Esquadrão Imortal – Manchester United 1998-1999

Imagem

Grandes feitos: Campeão Mundial Interclubes (1999), Campeão da Liga dos Campeões da UEFA (1998-1999), Campeão Inglês (1998-1999) e Campeão da Copa da Inglaterra (1998-1999). Foi o primeiro time da Inglaterra a vencer um título Mundial e o primeiro time da Inglaterra a vencer a tríplice coroa (Campeonato Inglês, Copa da Inglaterra e Liga dos Campeões) na mesma temporada.

Time base: Schmeichel (Bosnich); Gary Neville, Johnsen, Stam e Irwin (Silvestre); Roy Keane, Nicky Butt, David Beckham e Paul Scholes (Teddy Sheringham); Ryan Giggs; Dwight Yorke (Solskjaer / Andy Cole). Técnico: Alex Ferguson.

 

“Ressurreição inglesa”

Desde a fatídica tragédia de Heysel, em 1985, quando torcedores do Liverpool provocaram a morte de 39 torcedores da Juventus na decisão da Liga dos Campeões da UEFA daquele ano, o futebol inglês não sabia o que era vencer a maior competição do continente. A Europa viu a ascensão do Milan, os títulos inéditos do Estrela Vermelha, do Olympique de Marselha, do Barcelona e do Borussia Dortmund, o ressurgimento do Ajax e a volta ao topo da Juventus e do Real Madrid. No meio de tudo isso, nenhum vestígio dos ingleses, que, mesmo depois da severa punição da UEFA (os clubes da Inglaterra ficaram cinco anos longe das competições europeias), não conseguiam brilhar na Liga. Claro, os ingleses venceram competições continentais antes de 1999, como a Copa da UEFA e a Recopa Europeia, mas nenhuma se comparava a “velhinha orelhuda”. Mas essa história mudaria para sempre na temporada 1998-1999, quando os “diabos vermelhos” de Manchester fizeram história em uma das maiores epopeias do futebol mundial e europeu, conquistando a inédita tríplice coroa na Inglaterra, com os títulos do Campeonato Inglês, da Copa da Inglaterra e da sonhada Liga dos Campeões da UEFA, numa decisão imprópria para cardíacos contra o Bayern München, quando o Manchester venceu de virada por 2 a 1 com os dois gols marcados nos últimos três minutos de jogo. Épicos, os comandados de Alex Ferguson colocaram, depois de mais de uma década, a Inglaterra no topo do continente com um futebol vistoso, técnico e extremamente eficiente. Com o paredão Schmeichel, os eficientes Gary Neville e Irwin, os brilhantes Keane e Beckham, e os craques Giggs, Scholes, além dos matadores Yorke e Andy Cole, o Manchester United cansou de levantar títulos naquela temporada, fazendo ressurgir a mística da camisa vermelha adormecida durante 31 anos. É hora de relembrar.

 

Em busca da maior das glórias

Imagem

Depois de uma era brilhante no final dos anos 60 e uma decadência homérica na década de 80, o Manchester United voltou à rota dos títulos com a chegada do técnico Alex Ferguson, em 1986. O time conseguiu garimpar ótimos jogadores das categorias de base e voltou a figurar entre as forças do país, conquistando torneios nacionais e internacionais, com destaque para a Recopa Europeia de 1991, quando o time derrotou ninguém mais ninguém menos que o Barcelona de Koeman, Laudrup e Salinas na decisão. Os anos foram passando e o Manchester foi crescendo cada vez mais, com o talento de Irwin, Giggs, Ince e o rebelde Cantona, homem gol do Old Trafford. Foram quatro Campeonatos Inglês em cinco disputados, uma hegemonia que deixou o torcedor feliz da vida. Mesmo com as glórias, ainda era pouco para o Manchester. O time já tinha talento, padrão de jogo e força suficientes para brigar pelo título da sonhada Liga dos Campeões da UEFA, competição que desde os anos 80 não era vencida por um time inglês. Ferguson notou isso e tratou de esquematizar o time para a disputa do torneio com chances reais de vitória, após os revezes nas edições anteriores, que tiveram como campeões Ajax (1995), Juventus (1996), Borussia Dortmund (1997) e Real Madrid (1998). Em 1999, ela seria a menina dos olhos da temporada dos Red Devils.

O Esquadrão

Imagem

No início da temporada 1998-1999, o Manchester United tratou de se reforçar para a mais memorável temporada de sua história. O time, já sem o astro Cantona, contratou o talentoso atacante de Trinidad e Tobago Dwight Yorke e o zagueiro holandês Stam, além do ala sueco Blomqvist. O trio de juntou às estrelas Schmeichel, Gary Neville, Johnsen, Irwin, Beckham, Keane, Giggs, Scholes e Andy Cole. Pronto. O time estava formado para fazer estragos tremendos nos adversários, com uma zaga sólida, um meio de campo extremamente criativo, e um ataque eficiente e rápido. Com Ferguson regendo seus músicos, a chance de melodias emocionantes era mais do que certa.

Com seus 11 titulares, o Manchester United era pura técnica, habilidade e movimentação no ataque.
Com seus 11 titulares, o Manchester United era pura técnica, habilidade e movimentação no ataque.

 

Com o Arsenal entre os dentes

Imagem

O torcedor do MU levou um baita susto logo na primeira grande partida do time na temporada, a decisão da Supercopa da Inglaterra, contra o rival Arsenal. Os Gunners bateram os Red Devils por acapachantes 3 a 0, com gols de Overmars, Wreh e Anelka. A derrota deixou todos ainda mais cabreros com o Arsenal, afinal, o time havia tirado do MU o Campeonato Inglês da temporada anterior. Porém, aquele revés seria descontado com juros mais pra frente. E com ares dramáticos.

Imagem

Na Copa da Inglaterra, o MU teve sua primeira desforra. Depois de superar Middlesbrough, Liverpool, Fulham e Chelsea, sempre com gols salvadores da dupla Cole e Yorke, além de Giggs, o time enfrentou o rival Arsenal na semifinal. O empate sem gols forçou a realização de uma nova partida, que seria tensa, com expulsões e cheia de história. Beckham abriu o placar para o MU aos 17´do primeiro tempo, num chutaço de fora da área. O Arsenal não se abateu e empatou com Bergkamp, aos 69´, também num grande chute de longe. No fimzinho do jogo, pênalti para o Arsenal. Se o time londrino fizesse, estaria na final. O frio e calculista Bergkamp foi para a bola… E Schmeichel defendeu de maneira primorosa! A torcida do Manchester explodiu em alegria! Com o empate em 1 a 1, o jogo foi para a prorrogação. Os times continuaram plenos no ataque, afinal, com tantos craques em campo, não havia outra possibilidade. Foi então que um desses craques mostrou suas garras. Já no segundo tempo da prorrogação, Ryan Giggs aproveitou um passe errado no meio de campo, foi conduzindo a bola ao ataque, passou por um, dois, três, quatro e chutou pro gol de Seaman, sem chances de defesa: GOLAÇO do Manchester United!!! O lado Red Devil do estádio Villa Park, em Birmingham, era puro delírio, como era delirante ver aquela vitória épica: 2 a 1, Manchester na final da Copa da Inglaterra.

Imagem

Embalado, o time venceu o troféu, com uma vitória por 2 a 0 sobre o Newcastle United do astro Alan Shearer, com gols de Sheringham e Scholes. Era a segunda taça do time no ano. Peraí, segunda? Qual foi a primeira? Oras, o Campeonato Inglês!

Imagem

 

 

“Premier Devils”!

