Seleções Imortais – Brasil 1982

Image

Grandes feitos: encantar o mundo com o futebol arte, ser a última seleção brasileira vistosa e encantadora e provar que nem sempre o melhor vence.

Time base: Waldir Peres; Júnior, Luisinho, Oscar e Leandro; Cerezo e Falcão; Éder, Zico e Sócrates; Serginho. Técnico: Telê Santana.

“Amada e injustiçada seleção”

O ano de 2012 marca o aniversário de 30 anos de uma das maiores tragédias futebolísticas do futebol brasileiro e mundial: a eliminação do Brasil de 1982 na Copa do Mundo da Espanha perante a Itália de Paolo Rossi, Gentile, Cabrini e Zoff. Até hoje críticos, jornalistas, torcedores e os próprios jogadores daquele esquadrão mágico comandado por Telê Santana tentam encontrar uma resposta para a derrota por 3 a 2 que tirou a última seleção brilhante do Brasil da luta pelo tetracampeonato mundial. Falta de poder defensivo? Falta de um ponta direita? Extrema confiança? São muitos fatores, que o Imortais até tentará explicar. O Brasil de 1982 repetiu a história de Hungria, em 1954, e Holanda, em 1974, por ter sido a melhor seleção de uma Copa e não ter levado o caneco. É hora de recordar esse capítulo magnífico e ao mesmo tempo triste de nossa história.

 

Shows preliminares antecipam o apogeu

Image

O Brasil que iria dar show em 1982 começou a ser construído antes da Copa, com a entrada do técnico Telê Santana. O treinador, célebre jogador do Fluminense e apaixonado pelo futebol arte, decidiu implantar todo o seu conhecimento e estilo na seleção brasileira. Na década de 80, o futebol nacional vivia um mar de qualidade pelo surgimento de muitos, mas muitos craques. O Flamengo tinha um esquadrão encantador e serviu como base daquela seleção com os laterais Júnior e Leandro e o meia Zico. E poderia ceder ainda Andrade e Adílio, não fosse a preferência de Telê pelo atleticano Cerezo e pelo colorado/romano Falcão. Na zaga, a dupla era café com leite: o atleticano Luisinho e o são paulino Oscar, além do goleiro são paulino Waldir Peres. No meio e no ataque, entravam o corintiano Sócrates, o atleticano Éder e o são paulino Serginho. Mas aquele ataque poderia ser melhor se o astro Careca, então no Guarani, não tivesse se contundido justo antes da Copa. O Brasil perdeu demais com a ausência do matador, que teve que assistir ao mundial pela TV. Com o time pronto, o Brasil encantou os europeus um ano antes em uma excursão para o velho continente em três amistosos de peso contra Inglaterra, França e Alemanha. Contra os ingleses, vitória do Brasil por 1 a 0, gol de Zico. Na partida seguinte, contra a França, outra vitória: 3 a 1, com direito a olé. No último jogo, páreo duro contra a melhor seleção europeia, a Alemanha, e, mesmo assim, vitória do time canarinho por 2 a 1, com um show em particular do goleiro Waldir Peres, que pegou dois pênaltis de um dos maiores craques do futebol alemão: Paul Breitner. Com moral, com shows e com um timaço, o Brasil era apontado como o maior favorito da Copa de 1982. O tetra era apenas uma questão de tempo.

Image

 

No embalo do “cantor Júnior”

Image

Antes da Copa, o lateral-esquerdo Júnior lançou um LP compacto com músicas que refletiam a seleção brasileira. Uma delas era a canção “Voa Canarinho”, que reuniu vários atletas e rapidamente se tornou o hino oficial daquele time no mundial. A torcida ficou ainda mais empolgada e ajudou a popularizar o LP no país. O disco foi um dos mais tocados do ano e chegou a vender cerca de 200 mil cópias em seis meses. Um show!

Image

Na Copa, o Brasil estava no Grupo F, ao lado de União Soviética, Escócia e Nova Zelândia. Era um grupo relativamente tranquilo, mas que tinha jogadores complicados como os escoceses Dalglish e Souness e os soviéticos Dasaev e Blokhin. Na estreia, o Brasil enfrentou a URSS. Os europeus começaram assustando o Brasil aos 34´, com o gol de Bal. Mas, no segundo tempo, o Brasil se impôs, deixou de lado o normal nervosismo da estreia e colocou os soviéticos na roda. Sócrates empatou aos 75´, num golaço de fora da área, e Éder, num de seus habituais chutaços, virou o jogo faltando dois minutos para o final, garantindo a vitória do Brasil: 2 a 1. Depois da partida tensa de estreia, o Brasil preparou shows incríveis para a torcida espanhola.

Image

Contra a Escócia, em Sevilha, novamente o Brasil começou atrás no placar, com Narey fazendo 1 a 0 aos 18´. Aos 33´, Zico empatou, de falta. No segundo tempo, show. Oscar, aos 48´, Éder, aos 63´, e Falcão, aos 87´, garantiram o 4 a 1 do Brasil, para delírio da torcida. Na última partida da primeira fase, nova goleada: 4 a 0 na Nova Zelândia, com gols de Zico (2), Falcão e Serginho. O Brasil jogava por música, marcava golaços e encantava a todos. Ninguém duvidava que o caneco ficaria com o selecionado de Telê Santana.

Image

 

A segunda fase

Image

O Brasil avançou para a fase seguinte da Copa, que iria classificar os melhores dos quatro grupos de três seleções cada para as semifinais. O Brasil estava no Grupo 3 ao lado da então campeã mundial, a Argentina, e da desacreditada Itália. Os selecionados de Telê Santana encararam logo de cara a Argentina, no Estádio Sarriá. O time alviceleste confiava no talento do garoto Maradona e na força do grupo. Porém, os hermanos não esperavam levar um chocolate (ou seria um alfajor?) do time brasileiro. Zico abriu o placar aos 12´ do primeiro tempo. Na segunda etapa, Serginho ampliou aos 23´e Júnior fez 3 a 0 aos 30´. Diáz ainda diminuiu no final do jogo, mas não adiantou: Brasil 3 x 1 Argentina. O show foi ainda mais saboroso pelo fato de Maradona ter sido expulso ao dar uma entrada dura em Batista. O primeiro adversário estava batido. No jogo seguinte do Grupo, a Itália superou a Argentina e eliminou os vizinhos sul-americanos. Com isso, Brasil e Itália decidiriam a vaga nas semifinais. Para o Brasil, bastava um empate. Para a Azzurra, uma vitória simples era o bastante. Mas quem acreditava na derrota do Brasil?

Image

 

A tragédia

Image

Brasil e Itália se reencontravam em mais uma Copa. Era o primeiro jogo desde a decisão do terceiro lugar de 1978, vencida pelo Brasil. A Itália tinha o rival engasgado na garganta pelos revezes na Copa de 1970 e 1978. Era a chance de ouro de ter a vingança eliminando a mais brilhante seleção que o rival formava desde o Mundial de 1970. Já o Brasil queria bater o “freguês” novamente e seguir na caminhada até então impecável rumo ao tetra. Um empate bastava para a seleção. Porém, o jogo foi o apogeu e despertar de Paolo Rossi, que estava até então sem marcar gols. Ele fez daquela partida a mais importante da carreira dele, para mostrar que, após a punição do Totonero (esquema de manipulação de resultados que assolou o futebol italiano antes da Copa), ele ainda estava em plena forma.

Image

Aos cinco minutos, Rossi abriu o placar. Sete minutos depois, Sócrates empatou para o Brasil. Aos 25´, Rossi fez mais um, em uma falha imperdoável de Cerezo. No segundo tempo, Falcão empatou num golaço. Mas aos 30´, Rossi, de novo, fechou a conta para a Itália: 3 a 2. Perto do final do jogo, o zagueiro brasileiro Oscar quase empatou para o Brasil, mas Dino Zoff fez uma defesa que, segundo o próprio, foi a mais sensacional de sua carreira, ao pegar em cima da linha. Fim de jogo. O incrédulo Sarriá não entendia o que tinha acabado de acontecer: o Brasil encantador, eficiente, rápido, fatal e artístico, estava fora da Copa do Mundo. A Itália, burocrática, sem brilho, estava na semifinal. Era o fim da geração de ouro do Brasil. Os jogadores não sabiam para onde ir, o que fazer, o que dizer. Onde tínhamos errado? O que faltou?

Image

 

Os pontos fracos

Image

A seleção de Telê, embora fosse difícil aceitar, tinha, sim, pontos fracos, que foram notados da maneira mais trágica possível exatamente no jogo mais importante daquele time. Se o Brasil era ofensivo e brilhante no ataque, o mesmo não se podia dizer de sua zaga, que não apoiava de maneira eficaz os laterais e meias que subiam constantemente ao ataque. Com isso, ao se deparar com os defensores italianos Scirea (um dos maiores líberos da história do futebol), Bergomi, Cabrini e, sobretudo, Gentile, que anulou Zico, o Brasil sucumbiu. Naquele jogo a Itália mostrou a frieza e a precisão que o Brasil não teve para decidir o jogo, além de ter um centroavante com estrela (Paolo Rossi), diferente do Brasil, que não teve Careca (contundido) e viu Serginho pouco decisivo naquele mundial. O bordão “bota ponta, Telê!”, do Zé da Galera, interpretado por Jô Soares na década de 80 nunca foi tão verdadeiro quando lembramos aquela Copa. O time de Telê, realmente, não tinha um ponta direita nato. Sócrates e Zico se revezavam nas jogadas por aquele lado, além do apoio do talentoso Leandro. Porém, as subidas do lateral deixavam o famoso buraco que não era compensado pela zaga brasileira. Se a seleção tivesse um Garrincha, por exemplo, a história seria bem diferente…

O Brasil de Telê: sem um ponta pela direita e com uma equipe ofensiva demais, o time sucumbiu diante da marcação e talento da Itália.
O Brasil de Telê: sem um ponta pela direita e com uma equipe ofensiva demais, o time sucumbiu diante da marcação e talento da Itália.

 

O grande ponto foi que aquele Brasil era ofensivo demais, encantador demais, e não soube jogar contra um adversário impecável na defesa e muito talentoso, o que muita gente não havia notado. Gentile, o carrapato da Copa de 1982, já havia anulado Maradona antes da partida contra o Brasil e voltou a anular outro craque: Zico. Mesmo de maneira às vezes desleal (rasgando a camisa do Galinho em um lance daquele jogo) ele deixou o Brasil com um jogador “limitado” naquela partida. O forte esquema defensivo italiano não deu chances ao Brasil, que errou demais naquele jogo e teve o azar de assistir o despertar de Paolo Rossi justamente naquela fatídica partida.

Image

 

Fim da arte

Image

Desde a derrota na Copa de 1982, o Brasil nunca mais conseguiu formar uma seleção tão artística e brilhante como a de Zico, Sócrates, Falcão, Júnior e Leandro. Depois disso, vencemos duas Copas, sim, mas com equipes que tinham mais garra do que arte. O mundo ficou órfão do show brasileiro e viu nosso futebol inverter os papeis para equipes mais competitivas e aguerridas. Isso, claro, provocou a ira dos saudosos do futebol arte, principalmente de Telê, que só conseguiu fazer um futebol arte vencedor no São Paulo campeão de tudo entre 1991 e 1994. O Brasil de 1982 refletiu como nunca a arte e a aura do futebol brasileiro em campo com alegria, sutileza, golaços e emoção. Aquela seleção transpirava futebol, esbanjava talento e arrancava suspiros da multidão. Se houve injustiça com os vice-campeonatos mundiais da Hungria de 1954 e da Holanda em 1974, o Brasil de 1982 foi vítima da mais pura crueldade artística e futebolística. Não ver aquela seleção campeã do mundo doeu demais, tanto para os brasileiros quanto para os adversários (tirando italianos e argentinos, claro). Curiosamente, o palco daquela derrota tão dolorosa, o Estádio Sarriá, foi vendido pelo clube Espanyol e demolido anos depois para dar lugar a um condomínio. A seleção de 1982 jamais será esquecida pelos amantes do futebol, tanto é que segue viva mesmo depois de 30 anos. Ela tem, mesmo sem um título, a imortalidade, pela exuberância artística que realizou. Uma alegre e inesquecível seleção canarinho, canarinho este que voou e nunca mais voltou…

Image

 

Os personagens:

Waldir Peres: brilhou na conquista do primeiro título brasileiro do São Paulo, em 1977, e ganhou a confiança de Telê para a Copa de 1982. Embora muitos tenham dito que o melhor na posição, na época, era Leão, Waldir fez bem o papel dele e foi um ótimo goleiro na Copa. Ficava sobrecarregado pelo esquema ofensivo da equipe.

Júnior: melhor lateral esquerdo da história do futebol brasileiro depois de Nilton Santos, Júnior voou como o canarinho na década de 80, tanto pelo Flamengo como pelo Brasil. Apoiava com perfeição, era habilidoso, driblador e tinha um fôlego invejável. Por conta do esquema ofensivo do time, não ligava muito para a defesa. Mas, quando tinha que defender, ia muito bem. Craque nato do nosso futebol.

Luisinho: zagueiro técnico que ainda subia ao ataque, Luisinho foi um dos maiores ídolos da história do Atlético-MG, que merecia um título brasileiro no começo da década de 80. Assim como Oscar e o goleiro Waldir Peres, ficava sobrecarregado com o futebol ofensivo do Brasil, mas conseguiu se desdobrar e fazer uma boa Copa, até o jogo contra a Itália, o dia que deu tudo errado.

Oscar: impunha respeito e tinha muita técnica para um zagueiro, assim como Luisinho. Costumava ir ao ataque nas cobranças de falta e escanteio e marcava seus golzinhos de cabeça (coisa que fez naquela Copa). Sofreu com o esquema ofensivo da seleção. Brilhou no São Paulo, onde fez uma dupla de zaga notável ao lado do uruguaio Darío Pereyra. Uma pena que sua cabeçada no finalzinho do jogo contra a Itália tenha encontrado o goleiro Zoff e não o gol…

Leandro: um monstro na lateral direita, Leandro jogou demais no Flamengo da década de 80 e no Brasil na Copa de 1982. Dono de muita habilidade e visão de jogo, Leandro colecionou títulos com o Flamengo, seu único clube na carreira, de 1979 até 1990. Ficou muito sobrecarregado pela ausência de um ponta direita naquela seleção, o que o obrigava a subir ao ataque e a voltar rapidamente.

Cerezo: ficou marcado naquela Copa pelo passe errado que resultou no segundo gol de Paolo Rossi na derrota para a Itália. Antes disso, vinha fazendo um Mundial impecável com ótimas atuações e o futebol que o consagrou no Atlético-MG. Antes de encerrar a carreira, na década de 90, foi peça chave no São Paulo do mesmo Telê, em 1993.

Falcão: um dos maiores craques do futebol brasileiro e mundial, Falcão era o volante elegante que também causava estragos nas defesas adversárias com suas subidas surpresa ao ataque. Era impecável no passe, nos chutes e na visão de jogo. Fez uma Copa brilhante e foi um dos grandes jogadores que merecia demais um Mundial.

Éder: um dos grandes pontas esquerdas do futebol nacional no final da década de 70 e início da de 80, Éder Aleixo fez história no grande Atlético-MG de 1980. Dono de um chute fortíssimo de perna esquerda, causava estragos não só nas zagas adversárias, mas também com o coração das mulheres, que o transbordavam com milhares de cartas de amor.

Zico: maior jogador da história do Flamengo, Zico foi o maestro do Brasil na Copa de 1982. Marcou golaços, deu passes milimétricos, driblou como nunca… Uma pena que no jogo mais importante da Copa tenha sido anulado sem dó por Gentile. Mesmo assim, fez sua parte e foi um dos maiores gênios do futebol.

Sócrates: o Doutor foi cerebral e marcou um dos gols do Brasil naquele jogo contra a Itália. Um dos líderes daquele time naquela Copa, habilidoso, com visão de jogo formidável e puramente artístico, Sócrates foi um dos maiores jogadores do futebol mundial na década de 80 e um símbolo do Corinthians da Democracia. Jogou, também, a Copa de 1986.

Serginho: só foi titular na Copa porque Careca se contundiu. Não tinha a habilidade do astro do Guarani, muito menos a técnica, pois fazia o estilo centroavante trombador e polêmico. O maior artilheiro da história do São Paulo não conseguiu repetir na Espanha o desempenho que teve no time paulista. Marcou dois gols no Mundial.

Telê Santana (Técnico): formou uma seleção primorosa que merecia a Copa, mas viu o esquadrão dos sonhos sucumbir diante de um adversário mais organizado, mais experiente e que aproveitou todos os erros e pontos fracos que o Brasil deixou transparecer naquela partida. Mesmo com a derrota, Telê Santana seguiu até o fim de sua vida como fã incondicional do futebol arte. Conseguiu dar a volta por cima e enterrar a fama de “pé frio” no brilhante São Paulo da década de 90, bicampeão mundial e da América. A seleção do Brasil segue carente daquela arte que Telê conseguiu mostrar ao mundo em 1982 até hoje.

 

Extras:

 

Shows da primeira fase

Veja a goleada sobre a Nova Zelândia: 4 a 0.

 

Alfajor nos hermanos!

Não foi um chocolate, foi um alfajor: 3 a 1 na Argentina de Maradona.

 

O pesadelo

Rossi fez 3, o Brasil parou, e a Itália destruiu o futebol arte do Brasil.

 

Um tributo à arte

Veja um vídeo sensacional com grandes lances daquela seleção dos sonhos.

Licença Creative Commons
O trabalho Imortais do Futebol – textos do blog de Imortais do Futebol foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial – SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em imortaisdofutebol.com.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença.

24 thoughts on “Seleções Imortais – Brasil 1982

  1. É praticamente impossível mencionar grandes problemas na seleção brasileira da Copa de 1982. O time era completo e possuía uma legião de craques, os quais podiam ser substituídos por reservas de luxo, como o goleiro Leão e o atacante Roberto Dinamite, por exemplo. O que dizer da genialidade de Zico? Da competência de Serginho? Da força de Éder? Da plasticidade de Falcão? Do brilho de Valdir Peres? Do oportunismo de Cerezo? Da completude de Leandro e Júnior? Além da alegria e arte futebolística de Sócrates?

    Simplesmente, foi um time sensacional, tendo sido derrotado pelos “deuses do futebol”, como outrora ocorrera com a Hungria (1954) e a Holanda (1974). No entanto, o legado deixado pelo esquadrão do fantástico Telê santana é visto ainda hoje, como requisito essencial à um time vistoso e brilhante. Sem hesitar, é possível dizer que nossa seleção de 1982 foi responsável por um dos espetáculos mais dinâmicos e futuristas do futebol, gerando uma revolução, no futebol, jamais vista!

    1. eles foram infernais na limite da interpretação da palavra brilhantes como os holandeses de 74 ou a hungria de 54 sem ter uma copa mais azar da copa que não viram eles serem campeões isso não significa o encanto que eles fizeram obrigado por existirem.

  2. só quem assistiu aos jogos do Brasil e acompanhou a trajetória da nossa seleção em 82 sabe que até hoje não vimos nada igual ,o brilhantismo dos jogadores ,mesmo sem conquistar a copa,pararam o tempo e estão em nossas lembranças que saudades ,não foi preciso ganhar a copa,vieram para mostrar o verdadeiro futebol ,a arte e a habilidade dos jogadores estão eternizadas no tempo e na história,que saudades ,Serginho, Sócrates ,Zico ,Éder ,Falcão,Cerezo , Leandro,Junior,Oscar,Luizinho e W. Peres,para mim foi a melhor de todas ,parabens seleção canarinho,concordo com nosso amigo ai em cima um espetáculo nunca visto ate hoje

  3. Eu sou Angolano e assisti os jogos todos do Brasil. fiquei muito triste com Telê Santana, porque insistia tanto no Serginho que era em meu entender, a pior unidade do Brasil. Em seu lugar podiam estar o Roberto Dinanmite, Renato Gaucho ou daptar o Paulo Isidoro que eram bastante bons na época.

  4. EU TINHA TREZE ANOS NA EPOCA. QUASE CHOREI NAQUELA TARDE LEVADO PELA EMOÇÃO, MAS HOJE, ANALISANDO FRIAMENTE, ACONTECEU, QUE A ITALIA TEVE MAIS VONTADE DE VENCER. NENHUM DOS TRES GOLS DA ITALIA FOI SORTE, TODOS ACONTECERAM POR COMPETENCIA DOS ITALIANOS EM APROVEITAR AS FALHAS DA FRAGIL E DESCONCENTRADA DEFESA DO BRASIL. NO ULTIMO E FATAL GOL DA ITALIA CHEGA A SER BIZZARA A POSIÇÃO DA NOSSA ZAGA QUANDO O ROSSI TEVE UM RAIO DE CINCO METROS DE LIBERDADE PARA QUALQUER LADO QUE VOCE OLHAR (É SÓ CONGELAR A IMAGEM DE TRAS DO GOL QUANDO ELE VAI RECEBER A BOLA, NINGUEM MARCA ). ACHO QUE OS JOGADORES DO BRASIL NÃO ACREDITAVAM QUE A ITALIA IRIA MARCAR FORTE, IRIA ATACAR, TENTAR GANHAR… A IMPRENSA JÁ TINHA ESTABELECIDO UM CLIMA DE OBA OBA, JÁ GANHOU, FUTEBOL ARTE ETC ETC. ESSA FALACIA FEZ MAL AOS JOGADORES EM CAMPO. ISSO PARA NÃO FALAR DO QUARTO GOL, ANOTADO POR ANTOGNIONI MAL ANULADO, QUANDO O JUNIOR DAVA MEIO METRO DE CONDIÇÃO…

  5. A MEU VER AS SELEÇOES DE 94 E 2002 FORAM MELHORES, SEM MUITA FIRULA, MAS COM MUITA DETERMINAÇÃO E, O MAIS IMPORTANTE: TROUXERAM A TAÇA.

    1. Seleção de 94 e 2002 melhores? Pra começar o Brasil foi ajudado pela arbitragem contra a ”poderosa” Bélgica e ”temida” seleção Turca Só Falcão, Zico e Sócrates colocava essas seleções citados no bolso.

  6. SÓ PARA COMPLETAR: EU NÃO ESTOU “QUEIMANDO” A SELEÇÃO, APENAS ANALISANDO O QUE VI, E O POUCO QUE ENTENDI DAQUELA PARTIDA, DA ATITUDE DO TIME EM CAMPO E AS CONSEQUENCIAS…

  7. Essa seleção jogava bem com equipes inferiores como Paraguay, Bolívia, Venezuela. Os amistosos também não são parâmetro pois para os europeus jogo é jogo! Treino é treino e jogo valendo três pontos é o que importa! Hoje em dia o futebol brasileiro é levado mais a sério, os jogadores são atletas de verdade. O que da medo é o estrelismo em 2006 por exemplo tinha jogadores que não deveriam estar ali exemplos Cafú, Ronaldo, Roberto Carlos o Cafú é o maior sortudo desse mundo, porque não existia ninguém na posição dele!

  8. Esse, sem dúvida, foi o maior elenco que o Brasil conseguiu montar em todas as Copas, superando, inclusive, a seleção campeã de 1970. Não trouxe o título, mas isso são coisas do futebol. Se a seleção Italiana jogasse contra o Brasil vinte vezes, perderia todas. A seleção de 1982 era quase perfeita, talvez foi um erro abdicar de um ponta e ter trazido o Serginho. Embora eu não tenha visto essa seleção jogar, estava com cinco anos à época, sei que não houve nenhuma outra que a tivesse suplantado em genialidade e qualidade de seus jogadores. O Brasil ganhou as Copas de 1994 e 2002 com times rizíveis. A seleção de 1982, do meu ídolo Zico, ficará eternamente no meu imaginário – e de todos os brasileiros apaixonados pelo futebol arte.

  9. Que seleção fantástica! É ótimo lembrar dessa geração de 1982 diante desse momento ruim do futebol brasileiro. Seleção de grande qualidade técnica, e de criatividade e habilidade tão presentes no “DNA” do futebol do Brasil, mas hoje tão ausentes. Claro que fica a tristeza de 82 não ter ganho o título, assim como as inúmeras críticas que surgiram a ela. Mas vendo a atual situação do futebol daqui, é de se lamentar não termos mais Zico, Sócrates e cia. Que possamos voltar a valorizar a qualidade brasileira vista em 82 (assim como em 70, 58…). E parabéns pelo site! Ótimo acervo do futebol mundial!
    P.S. : Para aqueles que criticam a seleção de 1982 (que tinha seus defeitos, isso eu não nego), analisem e reflitam sobe o atual momento do futebol brasileiro. Será que devemos nos focar em reclamar dela ou se lamentar da falta dela?

  10. A seleção brasileira de 1982 que encantou o mundo, era fruto de um momento de excelência pelo qual passava o nosso futebol. Naquela ocasião, haviam diversos jogadores de grande qualidade que poderiam integrar aquele grupo fantástico como Pita, Mauro Galvão, Careca, Zé Sérgio, João Paulo, Mário Sérgio e Adílio.
    Passados 32 anos e analisando com distanciamento, resta o consolo de termos perdido para uma seleção muito forte, pois a base da Azurra era composta por jogadores da Juventus, detentora de títulos italianos, europeus e um mundial na primeira metade dos anos 1980. Aliás, ” La Vecchia Signora” era comandada por um dos maiores camisas 10 da história do futebol mundial, Michel Platini, integrante da ótima seleção francesa na Copa da Espanha, a qual venceria a Eurocopa de 1984.
    Da mesma forma, a magia da Hungria de 1954 e da Holanda de 1974, foram valorizadas pelo mesmo adversário que encontraram nas finais. A Alemanha em 1954 possuía um comandante inteligente, Sepp Herberger, perito em estratégias como demonstrou na armadilha montada contra os ” Mágicos Magiares”, bem como, grandes jogadores como Fritz Walter e Rahn. Os germânicos em 1974 possuíam jogadores do quilate de Sepp Maier, Franz Beckenbauer, Paul Breitner, Wolfgang Overath e Gerd Müller. Conquistaram a Europa em 1972 e o Mundial, em casa, dois anos depois.
    No mundo do futebol as coisas não ocorrem por acaso.

    1. Na época tínhamos (2) dois volantes a frente dos zagueiros que jogava uma barbaridade que ainda contava com um reserva de luxo chamado batista que também jogava muito e saia para alimentar o ataque.
      Aquela seleção tinha (2) dois pontos fracos o goleiro waldir peres que era compadre do Tele e o Serginho Chulapa .
      Ficou de fora dessa maravilhosa Seleção jogadores como o goleiro Raul, Zé Sergio, Mário Sérgio, Jorge Mendonça, e Adílio.
      Minha Seleção Titular

      1- Raul 2- Leandro 3- Oscar 4- Luizinho 6- Júnior 5- Cereso 8- Falcão 10- Zico 7- Sócrates 9- Roberto Dinamite 11- Eder

      Minha Seleção Reserva

      1- Carlos 2- Edevaldo 3- Juninho 4- Edinho 6- Pedrinho 5- Batista 8- Adílio 10- Mário Sérgio 7- Renato Paulista 9- Nunes 11- Zé Sergio
      1- Paulo Sergio

  11. E olha que em 82 o Brasil jogava com grandes adversários competentes. Hoje o Brasil ganha por seu futebol razoável, com poucos jogadores habilidosos, uma tática medíocre, um futebol burocrático e feio. Ganha porque os adversários são fracos. O nosso time não tem mais conjunto, entrosamento como tínhamos em 58, 62, 70, 82 e até mesmo em 86. Em 94 ganhou o título por conta da sua boa defesa e de alguns jogadores e por ter sido o menos pior da copa. Ganhou, mas não convenceu. O mercantilismo está destruindo o futebol brasileiro e ninguém faz ou fala nada.

  12. Uma Seleção inesquecível aos olhos dos admiradores do verdadeiro futebol arte jogado com elegância e romantismo. Infelizmente não trouxeram a tão desejada taça. Mas mesmo não tendo êxito nesta empreitada, fizeram por merecer toda a admiração de quem pode naqueles tempos primorosos do futebol jogado para frente, com técnica e objetividade vivenciar e reverenciar uma aula de futebol.

  13. Seleção magnífica que infelizmente nao vi jogar. Teve sim erros mas muitas outras menos brilhantes também erraram e tiveram melhor sorte.

    É o tipo dederrota que ensina, assim como o 7a1 tambem deveria ensinar.

    Só não concordo quando falam que a geração de 82 foi a melhor.

    Enorme injustiça com o lendário time de 70 que deu show semelhante e é tida pelo mundo a fora como a melhor de todos os tempos (fato que parece ser contestado justamente por aqui) e com a geração de 58 que venceu em territorio “hostil” sem ter o respeito que hoje o Brasil tem. E de quebra ainda tinha o maior goleiro, maior lateral esquerdo, maior ponta direita e melhor jogador de nossa historia, sendo a unica a defender o título quatro anos depois. Dá impressão que se essas tivessem perdido teriam tido mais valor.

  14. Eu vi esta seleção jogar, e a de 1970 apenas em vídeo, e digo uma coisa, ambas são as maiores obras primas do futebol mundial, a de 1982 foi uma fatalidade que só acontece com o futebol, onde nem sempre o melhor vence. Sabe se que os Italianos foram muito aguerridos, mas na teoria eramos de longe o que havia de melhor no futebol naquele momento, jogadores elegantes como Falcão e Sócrates, extremamente técnicos como Zico, Éder e Junior, e verdadeiros leões como os demais, o unico que não estava de acordo era com o Valdir Peres, para mim o Leão era mais goleiro.

  15. sou Português, mas em 1982 acho que todos os Tugas eram Brazucas. Assisti todos os jogos da canarinha, que me fizeram sonhar muito. Ainda hoje Zico é meu idolo, mas fiquei fã de todos. A partir desse jogo com a Itália, nunca mais consegui gostar desse povo, e fico torcendo pra que percam sempre que jogam

  16. Eu lembro até hj do jogo.Corria pelas ruas gritando Itália, mas não tinha noção de futebol ou eliminação ao alto de meus 8 anos.Se fosse um genio da lampada por um dia, trocaria aquele título questionável de 2002, pelo de 82,sem duvida nenhuma.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *