Hierro, R. Carlos; Zarraga, Zidane, Di Stefano (ajudando a armação), Raul, Puskas e CR7. Tc.: Zidane

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