Craque Imortal – Obdulio Varela

Nascimento: 20 de Setembro de 1917, em Montevidéu, Uruguai. Faleceu em 02 de Agosto de 1996, em Montevidéu, Uruguai.

Posição: Volante

Clubes: Deportivo Juventud-URU (1936-1938), Montevideo Wanderers-URU (1938-1943) e Peñarol-URU (1943-1955).

Principais títulos por clubes: 6 Campeonatos Uruguaios (1944, 1945, 1949, 1951, 1953 e 1954) pelo Peñarol.

 

Principais títulos por seleção: 1 Copa do Mundo da FIFA (1950) e 1 Copa América (1942) pelo Uruguai.

“El Negro Jefe”

A pele mulata lhe deu o apelido de Negro. A ascendência sobre os companheiros, seja de Peñarol, seja de seleção uruguaia, o fizeram Jefe. E o futebol praticado em campo, com uma garra exuberante, força, vontade e amor à camisa, o transformaram num mito. O meio campista uruguaio Obdulio Jacinto Nunes Varela fez história como um dos maiores craques do futebol mundial nas décadas de 40 e 50, sendo o principal responsável pela façanha celeste na Copa do Mundo de 1950, quando encheu de brio seus companheiros e foi o líder do Maracanazo, como ficou conhecida a vitória de virada por 2 a 1 do Uruguai sobre o Brasil, em pleno Maracanã, na final daquele mundial. Além de ser mítico com a camisa da seleção, Varela foi referência e ídolo com o manto aurinegro do Peñarol, levantando seis campeonatos nacionais. É hora de relembrar a carreira desse gigante (e temperamental) uruguaio.

 

“Bravo” por natureza

Varela demonstrava desde pequeno uma maturidade impressionante. Com oito anos, vendia jornais na capital Montevidéu, e dizia que as únicas coisas verdadeiras nos periódicos eram o valor e a data. De infância humilde e com pouco estudo, Varela viu no futebol a chance de brilhar e ter um futuro melhor. O jovem começou no pequeno Deportivo Juventud, em 1936, até se transferir para o Montevideo Wanderers em 1938. Lá, mostrou seu temperamento forte e muito talento no meio de campo, precisão nos desarmes, na marcação e até nas subidas ao ataque. Suas atuações com a camisa do Wanderers o levaram, já em 1939, à seleção uruguaia, onde disputou os Campeonatos Sul-Americanos de 1939 e 1941, ficando com os vice-campeonatos em ambos.

Em 1942, conquistou seu primeiro título na carreira, o Sul-Americano, quando o Uruguai levantou a taça em casa. Sua atuação despertou o interesse do gigante Peñarol, que levou o imponente jogador para as bandas carboneras. Ali, começaria o ápice do craque.

 

Jefe aurinegro

A liderança e classe de Varela em campo rapidamente o levaram ao posto de capitão do Peñarol, onde fez história. Naquela década de 40, foram três campeonatos nacionais, em 1944, 1945 e 1949 – este último invicto. Capitão tanto no clube quanto na seleção, Varela só sentia um pesar pelo fato de não ser disputada naqueles anos a Copa do Mundo, por conta da II Guerra Mundial. Mas, em 1950, tudo começaria a mudar.

 

Voltando atrás

Depois da II Guerra Mundial, a Copa do Mundo, enfim, voltaria à cena em 1950, no Brasil. A seleção dona da casa, com vários craques do Vasco, era a grande favorita ao caneco, principalmente, claro, por jogar em casa e ainda pelas lembranças da boa campanha protagonizada na Copa de 1938, quando alcançou as semifinais, perdendo apenas para a futura campeã, Itália. Falando em Itália, a Azzurra é que seria favorita não fosse o desastre aéreo que matou todo o time do Torino, em 1949, que era a base da seleção. Sem Mazzola e companhia, os europeus foram presas fáceis na Copa e não brilharam. Pelo lado sul-americano, a Argentina não participou do Mundial por “biquinho”, pura inveja pelo fato de ser o Brasil a sede. Das forças do continente, o destaque seria o Uruguai, de volta a uma Copa desde 1930, sua primeira e única participação. Mas os celestes estavam na pior. A equipe não tinha confiança alguma e a imprensa do país achava até que a seleção não deveria participar do mundial. Os jogadores estavam sem ritmo, o país ficou meses sem técnico e os jogos pré-Copa foram sofríveis, com derrotas, empates e pouquíssimas vitórias. A seleção enfrentou, inclusive, o Brasil, com duas derrotas e uma vitória, por 4 a 3, no Pacaembu. Nem mesmo essa vitória serviu para animar imprensa e torcida locais. Os jogadores teriam que provar, em campo, que podiam fazer bonito. Para pôr ordem na casa, a comissão técnica uruguaia queria tirar da cabeça de Varela a recusa inicial em participar da Copa, pois o jogador se achava velho à época, com 32 anos. O volante só aceitou disputar o Mundial depois que Luis Carlos Castagnola, seu amigo dos tempos de Wanderers, o convenceu.

 

Sorte logo de cara

O sistema da Copa de 1950, como de praxe, era bem confuso. Seriam quatro grupos, dois com quatro equipes, um com três e um com apenas duas (justamente o do Uruguai). Os melhores de cada grupo disputariam um quadrangular final, onde o primeiro colocado ficaria com o título. A Celeste enfrentou a fraquíssima Bolívia, no estádio Independência, em Belo Horizonte, com apenas 6.200 pessoas. Sem dó, o time massacrou: 8 a 0, gols de Míguez (2), Vidal (2), Schiaffino (2), Julio Perez e Ghiggia. Pronto, a equipe estava classificada para a segunda fase, fácil, fácil.

 

Fase final

No quadrangular final, o Uruguai encarou a Espanha no primeiro jogo, no Pacaembu com mais de 54 mil pessoas (!). A partida foi intensa e muito disputada, com muita pegada e força física. O Uruguai abriu o placar aos 29´do primeiro tempo, com Ghiggia chutando no canto esquerdo do goleiro espanhol. Mas a Espanha virou o jogo em apenas sete minutos, com dois gols de Basora. Na segunda etapa, o capitão Varela, vendo que o ataque não conseguia furar a retranca espanhola, se adiantou, conseguiu receber uma bola perto da intermediária adversária, driblou dois e chutou forte, sem chances para o goleiro: 2 a 2. Na garra, e até na técnica, a equipe conseguia um ponto importante.

Na partida seguinte, outro duelo difícil, contra a Suécia, de novo no Pacaembu, dessa vez bem vazio, com apenas 8 mil pessoas. A Suécia abriu o placar logo no começo do jogo com Palmér, mas Ghiggia empatou aos 39´. Um minuto depois, Sundqvist deixou os suecos novamente em vantagem. Na segunda etapa, a Suécia tinha o controle da partida e parecia que venceria mesmo o jogo, mas após os 25 minutos, os meias e atacantes começaram a recuar, por cansaço, e fizeram exatamente o que o Uruguai queria. Pobres europeus, que não se atentaram à cartilha uruguaia do “jamais se entregue em campo”… Os sul-americanos foram todos para frente e Míguez empatou, aos 32´, e virou, aos 39´do segundo tempo: Uruguai 3×2 Suécia. O esquadrão Celeste estava mais do que vivo no Mundial. E só dependia dele mesmo para ficar com a taça na partida decisiva contra o Brasil, que havia vencido Suécia, por 7 a 1, e Espanha, por 6 a 1. Com a vitória da Suécia sobre a Espanha por 3 a 1, o grupo estava na seguinte ordem: Brasil, líder, com 4 pontos (as vitórias naquela época valiam dois pontos, e não três como hoje); Uruguai, segundo colocado, com 3; Suécia, 3º, com 2, e Espanha, última, com apenas 1. A partida final entre Brasil e Uruguai, marcada para o dia 16 de julho, seria decisiva. Um empate ou vitória do Brasil deixaria a Jules Rimet em solo nacional. O Uruguai, se quisesse ficar com o bicampeonato, teria que vencer o Brasil (um adversário, na teoria, superior) e toda a torcida contra.

 

“Jamais provoque a Celeste…”

Antes do jogo decisivo, o clima de já ganhou e a festa da torcida foram claros e explícitos no país. Todos tinham a certeza de que o Brasil sairia do Maracanã, construído especialmente para aquele Mundial, com a taça de campeão do mundo. Os jornais do dia do jogo davam até mesmo cartões postais da “Seleção Brasileira – Campeã Mundial”. Essa atmosfera toda de festa mexeu com os uruguaios, que usaram todos esses elementos para se inflarem antes do jogo. No vestiário, o grande personagem daquele mundial, o capitão Varela, mostrou toda sua autoridade ao ir contra a ideia do treinador Juan Lopez de jogar na defensiva. Diante de um adversário rápido e letal no ataque, com Ademir, Zizinho e Jair, Varela rechaçou que era preciso jogar com inteligência, muita marcação na principal jogada brasileira – a troca de passes no meio de campo – e não cometer erros no ataque. Já no túnel, o Negro Jefe deixou curtas palavras:

“Não pensem nessa gente, não olhem para cima.”

 

E eles não olharam…

 

 

Enfim, o jogo

O Maracanã estava brilhante, límpido e maravilhoso naquela tarde ensolarada de 16 de julho de 1950. O público pagante daquele jogo foi de 172.772 pessoas, mas, como muitas pessoas entraram sem pagar, permanece a lenda de que 200 mil pessoas se amontoaram no maior estádio do planeta para presenciar a primeira conquista mundial do Brasil. A seleção estava completa, com as estrelas que não encontraram rivais durante a campanha: Barbosa, Augusto, Juvenal, Bauer, Danilo, Bigode, Friaça, Zizinho, Ademir, Jair e Chico. Era um esquadrão entrosado, ágil e letal no ataque. O Uruguai tinha apenas uma baixa, Vidal, contundido, que deu lugar a Morán. A equipe tinha na sua linha de meio de campo e ataque as forças necessárias para fazer um jogo duro para o Brasil, com Gambetta, Andrade, Varela, Ghiggia, Julio Perez, Schiaffino, Míguez e Morán.

O jogo começou e o Brasil foi quem deu os primeiros chutes e as primeiras chegadas ao ataque, mas sem grandes sustos. Ao longo do primeiro tempo, a seleção deu 17 chutes a gol, contra apenas 5 do Uruguai, que estava frio como gelo e sem sentir a pressão. Uma mostra disso foi o número de faltas: cinco do Uruguai contra 12 do Brasil. A Celeste conseguia anular a jogada do meio de campo do Brasil, Zizinho, Ademir e Jair não conseguiam cumprir seus papéis e os uruguaios ganhavam sobrevida. Pelas pontas, Gambetta e Matias González anulavam Friaça e Chico. Esse “ferrolho” durou até o primeiro minuto do segundo tempo, quando, enfim, o Brasil abriu o placar. Ademir recebeu de Zizinho e tocou na medida para Friaça, pela direita, chutar rasteiro, sem chance para Máspoli: 1 a 0 Brasil. O barulho foi ensurdecedor e a alegria geral. Aquele resultado dava o caneco ao Brasil. Mas, naquele gol, começaria o pesadelo brasileiro. O capitão Varela, como forma de ganhar tempo e assustar a torcida, deixou o jogo mais de um minuto parado pedindo impedimento no lance. Aquele artifício foi confirmado pelo próprio craque, décadas depois, em entrevista à Revista Placar:

“Segurei a bola depois do gol do Friaça, alegando impedimento, chamei o juiz, o bandeirinha, pedi intérprete, fiz tudo isso só para acalmar aquela gritaria. Eu sabia que provocando o medo de verem o gol anulado aquilo se transformaria num túmulo. Tentei e deu certo.”Obdulio Varela.

Depois do gol, ao invés de liquidar o adversário, o Brasil diminuiu o ritmo e só foi dar mais um chute a gol aos 11´. Com isso, o Uruguai cresceu e passou a usar sua jogada mais perigosa: os lançamentos pela direita, explorando a velocidade e talento de Ghiggia. O Uruguai chegou ao empate aos 21´, quando Varela passou para Ghiggia na intermediária, perto da lateral. Ghiggia escapou de Bigode, correu, correu e tocou rasteiro para Schiaffino, que chutou alto, sem chances para Barbosa. A torcida emudeceu, mas continuou a incentivar a seleção. Mas aquele gol mostrou ao time Celeste o caminho para a consagração. E ela chegou aos 34´.

 

O Maracanazo

Aos 34 minutos da segunda etapa, Julio Perez passou pela marcação brasileira e tocou para Ghiggia, sempre pela direita. Ele devolveu ao companheiro e partiu em velocidade, para receber nas costas de seu marcador, Bigode. O goleiro brasileiro Barbosa pressentiu que a jogada do primeiro gol poderia se repetir e se afastou da trave esquerda. Um erro fatal. Livre de marcação, pois Juvenal estava indo em direção a Schiaffino, Ghiggia correu e, ao invés de cruzar como no primeiro gol, chutou forte, rasteiro, exatamente no canto onde Barbosa deveria estar: Uruguai 2×1 Brasil. Faltando apenas 11 minutos para o fim do jogo, o time Celeste conseguia o que muitos acreditavam ser impossível. O Maracanã, agora sim, era tomado por um “silêncio de morte”, como muitos lembram até hoje. O Brasil não teve forças para empatar o jogo e, aos 45´, o juiz inglês George Reader cumpriu a pontualidade britânica e apitou o final do jogo, sem esperar a conclusão de um lance de perigo a favor do Brasil. Era o fim. O Uruguai, 20 anos depois, conquistava a Copa do Mundo, se igualava à Itália e era bicampeão mundial. O Brasil, favorito, com o melhor ataque da competição e jogando em casa, ficava como vice. O Maracanã, que já estava silenciado, virava um poço de choro, lágrimas e tristeza. Os uruguaios não acreditavam no que viam, e se sentiam até mesmo sem jeito pela tragédia que haviam acabado de protagonizar.

O presidente da FIFA, Jules Rimet, que tinha preparado até um discurso próprio para o Brasil, nem cerimônia fez ao entregar a taça para Varela, de tão perplexo que ficou. Estava sacramentado o Maracanazo, como ficou conhecida a maior derrota da história do futebol brasileiro. E, sem dúvida alguma, a maior vitória da história do futebol uruguaio, eterna e que até hoje não foi vingada pelos brasileiros. Ghiggia, Schiaffino e Varela viravam, de vez, monstros sagrados do esporte uruguaio e mundial, além de fantasmas da seleção brasileira, no mesmo pedestal onde, anos depois, subiu o italiano Paolo Rossi, carrasco do Brasil na Copa de 1982. Nelson Rodrigues, mítico das crônicas e frases do Brasil, descreveu bem a participação de Varela naquele jogo:

“A humilhação de 50, jamais cicatrizada, ainda pinga sangue. Todo escrete tem sua fera. Naquela ocasião, a fera estava do outro lado e chamava-se Obdulio Varela.”

 

A fama que não rendeu riquezas

Depois da Copa, Varela, bem como os jogadores do Uruguai, acharam que lucrariam vertiginosas quantias em dinheiro com o título mundial. Mas tudo ficou apenas no sonho. Com o dinheiro da conquista, o craque comprou apenas um Ford ano 1931, muito pouco para quem imaginava até comprar presentes para mulher e filhos. Outro fator de destaque foi o que Varela presenciou após a partida. O jogador andou pelas ruas de Copacabana ao término do jogo e viu de perto o drama que ele e seus companheiros haviam causado aos brasileiros, chegando até a consolar algumas pessoas, como ele descreveu:

“A tristeza de todos era tanta que terminei sentado em um bar bebendo com eles. Quando me reconheceram, pensei que iriam me matar. Felizmente foi tudo o contrário, me parabenizaram e ficamos bebendo juntos.”Obdulio Varela, em depoimento ao site FIFA.com.

O jogador, mesmo desapontado com a falta de reconhecimento da AUF (Associação Uruguaia de Futebol) aos campeões, seguiu jogando em alto nível, conquistando mais três Campeonatos Uruguaios (1951, 1953 e 1954) e com o temperamento frio e difícil de sempre, a ponto de se recusar a vestir a camisa do Peñarol com um recente patrocinador, em 1954. O time foi a campo com 10 jogadores patrocinados e Varela com o velho manto aurinegro sem marca alguma. Veteraníssimo, aos 36 anos em 1954, o jogador foi mais uma vez para a disputa de uma Copa, na Suíça.

 

A falta que o Jefe fez…

No Mundial de 1954, na Suíça, o Uruguai era um dos grandes favoritos ao título, juntamente com a incrível Hungria de Puskás e Cia. A Celeste tinha a base bicampeã mundial de 1950 e ainda outros talentos como Abbadie e Borges. Os sul-americanos não decepcionaram e deram show na primeira fase, com vitória por 2 a 0 sobre a Tchecoslováquia e 7 a 0 na Escócia. Nas quartas de final, duelo épico contra a Inglaterra e vitória por 4 a 2, com um dos gols uruguaios marcados por Varela. Porém, naquele jogo, o craque e líder da seleção sofreu uma lesão que o fez se arrastar por quase todo segundo tempo. Sem condições de jogo, o capitão foi uma ausência crucial para o duelo dificílimo contra a Hungria, nas semifinais. Sem Varela, a Celeste levou 2 a 0, mas conseguiu empatar com Hohberg no segundo tempo. Na prorrogação, as pernas pesaram pelo cansaço da difícil partida contra a Inglaterra, quatro dias antes, e a Hungria marcou mais dois gols, vencendo por 4 a 2. Abatida e novamente sem o capitão, a Celeste perdeu a disputa pelo terceiro lugar para a Áustria, que venceu por 3 a 1. Aquela foi a última Copa na carreira de Varela, que ostentou uma marca impressionante: em sete jogos disputados em Copas do Mundo com a camisa celeste, foram seis vitórias e um empate, o que manteve o craque invicto em Mundiais. Em 1955, Varela decidiu se aposentar de vez do futebol.

 

O fim da lenda

Depois de pendurar as chuteiras, em 1955, Varela tentou ser técnico de futebol, mas não suportou a interferência de diretores e desistiu da ideia. Com isso, foi para a área do funcionalismo público, vivendo uma vida sem luxo, muito aquém do que o mito uruguaio merecia. O líder do Maracanazo faleceu em 1996, aos 78 anos, na capital Montevidéu. Quando se foi, o governo uruguaio leiloou a camisa e as chuteiras que o craque usou na final de 1950, itens declarados “monumentos nacionais”. De poucas palavras, sério e um líder como pouco se viu na história do futebol, Obdulio Varela deixou sua marca para sempre como um herói, aquele que inflou 10 homens contra mais de 200 mil pessoas, mostrando que no futebol, muitas vezes, é preciso mais do que toque de bola e jogo bonito. Garra, coragem e coração são muito, mas muito bem vindos, como dizia Nelson Rodrigues, em muitas das crônicas que escrevia:

“Varela não atava as chuteiras com cordões, mas com as veias.”

 

Números de destaque:

Disputou 52 partidas e marcou 8 gols pela seleção do Uruguai.

 

Extras:

 

O Maracanazo

Veja um vídeo que conta a façanha do Uruguai na final da Copa de 1950.

 

Licença Creative Commons
O trabalho Imortais do Futebol – textos do blog de Imortais do Futebol foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial – SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em imortaisdofutebol.com.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença.

1 thought on “Craque Imortal – Obdulio Varela

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *