Seleções Imortais – Itália 2006

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Grande feito: Campeã do Mundo em 2006. Conquistou o tetracampeonato da Copa para o país depois de 24 anos de jejum.

Time base: Buffon; Grosso, Materazzi (Nesta), Cannavaro e Zambrotta; Perrotta (De Rossi), Gattuso, Pirlo e Camoranesi; Totti (Del Piero); Luca Toni. Técnico: Marcelo Lippi.

“O fim do jejum de 24 anos”

Brasil e Itália possuem histórias curiosamente parecidas quando o assunto é Copa do Mundo. Ambos conquistaram seus primeiros títulos mundiais de maneira consecutiva, ambos foram tricampeões em países que “hablan español” e ambos foram tetracampeões depois de 24 anos de jejum. E nos pênaltis. Não é à toa que são os maiores vencedores de mundiais desde então. Mas, se no tetra de 1994 o Brasil se apoiou em um só jogador excepcional para ficar com o título, Romário, a Itália campeã mundial de 2006 teve a força de seu conjunto, e dois extraterrestres na defesa (Cannavaro e Buffon) para levar para a “bota” um título conquistado com o coração, com raça e também com lampejos de técnica. Como não se lembrar das jogadas criadas por Pirlo no meio de campo italiano. Como não roer as unhas no pênalti decisivo cobrado por Totti nas oitavas de final. Como não ficar empolgado com o contra-ataque mortal e cirúrgico que decretou o gol da classificação à final, eliminando a dona da casa, a Alemanha. E como não ficar bobo em ver uma zaga tão perfeita e em plena sintonia, com um monstro chamado Fabio Cannavaro, que tirava bolas da grande área até de bicicleta, em plena final de mundial? É, aquela Itália estava mesmo disposta a acabar com tudo e todos, principalmente um fantasma chamado “Disputa de Pênaltis”. Foi assim, convertendo todas as suas cobranças, que os italianos venceram o tetra, e deixaram o Brasil em alerta quanto à sua soberania em mundiais. É hora de relembrar um pouco da “mágica azzurra” de 2006.

 

País em frangalhos

Claramente prejudicada pela arbitragem no mundial de 2002, a Itália estava com sede de vingança. Mas não tinha a mínima pinta de que poderia fazer bonito na Copa do Mundo da Alemanha de 2006. O time era relativamente velho, não tinha jovens promessas, e havia perdido ídolos de outrora como Maldini, Baggio e Vieri. Para piorar, um escândalo de manipulação de resultados abalara novamente a imagem do país no mundo, com rebaixamentos, cassação de títulos e punições severas aos infratores. Porém, uma coisa chamava a atenção. Esse filme se parecia com a situação vivida pela mesma Itália, em 1982: time desacreditado, manipulação de resultados, rebaixamentos e… Título mundial conquistado, em uma arrancada fabulosa que contou com a revelação de Paolo Rossi como goleador e carrasco do Brasil. Poderia, então, o filme se repetir em 2006? Os céticos diziam que não. Mas os otimistas italianos, bem no fundo, adorariam que sim.

 

Favoritismo zero

Antes de a Copa começar, a Itália não era favorita em nenhuma bolsa de apostas. Nem sua imensa tradição em mundiais ajudava. O favorito absoluto era o Brasil, com um time fantástico no papel, e com Ronaldinho então bicampeão do prêmio de melhor jogador do mundo. Porém, esse time não saiu mesmo do papel, e se esqueceu de jogar futebol na Alemanha. Para piorar, foi eliminado pela eterna algoz França, que teve Zidane inspirado como sempre. A própria França também revelava dúvidas, pois em 2002 havia dado vexame ao ser eliminada ainda na primeira fase. Portugal, Holanda, Espanha e a dona da casa Alemanha eram as favoritas, mas ainda em um patamar inferior ao do Brasil. Itália? Uma incógnita.

 

Grupo forte e o início

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Marcelo Lippi é um dos maiores vencedores do futebol europeu. Colecionou títulos como treinador da Juventus, com destaque para a Liga dos Campeões da UEFA de 1996 e o Mundial Interclubes do mesmo ano. O técnico tinha como missão levar um grupo desacreditado e abalado pelo escândalo no futebol do país a uma boa participação na Copa. Porém, Lippi usou o caso como incentivo aos seus atletas, e conseguiu criar um grupo forte e unido, desenvolvendo a gana por um só objetivo na Alemanha: conquistar a Copa do Mundo. Os atletas captaram a mensagem, jogaram no lema “um por todos e todos por um” e iniciaram o árduo caminho rumo à final em Berlim.

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O primeiro jogo da equipe foi contra a perigosa seleção de Gana, dos craques Essien, Gyan, Muntari e Appiah. O jogo foi truncado, com os ganeses se defendendo como podiam, mas a Itália abriu o placar no final do primeiro tempo com Pirlo. No segundo tempo, o atacante Iaquinta ampliou, e definiu a primeira vitória do time. O jogo seguinte foi contra os EUA, outra equipe complicada de se vencer. Gilardino abriu o placar para os italianos aos 22´do primeiro tempo. Poucos minutos depois, a equipe sofreria o gol de empate, contra, de Zaccardo. Seria um dos únicos dois gols que a sólida defesa italiana sofreria naquela Copa. Neste jogo, o time levou um baque: o meio campista De Rossi foi expulso, e ficaria de fora durante toda a Copa por punição. Ele só poderia voltar na decisão.

 

Classificação

O jogo decisivo para garantir os italianos na próxima fase foi contra a República Tcheca, dos habilidosos Baros e Nedved e do seguro goleiro Cech. A Itália sofreu, mas abriu o placar com Materazzi, que entrou no lugar do lesionado Nesta. No segundo tempo, o sempre talismã Inzaghi fechou o placar que garantiu a classificação para as oitavas de final.

Jogo duro e jogo fácil

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Nas oitavas, a Itália encarou a Austrália, que havia eliminado o Uruguai na repescagem para a Copa e dado muito trabalho ao Brasil na fase de grupos. O jogo parecia ir para a prorrogação, com as equipes muito inseguras em ir ao ataque e a Austrália jogando claramente para tentar a decisão por pênaltis, o carma dos italianos. Foi então que o improvável aconteceu. Nos acréscimos, perto do juiz apitar o final do jogo, pênalti para a Itália. Totti iria cobrar. Se fizesse, a Itália iria para as quartas de final. Se errasse, o jogo iria para a prorrogação. Totti partiu, bateu… E marcou! Itália, no sufoco, nas quartas de final. O adversário seguinte seria a Ucrânia, que se beneficiara ao cair num grupo fácil (com Tunísia e Arábia Saudita, além da Espanha, que foi a líder) em que certamente se classificaria em segundo lugar, o que aconteceu. A Ucrânia havia se classificado para as quartas de final após vencer nos pênaltis a maior retranca daquela Copa, a patética Suíça, que teve a proeza de ser eliminada sem sofrer um gol sequer, e de errar todas as suas cobranças contra a Ucrânia. Contra um adversário fraco, a Itália venceu por 3 a 0, com gols de Zambrotta e Luca Toni, que, enfim, desencantou e anotou dois. Era hora da semifinal. Um páreo duríssimo contra os donos da casa.

Teste para cardíacos

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A semifinal colocava frente a frente dois rivais históricos, ambos tricampeões mundiais, que inclusive já haviam decidido uma Copa, em 1982, vencida pelos italianos. Para os alemães, era a chance de vingar a derrota da Copa da Espanha e ter a chance de passar os italianos em números de títulos. Para a “Azzurra”, eliminar o rival em sua casa, e poder conquistar o título na final, como os alemães fizeram na Itália, em 1990, era tudo o que eles queriam. O jogo foi extremamente competitivo e equilibrado, mas com maior posse de bola dos italianos. Os italianos se apoiavam nas jogadas de escanteio: foram 12 contra apenas 4 dos alemães. E foi partindo de um escanteio que a Itália conseguiu seu feito histórico. Já na prorrogação, com um zero a zero angustiante no placar, Pirlo bateu forte de fora da área, e Lehmann colocou para escanteio. Del Piero cobrou, mas a zaga rebateu. A bola sobrou para Pirlo, que deu um passe na medida para Grosso marcar, aos 119 minutos: 1 a 0 Itália. Era o estopim para os italianos fazerem a festa. Quem poderia imaginar que um lateral quase irreconhecível pudesse marcar um gol decisivo, em plena semifinal? Ninguém! Pouco tempo depois, a Itália encaixou um contra-ataque mortal, habilidade na qual eles são peritos, com uma roubada de bola estupenda de Cannavaro, passe de Totti, drible de Gilardino e conclusão de Del Piero: Itália 2×0 Alemanha. Os italianos, contra tudo e todos, estavam na final. E eliminavam os rivais que fizeram a festa na “bota” em 1990.

A Itália de 2006: duas linhas de quatro, Totti solto e Toni sozinho no ataque. Desde os anos 30 que a Squadra Azzurra não era tão ofensiva quanto no tetra.
A Itália de 2006: duas linhas de quatro, Totti solto e Toni no ataque. Desde os anos 30 que a Squadra Azzurra não era tão ofensiva quanto no tetra.

 

A mais saborosa das revanches

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O moderno Olympiastadion, em Berlim, foi palco de uma das mais marcantes finais das Copas. De um lado, a França, campeã de 1998, dona de uma equipe fortíssima que havia desbancado os grandes favoritos na fase de mata-mata (Espanha, Brasil e Portugal) e que contava com o craque absoluto Zidane, além de Henry, Vieira, Makélelé, Thuram, Abidal, Malouda e Ribéry. Do outro, a Itália, tricampeã mundial, com uma zaga perfeita, com um meio campo aguerrido e sempre dona da bola quando enfrentava um adversário, e com craques como Cannavaro, Buffon, Pirlo, Zambrotta e Totti. A Itália tinha a grande chance de vingar as eliminações na Copa de 1998 e a perda da final da Eurocopa de 2000, ambas para os franceses. Já os “bleus” poderiam consagrar de vez uma geração de ouro, e colocar o craque Zidane em um patamar gigantesco no futebol. Seria um jogo histórico. E foi.

Logo no início de jogo, pênalti para a França. Zidane partiu e bateu com cavadinha, cheio de estilo. Pode alguém fazer golaço de pênalti? Pode, se esse alguém for Zidane. França 1×0. Todos pensavam que a Itália teria dificuldade para furar a boa defesa francesa, mas foi justamente um defensor quem colocou o time novamente no jogo. Pirlo cobrou escanteio, e Materazzi empatou, de cabeça. 1×1. A igualdade seguiria até o final, levando o jogo para a prorrogação. Que teria novas doses de emoção.

 

Buffon magnífico e Zidane chocante

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Na prorrogação, as equipes ficaram num misto de arriscar para ganhar e defender para evitar problemas. Numa de suas investidas, a França teve uma chance de ouro com Zidane. O craque cabeceou forte para o gol. Porém, Buffon fez uma das defesas mais fabulosas da história das Copas. Coisa de cinema. Mas outra coisa de cinema, mais precisamente de um filme de terror, chamou a atenção. Depois de ser provocado por Materazzi, Zidane deu uma cabeçada no peito do jogador italiano, fora do olhar do árbitro argentino Horácio Elizondo. Porém, o quarto árbitro avisou o argentino, que expulsou o jogador francês. Seria o fim da carreira do maior jogador que a França já teve. Um triste fim. Fim da polêmica, fim de jogo. A Copa seria decidida, pela segunda vez, nos pênaltis. E, de novo, como em 1994, a Itália seria uma das protagonistas.

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Fantasma enterrado

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A Itália teria pela frente um antigo fantasma: os pênaltis. A equipe sucumbira em todas as decisões desse tipo que disputara nas últimas copas. Foi eliminada nas semifinais de 1990, em casa, para a Argentina, perdeu a final para o Brasil, em 1994, e foi eliminada nas quartas de final em 1998, para a França. Em 2002, a eliminação foi mais na base do apito. Eles conseguiriam exorcizar de vez esse mal? Pirlo iniciou as cobranças para a Itália. E marcou. Wiltord bateu o primeiro da França, e fez. Herói e figura polêmica naquela partida, Materazzi recebeu uma sonora vaia da torcida rival na hora da sua cobrança. Zagueirão batendo pênalti. Perigo? Que nada! Ele fez. O cobrador seguinte da França seria o carrasco dos italianos na Euro 2000: Trézéguet. Mas ele carimbou a trave de Buffon. Doce ironia… De Rossi, ausente desde o segundo jogo da fase de grupos, converteu a terceira cobrança da Itália. Abidal fez o segundo da França. O craque Del Piero anotou o quarto da Itália. Os fantasmas estavam sendo enterrados, gol após gol! Sagnol fez o terceiro dos franceses. Era a última cobrança da Itália. Estava nos pés de Fabio Grosso o tetra do país. Se ele fizesse, a Itália seria campeã. Um erro poderia levar a disputa para as cobranças alternadas em caso de gol da França no último pênalti deles. Grosso olhou para os céus, correu… Bateu… E marcou! Festa na “bota”! A Itália, depois de 24 anos, conquistava o seu sonhado tetracampeonato mundial, e enterrava de vez a sina de perder em decisões por pênaltis. Itália 5×3 França.

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Era a consagração de Cannavaro, soberano na zaga da Itália e que jogou muito naquela Copa, de Buffon, um dos melhores goleiros que o mundo já viu. De Totti, Pirlo, Del Piero e tantos outros que foram fundamentais para a Azzurra. E, claro, de Marcelo Lippi, que coroaria sua brilhante carreira. O título levaria a Itália ao topo do ranking da FIFA, e daria ao zagueiro Cannavaro o título de melhor jogador do mundo naquele ano, algo inédito para um defensor.

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Anos seguintes nada brilhantes

A Itália não repetiu o sucesso do mundial nos anos posteriores à conquista. Muitos jogadores deixaram o time, o técnico também foi trocado, e o brilho se perdeu. Os italianos ainda esperam por uma seleção tão aguerrida e programada para ser campeã como aquela. Mas, com a safra atual, os tetracampeões terão que esperar um bom tempo. Ou será que não? Só o tempo dirá.

Os personagens:

Buffon: Gianluigi Buffon foi e ainda é um dos melhores goleiros da história do futebol. Seguro, ágil, leal e eficiente, Buffon só levou dois gols na Copa de 2006: um contra e outro de Zidane. Está no mesmo patamar (ou acima) de outra lenda italiana: Dino Zoff.

Grosso: Fabio Grosso não fez jus ao sobrenome e jogou o fino naquela Copa. Seu gol contra a Alemanha, nas semifinais, entrou para a história, bem como o tento decisivo na disputa de pênaltis contra a França.

Cannavaro: o capitão da Azzurra foi um monstro naquela Copa, com um dos desempenhos mais fantásticos de um jogador na história dos mundiais. Suas atuações foram tão perfeitas que fizeram dele o primeiro zagueiro a vencer o título de melhor jogador do mundo da FIFA. É um imortal da bola.

Materazzi: foi uma figuraça na Copa. Marcou gols decisivos, foi expulso, provocou Zidane, foi polêmico… Tudo como manda a cartilha do Bad Boy. Substituindo Nesta, lesionado, Marco foi bem quando necessário, e peça importante na conquista do título.

Nesta: formaria uma dupla impecável com Cannavaro na zaga caso não tivesse se lesionado ainda na fase de grupos. Fez fama na Lazio e hoje atua no Milan, onde deve encerrar a carreira em breve.

Zambrotta: extremamente regular, Zambrotta defendia com maestria naquele time, e apoiava quando preciso o ataque. Fez gol, e foi outro jogador fundamental para o tetra.

Perrota: ídolo na Roma e vivendo grande fase, Perrota atuou bem e foi muito elogiado no mundial. Ajudava o meio de campo na contenção e marcava com extrema eficiência.

Gattuso: símbolo da raça, não perdia uma dividida e apelava para as faltas quando preciso, assim como fazia no seu Milan. Mesmo assim, tinha técnica para sair jogando e ajudar nos passes da Azzurra. Marcava como carrapato e era um tormento para os meias e atacantes adversários.

De Rossi: seria titula absoluto do time não fosse sua expulsão contra os EUA na fase de grupos. Ausente durante todo o mundial, De Rossi continuou com o time e ainda teve tempo de disputar a final, onde marcou um dos gols na decisão por pênaltis. É um dos símbolos da Roma.

Pirlo: era sinônimo de sutileza e qualidade nos passes, cruzamentos e lançamentos. Dono de uma ótima visão de jogo e extremamente técnico, Andrea Pirlo era a arte do meio de campo da Itália tetracampeã. Marcou gols e deu o passe cirúrgico para Grosso liquidar com a Alemanha na semifinal.

Totti: astro da Roma, Francesco Totti não foi tão brilhante no Mundial como um camisa 10 deveria ser, a exemplo do desempenho de Raí na Copa de 94 pelo Brasil. Porém, fez o gol da classificação contra a Austrália, nas oitavas de final, e ajudou na qualidade do meio de campo.

Del Piero: um dos grandes jogadores que a Itália já revelou para o mundo, Alessandro Del Piero era reserva naquele time, mas foi formidável nos momentos em que a Azzurra mais precisou dele, principalmente nas semifinais, quando liquidou a Alemanha com o segundo gol da equipe, no último minuto da prorrogação. Deixou o seu, também, na decisão por pênaltis contra a França.

Camoranesi: foi o décimo segundo jogador do time, e peça importante naquele meio de campo pegador da Itália. Argentino de nascimento, Camoranesi incorporou a raça de seu país de origem com a raça italiana e usou essa simbiose na Copa. Foi impecável.

Gilardino: marcou gol e colaborou no segundo gol contra a Alemanha, nas semifinais, mas foi outro que poderia ter sido mais decisivo.

Luca Toni: vivendo uma fase extraordinária na Fiorentina à época, Luca era o matador que a Itália precisava, mas marcou apenas dois gols na Copa, nas quartas de final contra a Ucrânia. Porém, sua presença na área adversária ajudava os outros companheiros de equipe a criar espaços e a marcar gols, o que aconteceu contra Gana, Alemanha e França.

Marcelo Lippi (Técnico): colecionador de títulos na Juventus, Lippi coroou sua carreira para sempre ao vencer o tetracampeonato mundial com a Azzurra. Dono de um conhecimento tático sem igual formou uma equipe aguerrida, raçuda e eficiente, características essenciais para uma disputa de Copa do Mundo. Seu discurso inflamado antes da Copa mexeu com o brio dos jogadores, que jogaram com o coração no bico da chuteira para retomar o orgulho ferido. Deu certo, e sua Azzurra levou o mundial.

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Extras:

 

Simplesmente épico

A Itália, em apenas 3 minutos, acabou com a Alemanha nos momentos finais da prorrogação, e carimbou a vaga na final da Copa. Foi um dos jogos mais incríveis das Copas. A Alemanha virava, de vez, freguês.

 

Faltando dez segundos para o fim…

Quando todos achavam que o jogo iria para a prorrogação, pênalti contestado para a Itália. Totti bateu e fez o gol da classificação. Chorado!

 

E o Galvão gritou “tetra” de novo!

Galvão Bueno pôde gritar “tetra” novamente na decisão da Copa de 2006. Só que, dessa vez, foi para a Azzurra. Veja os grandes lances daquele jogo inesquecível.

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