Time dos Sonhos do Milan

 

Por Guilherme Diniz

 

Ele é um dos recordistas em Esquadrões Imortais por aqui – são cinco timaços. Tem uma das histórias mais ricas e gloriosas do futebol mundial. Foi o primeiro clube tetracampeão do mundo. Ostenta 7 Ligas dos Campeões da UEFA. É o clube italiano com mais títulos internacionais e um dos 10 com mais troféus nessa categoria no mundo. E já teve craques simplesmente sensacionais e inesquecíveis. O Milan é um patrimônio do esporte e possui fãs em todos os continentes. Com 121 anos, já enfrentou alguns dos maiores esquadrões que o mundo já viu e venceu todos eles, alguns até por goleada. Formar um time dos sonhos com apenas 22 jogadores foi tarefa árdua e vários craques acabaram de fora. No entanto, o resultado final dificilmente vai decepcionar alguém. Ficou um timaço! Vamos conferir!

 

Os convocados pelos leitores e leitoras:

 

Goleiros: Dida e Giovanni Galli

Laterais-Direitos: Cafu e Tassotti

Laterais-Esquerdos: Paolo Maldini e Serginho

Zagueiros: Franco Baresi, Alessandro Nesta, Cesare Maldini e Costacurta

Volantes: Rijkaard, Pirlo e Gattuso 

Meias: Kaká, Ruud Gullit, Gianni Rivera e Seedorf

Atacantes: Van Basten, Shevchenko, George Weah, Filippo Inzaghi e Gunnar Nordahl

Técnico: Arrigo Sacchi

 

Esquema tático escolhido pelos leitores e leitoras: 4-3-3 (40,4% dos votos)

 

Time A – formação 1 – 4-3-3:

Dida; Cafu, Franco Baresi, Alessandro Nesta e Paolo Maldini; Rijkaard, Kaká e Ruud Gullit; Shevchenko, Van Basten e George Weah.

O melhor Milan de todos os tempos, aquele da virada dos anos 1980, ganhou pontuais reforços para ficar ainda mais forte. Por conta da expressiva votação de jogadores como Pirlo e Gullit, fizemos duas formações do time A. Na primeira, com os mais votados por posição, temos no gol o brasileiro Dida, paredão do rossonero bicampeão da Europa e que marcou época com uma baixíssima média de gols sofridos, além da sobriedade de sempre na meta do time. Nas laterais, duas escolhas quase unânimes: Cafu, pela direita, e Maldini, pela esquerda, não por acaso ambos eleitos também para o Dream Team do Ballon d’Or divulgado recentemente! Na zaga, um verdadeiro paredão: Franco Baresi, um dos maiores líberos da história, e Alessandro Nesta, outro do timaço dos anos 2000. No meio, muita criatividade e técnica com os holandeses Rijkaard, mais centralizado, e Ruud Gullit, pela esquerda. Pela direita, o brasileiro Kaká no auge, aquele de 2006-2007 que venceu tudo com o Milan e faturou o prêmio de Melhor do Mundo. No ataque, um trio simplesmente irresistível: Shevchenko, Van Basten e George Weah, todos vencedores do Ballon d’Or, todos artilheiros, todos ídolos, todos imortais. Para comandar esse esquadrão? Óbvio, Arrigo Sacchi, mentor do super Milan do final dos anos 1980.

 

Time A – formação 2 – 4-3-3:

Dida; Cafu, Franco Baresi, Alessandro Nesta e Paolo Maldini; Rijkaard, Kaká e Pirlo; Shevchenko, Van Basten e Ruud Gullit.

Nessa outra formação do time A, Pirlo entra no lugar de George Weah para dar um pouco mais de proteção ao meio de campo e dar ainda mais liberdade para Kaká e também Gullit, que não precisaria voltar para ajudar na marcação como na formação 1. Essa é a que mais gostamos pelo equilíbrio em todos os setores. Uno spettacolo!

 

Time B – formação 1 – 4-3-3:

Giovanni Galli; Tassotti, Cesare Maldini, Costacurta e Serginho; Pirlo, Gattuso e Seedorf; Filippo Inzaghi, Gunnar Nordahl e Gianni Rivera.

O time B deste Milan dos Sonhos também possui craques do time dos anos 1980, mas grandes aportes dos anos 2000 e das décadas de 1950 e 1960. No gol, Giovanni Galli, experiente arqueiro que brilhou na equipe nos anos 1980. Nas laterais, o italiano Tassotti, extremamente talentoso e que podia atuar também no miolo de zaga, e Serginho, brasileiro que se destacava pela velocidade e grandes investidas ao ataque. Na zaga, o lendário Cesare Maldini, pai de Paolo Maldini, e Alessandro Costacurta, um dos mais inteligentes zagueiros da história do futebol italiano e que entrou na zaga pelo fato de Paolo Maldini ter sido bem votado para o setor e, por isso, abriu uma vaga nessa posição.

No meio, temos a reedição do trio que tanto brilhou pelo Milan nos anos 2000 e que permanece até hoje na memória do torcedor: Pirlo, Gattuso e Seedorf. E, no ataque, o talismã Inzaghi, pela direita, o maior artilheiro do clube, Gunnar Nordahl, pelo meio, e Gianni Rivera, o Golden Boy, um pouco mais recuado pela esquerda.

 

Time B – formação 2 – 4-3-3:

Giovanni Galli; Costacurta, Cesare Maldini, Paolo Maldini e Serginho; Pirlo, Gattuso e Seedorf; Filippo Inzaghi, Gunnar Nordahl e Gianni Rivera.

Esta segunda formação do Time B tem apenas uma modificação na zaga por ser algo que todo torcedor do Milan gostaria de ver: Cesare Maldini e Paolo Maldini, pai e filho, juntos no miolo de zaga. A base é a mesma da formação 1, mas com Costacurta na lateral-direita no lugar de Tassotti.

 

Os escolhidos pelos leitores e leitoras

 

Goleiro: Dida – 87,2% dos votos

Dida com sua 2ª taça da Liga dos Campeões da UEFA, em 2007.

 

Período no clube: 1999, 2000-2001 e 2002-2010

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial de Clubes da FIFA (2007), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (2002-2003 e 2006-2007), 2 Supercopas da UEFA (2003 e 2007), 1 Campeonato Italiano (2003-2004), 1 Copa da Itália (2002-2003) e 1 Supercopa da Itália (2004).

Jogos: 302

 

Raros foram os que conseguiram sucesso ou tiveram energia suficiente para superar aquele “muro de gelo”. Um dos mais frios goleiros da história do futebol. Um homem inabalável. Que não exalava suas emoções. Na alegria ou na tristeza, ele era o mesmo: sereno, sério, único. Equilíbrio puro. Dida foi um dos maiores arqueiros do futebol brasileiro, um dos principais camisas 1 nos anos 1990 e 2000 do planeta e também um dos mais laureados jogadores de seu tempo. Fazendo defesas inacreditáveis, defendendo pênaltis e mostrando reflexos apurados e impressionantes mesmo com seu tamanhão todo, o arqueiro chamou a atenção do Milan já em 1999, que o adquiriu naquele ano, mas só em 2002 pôde contar com o brasileiro em sua plenitude.

Dida defendendo o pênalti de Trezeguet, em 2003.

 

Dida e Shevchenko após a conquista do título europeu de 2003.

 

Em Milão, Dida se transformou em um dos maiores goleiros do mundo enfrentando atacantes intempestivos, pegando três pênaltis da Juventus em plena final de Liga dos Campeões da UEFA e colecionando taças com um dos maiores esquadrões rossoneros de todos os tempos. O brasileiro disputou 302 jogos e sofreu apenas 244 gols pelo Milan, uma média baixíssima de 0,80 gol por jogo. Além disso, ele ficou 623 minutos sem levar gols na Liga dos Campeões da UEFA, entre novembro de 2004 e maio de 2005, um dos cinco recordes históricos da competição nesse quesito. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Goleiro: Giovanni Galli – 36% dos votos

(Photo by Bob Thomas/Getty Images)

 

Período no clube: 1986-1990

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial Interclubes (1989), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (1988-1989 e 1989-1990), 1 Supercopa da UEFA (1989), 1 Campeonato Italiano (1987-1988) e 1 Supercopa da Itália (1988).

Jogos: 147

 

Goleiro seguro, focado e experiente, Galli chegou ao Milan em 1986 após grandes anos na Fiorentina e com duas Copas do Mundo disputadas (em 1982, na qual ele foi campeão, e em 1986). Tido como coadjuvante em uma equipe de estrelas naquele final de anos 1980, o goleiro foi muito mais do que isso: fez partidas fantásticas, defesas sensacionais e atuações que ajudaram o sucesso do Milan em sua fase mais laureada. Disputou 147 jogos pelo Milan de 1986 a 1990 e foi a primeira escolha de Arrigo Sacchi no período. Em 1990, se transferiu para o Napoli, onde permaneceu até 1993. Pela seleção italiana, jogou 19 partidas.

 

 

Lateral-Direito: Cafu – 69,6% dos votos

Período no clube: 2003-2008

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial de Clubes da FIFA (2007), 1 Liga dos Campeões da UEFA (2006-2007), 2 Supercopas da UEFA (2003 e 2007), 1 Campeonato Italiano (2003-2004) e 1 Supercopa da Itália (2004).

Jogos: 166

Gols: 4

 

Após três finais de Copas do Mundo disputadas, dois títulos (um como capitão da seleção brasileira) e um Scudetto marcante pela Roma, Cafu não precisava provar mais nada a ninguém quando chegou ao Milan em 2003. Mas ele sempre teve fôlego por títulos e também para ir ao ataque e voltar sem parar. Com grandes atuações, o brasileiro caiu perfeitamente no esquema de jogo do técnico Carlo Ancelotti e aumentou ainda mais sua coleção de títulos, com destaque para o Campeonato Italiano de 2003-2004 e a Liga dos Campeões da UEFA de 2006-2007, o troféu que faltava na extensa galeria do jogador. Cafu encerrou a carreira no próprio Milan em 2008 como um dos maiores laterais-direitos de todos os tempos. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Lateral-Direito: Tassotti – 43,7% dos votos

Período no clube: 1980-1997

Principais títulos pelo clube: 2 Mundiais Interclubes (1989 e 1990), 3 Ligas dos Campeões da UEFA (1988-1989, 1989-1990 e 1993-1994), 3 Supercopas da UEFA (1989, 1990 e 1994), 5 Campeonatos Italianos (1987-1988, 1991-1992, 1992-1993, 1993-1994 e 1995-1996), 4 Supercopas da Itália (1988, 1992, 1993 e 1994) e 2 Campeonatos Italianos – Série B (1980-1981 e 1982-1983).

Jogos: 583

Gols: 10

 

Iniciou a carreira na Lazio, mas logo em seguida partiu para o Milan, onde jogou de 1980 até 1997. Lateral marcador, mas que também apoiava o ataque, Tassotti jogou 583 partidas pelo Milan – ele é o 5º jogador com mais jogos na história rossonera – e conquistou 19 títulos com o clube. Muito seguro, foi um dos mais completos defensores de seu tempo e podia atuar, também, como zagueiro central. Formou a lendária linha defensiva do super Milan do final dos anos 1980, ao lado de Baresi, Costacurta e Maldini. Mesmo com tanta regularidade e grandes jogos, Tassotti nunca teve o reconhecimento que merecia na seleção da Itália, pela qual disputou apenas sete jogos.

 

 

Lateral-Esquerdo: Paolo Maldini – 91,6% dos votos / 40,1% dos votos como Zagueiro

Foto: Allsport UK /Allsport.

 

Período no clube: 1984-2009

Principais títulos pelo clube: 3 Mundiais de Clubes (1989, 1990 e 2007), 5 Ligas dos Campeões da UEFA (1988-1989, 1989-1990, 1993-1994, 2002-2003 e 2006-2007), 5 Supercopas da UEFA (1989, 1990, 1994, 2003 e 2007), 7 Campeonatos Italianos (1987-1988, 1991-1992, 1992-1993, 1993-1994, 1995-1996, 1998-1999 e 2003-2004), 1 Copa da Itália (2002-2003) e 5 Supercopas da Itália (1988, 1992, 1993, 1994 e 2004).

Jogos: 902

Gols: 33

 

Um dos maiores símbolos da história do Milan e do futebol italiano, só vestiu a camisa rossonera (e a da seleção italiana, claro) durante toda a sua carreira, de 1984 até 2009. Jogou como lateral, tanto esquerdo como direito, tinha exímia técnica e sabia defender e atacar com maestria. Anos depois, foi zagueiro, e esbanjou qualidade na grande área. Conquistou todos os títulos possíveis no Milan, com destaque para as 5 Ligas dos Campeões, 3 Mundiais e 7 Campeonatos Italianos. É o recordista em número de jogos pelo Milan na história com 902 partidas.

 

Sua principal característica era o senso de posicionamento pleno e os desarmes perfeitos, em especial os carrinhos sempre na bola e os cortes em velocidade. Raros foram os atacantes que conseguiram superá-lo ao longo do tempo e todos foram interceptados várias e várias vezes por Maldini. Sua importância e devoção ao Milan foram tão grandes que a camisa número 3 do clube foi aposentada para sempre. Simplesmente imortal. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Lateral-Esquerdo: Serginho – 33,2% dos votos

Período no clube: 1999-2008

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial de Clubes da FIFA (2007), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (2002-2003 e 2006-2007), 1 Supercopa da UEFA (2003), 1 Campeonato Italiano (2003-2004), 1 Copa da Itália (2002-2003) e 1 Supercopa da Itália (2004).

Jogos: 281

Gols: 24

 

Lateral-esquerdo habilidoso e muito eficiente, foi outro que teve enorme destaque no Milan por muitos anos (jogou no clube de 1999 até 2008). Com um fôlego impressionante e muita velocidade, tinha presença constante no ataque e atuava muitas vezes como um falso ponta-esquerda. Dava várias assistências para os companheiros e foi muito querido pela torcida, principalmente quando marcou um gol e deu três assistências no histórico 6 a 0 sobre a rival Internazionale, em 11 de maio de 2001.

 

 

Zagueiro: Franco Baresi – 96,6% dos votos

Período no clube: 1977-1997

Principais títulos pelo clube: 2 Mundiais de Clubes (1989 e 1990), 3 Ligas dos Campeões da UEFA (1988-1989, 1989-1990 e 1993-1994), 3 Supercopas da UEFA (1989, 1990 e 1994), 6 Campeonatos Italianos (1978-1979, 1987-1988, 1991-1992, 1992-1993, 1993-1994 e 1995-1996) e 4 Supercopas da Itália (1988, 1992, 1993 e 1994).

Jogos: 719

Gols: 33

 

O futebol italiano é conhecido no mundo inteiro pela fantástica capacidade de revelar zagueiros impecáveis e seguros como nenhum outro país é capaz de fazer. E, entre os grandes zagueiros já criados na Itália, nenhum outro é tão lembrado pela qualidade, liderança, perfeição e técnica quanto Franco Baresi, simplesmente o melhor líbero da história do futebol italiano (e um dos melhores do mundo) e melhor defensor do planeta nas décadas de 1980 e 1990. O craque reinventou o papel do líbero no futebol com atuações magistrais, velocidade, desarmes, posicionamento perfeito, raça e aparições no ataque que resultavam em importantes gols.

Mito do Milan, seu único clube na carreira e que aposentou o número 6 (a camisa de Baresi) pela primeira vez em sua história, Baresi foi um gênio capaz de parar outros gênios, como Romário, que nada fez na final da Copa do Mundo de 1994, mesmo com Baresi vindo de contusão. Imagine se o capitão da Azzurra estivesse 100%… O lendário defensor é o 2º atleta com mais jogos pelo Milan na história (719 jogos). Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Zagueiro: Alessandro Nesta – 79,1% dos votos

Período no clube: 2002-2012

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial de Clubes da FIFA (2007), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (2002-2003 e 2006-2007), 2 Supercopas da UEFA (2003 e 2007), 2 Campeonatos Italianos (2003-2004 e 2010-2011), 1 Copa da Itália (2002-2003) e 2 Supercopas da Itália (2004 e 2011).

Jogos: 326

Gols: 10

 

Cria das categorias de base da Lazio, o zagueiro Alessandro Nesta se transformou num dos maiores jogadores dos anos 1990 e 2000 graças à sua regularidade, posicionamento impecável, técnica para sair jogando do campo de defesa e precisão nos desarmes, um estilo de jogo que lembrava muito seu companheiro de Milan, Maldini, e também o ícone Baresi. Foi figura constante na seleção italiana e, depois de mais de 10 anos de Lazio, seguiu para mais 10 anos de carreira no Milan.

Cristiano Ronaldo (à dir.) pede a bola para Nesta, em 2007: o Milan só iria devolver depois de faturar o hepta da UCL.

 

Quando não estava contundido (um problema que ele conviveu em boa parte da carreira), Nesta mostrou toda a sua qualidade na zaga do Milan com ótimas atuações e até alguns gols – incluindo um na final do Mundial de Clubes de 2007, contra o Boca Juniors. Ao lado de Maldini, fez uma dupla dos sonhos para o torcedor e esbanjou segurança, senso de colocação e enorme visão de jogo, um exemplo vivo do defensor moderno. Foram 326 jogos pelo Milan e 10 gols entre 2002 e 2012.

 

Zagueiro: Cesare Maldini – 55,1% dos votos

Período no clube: 1954-1966

Principais títulos pelo clube: 1 Liga dos Campeões da UEFA (1962-1963) e 4 Campeonatos Italianos (1954-1955, 1956-1957, 1958-1959 e 1961-1962).

Jogos: 412

Gols: 3

 

Antes de Paolo Maldini marcar época como um dos maiores defensores do futebol mundial e do próprio Milan, um outro Maldini foi estrelar e histórico no clube rossonero: Cesare, o pai de Paolo. Com 412 jogos disputados (ele é o 10º na lista dos jogadores com mais partidas pelo Milan) e cinco títulos conquistados, Cesare marcou época com classe, técnica e muita qualidade na zaga, jogando como lateral, zagueiro e líbero. O craque teve a honra de erguer, como capitão, a primeira taça da Liga dos Campeões da UEFA conquistada pelo Milan, em 1963. Exatos 40 anos depois, seu filho Paolo repetiria a dose ao erguer a “Velhinha Orelhuda” em 2003. Jogou de 1954 até 1966 em Milão e virou um dos grandes ídolos do clube. 

 

Zagueiro: Costacurta – 35,3% dos votos / 52,4% como Lateral-Direito

Período no clube: 1986-2007

Principais títulos pelo clube: 2 Mundiais de Clubes (1989 e 1990), 5 Ligas dos Campeões da UEFA (1988-1989, 1989-1990, 1993-1994, 2002-2003 e 2006-2007), 4 Supercopas da UEFA (1989, 1990, 1994, 2003), 7 Campeonatos Italianos (1987-1988, 1991-1992, 1992-1993, 1993-1994, 1995-1996, 1998-1999 e 2003-2004), 1 Copa da Itália (2002-2003) e 5 Supercopas da Itália (1988, 1992, 1993, 1994 e 2004).

Jogos: 663

Gols: 3

 

Outro lendário zagueiro rossonero, começou a carreira no Milan em 1986, mas acabou emprestado ao pequeno Monza no mesmo ano para ganhar experiência. E ganhou! Foi titular da equipe a partir de 1987 e só jogou no Milan até 2007. Tinha raça e às vezes apelava para as faltas para parar os adversários. Mesmo assim, era extremamente eficiente e tinha uma inteligência tática formidável. Foi o companheiro perfeito de Baresi naquele super Milan do final dos anos 1980 por possibilitar as investidas do defensor ao ataque e jogar na maioria das vezes próximo ao companheiro Maldini, distribuindo a bola para o lateral iniciar jogadas ofensivas com o meio de campo. Costacurta era eficiente, também, como lateral-direito, posição que exerceu em várias ocasiões no Milan. Marcou presença na seleção italiana entre 1991 e 1998 com 59 jogos realizados e presença nas Copas de 1994 e 1998. Costacurta é o 3º jogador com mais partidas na história do Milan – 663 jogos.

 

 

Volante: Frank Rijkaard – 84,9% dos votos

Período no clube: 1988-1993

Principais títulos pelo clube: 2 Mundiais de Clubes (1989 e 1990), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (1988-1989 e 1989-1990), 2 Supercopas da UEFA (1989 e 1990), 2 Campeonatos Italianos (1991-1992 e 1992-1993) e 2 Supercopas da Itália (1988 e 1992).

Jogos: 201

Gols: 26

 

Uma das maiores estrelas do Milan na virada dos anos 1980 e autor do gol do título europeu de 1990, o holandês Frank Rijkaard foi um dos maiores craques da história do futebol e atuava como volante, meia, ponta e até zagueiro. Formado no Ajax, foi para o Milan em 1988 (mesmo ano em que venceu com a Holanda a Eurocopa), onde viveu o ápice de sua carreira. Com muita técnica, visão de jogo aguçada e elegância, Rijkaard ditava o ritmo da equipe no meio e ajudava os compatriotas Gullit e Van Basten a fazerem estragos nas defesas adversárias. Disputou 201 jogos pelo Milan e marcou 26 gols. Encerrou a carreira vencendo uma Liga dos Campeões por outra geração de ouro, a do Ajax, em 1995. Pela Holanda, disputou 73 jogos. É um dos jogadores mais vitoriosos da história, com 25 títulos conquistados por Milan, Ajax e Holanda. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Volante: Andrea Pirlo – 71,6% dos votos

Período no clube: 2001-2011

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial de Clubes da FIFA (2007), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (2002-2003 e 2006-2007), 2 Supercopas da UEFA (2003 e 2007), 2 Campeonatos Italianos (2003-2004 e 2010-2011), 1 Copa da Itália (2002-2003) e 1 Supercopa da Itália (2004).

Jogos: 401

Gols: 41

 

Elegância, frieza e talento para bolas paradas. De qualquer distância, sob qualquer circunstância. Podia ser em um jogo simples de começo de campeonato. Podia ser em reta final de Liga dos Campeões da UEFA. Ou até final de Copa do Mundo. A precisão era a mesma. A seriedade, idem. Ele marcava gols, claro, mas sua maior virtude era arquitetá-los. Assim, fez artilheiros. Heróis improváveis. E, com sua emblemática camisa 21 – que recebeu em seu primeiro clube, o Brescia, e virou seu número oficial na carreira -, se tornou um dos maiores meio-campistas de todos os tempos. 

Andrea Pirlo foi tudo isso e muito mais. Ídolo de gerações, o italiano se transformou em uma lenda do futebol mundial. Como dono do meio de campo, Pirlo mostrava que não era só com a bola nos pés que ele fazia mágica. Ele tinha também uma visão de jogo impressionante. Ambidestro, cobrava faltas incríveis e nunca se cansou de mandar escanteios na cabeça dos mais diversos companheiros que resultaram em gols. Foi sem dúvida um dos principais responsáveis pelos títulos históricos do Milan nos anos 2000 ao formar o inesquecível meio de campo com Gattuso, Seedorf e Kaká. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Volante: Gattuso – 33,6% dos votos

Período no clube: 1999-2012

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial de Clubes da FIFA (2007), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (2002-2003 e 2006-2007), 2 Supercopas da UEFA (2003 e 2007), 2 Campeonatos Italianos (2003-2004 e 2010-2011), 1 Copa da Itália (2002-2003) e 2 Supercopas da Itália (2004 e 2011).

Jogos: 468

Gols: 11

 

Um leão no meio de campo, Gattuso era eficiente quando preciso e “bruto” quando os adversários tinham a bola. Ícone do Milan dos anos 2000 e símbolo de raça e entrega nas partidas, Gennaro Gattuso foi um dos mais marcantes volantes do futebol italiano na virada do século e entrou de vez para a história do país como titular da Itália campeã do mundo em 2006. Embora não fosse técnico, o jogador tinha um notável senso de colocação e era um marcador implacável que não tirava o pé nas divididas e brigava pela bola como se não houvesse amanhã. Sua parceria com Andrea Pirlo foi uma das mais consagradas do Calcio. Jogou pela seleção entre 2000 e 2010, disputou 73 jogos e marcou um gol, além de estar presente em três Copas do Mundo (2002, 2006 e 2010). Ele é o 7º na lista dos que mais atuaram pelo Milan na história – 468 jogos.

 

 

Meia: Kaká – 80,3% dos votos

Período no clube: 2003-2009 e 2013-2014

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial de Clubes da FIFA (2007), 1 Liga dos Campeões da UEFA (2006-2007), 1 Supercopa da UEFA (2007), 1 Campeonato Italiano (2003-2004) e 1 Supercopa da Itália (2004).

Jogos: 307

Gols: 104

 

Depois de dar um título inédito ao São Paulo e fazer parte da seleção brasileira campeã da Copa do Mundo de 2002, Kaká foi parar no Milan, então melhor time do planeta e já com dois meias extraordinários em seu elenco – Rivaldo e Rui Costa. Qual a chance daquele garoto se dar bem? Oras, ele tinha talento de sobra. Era um atleta moderno. Não dependia apenas da técnica nem dos dribles. Tinha visão de jogo, explosão, físico, consciência tática. E chutava… Ah, como chutava! E como fazia golaços! De 2004 até 2008, viveu o auge. Suas arrankadas em direção ao gol o levaram ao topo do planeta. Foi o Melhor Jogador do Mundo pela FIFA em 2007. Conduziu o Milan ao título europeu e ao título do Mundial de Clubes. Enfim, faturou tudo o que um jogador de futebol pode sonhar em um curtíssimo espaço de tempo. Baixar a guarda? Jamais. Sempre foi profissional. E só não foi ainda mais longe porque as lesões em sequência prejudicaram demais sua carreira. 

Kaká marcou vários gols importantes em duelos contra a Inter.

 

Kaká e Sheva, dupla inesquecível de um Milan imortal.

 

Kaká é um dos maiores ídolos da história do Milan e faz parte do seletíssimo grupo de seis jogadores que venceram o Ballon d’Or vestindo o manto rossonero – ao lado de Rivera, Gullit, Van Basten, George Weah e Shevchenko. As tais das “arrankadas” foram sua marca registrada e o estilo inconfundível de jogo de um craque que só sossegava quando marcava o gol ou dava um passe para seu companheiro. Ele não fazia firulas. Era objetivo. Brilhante. Decisivo. E quem o viu jogar o que jogou principalmente na temporada 2006-2007 jamais se esqueceu. Não foi à toa que ele venceu essa eleição como o meia mais votado. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Meia / Atacante: Ruud Gullit- 71,4% dos votos (Meia) e 34,2% dos votos (Atacante)

Período no clube: 1987-1993 e 1994

Principais títulos pelo clube: 2 Mundiais de Clubes (1989 e 1990), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (1989 e 1990), 2 Supercopas da UEFA (1989 e 1990), 3 Campeonatos Italianos (1987-1988, 1991-1992 e 1992-1993) e 3 Supercopas da Itália (1988, 1992 e 1994)

Jogos: 171

Gols: 56

 

O holandês foi um dos símbolos do grande Milan supercampeão da virada dos anos 1980 ao ser peça fundamental no ataque da equipe e formar uma das mais lendárias duplas ofensivas do futebol, ao lado de Van Basten. Ruud Gullit podia jogar, também, como meia e até líbero. Iniciou a carreira no modesto Haarlem, da Holanda. De lá, partiu para o Feyenoord e PSV, onde conquistou vários títulos. Mas seria no Milan o seu momento de ouro. Ganhou tudo, venceu o Ballon d’Or de 1987, fez gols decisivos e transformou a equipe na mais temida do planeta. Gullit era técnico, tinha uma visão de jogo estupenda, era mortal em jogadas aéreas com seus 1,91m de altura e tinha um leque de jogadas impressionante e imprevisível. Gullit disputou 171 jogos pelo Milan e marcou 56 gols, dois deles na final europeia de 1989. Foi o capitão da grande Holanda campeã da Eurocopa de 1988. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Meia: Gianni Rivera – 44,1% dos votos

Período no clube: 1960-1979

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial de Clubes (1969), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (1962-1963 e 1968-1969), 2 Recopas da UEFA (1967-1968 e 1972-1973), 3 Campeonatos Italianos (1961-1962, 1967-1968 e 1978-1979) e 4 Copas da Itália (1966-1967, 1971-1972, 1972-1973 e 1976-1977).

Jogos: 658

Gols: 164

 

Prodígio, craque, colecionador de títulos e um imortal dentro do Milan. Gianni Rivera foi um dos mais representativos jogadores da história rossonera e o símbolo maior do clube nos anos 1960 e 1970. Depois de iniciar a carreira no Alessandria, foi contratado pelo Milan em 1960 e rapidamente ganhou a confiança do técnico Nereo Rocco, que o lapidou e viu sua ascensão ano após ano. Garçom, goleador e dono das ações criativas do ataque do time, Rivera disputou 658 jogos pelo Milan, sendo 501 na Série A, e marcou 164 gols. Conquistou 12 títulos em quase 20 anos de clube, com destaque para duas Ligas dos Campeões, um Mundial e três Campeonatos Italianos. O “Golden Boy” foi o primeiro milanista a vencer o Ballon d’Or, em 1969, um ano após fazer parte do elenco italiano campeão da Eurocopa. Rivera é o 4º com mais jogos na história do Milan e o 3º maior artilheiro do clube. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Meia: Clarence Seedorf – 33,1% dos votos

Seedorf prepara o chute: gol e atuação mágica contra o Manchester United na Liga dos Campeões de 2006-2007.

 

Período no clube: 2002-2012

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial de Clubes da FIFA (2007), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (2002-2003 e 2006-2007), 2 Supercopas da UEFA (2003 e 2007), 2 Campeonatos Italianos (2003-2004 e 2010-2011), 1 Copa da Itália (2002-2003) e 2 Supercopas da Itália (2004 e 2011).

Jogos: 443

Gols: 62

 

Visão de jogo, físico privilegiado, vitalidade, disciplina tática e técnica apuradíssima. Essas qualidades foram encontradas em vários jogadores que desfilaram suas virtudes pelos gramados em décadas passadas, podem ser vistas em alguns do futebol atual e se tornou a essência de Clarence Seedorf, meio-campista nascido no Suriname que se consagrou na Holanda como um dos mais completos, inteligentes e vitoriosos futebolistas de toda a história. Seedorf conseguiu ser campeão em quase todos os times por onde passou e se consagrou como o primeiro a levantar por três clubes diferentes o mais cobiçado troféu do futebol europeu: a Liga dos Campeões, por Ajax, Real Madrid e Milan, onde ele vestiu a camisa 10 e foi um dos artífices do lendário meio de campo do clube nos anos 2000.

Entre 2006 e 2008, o craque viveu momentos de pura arte e comandou o time italiano na conquista da Liga dos Campeões da UEFA de 2006-2007. Com a companhia assídua do brasileiro Kaká, Seedorf virou um segundo meia no esquema tático de Carlo Ancelotti e ganhou mais liberdade para atacar e ajudar o brasileiro na construção de inúmeras jogadas. A parceria teve o ápice exatamente na reta final da competição continental. Seedorf é o 8º jogador com mais partidas pelo Milan na história – 443 jogos. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

 

Atacante: Van Basten – 95,9% dos votos

Período no clube: 1987-1995

Principais títulos pelo clube: 2 Mundiais de Clubes (1989 e 1990), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (1988-1989 e 1989-1990), 2 Supercopas da UEFA (1989 e 1990), 3 Campeonatos Italianos (1987-1988, 1991-1992 e 1992-1993) e 2 Supercopas da Itália (1989 e 1993).

Jogos: 201

Gols: 124

 

Foi, sem dúvida alguma, um dos maiores atacantes da história do futebol. Era o verdadeiro matador, daquele que fazia gols de tudo quanto é jeito. Mas sua especialidade eram os golaços épicos, as jogadas plásticas, os dribles secos e perfeitos, os “ohhhs” arrancados dos torcedores, seja no San Siro lotado, seja em qualquer outro estádio do futebol. Van Basten foi um dos maiores ídolos do grande Milan da virada dos anos 1980 e a principal estrela daquela equipe. Em 201 jogos, marcou 124 gols e se tornou o 7º maior artilheiro da história do clube. Foi obrigado a encerrar a carreira de maneira precoce, aos 30 anos, devido a inúmeras lesões nos tornozelos, acabados de tanta pancada que levou dos zagueiros – ele nem sequer jogou na temporada 1993-1994, por isso acabou de fora das conquistas do time naquela época. Despediu-se com uma volta olímpica no San Siro em 1995, provocando choro até mesmo no durão Fabio Capello, técnico do Milan na época.

Rijkaard – Van Basten – Gullit: simplesmente incríveis com a camisa do Milan.

 

Van Basten e Gullit levantam a UCL de 1989.

 

O “Cisne de Utrecht” marcou inúmeros gols decisivos, sendo os mais lembrados os dois na final europeia vencida pelo Milan em 1989. Vestindo a camisa rossonera, Van Basten venceu ainda três Ballon d’Or – 1988, 1989 e 1992 – e o prêmio de Melhor Jogador do Mundo da FIFA de 1992. Outro dado curioso é que Van Basten converteu 51 dos 54 pênaltis que bateu na carreira, um dos maiores aproveitamentos da história (94%). Pela seleção da Holanda, Van Basten venceu a Eurocopa de 1988, e, em 58 jogos, marcou 24 gols. Leia mais sobre ele clicando aqui.

 

Atacante: Shevchenko – 83,6% dos votos

Período no clube: 1999-2006 e 2008-2009

Principais títulos pelo clube: 1 Liga dos Campeões da UEFA (2002-2003), 1 Supercopa da UEFA (2003), 1 Campeonato Italiano (2003-2004), 1 Copa da Itália (2002-2003) e 1 Supercopa da Itália (2004).

Jogos: 323

Gols: 176

 

O torcedor do Milan vivia carente naquele final de anos 1990. Após a saída de George Weah, faltava um autêntico camisa 9 lá na frente para marcar gols. Será que nunca mais eles teriam alguém do quilate do liberiano ou de outros nomes que haviam passado pelo clube naquela década, como Massaro ou Van Basten? Sim. Em 1999, chegou ao clube um prodígio atacante ucraniano que havia encantado a todos com a camisa do Dynamo de Kiev: Shevchenko, sem dúvida um dos mais emblemáticos goleadores do futebol europeu na virada do milênio. Com gols decisivos, técnica apurada, chutes poderosos e um desejo incontrolável de marcar gols na grande rival, a Internazionale – ele é o maior artilheiro do Derby della Madonnina com 14 gols! -, Sheva foi paixão à primeira vista para o torcedor,  conquistou títulos (incluindo uma Liga dos Campeões), inúmeros prêmios individuais e foi protagonista de momentos que o imortalizaram de vez como um dos melhores jogadores do final do século XX e do começo do novo milênio. 

Shevchenko marca o gol do título do Milan na disputa de pênaltis na final da UCL de 2003.

 

Ídolo de gerações e uma febre mundial, Shevchenko virou rei em seu país, levou a Ucrânia às quartas de final da Copa do Mundo de 2006 e ficou famoso, também, por seu personagem no mundo dos games, mais precisamente no Winning Eleven, onde o Shevchenko dos gramados virtuais era imparável e uma verdadeira máquina de gols – rendendo alegrias intermináveis para a garotada. Ele é o 2º maior artilheiro da história do Milan com 176 gols. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Atacante: George Weah – 48,6% dos votos

Período no clube: 1995-2000

Principais títulos pelo clube: 2 Campeonatos Italianos (1995-1996 e 1998-1999).

Jogos: 147

Gols: 58

 

Forte, cheio de explosão, impossível de segurar quando em disparada e oportunista. George Weah foi o maior jogador africano do século XX e marcou época nos anos 1990, além de ter sido o primeiro e até hoje único jogador do continente a receber o prêmio de Melhor do Mundo pela FIFA, em 1995. Após jogar por vários clubes de seu país, a Libéria, e também de Camarões, ele conseguiu uma chance no futebol francês e brilhou pelo Paris Saint-Germain multicampeão nacional naquele começo de anos 1990. Em 1995, chegou ao Milan e seguiu em alto nível com gols, grandes atuações e jogadas espetaculares, além das clássicas arrancadas em direção ao gol, principalmente saindo do meio de campo. Weah venceu dois Campeonatos Italianos pelo Milan. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Atacante: Filippo Inzaghi – 39% dos votos

Período no clube: 2001-2012

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial de Clubes da FIFA (2007), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (2002-2003 e 2006-2007), 2 Supercopas da UEFA (2003 e 2007), 2 Campeonatos Italianos (2003-2004 e 2010-2011) e 1 Copa da Itália (2002-2003).

Jogos: 300

Gols: 126

 

Especialista em jogar no limite da linha de impedimento e talismã em decisões, Inzaghi foi um dos mais talentosos atacantes dos anos 2000 e outro grande símbolo do Milan. Ele é o 6º maior artilheiro da história do clube, e, mesmo não sendo muito técnico, era oportunista, rápido, tinha muita inteligência tática e colocava a bola no gol de qualquer maneira. Na temporada 2006-2007, mostrou como nunca seu faro de “artilheiro das decisões” ao marcar gol nas três finais do Milan: Liga dos Campeões da UEFA (dois gols), Supercopa da UEFA (um gol) e Mundial de Clubes da FIFA (dois gols). Inzaghi é um dos maiores artilheiros de competições europeias da história com 70 gols marcados e recordista de hat-tricks na história do Campeonato Italiano (10), além de ser o maior artilheiro do Milan em competições europeias com 43 gols.

 

Atacante: Gunnar Nordahl – 32,2% dos votos

Período no clube: 1949-1956

Principais títulos pelo clube: 2 Campeonatos Italianos (1950-1951 e 1954-1955) e 2 Copas Latinas (1951 e 1956).

Jogos: 268

Gols: 221

 

Como você já percebeu, o Milan já teve em sua história notáveis goleadores como Rivera, Gullit, Van Basten, Weah, Shevchenko entre outros. Mas o que pouca gente sabe é que nenhum dos nomes mencionados conseguiu a proeza de ser o maior artilheiro do clube em todos os tempos. Para falar a verdade, jamais chegaram perto do número portentoso alcançado por um sueco alto, técnico e que se consagrou como um dos mais brilhantes atacantes de seu tempo e a maior estrela do futebol de seu país: Gunnar Nordahl, o homem que se arriscou no esporte ainda adolescente, conciliou o passatempo desportivo com afazeres de bombeiro e chegou ao estrelato vestindo a camisa do Milan por quase uma década, ajudando o clube a encerrar um incômodo jejum de títulos no Campeonato Italiano e a aumentar consideravelmente o número de fãs do time italiano. 

 

Por ter se profissionalizado fora da Suécia, Nordahl foi impedido de atuar por seu país logo no começo da década de 1950 e acabou ausente da Copa de 1950, que poderia ter sido bem mais promissora para o selecionado escandinavo se o goleador com estonteantes e incontestáveis médias de gols tivesse participado. Azar da Copa e da Suécia, sorte do Milan, que teve Nordahl em sua plenitude durante anos e viu o bombeiro dos gols se tornar incríveis cinco vezes artilheiro do Campeonato Italiano, recorde até hoje jamais superado. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

 

Técnico: Arrigo Sacchi – 64% dos votos

Período no clube: 1987-1991 e 1996-1997

Principais títulos pelo clube: 2 Mundiais Interclubes (1989 e 1990), 2 Ligas dos Campeões da UEFA (1988-1989 e 1989-1990), 2 Supercopas da UEFA (1989 e 1990), 1 Campeonato Italiano (1987-1988) e 1 Supercopa da Itália (1988).

Retrospecto: Nas duas passagens que teve no Milan, Sacchi comandou o time em 220 jogos, venceu 113, empatou 69 e perdeu apenas 38.

 

Dos grandes treinadores que já tivemos (e ainda temos) no futebol mundial, muitos foram jogadores profissionais ao menos uma vez. Não necessariamente craques, mas foram. Só que houve um desses grandes técnicos que fez o caminho inverso e, mesmo sem nunca ter chutado uma bola, conduziu com maestria um grupo a marcar época como um dos esquadrões mais fantásticos e imbatíveis da história do futebol mundial: Arrigo Sacchi, o risonho e excêntrico carequinha italiano que fez do Milan o melhor time do planeta entre 1988 e 1990. Inteligente, criativo, polêmico e à frente de seus rivais, Sacchi revolucionou o futebol italiano numa época em que todos só falavam de líberos, 3-5-2, defesa, defesa e defesa. O treinador inovou ao criar um 4-4-2 extremamente ofensivo, com seus jogadores marcando por zona e reduzindo os espaços do campo. Com isso, os adversários caíam constantemente na linha de impedimento milanista e, quando recuperavam a bola, não tinham espaço para trocar sequer três, quatro passes. 

Jogar contra aquele time era terrível. Ainda mais com jogadores como Baresi, Maldini, Ancelotti, Rijkaard, Gullit e Van Basten. Sacchi provou em apenas três anos que era possível, sim, ser um técnico genial, vitorioso e eterno sem nunca ter sido jogador. Para os críticos, ele sempre tinha uma frase na ponta da língua: “Não sabia que para ser jóquei era preciso ser cavalo antes”. Não tinha um jornalista ou comentarista que ousava retrucar… Curiosamente, depois de sua saga no Milan, Sacchi não conseguiu repetir a sina vitoriosa e fracassou quando tentou fazer na seleção da Itália o que fizera no Milan. Mas não tinha problema. O papel do italiano já havia sido cumprido com maestria, sendo referência até hoje como um dos maiores treinadores do futebol e que emociona os amantes do esporte quando relembram as façanhas do Milan. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

 

Milan dos Sonhos do Imortais!

 

Goleiros: Dida e Giovanni Galli

Laterais-Direitos: Cafu e Tassotti

Laterais-Esquerdos: Paolo Maldini e Schnellinger

Zagueiros: Franco Baresi, Alessandro Nesta, Cesare Maldini e Costacurta

Volantes: Rijkaard, Pirlo, Desailly e Gattuso 

Meias: Kaká, Ruud Gullit, Gianni Rivera e Seedorf

Atacantes: Van Basten, Shevchenko, George Weah, José Altafini e Gunnar Nordahl

Técnico: Arrigo Sacchi

 

Time A – formação 1 – 4-3-3

Dida; Cafu, Franco Baresi, Alessandro Nesta e Paolo Maldini; Rijkaard, Kaká e Pirlo; Shevchenko, Van Basten e Gullit.

Não conseguimos formar apenas um Time A, e, por isso, temos três formações diferentes! A primeira é uma das que vocês escolheram, com Dida no gol, Cafu e Maldini nas laterais, Baresi e Nesta na zaga, Rijkaard, Kaká e Pirlo no meio e um trio de ataque composto por Shevchenko, Van Basten e Gullit.

 

Time A – formação 2 – 4-3-3

Dida; Cafu, Franco Baresi, Alessandro Nesta e Paolo Maldini; Rijkaard, Pirlo e Gianni Rivera; Shevchenko, Van Basten e Gullit.

Nessa outra formação colocamos Rivera no meio de campo ao lado de Rijkaard e Pirlo. A base defensiva e ofensiva permanece a mesma da formação 1.

 

Time A – formação 3 – 4-3-3

Dida; Cafu, Franco Baresi, Alessandro Nesta e Paolo Maldini; Rijkaard, Kaká e Gullit; Shevchenko, Van Basten e George Weah.

Essa é a mesma formação escolhida por vocês!

 

Time B – formação 1 – 4-3-3

Giovanni Galli; Tassotti, Cesare Maldini, Costacurta e Schnellinger; Pirlo, Desailly e Seedorf; José Altafini, Gunnar Nordahl e Gianni Rivera.

No Time B, tivemos que incluir mais um volante para formar duas equipes. Nessa primeira, temos três mudanças em relação ao time escolhido por vocês: na lateral-esquerda, entra o alemão Schnellinger, lenda do time dos anos 1960 e da seleção alemã. No meio, o francês Desailly, craque do time campeão europeu de 1994. E, no ataque, o brasileiro naturalizado José Altafini, super prolífico e artilheiro do timaço dos anos 1960, fica no lugar de Inzaghi.

 

Time B – formação 2 – 4-3-3

Giovanni Galli; Tassotti, Cesare Maldini, Costacurta e Schnellinger; Pirlo, Gattuso e Seedorf; José Altafini, Gunnar Nordahl e Gianni Rivera.

Essa formação é quase a mesma do Time B feito por vocês. A única mudança é na lateral-esquerda, com a entrada de Schnellinger no lugar de Serginho. Lembramos que sentimos muito por não incluir Nils Liedholm, Gunnar Gren, Massaro, Donadoni e Ancelotti, mas é tudo culpa do Milan por ter tido tanto craque em sua história! Poxa, vai apelar assim lá na Lombardia, pô!

 

Os escolhidos pelo Imortais ausentes no time dos leitores e leitoras:

 

Lateral-Esquerdo: Schnellinger

Período no clube: 1965-1974

Principais títulos pelo clube: 1 Mundial de Clubes (1969), 1 Liga dos Campeões da UEFA (1968-1969), 2 Recopas da UEFA (1967-1968 e 1972-1973), 1 Campeonato Italiano (1967-1968) e 3 Copas da Itália (1966-1967, 1971-1972, 1972-1973).

Jogos: 334

Gols: 3

 

O alemão foi um dos maiores defensores pela esquerda da história do futebol mundial e ganhou o curioso apelido de “Volkswagen” por conta de sua performance “duradoura e de qualidade”. Tinha uma mentalidade vencedora notável, muita calma e inspirava confiança tanto pelo Milan, no qual jogou entre 1965 e 1974, quanto pela seleção alemã, pela qual disputou quatro Copas (1958, 1962, 1966 e 1970), tendo marcado um único, porém marcante, gol: o de empate em 1 a 1 no jogo contra a Itália na semifinal da Copa de 1970, que levou a partida para a prorrogação mais espetacular de todos os tempos. Venceu oito títulos com a camisa do Milan e é um ídolo eterno do clube.

 

Volante: Desailly

Período no clube: 1993-1998

Principais títulos pelo clube: 1 Liga dos Campeões da UEFA (1993-1994), 2 Campeonatos Italianos (1993-1994 e 1995-1996), 1 Supercopa da Itália (1994) e 1 Supercopa da UEFA (1994).

Jogos: 186

Gols: 7

 

Um dos maiores desejos dos treinadores do futebol atual – ou pelo menos daqueles que prezam pela ofensividade – é contar com zagueiros técnicos, que sejam firmes na marcação, tenham boa saída de jogo e capacidade de organização desde o campo de defesa. Em resumo, o que os treinadores querem é alguém como Marcel Desailly, um dos maiores defensores de sua geração e referência na era mais vitoriosa do futebol francês. Notável por seu vigor físico, Desailly foi conhecido na Europa como “The Rock” (ou “A Rocha”). À primeira vista, pode parecer um apelido daquele típico zagueiro “brucutu”, mas o francês foi muito mais que isso – tanto que marcou gols importantes na carreira, sempre chegando com muita qualidade ao ataque.

Marcel Desailly vibra: craque jogou muito na final de 1994.

 

Polivalente, foi um dos mais notáveis casos de zagueiro que também rendeu – e muito bem – como meio-campista. E foi exatamente com a camisa do Milan que Marcel Desailly se tornou um dos maiores meio campistas do mundo. Após brilhar pelo Olympique de Marselha campeão da Europa justamente em cima do Milan, em 1993, Desailly foi naquele mesmo ano para o clube rossonero e já na temporada de 1993-1994 ganhou sua segunda Liga dos Campeões de maneira consecutiva, marcando um dos gols na final. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Atacante: José Altafini

Período no clube: 1958-1965

Principais títulos pelo clube: 1 Liga dos Campeões da UEFA (1962-1963) e 2 Campeonatos Italianos (1958-1959 e 1961-1962.

Jogos: 246

Gols: 161

 

No Brasil, o atacante ficou conhecido como Mazzola por sua semelhança com o mítico e lendário craque italiano Valentino Mazzola, do Torino dos anos 1940. Quando foi contratado pelo Milan, Mazzola virou Altafini e fez seu nome ganhar força e história própria com muitos gols, títulos e atuações de gala. Com um faro de gol notável, o brasileiro que já havia conquistado a Copa do Mundo de 1958 marcou época no Milan e anotou 161 gols em 246 jogos pelo time – ele é o 4º maior artilheiro da história do clube! -, além de ter sido artilheiro do Campeonato Italiano de 1961-1962 com 22 gols. Na temporada 1962-1963, fez história na Liga dos Campeões vencida pelo Milan ao marcar 14 gols, uma das maiores marcas artilheiras da história do torneio. Sem dúvida alguma um ídolo e cracaço rossonero.

 

Leia muito mais sobre o Milan clicando aqui!

 

 

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