Imagem

Antes de levantar a taça da Copa da Inglaterra, o MU faturou o torneio nacional com um ponto de diferença sobre o rival Arsenal. Foram 22 vitórias, 13 empates e apenas 3 derrotas em 38 jogos. O time deu show de talento ofensivo, com destaque para Yorke, autor de 18 gols, que  se tornou o primeiro artilheiro do Manchester United na Premier League desde o mito George Best, em 1968.  O time de Ferguson aplicou goleadas impiedosas, com destaque para um 6 a 2 no Leicester City (com três gols de Yorke e dois de Cole), e a maior goleada do Campeonato: 8 a 1 sobre o Nottingham Forest (dois gols de Yorke, dois de Cole e quatro de Solskjaer). Nos duelos diretos contra os grandes rivais, o MU perdeu para o Arsenal fora de casa por 3 a 0 e empatou em casa em 1 a 1, venceu o Liverpool em casa por 2 a 0 e empatou fora por 2 a 2 e empatou os dois jogos com o Chelsea em 1 a 1 (casa) e 0 a 0 (fora). Novamente campeão, o time ainda tinha um último desafio pela frente: a Liga dos Campeões da UEFA.

A saga europeia

Imagem

O Manchester United começou sua caminhada europeia na fase preliminar, enfrentando o Lódz, da Polônia. O time inglês venceu o primeiro jogo por 2 a 0, gols de Giggs e Cole, segurando um empate sem gols na Polônia. Classificado, o MU foi para o grupo D, ao lado de Bayern München (ALE), Barcelona (ESP) e Brondy (DIN), uma chave dificílima. O primeiro jogo foi em casa, contra o Barcelona. Giggs e Scholes abriram 2 a 0 para o MU, mas Anderson e Giovanni empataram. Beckham deixou o MU na frente de novo, mas Luis Enrique deu números finais ao jogaço: 3 a 3. Na partida seguinte, embate contra os alemães do Bayern, em Munique. Élber fez 1 a 0 Bayern, mas Yorke e Scholes viraram para o MU. No final do jogo, Sheringham marcou contra, e o MU empatou mais uma: 2 a 2.

A desforra veio na partida seguinte, contra os dinamarqueses do Brondy: 6 a 2 para o MU, com gols de Giggs (2), Cole, Keane, Yorke e Solskjaer. No returno do grupo, nova goleada sobre o Brondy, 5 a 0, gols de Beckham, Cole, P. Neville, Yorke e Scholes. Em seguida, novo empate alucinante em 3 a 3 com o Barcelona, no Camp Nou, com os gols ingleses marcados por Yorke (2) e Cole. No jogo derradeiro, empate em 1 a 1 com o Bayern, no Old Trafford, com gol de Keane, e classificação para as quartas de final.

Destruidores de italianos

Imagem

Nas quartas de final da Liga, o Manchester teve pela frente a Internazionale (ITA). No primeiro jogo, na Inglaterra, vitória inglesa por 2 a 0, com dois gols de Yorke. Na volta, Ventola abriu o placar para a Inter no segundo tempo, mas Scholes empatou, classificando o MU para a semifinal.

Imagem

Na fase seguinte, duelo contra a Juventus (ITA). No primeiro jogo, novamente na Inglaterra, empate em 1 a 1, com o gol inglês marcado por Giggs no final do jogo, evitando a derrota. A torcida temia pelo pior, afinal, enfrentar a Juventus no Stadio delle Alpi seria terrível. E foi mesmo. Nos primeiros 11 minutos de jogo, Inzaghi fez dois gols, e a Juve abriu 2 a 0 sobre o MU. O time precisava de três gols para avançar até a final. Foi então que os comandados de Ferguson começaram a demonstrar o lado fênix daquele Manchester. Keane e Yorke empataram para a equipe ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, Cole virou epicamente o jogo para o MU, fazendo 3 a 2 e colocando o Manchester United, depois de 31 anos, em uma final de Liga dos Campeões da UEFA. O adversário seria um velho conhecido, lá da fase de grupos: o Bayern München.

 

Duelo de titãs

Imagem

Com mais de 90 mil pessoas, o estádio Camp Nou, em Barcelona, foi o palco da grande final da Liga dos Campeões da UEFA de 1998-1999. De um lado, o Bayern München, que tentava seu quarto título europeu com um timaço: Kahn, Matthäus, Babbel, Linke, Kuffour, Tarnat, Effenberg, Jeremies, Basler, Jancker e Zickler, comandados por Ottmar Hitzfeld. Do outro lado, o Manchester United, lutando pelo bicampeonato e pelo fim de uma escrita incômoda: desde 1984 que um time inglês não vencia o principal torneio do continente. O jogo seria mágico. E como foi.

O Bayern começou melhor e abriu o placar logo de cara, num gol de falta marcado por Basler aos seis minutos. O Manchester sentiu o baque e sofreu constantes ataques dos alemães, que conseguiam marcar muito bem a dupla de ataque Cole-Yorke e as investidas de Beckham e Giggs. O Manchester parava no paredão de Munique e na ausência de Keane, suspenso pelo cartão amarelo que havia levado na semifinal contra a Juventus. No segundo tempo, o Bayern continuou a pressionar e mandar bolas na trave. Será que o Manchester perderia mesmo o título e a chance da tríplice coroa? Não. Aos 67´, Alex Ferguson começaria a mudar para sempre a história do time inglês.

Sobrenaturais da bola

Imagem

Quando o jogo caminhava para seus momentos finais, Ferguson foi para o tudo ou nada. Tirou Blomqvist e colocou Sheringham, e sacou Cole para a entrada de Solskjaer. Mal sabia (ou sabia?) o treinador que aqueles substitutos fariam história no abarrotado Camp Nou. Aos 46´do segundo tempo, já nos três minutos de acréscimo sinalizados pelo árbitro Pierluigi Colina, o Manchester United teve um escanteio a seu favor. O goleiro Schmeichel foi até a área para tentar algo para o time inglês. Com praticamente 21 homens na área do Bayern, Beckham cobrou, a bola foi rebatida mal pela zaga alemã e ela sobrou para Sheringham empatar o jogo: 1 a 1. O estádio explodiu. E o Bayern ficou atordoado. Parecia que a partida iria para a prorrogação. Mas só parecia. Perto dos 48 minutos, novo escanteio para o MU. Era o último lance do jogo. De novo Beckham na bola. Ele chutou… Ela voou… E foi de encontro aos pés de Solskjaer. GOL!!! O Manchester United, nos três últimos minutos da final, fazia os dois gols da virada por 2 a 1. Ninguém acreditava! O estádio espanhol via a mais emocionante decisão de Liga dos Campeões da história (até um certo milagre de Istambul aparecer, em 2005, na final Milan e Liverpool…) terminar com a apoteose do maior esquadrão da Europa naquela temporada: o Mancheter United, depois de 31 anos, campeão europeu! Os reservas escolhidos por Ferguson faziam história, assim como o MU, que se tornava o primeiro clube na Inglaterra a conquistar a tríplice coroa (Campeonato Inglês, Copa da Inglaterra e Liga dos Campeões).

Imagem

Era o auge dos Red Devils. E o delírio puro da torcida, que podia dizer para todo o mundo que era a mais feliz do planeta depois de uma noite inesquecível. E sobrenatural.

Imagem

 

 

Os comandados do Sir no topo do mundo

Imagem

Um mês depois da épica conquista da Liga, o técnico do Manchester, Alex Ferguson, recebeu das mãos da Rainha Elizabeth II o título de Sir, assim como Matt Busby, o treinador do Manchester campeão europeu de 1968, havia ganhado. Agora Sir, Alex Ferguson ainda tinha um último desafio naquela temporada mágica: a disputa do Mundial Interclubes, torneio jamais conquistado por um clube inglês até então. Na decisão, no estádio Nacional, em Tóquio (JAP), os ingleses, que não tinham mais o goleiro Schmeichel, que foi jogar no Sporting (POR), enfrentaram o Palmeiras (BRA), que se apoiava no talento de Marcos, Arce, Roque Júnior, Júnior, César Sampaio, Zinho, Alex, Asprilla e Paulo Nunes, além do técnico Felipão. Porém, num lance de extrema infelicidade de Marcos (que não segurou um cruzamento de Giggs), o Manchester conseguiu o gol da vitória por 1 a 0, marcado por Keane, o mesmo que fez muita falta na final da Liga dos Campeões. Pronto. O Manchester United voltava a fazer história e se tornava o primeiro time da Inglaterra a vencer um título mundial, coroando um ano mágico. Os ingleses eram campeões de tudo. E eram os donos do mundo.

Lembranças eternas

Imagem

Depois do título mundial, o Manchester levou nove anos para voltar a brilhar na Liga dos Campeões da UEFA. O time perdeu peças importantes, mas não o talento e a sina vencedora. O clube alternou a hegemonia no país com o Arsenal e venceu vários canecos. Porém, mesmo com vários títulos e a volta ao topo em 2008, o time não foi sombra daquele Manchester United 1998-1999, o pioneiro, o hegemônico, o demônio que renasceu das cinzas e conquistou viradas homéricas, títulos memoráveis e marcas incríveis. Foi aquele esquadrão que ajudou o clube a se tornar o mais rico do mundo, a angariar fãs nos quatro cantos do planeta e a gerar a dúvida de quem era o maior na Inglaterra, se ele ou o eterno rival Liverpool. Os feitos daquele grande time, que voltou a colocar a Inglaterra no mapa de luxo do futebol europeu, são eternos. E imortais.

 

Números de destaque:

Disputou 63 partidas na temporada, vencendo 36, empatando 22 e perdendo apenas 5 jogos. Foram 128 gols marcados e 63 sofridos.

Os personagens:

Schmeichel: chegou ao Manchester em 1991, permanecendo até 1999. Se tornou um dos melhores (senão o melhor) goleiros da história do clube com defesas sensacionais, atuações de gala e muita segurança. Com 1.91m de altura, impunha respeito e foi eleito o melhor do mundo na posição em 1992 e 1993. Foi ídolo e um dos grandes na história do futebol no século XX.

Bosnich: teve a ingrata missão de substituir o goleiro Schmeichel, quando o dinamarquês foi jogar no Sporting. E jogou muito. O australiano foi um dos grandes nomes da final do Mundial Interclubes de 1999, ao fazer pelo menos três defesas incríveis, o que garantiu a vitória por 1 a 0 e o inédito caneco. Deixou o clube em 2001.

Gary Neville: um símbolo do MU, jogou toda a carreira no clube inglês e foi o dono da lateral-direira da equipe por 20 anos. Ganhou uma enchurrada de títulos no clube e foi um dos melhores na posição por muitos anos. Brilhou, também, na seleção da Inglaterra. Ótimo tanto na cobertura da zaga quanto no apoioao ataque.

Johnsen: um grande defensor, Johnsen sofria com as contusões, mas quando jogava, cumpria muito bem seu papel na zaga ou no meio de campo. Jogou de 1996 até 2002 no MU.

Stam: o zagueirão holandês despontou para o mundo da bola jogando o fino no Manchester de 1998 até 2001. Muito forte na marcação e na bola aérea, trazia segurança a retaguarda do time. Foi eleito o melhor zagueiro da Liga dos Campeões da UEFA por duas temporadas seguidas, em 1999 e 2000.

Irwin: o irlandês era um dos mais queridos pelo técnico Ferguson, pois cumpria um papel tático muito bom, embora não tivesse tanta técnica. Jogou no clube de 1990 até 2002, colecionando títulos e fazendo ótimas partidas no setor defensivo do time. Muito querido pela torcida.

Silvestre: muito forte fisicamente, o francês Silvestre chegou ao MU após a conquista da Liga dos Campeões, e cumpriu muito bem sua função do lado esquerdo da defesa do time no Mundial de 1999. Jogou no Manchester até 2008.

Roy Keane: foi um dos grandes craques do MU na temporada dourada do time e capitão nas conquistas de 1997 até 2005. Raçudo e às vezes violento, Keane era dedicação total em campo, com doses de técnica, assistências e gols, sendo o mais importante deles o do título mundial de 1999, sobre o Palmeiras.

Nicky Butt: cria das bases do clube, Butt foi um dos grandes volantes do time de 1992 até 2004. Cumpriu bem seu papel e jogou muito bem a final da Liga dos Campeões de 1999.

David Beckham: ainda não era a estrela mundial mais bem paga do mundo em 1999, mas já começava a cavar seu espaço e status de “pop star”. Era um dos mais queridos pela torcida e letal nas bolas paradas ou cobranças de falta. Jogou muito em 1998 e 1999, sendo um dos principais responsáveis pelo sucesso do MU dentro e fora de campo. Cria do Manchester, Beckham jogou 10 anos no clube e foi ídolo.

Paul Scholes: eterno ídolo e craque do time, Scholes era o motorzinho do meio de campo do time naqueles anos mágicos (e depois também!). Com notável visão de jogo, chegava como elemento surpresa nas defesas rivais e marcava muitos gols. Se aposentou em 2011, mas voltou atrás, para delírio da torcida, que o tem como xodó. Craque e símbolo do clube, seu único na carreira.

Teddy Sheringham: foi um dos responsáveis pelo processo de “ressucitação” do MU na épica final da Liga dos Campeões de 1999, ao marcar o gol de empate da equipe. Mas Sheringham foi muito importante em outras competições, também, ao anotar vários gols. Uma pena que seu auge, de 1992 até 1997, já havia passado. Mas a torcida agradece até hoje os lampejos do atacante naqueles anos.

Ryan Giggs: o “Mago Galês” é um mito do Manchester United, permanece na ativa até hoje e se consagrou como um dos maiores craques do futebol mundial naqueles anos mágicos do time inglês. Giggs foi o maestro do time no meio de campo e no ataque, dando passes precisos, fazendo tabelas irresistíveis e marcando golaços. Seu gol na semifinal da Copa da Inglaterra de 1999 permanece intacto até hoje como um dos mais emblemáticos do clube na história e um dos mais importantes daqueles anos. O craque foi descoberto, quem diria, no rival do MU, o Manchester City, em 1987, por Ferguson. Genial. E ídolo. É recordista de partidas pelo clube, com mais de 900 jogos disputados.

Dwight Yorke: assim como George Weah foi o maior jogador de futebol da história da Libéria, Dwight Yorke foi o maior e mais conhecido de Trinidad e Tobago. O atacante, que ficou conhecido como “Rei”, fez história no MU ao fazer dupla com Andy Cole, e transformar a parceria em muitos e muitos gols. Com ele em campo, o MU impunha respeito e temor nso adversários, afinal, recebendo passes precisos de Beckham, Giggs e Scholes, Yorke fazia a festa. Ídolo e muito querido pela torcida.

Solskjaer: o norueguês é uma lenda no MU pelo gol do título improvável da Liga dos Campeões da UEFA de 1999, no último minuto de jogo. Atacante muito rápido e matador, Solskjaer ganhou a idolatria eterna da torcida, mesmo sendo reserva de luxo de um time de estrelas. Jogou 366 partidas pelo MU e marcou 126 gols. Um dos maiores nomes do futebol da Noruega na década de 90.

Andy Cole: matador nato, daqueles que o zagueiro não pode sair da cola por um segundo sequer, Andy Cole fez história na década de 90 jogando pelo Newcastle e, posteriormente, no Manchester United. Ao lado de Yorke, fez uma das duplas de ataque mais temidas da Inglaterra e da Europa, que virou sinônimo de gols, tabelinhas e vitórias. Colecionou títulos pelo clube inglês e se consagrou como o segundo maior artilheiro da história da Premier League, com 187 gols marcados, atrás apenas do eterno Alan Shearer. Outro ídolo nato da história do MU.

Alex Ferguson (Técnico): o que dizer do Sir, que está no comando do MU desde 1986 e já conquistou todos os títulos possíveis para um treinador de clube, além de ter tido o privilégio de construir e comandar dois dos maiores Manchester United de todos os tempos, o esquadrão de 1998-1999 e o de 2007-2009? Ferguson é uma lenda viva do MU, um homem que já superou a barreira do tempo e que será eterno como as glórias e conquistas de um dos maiores clubes do planeta. Genial, capaz de mecher no brio do time e de usar todas as qualidades e truques que seus jogadores podem oferecer, Ferguson tem estrela, inteligência e conhecimento puro. Sua tacada de mestre naquela final de Liga dos Campeões de 1999, colocando dois atacantes que virariam o jogo para o time, foi histórico. Como o próprio Sir é. Simplesmente sensacional. E imortal.

Imagem

 

Extras:

Um jogo para guardar no coração

O Arsenal teve a bola do jogo para ir para a final. Mas Schmeichel defendeu o pênalti de Bergkamp. Na prorrogação, um craque decidiu a parada com um gol antológico: Giggs. Manchester na final. A Tríplice Coroa era uma questão de tempo.

 

Pioneiro mundial

Com uma vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras, o Manchester United se tornou, em 1999, o primeiro time inglês campeão do mundo.

Licença Creative Commons
O trabalho Imortais do Futebol – textos do blog de Imortais do Futebol foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial – SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em imortaisdofutebol.com.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença.

7 thoughts on “Esquadrão Imortal – Manchester United 1998-1999

  1. Falar desse time me trás boas recordações … torci demais para o Manchester contra o Palmeiras em 99 …
    além disso, foi uma virada sensacional na final da champions … fico em grande dúvida de qual foi a final mais emocionante entre a de 99 e a de 2005.

  2. Boas lembranças me trazem esse time! mesmo nunca tendo acompanhado de perto e sendo corinthiano desde sempre, em 1998, quando a EA lançou fifa 98 para os videogames, esse era o único time q eu jogava, e até hoje desconheço ou não lembro o pq de ter simpatizado com o clube! Desde então, ano após ano, jogo após jogo, passei a acompanhar o campeonato inglês e a torcer para os diabos vermelhos! texto maravilhoso

  3. Eu sempre fui fã dos Red Devils, esse seria o melhor time do mundo dos quais eu vi jogar.

    Tática: 4-4-2.

    Goleiro: Gianluigi Buffon (Itália) O saltante.

    Lateral Direito: Javier Zanetti (Argentina) Quanto mais velho melhor.

    Zagueiro: Lilian Thuram (França) A muralha.

    Zagueiro: Nemanja Vidic (Sérvia) Um xerife.

    Lateral Esquerdo: Daley Blind (Holanda) O melhor que vi na sua posição.

    Volante Defensivo: Roy Keane (Rep. Irlanda) Um cão de guarda.

    Volante Ofensivo: Demetrio Albertini (Itália) il metronomo.

    Meia: Thomas Hässler (Alemanha) Era estupendo, me agradava ao velo jogar.

    Meia: Ryan Giggs (País de Gales) O eterno. Ganhou tudo que tinha pra ganhar.

    Atacante: Roberto Baggio (Itália) O verdadeiro fenômeno.

    Atacante: George Weah (Libéria) Il re leone.

  4. Não tenho nem o que falar desse time, dava gosto de ver esse time jogando. Equipe muito bem montanda com grandes jogadores com exceção ao lateral Gary Neville. Destaque para o galês Ryan Giggs que era um monstro jogando, sem sobra de dúvida foi um dos melhores jogadores que vi jogar, assim como o italiano Roberto Baggio e o alemão Lothar Matthäus. Cada um em sua época.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *