Time dos Sonhos do Cruzeiro


 

Por Guilherme Diniz

 

Nos anos 1960, quando o futebol brasileiro era dominado por clubes do eixo Rio-SP, uma equipe de Minas Gerais ousou bater de frente com aqueles titãs. E, em uma emblemática decisão de Taça Brasil, em 1966, venceu duas vezes – uma delas com um categórico 6 a 2 – ninguém mais ninguém menos que o Santos de Pelé. Quem não conhecia aquela camisa azul, passou a conhecer. E quem já conhecia sabia da força e ousadia do Cruzeiro Esporte Clube, um dos mais vitoriosos do futebol brasileiro e sul-americano e com uma aura copeira que poucos clubes no Brasil possuem. Maior campeão da Copa do Brasil, bicampeão da Libertadores, multicampeão mineiro, dono de vários títulos internacionais e até hoje único a vencer a cobiçada Tríplice Coroa do futebol brasileiro, em 2003, a Raposa vive tempos difíceis, mas possui uma história construída com craques, grandes técnicos e uma torcida apaixonada que sempre lotou o Mineirão. Com tantos nomes, a eleição deste Time dos Sonhos do Cruzeiro foi bem difícil e equilibrada, mas o resultado final ficou demais! Vamos a ele!

 

Os convocados pelos leitores e leitoras – OBS.: como Piazza e Tostão foram bem votados para mais de uma posição, eles estão escalados em mais de uma posição e abriram vagas extras!

 

Goleiros: Fábio e Raul Plassmann

Laterais-Direitos: Nelinho e Maicon

Laterais-Esquerdos: Sorín e Nonato

Zagueiros: Perfumo, Piazza, Luisão e Procópio

Volantes: Piazza, Ricardinho, Zé Carlos e Maldonado

Meias: Alex, Dirceu Lopes, Tostão e Everton Ribeiro

Atacantes: Joãozinho, Tostão, Ronaldo, Palhinha, Jairzinho e Marcelo Ramos

Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Esquema tático escolhido pelos leitores e leitoras: 4-3-3 (59,7% dos votos)

Time A – formação 1 – 4-3-3:

Fábio; Nelinho, Perfumo, Piazza e Sorín; Ricardinho, Alex e Dirceu Lopes; Tostão, Ronaldo e Joãozinho.

 

A primeira formação deste Cruzeiro dos Sonhos possui craques de diferentes gerações e que ajudaram nas mais importantes conquistas do clube. No gol, Fábio, recordista em jogos pela Raposa na história e multicampeão de torneios nacionais neste século. Nas laterais, as maiores barbadas: Nelinho, pela direita, e Sorín, pela esquerda. O miolo de zaga teria Perfumo e Piazza, lendas com a camisa azul e que esbanjaram categoria pelo clube. No meio, Ricardinho, ídolo do time copeiro dos anos 1990, teria funções mais defensivas para que Alex, o maestro da Tríplice Coroa, e Dirceu Lopes, o Príncipe, pudessem arquitetar as jogadas para o devastador ataque escolhido por vocês: Tostão, pela direita, Ronaldo Fenômeno super jovem e com apetite insaciável por gols, no meio, e o endiabrado Joãozinho pela esquerda. Para comandar todas essas estrelas, somente um “profexô”: Vanderlei Luxemburgo.

 

Time A – formação 2 – 4-3-3:

Fábio; Nelinho, Perfumo, Luisão e Sorín; Piazza, Alex e Dirceu Lopes; Tostão, Ronaldo e Joãozinho.

Nesta formação, o zagueiro Luisão entra no time titular e Piazza vai para o meio de campo, na posição em que ele mais se destacou pelo Cruzeiro. As outras posições permanecem as mesmas.

 

Time B – formação 1 – 4-3-3:

Raul; Maicon, Procópio, Luisão e Nonato; Maldonado, Zé Carlos e Everton Ribeiro; Jairzinho, Palhinha e Marcelo Ramos.

 

O time B dessa Raposa também possui grandes ídolos multicampeões. No gol, Raul, o lendário goleiro que jogou tanto no timaço dos anos 1960 quanto no time campeão da América de 1976. Na lateral-direita, Maicon, que se destacou nos anos 2000 e fez carreira no futebol europeu. Na esquerda, Nonato, xodó da torcida e capitão do time campeão da Copa do Brasil de 1996 sobre o badalado Palmeiras em pleno Palestra Itália. Na zaga, Luisão, do time da Tríplice Coroa, e Procópio, xerife do timaço dos anos 1960. No meio, muita marcação e vida nada fácil aos rivais com Zé Carlos e Maldonado mais recuados, enquanto Everton Ribeiro, grande nome do time bicampeão brasileiro de 2013 e 2014, teria a função de armar jogadas para Jairzinho, o “Furacão das Américas” em 1976, Marcelo Ramos, carrasco dos rivais nos anos 1990, e Palhinha, matador dos anos 1970, no ataque.

 

Time B – formação 2 – 4-3-3:

Raul; Maicon, Luisão, Procópio e Nonato; Piazza, Tostão e Zé Carlos; Jairzinho, Palhinha e Marcelo Ramos.

 

Nesta formação, os bem votados Piazza e Tostão aparecem no meio e no ataque, respectivamente.

 

Os escolhidos pelos leitores e leitoras:

 

Goleiro: Fábio – 72% dos votos

Período no clube: 2000, 2005-atual

Principais títulos pelo clube: 2 Campeonatos Brasileiros (2013 e 2014), 2 Copas do Brasil (2017 e 2018) e 7 Campeonatos Mineiros (2006, 2008, 2009, 2011, 2014, 2018 e 2019).

Jogos: 944

 

Após uma brevíssima passagem pelo clube em 2000, Fábio retornou em 2005 para nunca mais deixar a Raposa. Com uma identificação tremenda com o clube, momentos inesquecíveis em jogos decisivos, mais de 30 pênaltis defendidos e, claro, títulos, o goleiro se tornou o recordista em partidas na história do Cruzeiro e foi um dos principais nomes das conquistas dos Brasileiros de 2013 e 2014 e das Copas do Brasil de 2017 (nesta ele foi um gigante) e 2018. Com quase 1,90m de altura, Fábio sempre se destacou pelos reflexos apurados, bom posicionamento e elasticidade. Ano após ano, foi crescendo de produção e garantiu bons números defensivos ao Cruzeiro. Fábio venceu duas Bolas de Prata (2010 e 2013) com a Raposa e várias distinções individuais. Merecia a convocação para a Copa do Mundo de 2010, mas acabou preterido pelo técnico Dunga na época. Mesmo com o rebaixamento de 2019, Fábio permaneceu no clube e segue titular da meta azul na esperança de tempos melhores.

 

Goleiro: Raul Plassmann – 36% dos votos

Período no clube: 1965-1978

Principais títulos pelo clube: 1 Copa Libertadores da América (1976), 1 Taça Brasil (1966) e 10 Campeonatos Mineiros (1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1977). 

Jogos: 557

 

Foi no Cruzeiro que Raul fez história não só pela segurança, defesas milagrosas e incrível regularidade, mas também por inovar e utilizar camisas amarelas como uniforme de jogo, quebrando a monotonia do preto ou cinza dos goleiros da época. Foi um dos jogadores mais vitoriosos da história do futebol brasileiro, multicampeão pelo Cruzeiro e, já veterano, pelo Flamengo da década de 1980. Tinha uma notável calma e liderança embaixo da trave e crescia nos momentos decisivos. Foi referência máxima no gol do Cruzeiro em duas épocas distintas: na segunda metade dos anos 1960, da hegemonia no Campeonato Mineiro e da conquista da Taça Brasil, e nos anos 1970, de novas glórias estaduais, passando pelo vice-campeonato brasileiro de 1975 e pelo título da Libertadores de 1976. Raul é o 5º jogador com mais jogos pelo Cruzeiro na história.

 

 

Lateral-Direito: Nelinho – 88,4% dos votos

Período no clube: 1973-1980

Principais títulos pelo clube: 1 Copa Libertadores da América (1976) e 4 Campeonatos Mineiros (1973, 1974, 1975 e 1977). 

Jogos: 411

Gols: 105

 

Batia na bola como poucos e tinha um chute poderosíssimo que fazia com que a redonda fizesse curvas impressionantes. Sua força era tão grande que uma vez chutou uma bola para fora do Mineirão. Estrela na lateral-direita do Cruzeiro por quase uma década, Nelinho integrou a seleção brasileira, dois anos depois do título da Libertadores, na Copa do Mundo de 1978 e foi um dos mais talentosos laterais da história do futebol nacional. Como avançava muito ao ataque, Nelinho teve uma notável média de gols na carreira – vide seus números pela Raposa: 105 gols em 411 jogos, mais do que muito atacante que já passou pelo clube azul, entre eles Fred, Fábio Júnior, Natal entre outros. Das quatro Bolas de Prata que venceu na carreira, três foram pelo Cruzeiro (1975, 1979 e 1980).

 

Lateral-Direito: Maicon – 27,6% dos votos

Período no clube: 2001-2004

Principais títulos pelo clube: 1 Campeonato Brasileiro (2003), 1 Copa do Brasil (2003), 2 Campeonatos Mineiros (2003 e 2004), 1 Supercampeonato Mineiro (2002) e 2 Copas Sul-Minas (2001 e 2002).

Jogos: 131

Gols: 4

 

O lateral que fez história na Inter de Milão começou a carreira no Cruzeiro, lá em 2001, e foi um dos principais nomes do time mineiro nas conquistas de 2001 até 2004. Com muito fôlego, força nas investidas ao ataque e eficiência nos cruzamentos, rapidamente ganhou a titularidade do time na época. Em 2003, ano da Tríplice Coroa, sofreu com a concorrência com Maurinho, mas ainda sim disputou alguns jogos importantes, em especial na Copa do Brasil.

 

 

Lateral-Esquerdo: Sorín – 90,6% dos votos

Período no clube: 2000-2002, 2004 e 2008-2009

Principais títulos pelo clube: 1 Copa do Brasil (2000), 1 Campeonato Mineiro (2009), 2 Copas Sul-Minas (2001 e 2002) e 1 Supercampeonato Mineiro (2002).

Jogos: 127

Gols: 18

 

Incansável, técnico, raçudo e um ídolo incontestável. O argentino Juan Pablo Sorín teve curtas passagens pelo clube, entre 2000 e 2002, em 2004 e em 2008-2009, mas em todas foi um craque e um ícone em sua posição. É um dos estrangeiros com mais jogos na história do Cruzeiro (127 partidas) e também um dos mais talentosos atletas que já vestiram o manto azul. Criou uma enorme identificação com a torcida pelo seu jeito de jogar, nunca desistir das jogadas, apoiar bem o ataque e garantir muita segurança na zaga. Além de estar neste Cruzeiro dos Sonhos, Sorín também foi eleito para o Time dos Sonhos do Cruzeiro da revista Placar, em 2006. Em 2017, quando o Cruzeiro venceu a Copa do Brasil, Sorín demonstrou sua torcida pelo clube ao pintar a barba de azul para celebrar a conquista. Um cruzeirense de coração!

 

Lateral-Esquerdo: Nonato – 66,7% dos votos

Período no clube: 1991-1997

Principais títulos pelo clube: 1 Copa Libertadores da América (1997), 2 Supercopas da Libertadores (1991 e 1992), 1 Copa de Ouro (1995), 1 Copa Master da Supercopa (1995), 2 Copas do Brasil (1993 e 1996) e 4 Campeonatos Mineiros (1992, 1994, 1996 e 1997). 

Jogos: 394

Gols: 23

 

Incendiava a equipe e a torcida, não desafinava nunca, era polivalente, líder, técnico e raçudo ao mesmo tempo e foi um dos maiores laterais-esquerdos da história do clube. Nonato jogou de 1991 até 1997 na equipe mineira e participou ativamente dos principais títulos celestes no período, além de ter sido capitão na histórica conquista da Copa do Brasil de 1996. Conquistou 11 títulos no clube e virou ídolo da torcida. Disputou mais de 390 jogos com a camisa do Cruzeiro.

 

 

Zagueiro: Perfumo – 60,4% dos votos

Período no clube: 1971-1974

Principais títulos pelo clube: 3 Campeonatos Mineiros (1972, 1973 e 1974). 

Jogos: 141

Gols: 6

 

Talentoso, de temperamento forte, raçudo ao extremo e líder da grande área. Roberto Perfumo foi um dos maiores zagueiros da história do futebol argentino, da história do Racing e, claro, da história do Cruzeiro. Impecável, Perfumo era o dono da zaga e ganhou o apelido de “Marechal” por sua dominância perante os rivais. Foi capitão da seleção argentina na Copa do Mundo de 1974 e desfilou suas virtudes pelo Cruzeiro entre 1971 e 1974, vencendo três títulos estaduais. Uma pena ter voltado para o futebol argentino em 1975 e ter perdido a chance de ser campeão da Libertadores pelo Cruzeiro. Para piorar, ele estava no River Plate, o rival derrotado pelo time mineiro na decisão! Perfumo é o 5º estrangeiro com mais jogos na história do Cruzeiro.

 

Zagueiro / Volante: Piazza – 49,5% dos votos como zagueiro / 56% dos votos como Volante

Período no clube: 1963-1978

Principais títulos pelo clube: 1 Copa Libertadores da América (1976), 1 Taça Brasil (1966) e 10 Campeonatos Mineiros (1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1977). 

Jogos: 566

Gols: 40

 

Perfeito tanto na zaga quanto no meio de campo (isso explica sua expressiva votação para os dois setores!) e um gigante defensivamente, Piazza desarmava como poucos e tinha muita técnica. Foi um dos maiores craques da história do Cruzeiro e causava terror em Pelé, por conta de sua marcação implacável quando jogava contra o Rei. Foi um dos titulares do Brasil na Copa de 1970 e jogou até meados de 1978, tendo tempo de vencer a Libertadores pelo Cruzeiro, em 1976. Piazza era o capitão do time azul e foi um dos responsáveis pelo sucesso do time na conquista continental, esbanjando experiência, talento e garra. É um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro e um dos recordistas em jogos pelo Cruzeiro, além de ter vencido a Bola de Prata de 1972.

 

Zagueiro: Luisão – 45,6% dos votos

Período no clube: 2000-2003

Principais títulos pelo clube: 1 Campeonato Brasileiro (2003), 1 Copa do Brasil (2003), 1 Campeonato Mineiro (2003) e 2 Copas Sul-Minas (2001 e 2002).

Jogos: 154

Gols: 15

 

Jogou muito na conquista da Copa do Brasil de 2003, marcando um dos gols da final contra o Flamengo. Alto, habilidoso e técnico, esbanjava categoria na zaga da equipe azul. Jogou de 2000 até 2003 no clube e foi um dos principais nomes da zaga naquele período. Mesmo deixando a equipe precocemente para virar ídolo no Benfica-POR, foi lembrado para este Time dos Sonhos com uma expressiva votação e desbancando vários craques.

 

Zagueiro: Procópio – 42,3% dos votos

Período no clube: 1959-1961, 1966-1968 e 1973-1974

Principais títulos pelo clube: 1 Taça Brasil (1966) e 6 Campeonatos Mineiros (1959, 1960, 1961, 1967, 1968 e 1973)

Jogos: 199

Gols: 6

 

Em suas passagens pelo Cruzeiro, Procópio ficou marcado pela técnica e regularidade na grande área da Raposa. Foi peça essencial na conquista da Taça Brasil de 1966 e quase encerrou a carreira em 1968, quando sofreu uma séria lesão no joelho, após dividida com Pelé. Voltou cinco anos depois, se aposentando no próprio Cruzeiro.

 

 

Volante: Ricardinho – 54,9% dos votos

Período no clube: 1994-2002 e 2007

Principais títulos pelo clube: 1 Copa Libertadores da América (1997), 1 Recopa Sul-Americana (1998), 2 Copas do Brasil (1996 e 2000), 1 Copa de Ouro (1995), 1 Copa Master da Supercopa (1995), 4 Campeonatos Mineiros (1994, 1996, 1997 e 1998), 2 Copas Sul-Minas (2001 e 2002), 1 Copa Centro-Oeste (1999), 1 Supercampeonato Mineiro (2002) e 1 Copa dos Campeões Mineiros (1999).

Jogos: 441

Gols: 46

 

Pensar no Cruzeiro dos anos 1990 é pensar em Ricardinho. Ele foi o que mais correu, o que mais jogou, o que mais marcou e o principal símbolo daquela equipe. Podia atuar como volante mais recuado, meio-campista e até como meia se fosse necessário. Incansável, percorria todos os setores do campo e era a principal engrenagem de todos os times campeões entre 1996 e 2000. Com boa visão de jogo e excelente na marcação, Ricardinho foi revelado pelo próprio Cruzeiro em 1994 e foi construindo, ano a ano, sua história de ouro com a camisa azul. É um dos recordistas em taças na história do Cruzeiro: 15 troféus. Jogou de 1994 até 2002 em BH e só depois desse período que foi atuar no exterior, mais precisamente no futebol japonês. Ganhou duas Bolas de Prata (1996 e 2000), disputou 441 jogos e marcou quase 50 gols pelo clube. É o 11º na lista dos atletas que mais atuaram pelo Cruzeiro em toda história.

 

Volante: Zé Carlos – 53,8% dos votos

Período no clube: 1965-1977

Principais títulos pelo clube: 1 Copa Libertadores da América (1976), 1 Taça Brasil (1966) e 9 Campeonatos Mineiros (1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1977)

Jogos: 633

Gols: 83

 

Era um verdadeiro carrapato na marcação e fez história no Cruzeiro pela eficiência e regularidade. Carregador de piano e cheio de vontade, Zé Carlos só virou titular absoluto depois da primeira fase de ouro do time, no final dos anos 1960, após se revezar no meio de campo com Piazza. Se consagrou definitivamente nos anos 1970 com jogos maravilhosos e um futebol extremamente eficiente que dava tranquilidade para os atacantes cruzeirenses marcarem gols e mais gols. Além disso, Zé Carlos aparecia no ataque para anotar os seus – que não foram poucos, quase 90 tentos. Ídolo da Raposa, ele foi durante muito tempo o jogador com maior número de partidas na história do clube (633 jogos) até ser superado por Fábio – atualmente, Zé Carlos é o 2º na lista. O meio-campista foi peça essencial na conquista da Libertadores de 1976. Após brilhar pelo Cruzeiro, ainda fez história no Guarani campeão brasileiro de 1978.

 

Volante: Maldonado – 25,3% dos votos

Período no clube: 2003-2005

Principais títulos pelo clube: 1 Campeonato Brasileiro (2003), 1 Copa do Brasil (2003) e 2 Campeonatos Mineiros (2003 e 2004).

Jogos: 137

Gols: 4

 

Com a expressiva votação de Piazza para duas posições, o chileno ganhou uma vaga neste Time dos Sonhos. O volante foi uma das maiores estrelas do Cruzeiro na temporada da Tríplice Coroa e o xerife do meio de campo azul, marcando, gritando e jogando muito. Muito querido por Luxemburgo, foi quase intocável no esquema tático do time e peça-chave para a segurança no setor defensivo pelo meio. Ganhou o carinho da torcida para sempre mesmo no curto período em que esteve no clube.

 

 

Meia: Alex – 94,5% dos votos

Período no clube: 2001 e 2002-2004

Principais títulos pelo clube: 1 Campeonato Brasileiro (2003), 1 Copa do Brasil (2003) e 2 Campeonatos Mineiros (2003 e 2004).

Jogos: 121

Gols: 64

 

Cerebral, com ampla visão de jogo, letal nas bolas paradas, artilheiro, craque. Alex foi tudo e mais um pouco no Cruzeiro de 2003. Sem ele em campo, dificilmente o time azul teria tido tanto sucesso naquela temporada de ouro. O clube venceu o Campeonato Mineiro, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro com recitais de Alex, que jogou absurdamente muito, marcou golaços e foi o principal nome do clube em todas as competições. Jogando com o aval total do técnico Luxemburgo, ele conseguiu desempenhar seu melhor futebol, mais ainda do que em seus tempos de Palmeiras.

No Campeonato Mineiro, o meia disputou 11 dos 12 jogos da Raposa, marcou nove gols, deu nove assistências e ainda destroçou o rival Atlético-MG na goleada de 4 a 2 na qual ele marcou dois gols (um deles de fora da área) e deu um passe de letra para outro. Na Copa do Brasil, Alex disputou 11 jogos, marcou seis gols e deu nove assistências. Suas atuações mais marcantes foram exatamente na final contra o Flamengo, quando marcou um gol de letra na partida de ida (empate em 1 a 1, no Maracanã) e deu os passes para todos (isso mesmo, TODOS) os gols da vitória por 3 a 1 no Mineirão.

Mas o craque deixou mesmo para o Brasileirão seu Grand Finale. O camisa 10 disputou 38 dos 46 jogos do Cruzeiro, marcou 23 gols e deu 15 assistências. Ele foi fundamental para a histórica campanha do clube mineiro, campeão com 100 pontos, mais de 72% de aproveitamento e 102 gols marcados em 46 partidas. A soma mais que perfeita chegou graças ao craque, que marcou sozinho cinco gols (quatro de pênalti) nos 7 a 0 sobre o Bahia, na última rodada, igualando-se a ninguém mais ninguém menos que Ronaldo Fenômeno como jogador com maior número de gols anotados em um mesmo jogo na história do Cruzeiro em Campeonatos Brasileiros. No ano, Alex participou de 42% de todos os gols marcados pelo Cruzeiro, venceu a Bola de Ouro de melhor jogador do Brasileirão pela segunda vez na carreira. Alguma dúvida de que ele estaria neste Time dos Sonhos? Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Meia: Dirceu Lopes – 75,7% dos votos

Foto: Célio Apolinário.

 

Período no clube: 1964-1977

Principais títulos pelo clube: 1 Copa Libertadores da América (1976), 1 Taça Brasil (1966) e 9 Campeonatos Mineiros (1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974 e 1975). 

Jogos: 610

Gols: 223

 

O Príncipe foi o primeiro “furacão” a passar pelo Cruzeiro (o segundo foi Jairzinho, na década de 1970) com muitos gols, habilidade, técnica, chutes precisos e colocados e um entrosamento mágico ao lado de Tostão. Foi absoluto nos anos 1960 como um dos maiores craques do Brasil. Arisco e extremamente rápido, não deixava nenhum zagueiro lhe atrapalhar, mesmo com sua baixa estatura. Ganhou três Bolas de Prata da Placar, uma Bola de Ouro e só não foi para a Copa do Mundo de 1970 por opção de Zagallo, que disse que o time já tinha muitos jogadores para a posição (Gérson, Rivellino, Jairzinho, Pelé e o companheiro Tostão). Dirceu Lopes é o 2º maior artilheiro da história do Cruzeiro com 223 gols e presença obrigatória em qualquer Time dos Sonhos do Cruzeiro.

 

Meia / Atacante: Tostão – 60,8% dos votos como Meia / 54,9% dos votos como Atacante

Período no clube: 1964-1972

Principais títulos pelo clube: 1 Taça Brasil (1966) e 5 Campeonatos Mineiros (1965, 1966, 1967, 1968 e 1969). 

Jogos: 383

Gols: 245

 

Ele era pequenino, tanto é que ganhou o apelido de “Tostão” por conta do tamanho da desvalorizada moedinha do século passado. Porém, dentro de campo, aquele jogador crescia e fazia a mais pura arte, os mais emblemáticos lances, os mais notáveis gols. Muitos gols. Tinha uma visão de jogo incrível, dava passes impecáveis e deixava os companheiros na cara do gol. Esse pequenino craque foi simplesmente o maior jogador de futebol que vestiu a gloriosa camisa azul do Cruzeiro em todos os tempos, o maior ídolo, o maior gênio, o maior artilheiro: Tostão.

O mineiro Eduardo Gonçalves de Andrade é um monstro sagrado do futebol brasileiro e mundial, daqueles indiscutíveis, que apenas a menção do nome já traz a mais bela nostalgia e deliciosas lembranças. Com Tostão em campo, o Cruzeiro deixou de ser mais um clube em Minas Gerais e no Brasil para ser uma das maiores potências da segunda metade da década de 1960 e o único time que conseguiu colocar o maior esquadrão da história, o Santos de Pelé, na roda, ao aplicar uma sonora goleada de 6 a 2 em uma final de Taça Brasil, repetindo a dose no segundo jogo, mas aí de maneira mais “sútil”, com um 3 a 2, de virada, na casa do Peixe.

Tostão foi brilhante, também, com a camisa verde e amarela do Brasil, sendo um dos principais responsáveis pela conquista do tricampeonato mundial na Copa de 1970, no México, com dribles, passes, jogadas e gols. Uma pena que a carreira desse craque eterno tenha sido abreviada por um grave problema de descolamento de retina, ocasionado por uma bolada que levou no olho esquerdo em 1969, fato que fez Tostão pendurar as chuteiras com apenas 27 anos. Mesmo com tão pouco tempo em campo, o craque escreveu para sempre seu nome na história como um dos maiores de todos os tempos. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Meia: Everton Ribeiro – 37% dos votos

Período no clube: 2013-2015

Principais títulos pelo clube: 2 Campeonatos Brasileiros (2013 e 2014) e 1 Campeonato Mineiro (2014). 

Jogos: 117

Gols: 24

 

O Cruzeiro que dominou o Campeonato Brasileiro entre 2013 e 2014 teve um jogador responsável pela criação de jogadas, golaços e grandes lances: Everton Ribeiro. Foi com a camisa azul que o jogador viveu uma das melhores fases da carreira e ganhou, além dos títulos com a Raposa, vários prêmios individuais, entre eles a Bola de Ouro da Placar de 2013. Embora tenha deixado o clube precocemente, já em 2015, o meia ganhou uma vaga neste time dos sonhos pelo carinho conquistado por praticamente todos os torcedores alviazuis.

 

Meia / Atacante: Jairzinho – 26,5% dos votos como Meia / 39% dos votos como Atacante

Período no clube: 1976

Principais títulos pelo clube: 1 Copa Libertadores da América (1976). 

Jogos: 49

Gols: 27

 

Um dos maiores craques da história do futebol mundial e campeão do mundo na Copa de 1970, Jairzinho levou a magia e a arte ao Cruzeiro em 1976. Com o craque em campo, a Raposa entupiu ainda mais os adversários de gols e protagonizou partidas memoráveis. O Furacão mostrou muito talento com arranques e jogadas fatais em pequenos espaços do campo. Mesmo em pouco tempo de Cruzeiro, entrou para sempre na história do time como ídolo e peça essencial no título da Libertadores de 1976 com 11 gols em 12 jogos, além de fazer uma parceria memorável com Joãozinho. Quando se aposentou, ainda contribuiu para a história do clube ao levar um novato Ronaldo para a Toca da Raposa. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

 

Atacante: Joãozinho – 56% dos votos

Período no clube: 1973-1982 e 1984

Principais títulos pelo clube: 1 Copa Libertadores da América (1976) e 5 Campeonatos Mineiros (1973, 1974, 1975, 1977 e 1984). 

Jogos: 485

Gols: 118

 

Um “demônio” quando o assunto era drible, Joãozinho fazia os zagueiros sentarem, literalmente, com tantas fintas que aplicava. Arisco e rápido, o Bailarino deu um trabalho imenso para Figueroa na decisão do Brasileiro de 1975 e nos duelos da Libertadores de 1976. Além dos dribles, o craque ainda lançava bolas preciosas na área e era bom, também, em cobranças de falta. Que o diga o River Plate, vítima do gol de Joãozinho que deu o título da Libertadores de 1976 ao time mineiro. Joãozinho é o 9º maior artilheiro do Cruzeiro, o 9º jogador que mais vestiu o manto azul na história e venceu a Bola de Prata da Placar de 1979. 

 

Atacante: Ronaldo – 51,6% dos votos

Período no clube: 1993-1994

Principais títulos pelo clube: 1 Copa do Brasil (1993) e 1 Campeonato Mineiro (1994). 

Jogos: 46

Gols: 44

 

Quando Jairzinho comprou o passe daquele garoto por 10 mil dólares e o levou para o Cruzeiro, o torcedor da Raposa viveu um verdadeiro conto de fadas. Em pouco mais de um ano, aquele jovem só não fez chover (ou fez?) nos jogos do Cruzeiro e se transformou rapidamente em ídolo. Mesmo em tão pouco tempo, ele marcou 44 gols em apenas 46 jogos oficiais, uma das maiores médias de gols da história entre os clubes brasileiros. Só mesmo um Fenômeno para fazer isso… Ronaldo estreou no time profissional do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro de 1993. Antes, acompanhou a delegação mais como um espectador, para adquirir a experiência de um profissional com relação às viagens, concentração e tudo mais, além de presenciar de perto a conquista da Copa do Brasil daquele ano, contra o Grêmio.

Paulo Roberto, um novato Ronaldo e Dida, em 1994.

 

Depois de conhecer o “mundo do futebol”, Ronaldo mostraria que era mesmo diferente marcando 12 gols no Campeonato Brasileiro, sendo o 3º artilheiro do Campeonato. Em uma de suas partidas mais marcantes, anotou cinco gols na goleada do Cruzeiro sobre o Bahia, com direito a um gol maroto no goleiro uruguaio Rodolfo Rodríguez, ao roubar a bola do arqueiro num lance de distração e colocar a bola no fundo das redes. Em outra partida, contra o Corinthians, Ronaldo recebeu um cruzamento da direita, pulou como se fosse cabecear, mas matou a bola no peito, virou o corpo, e, sem deixar a pelota cair no chão, encheu o pé em direção ao gol, mas a bola passou tirando tinta da trave superior do Timão.

Em 1994, Ronaldo foi um dos protagonistas no título do Campeonato Mineiro do Cruzeiro ao ser o artilheiro da competição com notáveis 22 gols, além de ser artilheiro da Supercopa da Libertadores do ano anterior com 8 gols. Jogando muito, foi difícil para o Cruzeiro segurar o jovem de 17 anos. Pouco antes da Copa do Mundo – para a qual ele foi convocado e integrou o elenco campeão – , o PSV comprou o atacante por 6 milhões de dólares. E tudo começou com 10 mil… Relembre a trajetória de Ronaldo clicando aqui!

 

Atacante: Palhinha – 42,3% dos votos

Período no clube: 1968-1977 e 1984

Principais títulos pelo clube: 1 Copa Libertadores da América (1976) e 8 Campeonatos Mineiros (1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975, 1977 e 1984). 

Jogos: 457

Gols: 145

 

Artilheiro da Libertadores conquistada pelo Cruzeiro em 1976, com 13 gols em 11 jogos, Palhinha é o brasileiro que marcou o maior número de gols em uma só Libertadores em toda a história. E, nas duas passagens pelo Cruzeiro, se consagrou como um dos maiores goleadores do clube mineiro – ele é o 7º na lista de artilheiros do clube. Revelado nas categorias de base da Raposa, Palhinha viveu no Cruzeiro seu melhor momento na carreira com muita rapidez, dribles, finalizações certeiras e muitos gols. Valente, costumava abrir espaços na zaga adversária para a chegada de Nelinho. Venceu a Bola de Prata de 1975.

 

Atacante: Marcelo Ramos – 36,8% dos votos

Período no clube: 1995-1996, 1997-2000, 2001-2003

Principais títulos pelo clube: 1 Copa Libertadores da América (1997), 1 Recopa Sul-Americana (1998), 1 Campeonato Brasileiro (2003), 2 Copas do Brasil (1996 e 2003), 1 Copa de Ouro (1995), 1 Copa Master da Supercopa (1995), 4 Campeonatos Mineiros (1996, 1997, 1998 e 2003), 2 Copas Sul-Minas (2001 e 2002), 1 Copa Centro-Oeste (1999), 1 Supercampeonato Mineiro (2002) e 1 Copa dos Campeões Mineiros (1999).

Jogos: 365

Gols: 162

 

O Flecha Azul é um dos maiores colecionadores de taças com a camisa do Cruzeiro e foi um dos maiores artilheiros do futebol brasileiro nos anos 1990. Ídolo incontestável do torcedor, Marcelo Ramos disputou 365 jogos e marcou 162 gols com a camisa do Cruzeiro na carreira – é o 6º maior artilheiro da história do clube. Matador nato, foi carrasco do Palmeiras em 1996 na conquista da Copa do Brasil e xodó da torcida. Quando voltou ao clube, em 1997, o mais fanático cruzeirense tinha certeza: a Libertadores estava no papo. E, de fato, foi assim mesmo. Foram três passagens pela Raposa (1995-1996, 1997-2000 e 2001-2003), e em todas o atacante levantou títulos.

 

 

Técnico: Vanderlei Luxemburgo – 43,9% dos votos

Período no clube: 2002-2004, 2015 e 2021-atual

Principais títulos pelo clube: 1 Campeonato Brasileiro (2003), 1 Copa do Brasil (2003) e 1 Campeonato Mineiro (2003).

Retrospecto – primeira passagem: 138 jogos, 78 vitórias, 32 empates, 28 derrotas, aproveitamento de 64,25%.

 

Com muito trabalho, foco e estratégias, Luxemburgo soube como ninguém fazer história no Cruzeiro e no futebol brasileiro ao conquistar a Tríplice Coroa em 2003 com um grande elenco e bons jogadores para cada posição do campo. O alto nível alcançado pelo treinador se refletiu nos títulos, na confiança que teve dos jogadores e também nos números: em 73 jogos disputados em 2003, o Cruzeiro venceu 52, empatou 13 e perdeu apenas oito, com 179 gols marcados e 70 sofridos, saldo de 109 gols e aproveitamento de 77,1%. 

Luxa festeja com Alex no ano mágico de 2003. Foto: Acervo Folha.

 

Luxa ainda manteve a sina vencedora na temporada seguinte, quando comandou o Santos na conquista do Brasileiro de 2004. Pelos feitos daquele ano mágico e por viver uma das mais incríveis fases da carreira, o treinador entrou para sempre no rol dos maiores do Cruzeiro e é presença quase certa nos Times dos Sonhos do clube até hoje – superando inclusive os treinadores campeões da América, dos anos 1960 e dos títulos nacionais dos anos 2010. Luxa ainda teve uma passagem relâmpago pela Raposa em 2015 e retornou em 2021 para tentar devolver o clube à elite do futebol.

 

 

Cruzeiro dos Sonhos do Imortais!

 

Goleiros: Raul Plassmann, Dida e Fábio

Laterais-Direitos: Nelinho e Pedro Paulo

Laterais-Esquerdos: Sorín e Nonato

Zagueiros: Perfumo, Piazza, Luisão e Procópio

Volantes: Piazza, Ricardinho e Zé Carlos

Meias: Alex, Dirceu Lopes, Tostão e Jairzinho

Atacantes: Joãozinho, Tostão, Ronaldo, Palhinha, Niginho e Natal

Técnico: Vanderlei Luxemburgo

 

Time A – formação 1 – 4-3-3:

Raul; Nelinho, Perfumo, Piazza e Sorín; Ricardinho, Alex e Dirceu Lopes; Tostão, Ronaldo e Joãozinho.

 

Fizemos poucas mudanças em nossos times, mas um adendo: três goleiros, pois não conseguimos deixar Dida, a muralha da América de 1997, de fora desse Cruzeiro dos Sonhos! Por isso, no time A, escalamos cada um com um goleiro diferente: Raul, Dida e Fábio. 

 

Time A – formação 2 – 4-3-3:

Dida; Nelinho, Perfumo, Piazza e Sorín; Ricardinho, Alex e Dirceu Lopes; Tostão, Ronaldo e Joãozinho.

 

Time A – formação 3 – 4-3-3:

Fábio; Nelinho, Perfumo, Piazza e Sorín; Ricardinho, Alex e Dirceu Lopes; Tostão, Ronaldo e Joãozinho.

 

Time A – formação 4 – 4-3-3:

Raul; Nelinho, Perfumo, Procópio e Sorín; Piazza, Alex e Dirceu Lopes; Tostão, Ronaldo e Joãozinho.

 

Nesta formação, Perfumo ganha a companhia de Procópio na zaga e Piazza vai para o meio de campo. O restante é o mesmo time escalado por vocês.

 

Time B – formação 1 – 4-3-3:

Dida; Pedro Paulo, Procópio, Luisão e Nonato; Piazza, Jairzinho e Zé Carlos; Natal, Palhinha e Niginho.

 

Este time é o que tem a maior quantidade de mudanças em relação ao escalado por vocês, com novos nomes na defesa e no ataque. Na lateral-direita temos Pedro Paulo, que jogou por quase uma década no Cruzeiro e integrou o timaço dos anos 1960 e início dos anos 1970. No meio, Piazza faz companhia a Zé Carlos para desarmar e armar jogadas junto com Jairzinho. Na frente, o histórico artilheiro Niginho faz companhia a Palhinha e Natal, lendário ponta-direita do timaço dos anos 1960. 

 

Time B – formação 2 – 4-1-2-3:

Fábio; Pedro Paulo, Procópio, Luisão e Nonato; Piazza; Tostão e Dirceu Lopes; Natal, Niginho e Joãozinho.

 

Aqui, temos os aportes de Piazza, como volante, Dirceu Lopes e Tostão, na armação, e os ponteiros endiabrados Natal e Joãozinho no ataque.

 

Os escolhidos pelo Imortais e ausentes nos times dos leitores e leitoras:

 

Goleiro – Dida

Dida com a medalha da Libertadores de 1997 no peito: mesmo campeão, ele mantinha o ar sério que o consagrou na carreira. Foto: Alexandre Battibugli / Placar.

 

Período no clube: 1994-1998

Principais títulos pelo clube: 1 Copa Libertadores da América (1997), 1 Copa do Brasil (1996), 1 Copa de Ouro (1995), 1 Copa Master da Supercopa (1995), 4 Campeonatos Mineiros (1994, 1996, 1997 e 1998).

Jogos: 305

 

Imagine um dos maiores goleiros do futebol brasileiro e mundial com pouco mais de 23 anos no auge de seus reflexos? Pois é. O torcedor do Cruzeiro teve a sorte de contar com Dida durante quatro inesquecíveis anos. Com uma frieza impressionante, ele foi um dos grandes responsáveis pelos títulos do clube entre 1996 e 1997, principalmente com as atuações de gala na decisão da Copa do Brasil de 1996, contra o Palmeiras, e na trajetória de mata-mata da Libertadores de 1997. Com 305 jogos com a camisa celeste, foi ídolo e não levou gols em 101 jogos, além de registrar uma média inferior a um gol sofrido por jogo!

Dida na Raposa. Foto: Gazeta Press.

 

Dida ganhou duas Bolas de Prata nos Brasileiros de 1996 e 1998, notabilizou-se em defender pênaltis (14 cobranças!), chegou à seleção brasileira e virou um dos maiores goleiros do mundo após ir para a Europa e brilhar no Milan. É um dos raros jogadores que possui no currículo títulos da Libertadores e da Liga dos Campeões da UEFA. Leia mais sobre ele clicando aqui!

 

Lateral-Direito: Pedro Paulo

Período no clube: 1963-1974

Principais títulos pelo clube: 1 Taça Brasil (1966) e 8 Campeonatos Mineiros (1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973 e 1974).

Jogos: 405

Gols: 8

 

Forte, vigoroso, raçudo… Pedro Paulo foi um dos grandes na zaga do Cruzeiro naqueles anos mágicos da década de 1960. Foram 11 anos de clube e muitas glórias. Marcava muito bem e não dava chances aos atacantes que teimavam entrar na zaga do time. Como possuía um fôlego privilegiado, ainda avançava ao ataque e contribuía com cruzamentos, passes e alguns gols.

 

Atacante – Niginho

 

Período no clube: 1929-1933 e 1939-1947

Principais títulos pelo clube: 7 Campeonatos Mineiros (1928, 1929, 1930, 1940, 1943, 1944 e 1945).

Jogos: 259

Gols: 207

 

O “Carrasco dos Clássicos” é até hoje o maior artilheiro do Cruzeiro no duelo contra o rival Atlético com 25 gols e um dos primeiros ídolos da história do clube. Rápido, oportunista, perito no cabeceio, dono de arrancadas fulminantes (daí seu outro apelido, Tanque) e com um notável senso de colocação, o atacante marcou época nos dois períodos em que vestiu a camisa do clube. Na primeira passagem, foi tricampeão mineiro. Na segunda, já nos anos 1940, venceu mais quatro troféus e ajudou o Cruzeiro a se consolidar de vez como uma força do estado de Minas. Niginho é o 3º maior artilheiro da história da Raposa com 207 gols e foi convocado para a Copa do Mundo de 1938, quando atuava pelo Vasco. Quando pendurou as chuteiras, Niginho ainda brilhou como técnico e levantou três títulos mineiros pelo Cruzeiro em 1959, 1960 e 1961.

 

Atacante – Natal

 

Período no clube: 1963-1970 e 1972-1973

Principais títulos pelo clube: 1 Taça Brasil (1966) e 5 Campeonatos Mineiros (1965, 1966, 1967, 1968 e 1969).

Jogos: 245

Gols: 71

 

Ponta-direita endiabrado e rápido, era um dos maiores reflexos da agilidade do super Cruzeiro dos anos 1960. A exemplo de Dirceu Lopes, quase ninguém conseguia parar aquele alegre jogador, ídolo da torcida por anos no Mineirão. Sua maior presa era, claro, o Atlético, que sofria com as investidas do craque. Natal não só driblava e “acabava com reputações”, mas também cruzava com muita facilidade, fazia tabelas e anotava seus gols.

 

Tem muita coisa sobre o Cruzeiro aqui no Imortais. Leia mais clicando aqui!

 

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1 thought on “Time dos Sonhos do Cruzeiro

  1. Guilherme, peço para fazer o Esquadrão Imortal do Bayer Leverkusen 1998-2002. Aquele time não conquistou títulos, mas conseguiu três vices de Bundesliga, um de Copa da Alemanha e um de Champions. Outro que gostaria de ver no Imortais seria o do Werder Bremen 2003-2009. A equipe só conquistou uma Bundesliga, mas brigava de igual para igual com qualquer clube da Alemanha e da Europa.

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